segunda-feira, 15 de junho de 2020

Com a retomada das atividades, poluição do ar dispara na China

Poluição já custa à China US$ 1 bilhão por dia.
Vivemos em uma corda bamba: depois das boas notícias dando conta de que em muitos lugares a qualidade do ar havia melhorado bastante, em função da quase paralisação das fábricas e do trânsito por conta da pandemia, na China, onde a situação parece estar se normalizando, a poluição volta a explodir, superando os níveis anteriores à pandemia.
O Centre for Research on Energy and Clean Air (CREA), instituição de pesquisa baseada em Helsinque, lembra que na China os níveis de dióxido de nitrogênio (NO2) caíram cerca de 40% e os de dióxido de carbono (CO2) caíram cerca de 25% durante o período de paralisação. Mas, nestes últimos 30 dias, os níveis passaram a ser superiores aos observados em período similar do ano passado. Esses números foram obtidos compilando-se os dados registrados por 1.500 estações de observação instaladas naquele país.
Imagens de satélite mostraram um declínio dramático nos níveis de poluição sobre a China, o que é "pelo menos em parte" causado por uma desaceleração econômica provocada pelo coronavírus, segundo a agência espacial americana NASA.
Os mapas da NASA mostram níveis decrescentes de dióxido de nitrogênio este ano.
O CREA lembra que algo similar aconteceu em 2008, quando o governo chinês passou estimular a economia como forma de escapar da grande crise econômico/financeira daquele ano, gerando uma onda sem precedentes de projetos de desenvolvimento, com recordes de consumo de carvão, cimento e aço. O carvão, altamente poluente, é parte importante da matriz energética chinesa e a indústria de cimento também é altamente poluente; quanto ao aço, o Brasil foi beneficiado, com o aumento da importação de minério brasileiro pelos chineses.
O fim da pandemia não será o fim de nossos problemas; o “airpocalypsis” – jogo de palavras com as expressões inglesas “air” e “apocalypsis”, de significado óbvio, não deve sair de nosso rol de preocupações.
NO mapas baseados em leituras de satélite da ESA. (ecodebate)

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