terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

O que é economia circular, conceitos e práticas

A Economia Circular, embora não seja um conceito novo, tem ganhado importância nos anos recentes na agenda política internacional.

Isto torna-se evidente, por exemplo, na atual política da União Europeia (Comissão Europeia, 2014, 2015) ou com a publicação em 2009 da Lei para a Promoção da Economia Circular na China (Su, Heshmati, Geng & Yu, 2013).

A Economia Circular (EC) é um modelo para uma nova economia sustentável, intimamente ligado à inovação, design e ecoeficiência, solução para os atuais desafios dos negócios face à imprevisibilidade económica, crescente procura de recursos naturais no mundo e crescimento exponencial da população.

A EC pode ser a maior revolução na economia global nas próximas décadas. Representa uma ruptura radical com os antigos modelos de produção e de consumo lineares “extrair-produzir-descartar” – um padrão do tipo do berço ao túmulo (Cradle-to-Grave) –, que desperdiçam grandes quantidades de materiais incorporados e energia, ao separar crescimento do uso de recursos naturais e impacto ambiental. Em contraste com o modelo linear, a EC trata-se de uma abordagem do tipo do berço ao berço, na qual o termo resíduo não existe. A EC visa erradicar sistematicamente resíduos nos processos de fabrico, ao longo dos ciclos de vida e uso de produtos e seus componentes, ganhando deste modo, além de vantagem competitiva face aos acentuados aumentos de volatilidade na economia global, a redução de dependências de recursos naturais. Deste modo, componentes escassos e ciclos de uso e reutilização de produtos ajudam a definir o conceito de uma EC.
Sobre a gestão das empresas, esta separação torna-a mais ágil, adaptável e alinhada com os consumidores, que são cada vez mais exigentes na relação economia-ambiente.

Com um excedente de população e com o capital de recursos naturais e os sistemas ecológicos que fornecem serviços vitais de suporte de vida em declínio e relativamente caros, a próxima Revolução Industrial, tal como a primeira será uma resposta às mudanças nos padrões da escassez. Ela irá criar alguma agitação, mas mais importante, irá criar oportunidades. Os negócios devem adaptar-se a esta nova realidade. Empresas inovadoras já o estão a fazer. Com isso lucram e ganham decisiva vantagem competitiva. Tal como a máquina a vapor alimentou a Revolução Industrial no final do século XVIII, o digital alimenta a Revolução Circular, pois as tecnologias digitais permitem novos níveis de automação e coordenação em toda a cadeia de fornecimento (Lacy, 2015).

A definição mais conhecida de Economia Circular foi introduzida pela Ellen MacArthur Foundation, como “uma economia industrial que é restauradora ou regenerativa pela intenção e design” (EMF, 2012, p.14). (ecodebate)

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