terça-feira, 17 de dezembro de 2024

Brasil projeta reduzir em 67% as emissões ante 2005

Apesar de haver uma faixa que varia entre 850 milhões de toneladas a 1 bilhão de toneladas de CO2 equivalente, governo diz querer alcançar a meta mais elevada.

Brasil aumenta meta para reduzir 67% de emissões até 2035 Nova meta climática do Brasil no Acordo de Paris será apresentada na COP29 no Azerbaijão; crescimento econômico pressiona emissões.

Em setembro de 2024, a capital do país, Brasília, foi tomada por fumaça de queimadas no entorno da cidade.

O governo brasileiro anunciou em 08/11/2024 que possui a muito mais audaciosa a meta de reduzir em 67% as emissões de gases do efeito estufa até 2035. A nova meta é maior que a anterior, de 59%, e foi apresentada pelo vice-presidente, Geraldo Alckmim na COP29.

O evento foi em Baku, no Azerbaijão, em 11 e 12/11/2024.

A redução proposta pelo Brasil é em relação à quantidade de emissões em 2005. Segundo o Planalto, “isso equivale, em termos absolutos, a uma redução de emissões para alcançar entre 850 milhões e 1,05 bilhão de toneladas de gás carbônico equivalente em 2035”.

O Planalto discutiu sua nova Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC, em inglês) em reunião dia 06/11/24. A ideia é fazer um acompanhamento de perto das ações que estão sendo feitas pelos ministérios sobre o tema.

“A nova NDC abrange todos os setores da economia e está alinhada ao objetivo do Acordo de Paris de limitar o aquecimento médio do planeta a 1,5ºC em relação ao período pré-industrial, conforme Balanço Global acordado na COP28, em Dubai, em 2023. Esse compromisso permitirá ao Brasil avançar rumo à neutralidade climática até 2050, objetivo de longo prazo do compromisso climático”, escreveu o Executivo em nota.

CRESCE, MAS POLUI

O Brasil cresceu 2,9% em 2023 e a expectativa é que avance mais 3,1% em 2024. Com o aumento da atividade econômica, a tendência é que as emissões também cresçam. A impressão de alguns ministérios é de que será preciso novas medidas de contenção para atingir as metas do acordo.

Os resultados serão apresentados por Alckmin na COP29, a cúpula da ONU (Organização das Nações Unidas) sobre mudanças climáticas porque Lula cancelou a ida ao evento depois de sofrer um acidente doméstico e cortar a cabeça em 19 de outubro.

O setor de agropecuária no Brasil, por exemplo, registrou, em 2023, um aumento nas emissões de gases de efeito estufa. O crescimento marca o 4º ano consecutivo de elevação nesse índice. O Seeg (Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa), do Observatório do Clima, divulgou os dados em 07/11/2024).

As atividades agrícolas emitiram 631,2 milhões de toneladas de CO2 (dióxido de carbono equivalente), um acréscimo de 2,2% em relação a 2022. O aumento foi impulsionado principalmente pelo crescimento do rebanho bovino no país.

Apesar do aumento nas emissões do setor agropecuário, o Brasil reduziu suas emissões totais de gases de efeito estufa em 12% em 2023, atingindo 2,3 bilhões de toneladas de CO2e. Essa diminuição se deu principalmente pela redução do desmatamento na Amazônia. No entanto, outros biomas apresentaram aumento nas emissões.

A conversão de florestas para outros usos foi responsável por 46% das emissões totais. (poder360)

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