sábado, 21 de dezembro de 2024

Alterações climáticas 2025

Em 2025, o Brasil deve enfrentar desafios climáticos, como:

Verão mais quente da história, devido ao aquecimento global, La Niña e temperaturas altas no Atlântico Norte

Seca e altas temperaturas no Centro-Sul do Brasil, devido ao fim do El Niño e à rápida transição para o La Niña

Impactos na agricultura e saúde pública

Redução de emissões de gases de efeito estufa, conforme o compromisso do Brasil no Acordo de Paris

Adaptação aos impactos da mudança do clima, com a elaboração do Plano Clima

O Brasil se comprometeu a reduzir as emissões de gases de efeito estufa em:

48% até 2025, em relação às emissões de 2005

53% até 2030, em relação às emissões de 2005

Aumentar a participação da bioenergia sustentável na matriz energética para aproximadamente 18% em 2030

O Plano Clima é o guia da política climática brasileira até 2035. A nova versão, a ser apresentada em 2025, está em elaboração no governo, com ampla participação da sociedade.

Países devem ter novas metas para a próxima década

Diante da necessidade urgente de intensificar a ação climática, as metas nacionais atualizadas para a próxima década (2025-2035) devem ser mais ambiciosas e cientificamente rigorosas.

De acordo com relatório publicado em 12/11/24 pelo Grupo de Consultoria sobre a Crise Climática (CCAG), as metas climáticas atuais dos países membros da ONU não atingem o nível de ambição necessário para o cumprimento do Acordo de Paris, deixando o mundo a caminho de um aumento de temperatura muito acima do limite de 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais. Diante da necessidade urgente de intensificar a ação climática, as metas nacionais atualizadas para a próxima década (2025-2035), a serem entregues pelas nações até fevereiro, devem ser mais ambiciosas e cientificamente rigorosas.

Documento indica que as metas atuais dos países, chamadas de Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), colocam objetivos do Acordo de Paris fora de alcance, gerando uma projeção de aquecimento superior a 3°C até 2100. Nível de aquecimento global representa uma ameaça grave à vida na Terra. No relatório, especialistas estabelecem critérios mínimos que cada país deve cumprir ao atualizar suas NDCs, a fim de garantir um futuro mais seguro para a humanidade. “NDCs de Alta Ambição devem refletir cotas justas, com os países desenvolvidos assumindo maior responsabilidade por meio de cortes mais profundos e um aumento no apoio a nações em desenvolvimento”, diz Mercedes Bustamante, membro do CCAG e professora da Universidade de Brasília/UnB. “Estamos à beira de mudanças irreversíveis, mas também diante de uma oportunidade sem precedentes para redefinir nossa abordagem à ação climática”.

Para David King, presidente do CCAG, acelerar a resposta global à crise climática é uma escolha política que se deve fazer agora. “Temos as soluções ao nosso alcance, mas o progresso é constantemente obstruído pela indústria de combustíveis fósseis. Próximas NDCs vão definir o rumo para os próximos 5 anos; os últimos cinco ficaram muito aquém do necessário”, afirma. O Brasil se antecipou e apresentou a nova meta climática do país para os próximos 10 anos, se comprometendo a reduzir suas emissões de gases de efeito estufa entre 59% e 67% em 2035, na comparação com os níveis de 2005. O anúncio foi feito às vésperas da 29ª Conferência do Clima da ONU (COP29), em Baku, no Azerbaijão. O Brasil será anfitrião da próxima COP, que acontecerá no país em 2025, em Belém (PA).

Os princípios orientadores do CCAG para NDCs de Alta Ambição são priorizar a equidade em todos os níveis, protegendo as comunidades mais vulneráveis e assegurando que os benefícios da transição energética sejam amplamente compartilhados e incluir planos detalhados sobre como transformar as promessas em ações concretas, além de abordar medidas de adaptação e estratégias para lidar com as perdas e danos causados pela mudança climática.

As mudanças climáticas são uma realidade cada vez mais presente em nosso planeta.

O financiamento climático deve ser um compromisso central, para que os recursos cheguem aonde são mais necessários, com mecanismos claros para redirecionar o financiamento público e privado para soluções climáticas. O CCAG aponta que há ferramentas e tecnologias para combater as mudanças climáticas já disponíveis, e recomenda que as NDCs priorizem essas oportunidades imediatas de ação, ao mesmo tempo em que incentivem a inovação contínua e a escalabilidade das soluções em todos os setores. (brasilmineral)

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