terça-feira, 13 de maio de 2025

Fome mundial 2025

Acabar com a fome em um mundo onde não falta comida, mas sim boa vontade dos governantes

Discussões apontam riscos da insegurança alimentar e reforçam a importância de acelerar iniciativas públicas e privadas.
A previsão é que 2025 seja um ano com crises de fome ainda mais severas, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. O Programa Mundial de Alimentos (PMA) prevê um aumento da insegurança alimentar aguda em 74 países onde opera, com cerca de 343 milhões de pessoas afetadas. A situação é particularmente grave em países como Gaza, Sudão, Sudão do Sul, Haiti e Mali, onde há risco de fome, com a possibilidade de até 1,9 milhões de pessoas passarem a viver em condições de fome.

Principais preocupações e projeções:

Aumento da insegurança alimentar:

O PMA estima que a insegurança alimentar aguda aumente em 10% em relação ao ano anterior, afetando mais pessoas em diversos países.

Crises em Gaza e Sudão:

A situação em Gaza e Sudão é de extrema preocupação, com risco de fome e necessidade de ajuda urgente.

Risco de fome em outros países:

Países como Sudão do Sul, Haiti e Mali também enfrentam situações de risco de fome, com milhões de pessoas em situação de vulnerabilidade.

Necessidade de financiamento:

O PMA estima que precisa de US$ 16,9 bi para alcançar 123 milhões de pessoas mais vulneráveis em situação de insegurança alimentar no mundo, segundo o Programa Mundial de Alimentos.

Cortes no financiamento:

Reduções no financiamento por parte de países como os EUA podem comprometer o combate à fome e a ajuda a países em situação de crise.

Fome no mundo cresce e volta aos patamares de 2015

Fatores que contribuem para a crise de fome:

Conflitos armados:

Conflitos são um dos principais fatores que contribuem para a fome e a insegurança alimentar, como é o caso em Gaza e Sudão, segundo a CNN Brasil.

Crises econômicas:

A inflação e a falta de emprego podem afetar o acesso a alimentos, como ocorre em alguns países asiáticos, de acordo com a CNN Brasil.

Mudanças climáticas:

Eventos climáticos extremos, como secas e inundações, também podem impactar a produção de alimentos e aumentar a insegurança alimentar.

Deterioração da situação econômica:

A deterioração da situação econômica e a falta de recursos podem levar a um aumento da insegurança alimentar, como ocorre em alguns países da África, segundo a Agência Brasil.

O Brasil e a fome:

O Brasil tem voltado ao "Mapa da Fome" da ONU após anos de progresso.

Em 2025, o governo espera tirar o Brasil do "Mapa da Fome" novamente, com a implementação de programas de apoio à população.

A insegurança alimentar severa no Brasil caiu 85% em 2023, segundo o governo.

A expectativa é que o Brasil continue a reduzir a fome e a pobreza em 2025.

Após cortes dos EUA, agência da ONU de combate à fome anuncia redução de equipe

Palestinos em uma fila para conseguirem comida numa cozinha comunitária do Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU.

O Programa Mundial de Alimentos (PMA) da ONU, muito afetado pelos cortes na ajuda internacional dos Estados Unidos, deverá reduzir sua força de trabalho mundial em entre 25% e 30%, o que pode afetar até 6.000 pessoas, segundo uma mensagem enviada aos funcionários à qual a AFP teve acesso.

A atual previsão de financiamento do PMA para 2025 é de "US$ 6,4 bi (R$ 36,3 bi), o que representa uma redução de 40% em comparação ao ano passado", escreveu Stephen Omollo, diretor executivo do Programa, na mensagem.

"Após uma série de reuniões em que a equipe de gestão examinou todos os aspectos da nossa situação, concluímos que o PMA deve reduzir sua força de trabalho global em 25% a 30%, o que poderia afetar até 6.000 postos de trabalhos, enquanto nos preparamos para realizar nosso trabalho em 2026", complementou.

Davos 2025: por que o combate à fome será um dos focos do Fórum Econômico Mundial

Assista ao vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=TzL5-PTcffI

"Essa mudança estrutural - necessária para preservar os recursos em apoio a operações vitais - afetará todas as regiões geográficas, diretorias e níveis do Programa", acrescentou.

A agência da ONU, que trata do combate à fome no mundo, irá propor medidas de aposentadoria negociadas, reduzirá contratos de curto prazo em sua rede em Roma e integrará aposentadorias em suas reduções de pessoal, embora isso possa "não ser suficiente", alertou.

Um grande número de agências e departamentos da ONU já estão sentindo o impacto dos cortes nas contribuições de doadores, particularmente dos Estados Unidos.

Washington eliminou 83% dos programas de sua agência de desenvolvimento Usaid, que até agora administrava um orçamento anual de US$ 42,8 bi (R$ 243,2 bi), ou seja, 42% da ajuda humanitária. (uol)

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