segunda-feira, 25 de março de 2013

A população de Singapura em 2100

Singapura é um pequeno país tropical, mas economicamente rico e com excelente qualidade de vida de seus cidadãos. O país é uma Cidade-Estado, de 700 km2 (menor do que o tamanho da cidade do Rio de Janeiro) composta por 63 ilhas, separado da Malásia pelo Estreito de Johor e separado da Indonésia pelo Estreito de Singapura. A maior parte da população é composta por chineses, seguidos de malaios e indianos.
O país foi criado como entreposto comercial da Companhia das Índias Orientais por Sir Stamford Raffles em 1819 e se tornou um colônia britânica. Durante a Segunda Guerra Mundial foi invadido pelo Japão, mas voltou ao domínio britânico após a derrota japonesa. Conseguiu a independência em 1959 (mesmo ano da Revolução Cubana), mas se juntou à Malásia e só se tornou um Estado totalmente independente em 1965.
Embora nunca tenha sido um país miserável, Singapura era bastante pobre e tinha, no quinquênio 1950-55, uma mortalidade infantil de 61 por mil, uma esperança de vida ao nascer de 60 anos e Taxa de Fecundidade Total (TFT) de 6,6 filhos por mulher. Mas em poucas décadas Singapura deu a volta por cima e atualmente apresenta indicadores econômicos e sociais melhores, por exemplo, do que os dos Estados Unidos. Segundo dados do FMI a renda per capita de Singapura (em poder de paridade de compra – ppp), em 2012, era de 61,5 mil dólares, contra 50,2 mil dólares dos EUA. No quinquênio 2005-10 Singapura tinha uma mortalidade infantil de somente 1,6 por mil esperanças de vida ao nascer de 81 anos, contra números respectivos de 6,8 por mil e 78 anos, nos Estados Unidos. Em 2012 o desemprego estava em 2% em Singapura contra 8% nos EUA, além do primeiro ter altos superávits comerciais e baixo endividamento. O Banco Mundial considera Singapura como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios, superando, desta forma, os EUA e os países da Europa.
Singapura tem algumas semelhanças pontuais com Cuba, pois ambos são países insulares, com populações relativamente pequenas, foram governadas por partido único, com regimes autoritários, tiveram forte presença do Estado e fizeram suas “revoluções” em 1959. Porém, para os ideólogos do desenvolvimentismo, o sucesso econômico e social de Singapura é sem igual.
A população de Singapura era de 1 milhão de habitantes em 1950, chegou a 5 milhões em 2010. A divisão de população da ONU estima, na hipótese média, uma população de 6,1 milhões de pessoas em 2050 e 5,6 milhões em 2100. Na hipótese baixa, Singapura teria 5,4 milhões em 2050 e 3,6 milhões em 2100. Nos últimos 50 anos a maior parte do crescimento demográfico ocorreu devido à imigração. Em 1950, a densidade demográfica de Singapura era de 1.496 habitantes por km2, passando para 7.447 hab/km2, em 2010 e podendo ultrapassar 8 mil hab/km2, na segunda metade do século XXI.
A taxa de fecundidade total (TFT) era de 6,6 filhos por mulher no quinquênio 1950-55 e em menos de 25 anos já apresentava taxas abaixo do nível de reposição. Em 2005-10 a TFT estava em somente 1,25 filhos por mulher. Mesmo que esta taxa suba um pouco nas próximas décadas o crescimento populacional só será mantido com o fluxo positivo de migrantes. O número anual de nascimentos estava em 54 mil no início da década de 1950 e caiu para 41 mil no quinquênio 2005-10, número muito baixo para o tamanho da população. A esperança de vida era de 60 anos em 1950, passou para 81 anos em 2010 e deve ultrapassar 90 anos em 2100 (uma das maiores do mundo).
Embora Singapura seja um local altamente urbanizado, metade do seu território é coberto por vegetação e o país tem investido no planejamento urbano, no transporte coletivo, na agricultura urbana e em projetos verdes, como o aterro sanitário de Pulau Semakau que é considerado um dos mais modernos do mundo.
Mas o modelo econômico e social de Singapura, com seu alto nível de consumo – embora promova alto padrão de vida e educação para seus habitantes – não é generalizável para o resto do globo, pois o país possui um grande déficit ecológico. Segundo o relatório Planeta Vivo, da WWF, a pegada ecológica per capita era de 6,1 hectares globais (gha) para uma biocapacidade de apenas 0,02 gha. Portanto, Singapura depende da biocapacidade excedente de alguns países do mundo.
Singapura soube tirar proveito de suas vantagens comparativas e construir um país altamente eficiente em termos econômicos e com Índice de Gini (47,3) da distribuição de renda menor do que a maioria dos países em desenvolvimento. Mas o estilo de vida do povo de Singapura não é autossustentável em termos ambientais. Muitos países querem copiar o modelo da pequena ilha asiática, mas este alto padrão de vida não é generalizável, sendo inatingível para os mais de 7 bilhões de habitantes do mundo. (EcoDebate)

domingo, 24 de março de 2013

Muitas espécies, uma só água

A água é essencial para todas as espécies.
Por isso, buscamos sempre atuar de forma responsável com recursos hídricos em todas as nossas atividades e processos produtivos.
Só em 2012, reutilizamos mais de 23 bilhões de litros de água em nossas instalações.
Além disso, desde 2008, investimos mais de R$ 500 milhões em projetos destinados com a água e o clima do Programa Petrobras Ambiental.
Afinal, cuidar da água é cuidar da vida. (petrobras)

sábado, 23 de março de 2013

Tipos de água

Informações sobre os diversos tipos de água encontrados na natureza.
Água passando por processo de tratamento visando o consumo humano.
Os diversos tipos de água
Ao contrário do que muita gente pensa, não existe apenas um tipo de água na natureza. Podemos encontrar na natureza águas de todo tipo: próprias e impróprias para o consumo, contaminadas, com propriedades terapêuticas, etc.
Principais tipos
- Água potável: destinada ao consumo humano por apresentar as condições ideais para a saúde. Pode ser tratada ou retirada de fontes naturais, desde que seja pura.
- Água salobra: é uma água de aparência turva. Possui grandes quantidades de sal ou outra substância dissolvida. Não pode ser consumida pelo ser humano. É muito encontrada em regiões de mangue (áreas alagadas próximas ao litoral).
- Água doce: é a água que encontramos em rios, lagos, riachos, etc. Possui baixa quantidade de minerais e algumas impurezas (caso esteja contaminada). É uma água de cor marrom, pois possui também grande quantidade de terra dissolvida. Para ser consumida precisa passar por processo de tratamento específico. Quando está limpa, costuma abrigar grandes quantidades de peixes. O Brasil é um país rico em água doce graças a grande quantidade de rios.
- Água salgada: é a conhecida água do mar. Possui grande quantidade de sais, principalmente o famoso sal de cozinha (cloreto de sódio). Não pode ser consumida pelo ser humano.
- Água contaminada: geralmente presente em rios e lagos que recebem esgotos ou resíduos industriais. Não pode ser consumida, pois apresenta microrganismos que transmitem doenças ou produtos químicos que prejudicam a saúde humana. Geralmente encontramos baixa existência de vida animal neste tipo de água.
- Água destilada: água com altas concentrações de hidrogênio e oxigênio. É produzida de forma artificial em indústrias pelo processo de destilação. Na natureza, ela se forma durante o processo de chuva. É uma água muito usada em baterias de automóveis ou como reagente industrial. Não pode ser consumida.
- Água mineral: água que possui grande quantidade de minerais oriundos da natureza. Algumas destas águas possuem propriedades terapêuticas. Alguns tipos de águas minerais são próprias para o consumo, tanto que são envasadas e vendidas por empresas.
- Água poluída: é um tipo de água misturada com algum poluente. Neste caso, a água perde seu cheiro e cor natural, ficando imprópria para o consumo. (suapesquisa)

Com mata recuperada, água fica mais limpa

Um relatório divulgado nesta semana pelo projeto Água das Florestas aponta o impacto que a restauração de 217 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) teve sobre as águas da bacia dos Rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí. Em três anos, 13 dos 14 pontos avaliados como ruins deixaram essa condição.
Parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com o Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB), o projeto elegeu 28 pontos ao longo de 13 propriedades próximas à bacia e, além da restauração, envolveu a comunidade local em um modelo de gestão participativa.
Em 2010, quando a ação foi iniciada, 14 pontos era considerados ruins e os outros 14 eram avaliados como regulares. A medição mais recente, porém, aponta que apenas 1 ponto continua com o indicador ruim, enquanto 25 pontos apresentaram qualidade regular e outros 2 já eram classificados como bons.
As áreas de Ribeirão da Floresta e Ribeirão da Grama, cujos pontos variavam entre ruim e regular, foram as que registraram os melhores resultados. As duas microbacias abastecem diretamente a população da cidade de Salto, cuja demanda urbana é de cerca de 150 mil habitantes/ dia.
Para a coordenadora do programa, Malu Ribeiro, os resultados evidenciam a importância da manutenção de uma maior área de matas ciliares - um dos pontos modificados pelo novo Código Florestal.
Análise. O monitoramento é feito pela coleta de água e o uso de um kit desenvolvido pelo programa. A análise engloba 14 parâmetros físico-químicos, como transparência da água, lixo e odor, classificando a água em cinco níveis: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo. (OESP)

Estudo expõe poluição nos rios do País

Levantamento da SOS Mata Atlântica em 21 cidades mostra que, dos 30 rios avaliados, nenhum estava em situação satisfatória.
A análise de 30 rios localizados nas Regiões Sudeste e Nordeste mostra a situação preocupante da gestão hídrica no País. Divulgado ontem, no Dia Internacional da Água, o levantamento da SOS Mata Atlântica não encontrou nenhum rio, córrego ou lago em 21 cidades visitadas no ano passado em situação satisfatória: 21 foram considerados de qualidade regular e outros 9, classificados como ruins.
A ação é parte do projeto A Mata Atlântica é aqui, exposição itinerante que passou por municípios de nove Estados brasileiros entre janeiro e dezembro de 2012. Entre as três dezenas de rios avaliados, 26 foram analisados pela primeira vez pelo projeto. Dos quatro rios avaliados em outros anos, três pioraram seus índices e um manteve a mesma classificação.
A avaliação englobava 14 parâmetros físico-químicos, que incluem transparência da água, quantidade de lixo e odor. Dessa forma, a qualidade da água era avaliada segundo cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 28 pontos), regular (de 29 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).
Três locais tiveram a pior avaliação, com 23 pontos: o Córrego Bussocaba, em Osasco, na foz do Rio Tietê, o Rio Grande, no Rio, e o Rio Salgadinho, em Maceió. Segundo Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante, o fato de a maior parte (70%) dos rios estar em situação regular não diminui a preocupação.
"Independentemente de ser regular ou ruim, todos são preocupantes. Os rios de qualidade regular são bastante poluídos e os ruins não têm nenhuma condição de uso pela população", explica. "Temos de voltar os olhos para as águas de nosso País, especialmente na questão do saneamento básico."
Especialmente nos locais que tiveram a pior avaliação, explica Roncatti, a principal agravante era o despejo de esgoto doméstico. "É preciso investir em infraestrutura para que o esgoto não vá direto para o rio. Percebemos ainda que muita gente tende a olhar o rio como um lixão, que leva os resíduos para longe. É preciso mudar este olhar", afirma a coordenadora.
As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracaju, com 34 pontos, e do Rio Pratagy, em Maceió, com 33 pontos.
Esta é a terceira vez que o levantamento anual, que não tem valor pericial, é realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica. No ano passado, em uma avaliação mais ampla, a análise de 49 rios de 11 Estados do Sudeste, Sul e Nordeste constatou que 75,5% eram classificados como de qualidade regular, enquanto que os 24,5% restantes tinham nível ruim.
"Esta analise é meramente informativa e não confrontamos com dados de outras instituições. Mas ela tem parâmetros corretos e tem servido para levar informação às populações que vivem e dependem desses recursos hídricos", afirma Roncatti.
Itinerante. A análise dos rios é parte do projeto A Mata Atlântica é aqui, que seleciona a cada ano diversas localidades que, no passado, foram cobertas por esse tipo de floresta. Dois biólogos fixos, num caminhão-baú, escolhem um ponto nas cidades visitadas para montar a central de informações. Com a ajuda de um monitor local, é organizada uma programação de 15 dias de palestras, oficinas e debates - com a participação de escolas, chegam a receber 80 crianças por hora.
Desde maio do ano passado, o projeto percorre cidades litorâneas com o tema Nosso verde também depende do azul. "Pela proximidade com o mar, as cidade de praia deveriam ser mais conscientes, mas infelizmente não é o que temos visto", lamenta Romilda. "O lixo doméstico muitas vezes é despejado na própria praia." (OESP)

O que é Ciclo da Água?

O nome científico do ciclo da água é ciclo hidrológico!
É assim que chamamos a troca constante que a água faz entre a terra, mares, rios florestas e a atmosfera.
De maneira simplificada, podemos dizer que o ciclo da água envolve a constante mudança de estado físico desse elemento. Ou seja, na natureza a água se torna ora líquida, ora gasosa... e para isso conta com ajuda da energia do sol.
O sol provoca a evaporação dos oceanos, lagos, rios e lençóis subterrâneos.
Evaporação é a passagem da água do estado líquido para o gasoso, quando ela assume a forma de vapor. A evaporação também ocorre durante a respiração dos animais e plantas.
Como vapor, a água vai para camadas mais altas da atmosfera e forma as nuvens.
Quando a condensação aumenta nas nuvens, o vapor d'água se transforma novamente em líquido. Assim, a água volta novamente para a superfície da terra como gotas de chuva, o que chamamos de precipitação.
Em lugares frios essa água cai em forma de flocos de neve.
Sobre a superfície, a água da chuva escoa para formar os oceanos, lagos, rios e lençóis subterrâneos... e assim, o ciclo da água recomeça. (ciclodaagua)

22 de março é o Dia Mundial da Água

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água” para que as pessoas se conscientizassem da importância da água para a vida humana.
No ano seguinte, o Dia Mundial da Água (DMA) foi definido como o dia 22 de março, também pela Assembleia Geral da ONU, por meio da resolução A/RES/47/193 de fevereiro de 1993. Ele foi criado para que os povos de todo o mundo possam discutir, pensar e tomar atitudes positivas em relação aos recursos hídricos disponíveis no planeta.
A criação do Dia Mundial da Água está de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. (ciclodaagua)

Reciclagem de módulos solares no fim da vida é inviável

Reciclagem de módulos solares no fim da vida é inviável se a diversidade de materiais não for considerada. Pesquisadores da Austrália e da...