domingo, 5 de março de 2017

Lista de países mais poluídos

Esses são os países mais poluídos do mundo.
Mapa revela quais são os países mais tóxicos do mundo, demonstrando a magnitude impactante e letal que a poluição atmosférica alcançou.
O mapa
O The Eco Experts revelou que os países com os maiores recursos petrolíferos são os mais tóxicos do mundo.
20. China
Pequim e a enorme China são tristemente famosos por seu alto nível de poluição, que fez com que o país ficasse na 20ª posição da lista dos mais tóxicos do mundo.
19. Iraque
Bagdá, atormentada por atentados suicidas e sequestros, é uma das cidades mais perigosas do mundo. O Iraque também é um dos países mais poluídos do planeta.
18. Singapura
A cidade-estado localizada ao sul da Malásia abriga 5,4 milhões de pessoas.
17. Macedônia
Esta nação sem litoral dos Bálcãs está entre os países europeus incluídos na lista criada pelo The Eco Experts.
16. Coreia do Sul
Seul, um dos destinos turísticos mais populares da Ásia, também é a capital de um dos países mais tóxicos do mundo.
15. Mongólia
Ulan Bator é o lar de quase metade da população da Mongólia, e infelizmente é famosa por seu alto nível de poluição.
14. Bósnia e Herzegovina
Este país dos Bálcãs vem se recuperando muito lentamente desde que a região foi assolada pela guerra, no início dos anos noventa.
13. Bulgária
O país tem as maiores concentrações de monóxido de carbono e dióxido de enxofre do mundo, de acordo com um relatório da Agência Europeia do Meio Ambiente.
12. Luxemburgo
Este pequeno país é o estado europeu situado na posição mais alta da lista.
11. Irã
Teerã é a segunda cidade mais populosa da Ásia Ocidental, e tem altos níveis de poluição do ar.

10. Trinidad e Tobago
A poluição do ar está afetando gravemente estas ilhas.

9. Cazaquistão
Este país da Ásia Central tem enormes problemas com a contaminação radioativa e atmosférica.

8. Líbia
A guerra civil tem sido muito intensa desde 2014. Suas cidades produzem cerca de 0,6 milhão de toneladas anuais de resíduos sólidos.

7. Turcomenistão
O uso de fertilizantes para o algodão e outros cultivos gerou um grande problema de contaminação química.

6. Omã
O país, localizado na Península Arábica, está perigosamente próximo dos cinco primeiros da lista, principalmente devido a seus recursos petrolíferos.

5. Emirados Árabes Unidos
A região, formada por sete emirados, foi classificada como a mais poluída do mundo em 2015.

4. Bahrein
O país, uma nação composta por mais de 30 ilhas do Golfo Pérsico, costuma ser considerado um dos mais tóxicos do mundo.

3. Catar
A sede da Copa do Mundo de Futebol de 2022 é um dos países mais poluídos do mundo, principalmente sua capital, Doha.

2. Kuwait
A perfuração realizada pela indústria do petróleo teve um impacto profundo e duradouro no nível de poluição do país.

1. Arábia Saudita
De acordo com o The Eco Experts, a Arábia Saudita é o país mais tóxico do mundo, especialmente em sua capital, Riad. O país conta com a segunda maior reserva de petróleo do planeta.
O efeito letal da poluição atmosférica: os países mais tóxicos do mundo
Este mapa revela quais são os países mais tóxicos do mundo, demonstrando a magnitude impactante e letal que a poluição atmosférica alcançou.
O The Eco Experts desenhou o mapa com base nos dados das mortes causadas pela poluição do ar, e das emissões globais de dióxido de carbono em todo o mundo.
Os resultados incluíram 135 países, e entre os 10 primeiros estão as nações com os maiores recursos petrolíferos do planeta.
O Reino Unido ficou com a 81ª posição em relação à contaminação, e em 37º no que diz respeito às emissões de dióxido de carbono no mundo.
Oficialmente, 2016 foi o ano mais quente já registrado. No verão passado uma fenda enorme se formou na barreira de gelo Larsen C, na Antártida.
Os dados da pesquisa foram oferecidos pela Agência Internacional de Energia e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
A classificação de cada país foi definida levando em conta cinco fatores: o consumo de energia per capita, as emissões de dióxido de carbono resultantes da combustão de carburantes per capita, a poluição do ar, as mortes atribuídas à poluição atmosférica para cada 100.000 habitantes, e a produção de energia renovável.
John Whitling, do The Eco Experts, explicou que o mapa é uma forma de “nomear e envergonhar os piores infratores do mundo” e demonstrar os perigos aos quais estamos nos expondo.
A OMS revelou que em 2012, cerca de 7 milhões de pessoas morreram em consequência da exposição à poluição atmosférica; ou seja, uma em cada oito mortes a nível mundial. (yahoo)

Cortinas e poluição urbana

As cortinas dos quartos e da cozinha, lá de casa, ficaram parcialmente deterioradas e precisaram ser trocadas. Sempre que as retirávamos para lavagem e agora também para a substituição, percebíamos a desagradável acumulação de poeira muito fina e negra em porções das cortinas. Essas sujeiras correspondem as persistentes, danosas e quase imperceptíveis fuligens que contaminam o ar da cidade, constituindo uma das formas mais evidentes de poluição urbana.
Em um ambiente urbano, metais podem ser liberados a partir de inúmeras fontes antropogênicas. Impactos significativos sobre o ambiente urbano normalmente incluem atividades relacionadas com o tráfego (queima de combustíveis fósseis, desgaste de peças de veículos e vazamentos de óleos de motor contendo metais), atividades específicas da indústria, eliminação de resíduos urbanos, incineração e aterros sanitários e a corrosão de materiais de construção (Peploe & Dawson, 2006).
A dispersão e a distribuição de metais dependem do tamanho das partículas e das propriedades do material superficial. A suspensão para o ar de partículas finas representa uma grande preocupação da saúde, uma vez que elas podem ser facilmente inaladas e incorporadas ao pulmão humano (Luo et al., 2012). Contaminação de metais são especialmente pronunciadas próximo a rodovias que recebem contaminantes de descargas de veículos (Pb, Mn), desgastes de pneus (Zn, Cd), corrosão de chapas de metais soldadas (V, Ce, Ni, Cr) e a combustão de óleos lubrificantes ( Cd, Cu, V, Zn, Mo). Acrescenta-se a presença de elementos do grupo da platina, como Pd, Pt e Rh, associados com conversores catalíticos (Chambers et al., 2016).
Mesmo morando a uma razoável distância de uma via movimentada, o registro de pó negro nas cortinas é um aviso constante da contaminação do ar e consequentemente, pela precipitação, do solo e água. A sujeira nas cortinas também deixa um recado simples e direto da necessidade de se estudar e avaliar a geoquímica urbana e as possíveis contaminações de metais decorrentes das atividades humanas. (ecodebate)

sexta-feira, 3 de março de 2017

A poluição dos oceanos e você

Como a poluição dos oceanos está afetando a sua saúde.
Partículas invisíveis de produtos como roupas e pneus representam até um terço dos plásticos que poluem os oceanos, afetando os ecossistemas e a saúde.
Microplásticos de roupas e pneus poluem oceanos e afetam a saúde.
Partículas invisíveis de produtos como roupas sintéticas e pneus de carros representam até um terço dos plásticos que poluem os oceanos, afetando os ecossistemas e a saúde humana, alerta um órgão conservacionista.
Essas partículas microplásticas constituem uma parte significativa da "sopa de plástico", que representa entre 15% e 31% das 9,5 milhões de toneladas de plásticos lançadas nos oceanos a cada ano, de acordo com um relatório da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) divulgado.
A organização descobriu que em muitos países desenvolvidos da América do Norte e da Europa, que têm uma gestão eficaz de resíduos, minúsculas partículas plásticas são uma fonte maior de poluição plástica marítima do que os resíduos plásticos.
"Os resíduos plásticos não são tudo o que há para os plásticos nos oceanos", disse a diretora da IUCN, Inger Andersen, em um comunicado, alertando que "devemos olhar muito além da gestão de resíduos para enfrentar a poluição oceânica na sua totalidade".
"Nossas atividades diárias, como lavar roupas e dirigir, contribuem significativamente para a poluição que asfixia nossos oceanos, com efeitos potencialmente desastrosos para a rica diversidade de vida dentro deles e para a saúde humana", afirmou.
Os microplásticos, que são difíceis de detectar, podem prejudicar gravemente a vida selvagem marinha e, conforme penetram no fornecimento global de alimentos e água, podem representar um risco significativo para a saúde humana.
A IUCN pediu aos fabricantes de pneus e vestuário, especialmente, que mudem seus métodos de produção para fazer produtos menos poluentes.
Karl Gustaf Lundin, que lidera o Programa Marinho e Polar Global da UICN, disse à AFP que os fabricantes de pneus poderiam, por exemplo, voltar a usar principalmente borracha, enquanto os fabricantes de têxteis poderiam parar de usar revestimentos de plástico em suas roupas.
Essas medidas são vitais para limitar os danos, disse Lundin, alertando que a situação é particularmente preocupante no Ártico - a maior fonte de frutos do mar da Europa e da América do Norte
"Parece que o microplástico está congelando dentro do gelo marinho, e visto que o ponto de fusão do gelo diminui quando há pequenas partículas nele, isso provoca um desaparecimento mais rápido do gelo marinho", acrescentou.
Lundin apontou, ainda, que quando o gelo derrete, ele libera o plâncton que atrai os peixes, permitindo que as partículas plásticas "entrem diretamente na nossa cadeia alimentar". (yahoo)

Revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos

Cooperado separa o material reciclado.
Ema 24/01/2017 o Ministério do Meio ambiente – MMA realizou uma reunião e iniciou a revisão do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, com prazo previsto de 20 meses para a realização dos trabalhos. Neste período, segundo informou o MMA serão discutidas e estabelecidas novas metas e corrigidas as distorções identificadas no diagnóstico anterior. Informou também que o consórcio responsável é formado por especialistas brasileiros e estrangeiros e que as discussões terão representantes do Governo Federal, da sociedade e dos setores empresariais.
O plano nacional é um instrumento da Lei 12.305/2010 que estabeleceu a Política Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS em que constam as diretrizes legais para a gestão e gerenciamento dos diversos tipos de resíduos, estabelecendo a responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos entre os fabricantes, importadores, distribuidores, comércio, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza urbana. Importante é que a revisão do plano não implica necessariamente na alteração desta lei, embora existam diversos projetos de lei no Congresso que propõe esta ação e inclusive a protelação e exclusão de vários prazos e itens.
O atual Plano Nacional de Resíduos Sólidos constitui-se de uma série de diagnósticos que caracterizam e definem a origem dos resíduos de diversos segmentos produtivos do país: construção civil, indústrias, transportes rodoviários, portos e aeroportos, saúde, mineração, agropecuária, florestais, urbanos, orgânicos e inorgânicos. Também traz um diagnóstico dos trabalhadores com materiais recicláveis e reutilizáveis, os catadores e dos resíduos sujeitos aos processos de logística reversa também instituída pela Lei 12.305/2010. Para conhecer alguns diagnósticos dos resíduos sólidos no Brasil em 2010 acesse este link: http://cenatecbrasil.blogspot.com.br/search?q=diagn%C3%B3stico+dos+res%C3%ADduos+s%C3%B3lidos
Para os responsáveis pelo projeto de revisão na Diretoria de Ambiente Urbano do MMA os entraves mais significativos na aplicação da PNRS e na execução do plano nacional foram a descontinuidade das bases de dados, com periodicidade irregular e/ou indisponíveis, irrealidade das diretrizes e estratégias, não priorização de ações e programas relacionados e metas descoladas dos diagnósticos e cenários. Entre os objetivos destacados pelo comitê de revisão, a mensuração dos custos da degradação ambiental pela disposição inadequada dos resíduos, integração da gestão dos diferentes tipos de resíduos, identificação das fontes de acesso para recursos, ampliação das ações de educação ambiental e criação de mecanismos de estímulo à implantação da PNRS.
Também foi destacada como prioridade na revisão do plano, a definição dos papéis da União, dos Estados e dos municípios na gestão da política dos resíduos sólidos no país. (ecodebate)

quarta-feira, 1 de março de 2017

Brasil: ‘Campos de concentração’

'Campos de concentração' da seca: uma história esquecida.
Autoridades construíram, no início do século XX, campos para evitar que agricultores famintos do Ceará migrassem em massa para capital.
Os 'campos de concentração' da seca: uma história esquecida no Brasil.
A sobrevivente Carmela Pinheiro recebe a AFP em sua residência, em Senador Pompeu.
Quase ninguém no Brasil se lembra de ou sequer conhece esta história, mas ela existiu: no começo do século XX, quando o Nordeste vivia - como nos dias de hoje - terríveis secas, as autoridades construíram "campos de concentração" para evitar que agricultores famintos do Ceará migrassem em massa para a capital.
Os registros históricos e os jornais da época descrevem as construções como acampamentos, onde milhares de famílias do semiárido eram obrigadas a viver em condições sub-humanas: amontoadas, quase sem comida, em um espaço insalubre, cercado e custodiado por guardas.
As autoridades estaduais chamavam de "campo de concentração", uma denominação que ainda não era associada ao horror do nazismo alemão.
Os primeiros foram construídos durante a grande seca de 1915 e voltaram posteriormente, durante um ano, em 1932.
No total, foram sete campos estrategicamente estabelecidos perto das vias ferroviárias que os agricultores do sertão cearense usavam para fugir para Fortaleza, capital do estado que hoje sofre sua pior seca em um século.
As autoridades os vendiam como uma espécie de proteção para milhares de "flagelados", mas as crônicas sugerem que apenas buscavam evitar que se repetisse o episódio vivido na seca de 1877, quando mais de 100.000 camponeses famintos triplicaram a população da capital que, nos anos 30, vivia na modernidade e riqueza de sua 'Belle Epoque'.
- Currais do governo -
Os agricultores, de fato, acabaram batizando esses lugares como "Currais do governo" porque se sentiam tratados como o gado que haviam perdido na seca.
"Os campos de concentração funcionavam com uma prisão", observa a historiadora Kenia Sousa Rios no livro "Isolamento e poder: Fortaleza e os campos de concentração na seca de 1932".
"Os que chegavam lá não podiam ir embora. Só tinham permissão para se deslocar quando eram convocados para trabalhar na construção de ruas ou em obras de melhoramento urbano em Fortaleza, ou quando eram transferidos de campo", explica.
Os únicos vestígios deste episódio sinistro da história brasileira estão em Senador Pompeu, um humilde município em pleno sertão, a 300 km da capital.
Lá ainda estão de pé as carcaças dos prédios onde os guardas faziam o controle ou dos armazéns onde se guardava a comida, mas estão todos completamente abandonados.
- Última testemunha -
Carmela Gomez Pinheiro, filha de um dos vigias do campo, hoje tem 96 anos, mas sua memória é muito boa.
"Quatro ou cinco pessoas morriam todos os dias, inclusive crianças. Todos de maus-tratos ou de fome", conta à AFP em sua residência, uma casa humilde em Senador Pompeu.
"A fome era muito grande (...) Não havia o que comer, nem pão, e as pessoas ficavam doentes e suas barrigas inchavam", recorda, com alguma dificuldade para falar.
Mesmo que esta tragédia seja desconhecida para milhões de brasileiros, não ficou completamente esquecida.
Em Senador Pompeu se celebra anualmente a 'Caminhada da Seca' em homenagem a essas vítimas, um memorial idealizado em 1982 pelo padre italiano Albino Donati.
Ano após ano, a grande romaria termina no "Cemitério da Barragem", que foi criado em torno das valas comuns, onde os habitantes dizem que estão enterradas mais de mil pessoas.
Em torno de uma cruz, dezenas de garrafas de água são hoje o testemunho das oferendas populares ao falecidos sedentos. (yahoo)

Hidrologia ruim continua e PLD dispara no Sul e Sudeste

Previsão é que as afluências no Sistema Interligado Nacional devam fechar fevereiro em 70% da média histórica.

O Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) subiu 40% nas regiões Sudeste/Centro-Oeste e Sul, para R$ 184,49/MWh em média, em função da hidrologia desfavorável. Na região Norte, o PLD permaneceu no valor mínimo (R$ 33,68/MWh) e no Nordeste aumentou 24% em relação aos valores praticados na semana anterior. Os valores são válidos para o período entre 25 de fevereiro e 3 de março.


Segundo boletim divulgado em 24/02/17 pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), as afluências previstas para o sistema em fevereiro ficaram em 70% da Média de Longo Termo (MLT), acima da média apenas no Sul (103%) e abaixo no Sudeste (73%), Nordeste (30%) e Norte (76%). Em março, as ENAs são esperadas em 76% da MLT, abaixo da média em todos os submercados, "fator principal pelo aumento dos preços no Sudeste, Sul e Nordeste". Já a previsão próxima à média foi a responsável pela manutenção do preço mínimo no Norte.
A expectativa de carga para a próxima semana está 1.170 MW médios mais baixos com redução esperada em todos os submercados por conta do feriado de Carnaval: Sudeste (-500 MW médios), Sul (-500 MW médios), Nordeste (-100 MW médios) e Norte (-70 MW médios).
Já os níveis dos reservatórios do SIN ficaram aproximadamente 3.875 MW médios abaixo da expectativa, também contribuindo para o aumento do preço no Sudeste, Sul e Nordeste. A redução foi observada em todos os submercados com exceção do Nordeste, cujos níveis se mantiveram estáveis. Os montantes de energia caíram 2.850 MW médios no Sudeste, 1.100 MW médios no Sul e registraram incremento de 75 MW médios no Norte.
O fator de ajuste do MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) previsto para fevereiro é de 112,9% e de 102,7% para março. Os Encargos de Serviços do Sistema (ESS) são esperados em R$ 168 milhões em fevereiro, sendo R$ 76 milhões referentes à segurança energética. Já para o próximo mês, o ESS previsto é de R$ 76 milhões com o montante de R$ 64 milhões associado a segurança energética.
PLD
Sudeste/Centro Oeste: R$ 186,18/MWh (pesada); R$ 185,54/MWh (média); R$ 183,00/MWh (leve).
Sul: $ 186,18/MWh (pesada); R$ 185,54/MWh (média); R$ 183,00/MWh (leve).
Nordeste: R$ 186,18/MWh (pesada); R$ 185,54/MWh (média); R$ 183,00/MWh (leve).
Norte: R$ 33,68/MWh (pesada); R$ 33,68/MWh (média); R$ 33,68/MWh (leve). (canalenergia)


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Adaptação de pequenos agricultores à mudança climática

FAO pede apoio para adaptação de pequenos agricultores à mudança climática.
Para chefe da agência da ONU, falta de ação imediata compromete futuro da produção de alimentos; José Graziano da Silva alerta para ameaça à Agenda 2030 de Desenvolvimento Sustentável.
Membros de um grupo de agricultores da Índia medem os níveis da água no solo em uma cisterna.
Em Dubai, durante a Cúpula Mundial de Governos, o chefe da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação, FAO, fez um alerta.
Para José Graziano da Silva, não agir imediatamente para tornar os sistemas alimentares mais resilientes à mudança climática, “comprometerá gravemente a produção de comida em muitas regiões e pode condenar ao fracasso as ações internacionais para acabar com a fome e a pobreza até 2030”.
Chave
O chefe da agência da ONU ressaltou que a “agricultura tem a chave para a resolução de dois dos maiores problemas” que a humanidade enfrenta atualmente: “acabar com a pobreza e a fome e contribuir para alcançar condições climáticas estáveis para que a civilização possa prosperar”.
Graziano da Silva destacou especialmente a necessidade de apoiar pequenos agricultores em países em desenvolvimento a se adaptarem à mudança climática.
Ele lembrou que a maioria das pessoas extremamente pobres e que passam fome depende da agricultura para seus meios de subsistência.
Inovação
O diretor-geral da FAO mencionou formas inovadoras que podem ajudar a melhorar a produção e a construir resiliência citando, por exemplo, adubos verdes, gerenciamento sustentável dos solos e técnicas agroflorestais.
Graziano da Silva alertou, no entanto, que produtores enfrentam “grandes barreiras”, como falta de acesso a crédito e mercados, insegurança em relação à posse da terra, falta de conhecimento e informação e altos custos para deixar práticas existentes.
Custos e benefícios
Ele mencionou, por exemplo, que 70 países não têm serviços meteorológicos. A FAO está trabalhando com a Organização Mundial de Meteorologia para desenvolver esses serviços de baixo custo que apoiem agricultores.
Para Graziano da Silva, a “adaptação à mudança climática faz sentido econômico”, ressaltando que seus benefícios são “muito maiores que os custos”
Água
Segundo o chefe da agência, a gestão da água é uma área fundamental para ação. Ele alertou que milhões de pequenos agricultores em todo o mundo já estão lutando contra a escassez do produto, o que deve se intensificar como resultado da mudança climática.
Por este motivo, na última conferência da ONU sobre a questão, a FAO e parceiros lançaram uma plataforma global sobre escassez de água na agricultura. A iniciativa busca apoiar países em desenvolvimento. (ecodebate)



O Oceano Ártico passou de um ponto sem volta

O Oceano Ártico atingiu o 'ponto sem retorno' A ciência indica que o Oceano Ártico ultrapassou um ponto crítico irreversível de es...