quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Mudança do clima

O clima na maioria dos lugares se tornará mais quente; em alguns, no entanto, a temperatura será mais fria. No Canadá, na Rússia e na Escandinávia, por exemplo, devem ocorrer processos mais rápidos de aquecimento. Isso se deve, em parte, ao feedback positivo causado pelo degelo, que será mais intenso. A boa notícia é que plantações e árvores crescerão melhor. A má é que grande parte das áreas da superfície, da mais quente à mais fria, devem se aquecer mais do que a média. O aquecimento será mais intenso no interior dos continentes, porque a circulação dos oceanos terá influência moderadora sobre as áreas costeiras. Costa fria: Os oceanos vão retirar o calor da superfície nas áreas costeiras ou, pelo menos, daquelas que restarem depois que o nível dos mares subir O quente fica mais quente: Algumas das regiões mais quentes devem sofrer algumas das maiores elevações de temperatura. Grande parte da Ásia do oeste da China até a Arábia Saudita, que regularmente enfrenta temperaturas acima de 40ºC, deve sofrer elevações de 7ºC até o ano 2100. O norte da África e o sul da Europa também devem passar por grande aquecimento. Países com forte influência do mar e clima equilibrado hoje como Irlanda, Nova Zelândia e Chile sofrerão menores mudanças. Outras tendências no planeta, muitas já evidentes, apontam aquecimento maior à noite durante o inverno. Isso sugere menos neve e mais chuva, além de estações de cultivo sem geadas prolongadas nas latitudes medianas. Europa resfriada: A Corrente do Golfo parte de um sistema de circulação do oceano no Atlântico Norte, é movida pela formação de gelo no Ártico. Banha o oeste da Europa com águas quentes, especialmente no inverno, e mantém as temperaturas mais altas do que em outros pontos da mesma latitude. Cientistas do Instituto para Pesquisa do Impacto Climático em Potsdam, na Alemanha, prevêem o possível colapso da Corrente do Golfo por causa do aquecimento global. Como resultado, boa parte da Europa irá esfriar. Fluxo de água quente: A imagem do oceano mostra que a água congelada deixa para trás água salina densa, que desce até o fundo e abre espaço para um fluxo de água quente dos trópicos Mudanças de rota: Estudos científicos revelam que menos gelo irá se formar por causa do aquecimento do mundo. Essa previsão, associada ao maior fluxo de água doce no Ártico, poderia encerrar o mecanismo de formação de água profunda, que cria a Corrente do Golfo. No início de 2001, pesquisas norueguesas forneceram evidências de que as correntes da região na direção norte diminuíram em 20% desde 1950. Diferenças na hidrologia: A temperatura não será a única mudança no próximo século. Em muitos lugares, haverá alterações no ciclo hidrológico a circulação de água entre o mar, a atmosfera e a superfície da Terra e, portanto, nos padrões de chuva, enchentes e seca, no fluxo dos rios e na vegetação. A água irá desaparecer de lugares onde é esperada e necessária e reaparecerá onde é inesperada, ou simplesmente se tornar imprevisível. Como o aquecimento torna a atmosfera mais energética, as taxas de evaporação e formação de nuvens e tempestades deverão aumentar, embora os efeitos dessas mudanças possam variar conforme a localização. Nem uma gota: A falta de chuva está esvaziando as torneiras e os canais de irrigação do norte da África e Ásia Central até o sul da Europa. Mais seca: A maior evaporação poderá secar o interior dos continentes durante o próximo século. Desertos irão aumentar; oásis, morrer; e fluxo de rios, diminuir, algumas vezes com resultados catastróficos. Ninguém pode prever com precisão o futuro dos rios, mas um estudo sugere declínio de 40% no fluxo do rio Indo, a única fonte de água do Paquistão e um dos maiores sistemas de irrigação do mundo. A mesma pesquisa estima perda de 30% no fluxo do rio Níger, que banha cinco países áridos no oeste da África, e queda de 10% no Nilo, a água vital do Egito e do Sudão. A Ásia Central pode esperar declínio ainda mais drástico nos rios que escoam no mar de Aral, que já está virtualmente secando por causa da irrigação. Outros mares em risco incluem o Cáspio, o Grande Lago Salgado, nos Estados Unidos, e os lagos Chade, Tanganica e Malauí, na África. Modelos climáticos indicam também a probabilidade de ocorrer mais secas na Europa, na América do Norte, no centro e no oeste da Austrália. Alguns rios australianos poderiam perder metade de seu fluxo, enquanto o outback (sertão australiano) se tornaria mais seco. Atualmente, 1,7 bilhões de pessoas vivem em países que os hidrologistas descrevem como sob estresse hídrico, porque usam mais de 1/5 de toda a água teoricamente disponível. Estima-se que esse número irá subir para 5 bilhões em 2025. Esse cenário aumenta o espectro da guerra pela obtenção de água. Os países lutariam para controlar o mais precioso de todos os recursos. A areia se espalha: Com a diminuição da chuva na maior parte do oeste da África, o deserto do Saara está se expandindo. O deserto que era verde: Pinturas em rochas mostram que, no passado, o Saara foi uma região de criação de gado. Pólen fossilizado também revela que existiam florestas, rios e lagos. O Saara se transformou em deserto em poucas décadas, há cerca de 5.500 anos, e poderia voltar ao seu estado original rapidamente, segundo alguns pesquisadores. A região está em uma situação-limite, porque sua vegetação depende dos feedbacks de reforço entre a atmosfera e a vegetação. O estado atual, com pouca vegetação, produz chuvas escassas. Pequeno aumento na quantidade delas (causado pelo aquecimento global) e até na vegetação seria suficiente para fazer o Saara voltar a ser uma selva. Como o Saara é hoje: A paisagem atual é árida e contém pouca umidade. Há, portanto, pouca evaporação e nenhuma chuva. A maior parte dos modelos climáticos sugere que o Saara ficará ainda mais seco e acarretará a desertificação de áreas próximas. Como seria amanhã: Caso o Saara fosse coberto pela vegetação, a terra iria absorver mais umidade. Resultado: mais chuvas e maior evaporação. Aumento das enchentes: Evaporação mais rápida proporciona aumento da umidade no ar. O calor extra e a umidade irão gerar tempestades tropicais mais intensas. Haverá mais chuva nas regiões costeiras, particularmente, e ao longo das rotas das tempestades. A média anual de chuvas aumentou em 10% durante o século 20. Alguns modelos presumem que tempestades inesperadas na várzea do Mississipi, por exemplo, tendem a deixar esse rio ainda mais propenso a enchentes. O Caribe, o sudeste da Ásia e outras regiões já suscetíveis a furacões e ciclones passam a ter ventos ainda mais fortes, chuvas mais pesadas e enchentes relâmpagos. Partes do sistema de monções da Ásia podem ser ainda mais intensas. Mas a monção também será menos previsível e até mais freqüente. Com maior quantidade de calor na atmosfera tropical e no oceano, o El Niño (ver à direita) tem condições de se tornar um evento quase permanente. O mar encolheu: O mar de Aral já foi o quarto maior mar interno do mundo. Mas sistemas de irrigação acabaram reduzindo-o imensamente. A salinidade triplicou, a pesca acabou. E o aquecimento global pode fazer esse cenário ficar ainda pior. Doenças: Um mundo mais quente permitirá que mosquitos levem doenças, como malária e dengue, a países fora dos trópicos. O que é o El Niño? Fenômeno natural cuja existência foi rastreada durante milhares de anos, é a reversão periódica dos ventos e das correntes oceânicas na área tropical do oceano Pacífico, que dura entre nove meses e um ano. Esse processo drena os sistemas pluviais da Ásia e provocam secas em áreas úmidas, como Indonésia e Austrália. Enquanto isso, as ilhas dos Mares do Sul, normalmente plácidas, e a costa do Pacífico nas Américas, muito seca, sofrem com tempestades.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Consumo Consciente - Os 5 (ou 6) Rs

Proteger o meio ambiente dos efeitos do desperdício está nas mãos de todos nós. Quando diminuímos o desperdício, ajudamos o meio ambiente, evitamos o uso desnecessário de vários recursos e ainda economizamos dinheiro. O sistema de gerenciamento de desperdício (internacionalmente reconhecido) se chama waste management hierarchy, ou hierarquia de gerenciamento de desperdício, mais conhecido como os 5Rs. São eles: Reduza, Reutilize, Recicle, Recupere e gerencie os Resíduos. Eles estão assim ordenados, pois as ações relativas aos primeiros Rs devem ser vistas como prioritárias em relação as demais em seqüência. “Repense” é o primeiro da lista, porque é considerado o mais importante dentre os 6Rs. REPENSE Use seu poder de escolha para tomar decisões de consumo bem pensadas. Isso significa refletir sobre a origem dos produtos (empresas confiáveis) e sobre comprar produtos que você realmente precisa (dica: antes de comprar um bem, dê uns dois dias para repensar a respeito. Se, ainda assim, você quiser comprá-lo, vá em frente). REDUZA A redução do consumo desnecessário evita o uso, também desnecessário de recursos como materiais, energia e água, e implica em menos desperdícios/lixo para gerenciar (reciclar, transformar, liberar no ambiente). O apelo da redução é eliminar o desperdício antes mesmo que seja produzido e, caso inevitável, reduzir tanto sua quantidade como sua toxicidade. Algumas dicas simples para redução seriam: - Mantenha sempre uma sacola com você quando for às compras para, quando possível, não utilizar os saquinhos plásticos oferecidas nas lojas; - Procure comprar produtos que apresentem o mínimo de embalagens possíveis; - Pense antes de comprar. Algum item descartável que você está comprando pode ser substituído por outro produto similar reutilizável; - Consuma, preferencialmente, produtos frescos como frutas, legumes, verduras e grãos, que não passaram por processos industriais e contêm muitos químicos. REUTILIZE Reutilize materiais em sua mesma forma. Isso significa duas coisas: você não precisa jogá-lo no lixo (nem mesmo no reciclável) e também não precisa comprar outro produto, economizando energia e recursos (inclusive os seus) que seriam utilizados para produzir (e comprar) um novo produto. Algumas formas de reutilizar materiais: - Doe para hospitais, escolas, igrejas e outras instituições adequadas aqueles brinquedos, livros, roupas, sapatos e acessórios que você queira se desfazer. Faça o mesmo com materiais eletrônicos não utilizados, como computadores e impressoras velhas; - Utilize (ou melhor, reutilize) embalagens plásticas vazias (sorvete, margarina, requeijão, maionese) para congelar ou estocar alimentos ou outros materiais; - Guarde caixas e papéis de presente para usá-los novamente; - Venda revistas, livros, CDs e DVDs que não utiliza mais para os sebos; - Faca blocos de rascunhos com antigos trabalhos e provas que iriam para o lixo; - Procure comprar pilhas recarregáveis, ao invés de descartáveis. RECICLE Caso você não consiga reduzir ou reutilizar os bens que adquiriu, recicle-os. Isso serve para materiais orgânicos ou não. No caso do lixo orgânico, você pode transformá-lo em adubo. Para isso, você não precisa de máquinas sofisticadas. É só armazenar seu lixo (cascas e restos de alimentos, por exemplo) em um recipiente arejado, de preferência no quintal ao ar livre, e esperar. Em poucas semanas ele irá secar e se transformará em adubo. E por não estar em um ambiente fechado, como nossos lixos comuns, ele não desenvolve o cheiro desagradável. Quanto ao lixo não orgânico, todos nós sabemos que ele pode ser reciclado das mais variadas formas. Procure separar os papéis, alumínios, latas, vidros e plásticos, quando impossibilitados de serem reutilizados em sua residência ou trabalho, para a coleta seletiva para serem reciclados. Além de reciclar, para evitar o desperdício de novos recursos, podemos ainda dar preferência a produtos feitos de material reciclado na hora das compras, quando disponíveis. RECUPERE Este é o caso em que você recupera materiais e energia dos resíduos desperdiçados sem qualquer pré-processamento. Óleo de cozinha, por exemplo, pode ser recuperado e transformado em biocombustível. Basta armazená-lo em garrafas e levá-lo aos locais apropriados para essa recuperação. RESIDUOS GERENCIADOS Quando não foi possível realizar qualquer uma das ações acima, opta-se por realizar o gerenciamento dos resíduos desperdiçados, para evitar que eles sejam depositados em lixões ou aterros sanitários que possam contaminar os recursos hídricos. Esse manuseio é similar ao de lixões e aterros, mas com rigoroso controle e manutenção, para evitar a contaminação do meio ambiente.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Conceitos Básicos sobre Lixo - Os 5 Rs

Conta-se que ocorreu um incêndio em uma floresta. Todos os animais se afastaram velozmente do foco do incêndio; mas um Beija-Flor vinha em sentido contrário, trazendo no bico uma gota d’água. Os que fugiam lhe perguntaram para que serviria aquela gota d’água. Ele respondeu que era para ajudar a apagar o fogo. Os outros acharam graça e tentaram mostrar ao Beija-Flor que aquilo era impossível, mas ele exclamou “apenas estou fazendo a minha parte!” Moral da estória: não vamos sozinhos resolver os problemas do nosso planeta, mas podemos contribuir para que as próximas gerações, as dos nossos descendentes, encontrem uma Terra melhor. Portanto, que cada um faça a sua parte e que cada parte seja a melhor possível. Na exposição a seguir, vamos demonstrar como diminuir a quantidade de lixo produzida no nosso dia-a-dia. Para tal, estaremos nos baseando em cinco conceitos básicos relativos ao lixo, que são conhecidos como os 5R’s: Repensar; Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar I – Conceito de Repensar Geralmente agimos na vida automaticamente, sem analisarmos o que estamos fazendo, pois de antemão concluímos que todos fazem a sua parte. Mas é necessário parar para pensar: Realmente precisamos de determinados produtos que compramos ou ganhamos? Compramos produtos duráveis / resistentes, evitando comprar produtos descartáveis? Evitamos a compra de produtos que possuem elementos tóxicos ou perigosos? Enterramos o nosso lixo, se não houver coleta do mesmo no bairro? Evitamos queimar o lixo? Lemos os rótulos dos produtos para conhecer as suas recomendações ou informações ambientais? Usamos detergentes e produtos de limpeza biodegradáveis? Utilizamos pilhas recarregáveis? Não compramos produtos provenientes de trabalho escravo? Não compramos produtos produzidos por crianças que são obrigadas a trabalhar? Não compramos produtos de origem duvidosa? Evitamos a compra de caderno e papéis que usam cloro no processo de branqueamento? Pegamos emprestado ou alugamos aparelhos/equipamentos que não usamos com freqüência, ao invés de comprá-lo? Não jogamos no lixo remédios, injeções e curativos feitos em casa, procurando uma farmácia ou um posto de saúde como uma alternativa de descarte? Consertamos produtos em vez de descartá-los, substituindo-os por novos? Deixamos os pneus velhos nas oficinas de trocas, pois elas são responsáveis pelo seu destino adequado? Deixamos a bateria usada do carro no local onde adquirimos a nova, certificando que existe um sistema de retorno ao fabricante? Evitamos as pilhas de alto teor de chumbo, cádmio e mercúrio ou então, após o uso, devolvemos o produto para o revendedor? Junto aos outros consumidores, exigimos produtos sem embalagens desnecessárias, assim como vasilhames? Damos preferência a produtos e serviços que não agridem ao ambiente, tanto na produção, quanto na distribuição, no consumo e no descarte final? Escolhemos produtos de empresas certificadas, isto é, que desenvolvam programas sócio-ambientais e/ou que sejam responsáveis pelo produto após consumo? II– Conceito de Reduzir Portanto, devemos reduzir o consumo tomando as seguintes atitudes: Comprar somente o necessário; Comprar produtos duráveis; Adotar um consumo mais racional; Comprar produtos que tenham refil; Diminuir a quantidade de pacotes e embalagens; Evitar gastos desnecessários de papel para embrulhar presentes; Levar sacolas ou carrinhos de feira para carregar compras, em substituição as sacolas oferecidas pelas lojas e supermercados; e Dividir com outras pessoas alguns materiais como: jornais, revistas e livros. III – Conceito de Reutilizar Este conceito está relacionado com a utilização de um produto ou embalagem mais de uma vez. Portanto, estaremos reutilizando quando: Compramos produtos cujas embalagens são reutilizáveis e/ou recicláveis; Quando usamos o verso da folha de papel para escrever; Pintamos móveis antigos, fazendo-os parecer novos; Trocamos a capa dos estofados; Guardamos, para uso posterior, envelopes pardos que já foram usados, mas que continuam perfeitos; Fazemos a limpeza em objetos antigos, sem uso, para começar a reutilizá-los; Doamos produtos que possam servir as outras pessoas, como: revistas, livros, roupas, móveis, utensílios domésticos, etc; e Consertamos brinquedos. IV – Conceito de Reaproveitar Com o reaproveitamento, a quantidade de lixo diminui e ainda economizamos. E o ambiente agradece. Vejam como reaproveitar materiais no cotidiano: Não comprem sacos de lixo. Utilizem as embalagens das compras para jogá-lo fora; Procurem comprar produtos que tenham embalagens que podem ter outro uso; Caixas de sapato são ótimas para porta-treco; Potes de plástico ou de vidro são boas opções para guardar pregos, parafusos, chips; Envelopes podem ser usados para guardar documentos ou fotografias; Roupas usadas poderão ser recortadas ou tingidas; Caixas de papelão poderão ser utilizadas para colocar produtos de limpeza; e Procuramos dar um novo destino aos objetos que foram utilizados. V – Conceito de Reciclar Através da reciclagem, os produtos (= lixo) serão transformados em matéria prima para se iniciar um novo ciclo de produção- consumo- descarte. O ambiente também agradece a reciclagem, pois a economia de água e de energia é muito grande. Podemos contribuir com a Reciclagem: Comprando produtos reciclados; Comprando produtos cujas embalagens sejam feitas de materiais reciclados; Participando de campanhas para coleta seletiva de lixo; Organizem-se em seu trabalho/escola/bairro/rua/comunidade/igreja/casa um projeto de separação de materiais para coleta seletiva; Entrando em contato com uma Associação de Catadores do seu bairro, distrito ou município para juntos traçarem um plano de trabalho que deverá ser desenvolvido no seu local de ação; Só faça coleta seletiva de “lixo” que poderá ser encaminhado para local de reciclagem ou de venda; Os materiais que poderão ser coletados, de modo geral, são: jornais, papéis, papelões, livros, vidros, plásticos, alumínio, outros materiais; e Após a coleta encaminhar para a Associação de Catadores ou diretamente para a Indústria de Reprocessamento. Durante a explanação sobre os 5 R’s observamos a gama de ações que podemos fazer para diminuir a quantidade de lixo produzida. Algumas ações são bem simples e dependem exclusivamente de cada um de nós; outras são mais complexas, pois além de nos levar a ter conhecimentos científicos e jurídicos, obriga-nos a uma organização em grupos/ equipes/ associações de cidadãos. O uso do consumo sustentável depende da participação de todos. Espero que se possa, em breve, dizer: sou um Consumidor Ético, sou um Consumidor Consciente ou sou um Consumidor Verde. Evolução dos R's 1º MOMENTO (ONTEM) – 3 Rs – Reduzir; Reutilizar ou Reaproveitar; Reciclar 2º MOMENTO (HOJE) – 5 Rs - Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar; Repensar 3º MOMENTO (AMANHÃ) – 7 Rs - Reduzir; Reutilizar; Reaproveitar; Reciclar; Repensar; Recusar; Recuperar O mais importante de tudo é REINVENTAR uma nova maneira de viver, consumir, produzir, armazenar, transportar e até prestar serviços financeiros.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

4 Rs: Reduzir; Reutilizar; Repensar; Reciclar

A Agenda 21 é um plano de ação para ser adotado global, nacional e localmente, por organizações do sistema das Nações Unidas, governos e pela sociedade civil, em todas as áreas em que a ação humana impacta o meio ambiente. Desta forma, para que consigamos atingir estes objetivos, devemos ter em mente e exercer os 4 Rs: 1º: Reduzir a produção de lixo e objetos desnecessários. Reduzir também significa usarmos produtos mais duráveis, controlarmos o uso excessivo de água, luz, gás, enfim, evitarmos qualquer tipo de desperdício. 2º: Reutilizar o que fabricamos e evitarmos o uso de “materiais descartáveis”, a menos que sejam necessários à proteção da nossa saúde. Desta maneira, devemos aproveitar roupas e móveis, trocar, vender e doar tudo aquilo que não tem utilidade para nós, mas pode ser usado por alguém. 3º: Repensar sobre nossos hábitos de consumo e repensar sobre as conseqüências que o consumo desenfreado gera em nosso planeta: esgotamento das reservas de água e minérios, poluição da água, do ar, do solo, além do agravamento das desigualdades sociais. 4º: Reciclar os materiais usados para fabricação de novos produtos. Para que seja possível reciclar plásticos, vidros, metais e papéis, estes materiais precisam estar separados e em grande quantidade. Por isso é tão importante praticar a coleta seletiva.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Dicas para praticar os 3 Rs : reduzir, reaproveitar e reciclar

Não precisa embrulhar! Recuse o excesso de embalagens no comércio. Os sacos de papel são feitos de árvores e os de plásticos são feitos de petróleo. Ambos geram poluição na fabricação. Leve sacola própria (de pano, de feira) para trazer boa parte das compras do mercado para casa. Se levar sacos de supermercado para casa, reutilize-os como sacos de lixo, mas use com bastante moderação, sua decomposição leva 100 anos. Na Alemanha e Irlanda, a sacola plástica é cobrada no supermercado e isto fez o volume diminuir drasticamente. Opte por produtos com pouca embalagem ou embalagem reutilizável como potes e vidros. Evite embalagens não recicláveis. Rejeite o isopor. Evite usar descartáveis com freqüência como: pratos, garfos, copos e talheres (muito comuns em fast-foods). Lanchonetes devem evitar servir saches com porções individuais de açúcar, sal e temperos optando por potes de mesa. Compre somente a quantidade que vai consumir. Escolha produtos duráveis. Adquira brinquedos com certificados. Não compre produtos piratas como: roupas, tênis, CDs, DVDs, produtos de informática, óculos de sol, pilhas, etc. Quanto menos impostos arrecadados, menos investimentos sociais. Evite o consumo de supérfluos. Não encha sua casa de tralhas. Devolva materiais de escritório que não usa ao almoxarifado da empresa. Antes de sair de casa, faça uma lista do que precisa comprar. Evite compras por impulso. No escritório, use somente 1 copo de plástico por dia ou traga sua caneca de casa. Em casa prefira usar guardanapos, toalhas e filtros de pano aos de papel. Recuse folhetos. Utilize os dois lados da folha de papel para escrever, imprimir ou fazer rascunho. Revise textos na tela do computador antes de imprimir. Reutilize papel de embrulho de presente. Dê presentes úteis. Procure descobrir o que seus parentes estão precisando ou querendo comprar na ocasião. Antes de imprimir, pense em sua responsabilidade e compromisso com o Meio Ambiente. Se você acessa seu banco pela internet, bloqueie o envio de extratos mensais pelo correio. Sempre que possível procure aproveitar integralmente os alimentos como: talos, folhas, sementes e cascas. Doe roupas, brinquedos, livros e outros objetos que não tem mais utilidade para você, mas que pode ser útil para outra pessoa. Passe adiante. Algumas instituições, como o Exército da Salvação, recolhem móveis e objetos usados para vender em bazares. Procure móveis e objetos de segunda mão. Pelo menos a cada mudança de estação, organize seu armário de roupas. Você encontrará peças esquecidas que poderá usar ou repassar para alguém. Roupas rasgadas servem de trapos para limpeza. Prefira consertar a substituir objetos. Não jogue o pinheiro de Natal no lixo. Cuide bem dele até o Natal e depois plante no jardim. Ou utilize árvore sintética. Use a imaginação para dar utilidade aos objetos que iriam para o lixo. Leve remédio que não usa ou vencidos a um posto de saúde próximo. Prefira produtos reciclados. Incentive a comunidade a exigir a coleta seletiva e o fim dos lixões a céu aberto. Cobre iniciativas do prefeito. Não joguem no lixo baterias de celular, lâmpadas, restos de tinta ou produtos químicos. Em caso de dúvidas de descarte, ligue para o serviço de atendimento do fabricante. A empresa Apliquim faz reciclagem de lâmpadas, www.apliquim.com.br Cobrar das prefeituras mais empenho em viabilizar e criar cooperativas e associações de catadores de material reciclável. Não leve pneu velho para casa, nem abandone em qualquer lugar. Eles atraem mosquitos transmissores de doenças como a dengue. Deixe o pneu velho onde estiver comprando o pneu novo. Sobre o descarte de computadores, TVs, telefones celulares, fornos de microondas, câmeras fotográficas e outros equipamentos, exija do governo uma norma nacional sobre reciclagem e eliminação do lixo eletrônico, já que muitos componentes têm substâncias tóxicas. Com criatividade, enfeite a casa com: uma bonita fruteira, artesanato com recicláveis, vasos de folhagens, temperos, flores com raiz e crie um ambiente em harmonia com a natureza. Quem tem quintal, pode cultivar um jardim, uma pequena horta ou plantar árvores para servir de abrigo e atrair as visitas dos passarinhos.

sábado, 13 de dezembro de 2008

Buraco na camada de ozônio levará 2 décadas para diminuir

O buraco na camada de ozônio, que surgiu nos anos de 1980 sobre a Antártica, não deve se reduzir antes de 10, ou 20 anos, e não desaparecerá, se todas as medidas forem cumpridas, antes de 2075, previu a Organização Meteorológica Mundial (OMM). Há 21 anos, ONU evita destruição da camada de ozônio. "A situação continuará sendo grave nos próximos 10, ou 20 anos, antes que o buraco comece a desaparecer, sob a condição de que se respeite o protocolo de Montreal", avaliou a organização, às vésperas do Dia Internacional de Preservação da Camada de Ozônio, em 16 de setembro. Serão necessárias várias décadas até que o buraco desapareça e se volte à situação anterior a 1980. Calcula-se que isso vá acontecer para 2075. A concentração dos gases CFC diminui a um ritmo de 1% ao ano. No dia 16 de setembro de 1987, 46 países assinaram um documento chamado "Protocolo de Montreal" no qual se comprometiam a parar de fabricar o gás Clorofluorcarbono (CFC), apontado como o maior responsável pela destruição da camada de ozônio na estratosfera. Para comemorar o feito, em 1994, a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) proclamou a data como o Dia Internacional para a Preservação da Camada de Ozônio. Os países signatários, neste dia, procuram meditar sobre a questão e realizar diversos eventos que conscientizem a população sobre o significado do Protocolo. A destruição da camada de ozônio, ainda que parcial, foi certamente o maior desastre ecológico de todos os tempos causado pelo homem moderno. Hoje, mesmo com a queda do consumo de CFC, o gás ainda é comercializado no mercado paralelo.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Buraco na Camada de Ozônio

A camada de ozônio é uma capa desse gás que envolve a Terra e a protege de vários tipos de radiação, sendo que a principal delas, a radiação ultravioleta, é a principal causadora de câncer de pele. No último século, devido ao desenvolvimento industrial, passaram a serem utilizados produtos que emitem clorofluorcarbono (CFC), um gás que ao atingir a camada de ozônio destrói as moléculas que a formam (O3), causando assim a destruição dessa camada da atmosfera. Sem essa camada, a incidência de raios ultravioletas nocivos à Terra fica sensivelmente maior, aumentando as chances de contração de câncer. Nos últimos anos tentou-se evitar ao máximo a utilização do CFC e, mesmo assim, o buraco na camada de ozônio continua aumentando, preocupando cada vez mais a população mundial. As ineficientes tentativas de se diminuir a produção de CFC, devido à dificuldade de se substituir esse gás, principalmente nos refrigeradores, provavelmente vêm fazendo com que o buraco continue aumentando, prejudicando cada vez mais a humanidade. Um exemplo do fracasso na tentativa de se eliminar a produção de CFC foi a dos EUA, o maior produtor desse gás em todo planeta. Em 1978 os EUA produziam, em aerosóis, 470 mil toneladas de CFC, aumentando para 235 mil em 1988. Em compensação, a produção de CFC em outros produtos, que era de 350 mil toneladas em 1978, passou para 540 mil em 1988, mostrando a necessidade de se utilizar esse gás em nossa vida quotidiana. É muito difícil encontrar uma solução para o problema. A região mais afetada pela destruição da camada de ozônio é a Antártida, onde principalmente em setembro, quase a metade da concentração de ozônio é misteriosamente sugada da atmosfera. Esse fenômeno deixa à mercê dos raios ultravioletas uma área de 31 milhões de quilômetros quadrados, maior que toda a América do Sul, ou 15% da superfície do planeta. Nas demais áreas do planeta, a diminuição da camada de ozônio também é sensível; de 3 a 7% do ozônio que a compunha já foi destruído pelo homem. Mesmo menores que na Antártida, esses números representam um enorme alerta ao que nos poderá acontecer, se continuarmos a fechar os olhos para esse problema. Raios ultravioletas são semelhantes a ondas luminosas, se encontram exatamente acima do extremo violeta do espectro da luz visível. O comprimento de onda dos raios ultravioletas varia de 4,1 x 10-4 à 4,1 x 10-2 mm, sendo que suas ondas mais curtas são as mais prejudiciais. As moléculas de clorofluorcarbono, ou Freon, passam intactas pela troposfera, que é a parte da atmosfera que vai da superfície até uma altitude média de 10.000 metros. Em seguida essas moléculas atingem a estratosfera, onde os raios ultravioletas do sol aparecem em maior quantidade. Esses raios quebram as partículas de CFC (ClFC) liberando o átomo de cloro. Este átomo, então, rompe a molécula de ozônio (O3), formando monóxido de cloro (ClO) e oxigênio (O2). A reação tem continuidade e logo o átomo de cloro libera o de oxigênio que se liga a um átomo de oxigênio de outra molécula de ozônio, e o átomo de cloro passa a destruir outra molécula de ozônio, criando uma reação em cadeia. Por outro lado, existe a reação que beneficia a camada de ozônio: Quando a luz solar atua sobre óxidos de nitrogênio, estes podem reagir liberando os átomos de oxigênio, que se combinam e produzem ozônio. Estes óxidos de nitrogênio são produzidos continuamente pelos veículos automotores, resultado da queima de combustíveis fósseis. Infelizmente, a produção de CFC, mesmo sendo menor que a de óxidos de nitrogênio, consegue, devido à reação em cadeia já explicada, destruir um número bem maior de moléculas de ozônio que as produzidas pelos automóveis. As massas de ar circulam no mundo todo, um poluente lançado no Brasil pode atingir a Europa devido a correntes de convecção. Na Antártida, por sua vez, devido ao rigoroso inverno de seis meses, essa circulação de ar não ocorre e, assim, formam-se círculos de convecção exclusivos daquela área. Os poluentes atraídos durante o verão permanecem na Antártida até a época de subirem para a estratosfera. Ao chegar o verão, os primeiros raios de sol quebram as moléculas de CFC encontradas nessa área, iniciando a reação. Em 1988, foi constatado que na atmosfera da Antártida, a concentração de monóxido de cloro é cem vezes maior que em qualquer outra parte do mundo. No Brasil, a camada de ozônio ainda não perdeu 5% do seu tamanho original, de acordo com os instrumentos medidores do INPE (Instituto de Pesquisas Espaciais). O instituto acompanha a movimentação do gás na atmosfera desde 1978 e até hoje não detectou nenhuma variação significante, provavelmente pela pouca produção de CFC no Brasil em comparação com os países de primeiro mundo. No Brasil apenas 5% dos aerosóis utilizam CFC, já que uma mistura de butano e propano é significativamente mais barata, funcionando perfeitamente em substituição ao clorofluorcarbono. A principal conseqüência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, existe a hipótese segundo a qual a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no "efeito estufa", o que causaria o descongelamento das geleiras polares e conseqüente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais aconselha-se a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.

Pontos de inflexão climática não são problemas para um futuro distante

Pontos de inflexão climática não são problemas para um futuro distante. O planeta já está cruzando limiares críticos, como o colapso general...