quarta-feira, 5 de novembro de 2014

Após 38 dias, nível do Cantareira deixa de cair

Com a chuva que atingiu São Paulo e o sul de Minas nos últimos dias, o nível do Sistema Cantareira parou de cair após 38 dias de reduções consecutivas no manancial. Segundo a Sabesp, o reservatório manteve 11,9% da capacidade em 04/11.
Após chuvas, nível do Sistema Cantareira se mantém estável.
Represa, que vinha de sucessivas quedas, manteve 11,9% da capacidade total depois de chover 15,7 mm sobre a região.
Chuva faz nível do Sistema Cantareira para de cair pela 1ª vez após 38 dias
Abastecimento. Após mês mais seco desde 1930, novembro já registra precipitação igual a 93% do registrado em outubro. Mesmo com a estabilidade, há 202 dias não ocorre acréscimo de volume no manancial; o último que a Sabesp registrou foi no dia 16 de abril.
Jaguari-Jacareí. Represa que opera só com o volume morto
A chuva que atingiu São Paulo e o sul de Minas nos últimos dias deu fôlego ao Sistema Cantareira. O nível de água do reservatório ficou estável em 04/11, 4, após 38 dias de quedas consecutivas. Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o sistema de represas manteve 11,9% da capacidade.
A última vez que o reservatório deixou de perder água foi em setembro, antes dos 105 bilhões de litros da segunda cota do volume morto serem incorporados. Nos dias 26 e 27 daquele mês, o reservatório se manteve estável em 7,2%, caindo para 7,1% em 28/10. 
Nesta terça, o volume de chuva sobre o Cantareira foi de 15,7 milímetros, acima da média diária dos últimos meses. Enquanto em outubro inteiro choveu 42,5 milímetros na região, nos primeiros quatro dias deste mês o volume acumulado já é de 39,6 milímetros: 93% do mês anterior. Outubro foi o mês mais seco no reservatório em 84 anos. 
Antes de a segunda cota do volume morto entrar no cálculo da Sabesp, no dia 24 de outubro, o nível do Cantareira estava em apenas 3%, o mais baixo já registrado. Após o acréscimo de 105 bilhões de litros da reserva técnica, o volume útil de água subiu para 13,6%. 
Mesmo com a estabilidade, há 202 dias não é registrado aumento no manancial. O último que a Sabesp registrou foi no dia 16 de abril, quando o reservatório foi de 12% para 12,3%.
A previsão do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) é de mais chuva sobre o Sistema Cantareira. Entre esta quarta e quinta, existe a possibilidade de mais de 6 milímetros de chuva sobre os mananciais. Após o dia 9, a previsão é de seca, mas meteorologistas já preveem chuvas na segunda quinzena do mês. Segundo a meteorologista Josélia Pegorim, da empresa Climatempo, as condições de precipitação sobre o reservatório aumentam a partir do dia 16 de novembro com a chegada de uma frente fria.
Vazão dos rios
As chuvas já foram suficientes para aumentar a vazão de água dos rios que formam o Sistema Cantareira para os mananciais do reservatório. Na Represa Jaguari-Jacareí, nesta terça, foi registrada uma entrada de 10,6 mil litros por segundo. Durante uma cerimônia de entrega de trens, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) comemorou a estabilidade. 
“Ajudou, mas nunca uma chuva sozinha vai encher o reservatório. Tanto ajudou, que o Cantareira parou de cair, o que é natural. Quer dizer, você primeiro encharca, porque a terra está muito seca, para depois subir.” Na segunda, Alckmin disse que ainda neste mês a Represa Guarapiranga deve entregar mais 1 mil litros de água por segundo no Sistema Cantareira. 
O governador promete “otimizar” a integração dos reservatórios da região metropolitana de São Paulo. Com isso, Alckmin pretende diminuir pela metade a dependência do Sistema Cantareira. Antes da crise, o reservatório produzia uma média de 33 mil litros de água por segundo para a região. A vazão do reservatório já vinha sendo reduzida ao longo do ano por causa da crise hídrica. (OESP)

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