sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Mudanças climáticas têm consequências devastadoras à saúde da população

Mudanças climáticas têm consequências devastadoras para a saúde da população, alerta a OMS.

Os números dos desastres no México e em Dominica
Conferência elegerá novo diretor da OPAS

Os furacões Irma e Maria, que devastaram o Caribe, são “um trágico lembrete de que o clima do nosso mundo está mudando, com efeitos devastadores para a saúde”, alertou o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus. Declaração foi feita na abertura da 29ª Conferência Pan-Americana da Saúde, que teve início dia 25/09/17 em Washington.
Fenômenos naturais ocuparam o centro dos debates.
Anastasia Chairet, de sete anos, atravessa uma ponte improvisada após a passagem do furacão Irma pelas ilhas Turks e Cacos, no Caribe.
O dirigente máximo da agência da ONU acrescentou que a OMS tem feito o possível para dar apoio “aos pequenos Estados insulares, que são os menos responsáveis pelas mudanças climáticas, mas o que estão mais em risco”.
Dirigindo-se aos representantes de países caribenhos e também do México — recentemente atingido por dois terremotos —, a chefe da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), Carissa Etienne, expressou condolências pelas mortes e pela destruição provocada pelas catástrofes.
“Comprometemo-nos a trabalhar com todos vocês para garantir o rápido restabelecimento e funcionamento efetivo de seus sistemas de saúde. As perdas econômicas resultantes desses desastres, incluindo seus impactos físicos diretos, serão astronômicas”, afirmou a dirigente. Etienne enfatizou ainda que a reconstrução será enorme e difícil, sobretudo para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento, para os pobres e mais vulneráveis.
Em 19/09/17 um terremoto de 7,1° na escala Richter atingiu o México, deixando ao menos 249 pessoas mortas e outras 1,8 mil feridas. Em 07/09/17 outros tremores — de intensidade 8,1 — já haviam afetado o sul do país. Segundo as autoridades nacionais, nenhum dos 94 estabelecimentos de saúde da Cidade do México sofreu danos severos e todos estão operando completa ou, ao menos, parcialmente.
Em Dominica, uma das ilhas caribenhas arrasadas pelos furacões Irma e Maria, 85% das moradias foram danificadas pelas tempestades. Água e alimento são escassos. Uma equipe da OPAS que esteve no país na semana passada relatou que serviços críticos de diálise e transfusão de sangue não estavam disponíveis para a população.
Em resposta à crise, o Departamento do Reino Unido para o Desenvolvimento Internacional (DFID) liberou 2,5 milhões de libra esterlinas para ampliar as iniciativas de saúde nas zonas afetadas. Saiba mais sobre a situação do Caribe clicando aqui.
A Conferência Pan-Americana da Saúde reuniu em 29/09/17 representantes de todos os Estados-membros da OPAS para discutir os rumos da cooperação técnica que a agência desenvolve com cada país. O evento acontece apenas de cinco em cinco anos, sendo a instância deliberativa mais elevada do organismo regional. Durante o encontro, as nações que integram a OPAS escolherão um novo diretor para a entidade.
Dominica apresentou a candidatura de Carissa Etienne, que é a atual diretora da OPAS. Ela tomou posse em 2013. Até o momento, Etienne é a única gestora apresentada para disputar o cargo. Conforme o regulamento, a dirigente pode renovar seu mandato por mais cinco anos.
Ao longo das atividades da Conferência, a OPAS divulgará o informe Saúde nas Américas+2017, que atualiza a situação de saúde em cada um dos 52 países e territórios da região.
Entre as pautas do 29ª encontro, estão políticas de combate ao tabagismo; as consequências da violência para o bem-estar da população; e estratégias de prevenção do câncer cervical. Também será discutida a Agenda de Saúde Sustentável das Américas, que foi desenvolvida pelos próprios países-membros da OPAS e servirá de marco para o trabalho regional voltado para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Durante a semana, serão realizados ainda vários eventos paralelos sobre temas como desigualdades no acesso a saúde; mudanças climáticas e saúde; saúde dos migrantes; melhorias dos serviços de saúde para melhorar gerenciamento de doenças não transmissíveis; políticas para promover uma alimentação saudável; e segurança no trânsito. (ecodebate)

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