sábado, 9 de dezembro de 2017

Resíduos Sólidos na Região Norte do Brasil em 2016

A Abrelpe- Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais – divulgou a edição anual do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil com os dados de 2016, que descreve a produção e destino final dos resíduos sólidos urbanos – RSU, resíduos de saúde – RSS, resíduos de construções e demolições – RCD e os previstos nos acordos de logística reversa no país e nas regiões.
Neste artigo e com base no panorama da Abrelpe, estão as informações específicas sobre a geração de resíduos e sua destinação final na Região Norte do Brasil em 2016, com sete Estados: Acre, Amapá, Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins que possuem 450 municípios.
Quanto aos resíduos sólidos urbanos – RSU, a Região Norte produziu 15.444 toneladas/dia com 6,4% do total do país e queda de 1,9% em comparação com o panorama anterior. A produção per capita/habitante /dia foi de 0,871 Kg com queda de 3,4%. Os recursos financeiros aplicados pelos municípios da Região Sul foram de R$ 3,19 por habitante/mês na coleta dos RSU e 4,85 nos demais serviços de limpeza urbana, com total de R$ 8,04 por habitante/mês. Os serviços de limpeza urbana movimentaram 2.011 bilhões com queda de 4 milhões em relação ao ano anterior.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
15.745
0,901
2016
15.444 (-1,9%)
0,871 (-3,4%)
Tabela – Geração diária total e individual de RSU na Região Norte do Brasil em 2016.
Quanto à coleta dos RSU, 81% foram recolhidos, com diminuição de 1,5% no total e de 2,9% per capita. 64,6% correspondentes a 8.071 toneladas/dia foram destinados para lixões e aterros controlados sem tratamentos adequados.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
12.692
0,726
2016
12.500 (-1,5%)
0,705 (-2,9%)
Tabela 2 – Quantidade de RSU coletados na Região Norte do Brasil em 2016.
Em relação à coleta seletiva, 263 dos 450 municípios da Região Norte declaram que possuem iniciativas, mas não são divulgadas informações desta atividade. É provável que em grande parte destes municípios as iniciativas sejam de pequeno porte, sem influência significativa no conjunto da gestão dos RSU. A disposição final em aterros sanitários adequados diminuiu 0,4%, em aterros controlados manteve-se estável em 29,9% e em lixões aumentou 0,4% em relação ao panorama anterior da Abrelpe.
Ano
Aterro sanitário (ton./dia)
Aterros controlados (ton./dia)
Lixões (ton./dia)
2015
4.543 = 35,8%
3.800 = 29,9%
4.349 = 34,3%
2016
4.429 = 35,4%
3.732 = 29,9%
4.339 = 34,7%
Tabela 3 – Disposição final dos RSU na Região Norte do Brasil em 2016.
Resíduos de construções e demolições – RCD – Foram coletados na Região Norte 4.720 toneladas/dia com geração per capita de 0,266 Kg/habitante/dia. Houve queda no total coletado e também na geração per capita dos RCD.
Ano
Toneladas/dia
Kg/habitante/dia
2015
4.736
0,271
2016
4.720
0,266
Tabela 4 – Coleta de RCD na Região Norte do Brasil em 2016.
Resíduos sólidos de saúde – RSS – Foram produzidos 9.778 toneladas de RSS com geração per capita de 0,551 Kg/habitante. Os tratamentos utilizados foram autoclave em 1,5%, incineração em 47,6% e 50,9% tendo outros destinos, significando que mais da metade dos RSS da Região Norte provavelmente tiveram disposição inadequada em lixões, aterros e valas sanitárias.
Estado
2015 (Ton./ano – Kg/habitante/ano)
2016 (Ton./ano – Kg/habitante/ano)
Acre
430 – 0,535
433 – 0,530
Amapá
507 – 0,661
510 – 0,652
Amazonas
2.231 – 0,566
2.231 – 0,558
Pará
4.534 – 0,555
4.500 – 0,542
Rondônia
1.011 – 0,572
1.014 – 0,567
Roraima
301 – 0,595
301 – 0,585
Tocantins
812 – 0,536
789 – 0,515
Total
9.826 – 0,562
9.778 – 0,551
Tabela 5 – Geração de RSS na Região Norte do Brasil em 2016.

Não há informações específicas sobre a reciclagem e a logística reversa na Região Norte. (ecodebate)

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