O
derretimento da camada de gelo da Groenlândia acelerou drasticamente, perdendo
cerca de 4,7 trilhões de toneladas de gelo nos últimos 20 anos, o que elevou o
nível do mar em aproximadamente 1,2 cm. Estudos indicam que o degelo é sete
vezes mais rápido do que na década de 1990, atingindo recordes extremos e
tornando-se um dos principais motores do aquecimento global.
Principais
Impactos e Dados:
•
Perda de Gelo: Mais de 4 trilhões de toneladas de gelo foram perdidas em duas
décadas, com eventos extremos de derretimento tornando-se mais frequentes e
intensos.
•
Aumento do Nível do Mar: O degelo contribuiu para um aumento de cerca de 1,2 cm
no nível do mar.
•
Velocidade do Aquecimento: O Ártico, incluindo a Groenlândia, está aquecendo de
3 a 4 vezes mais rápido que o resto do planeta.
•
Consequências Globais: O derretimento acelera o aumento do nível do mar,
modificando padrões climáticos e, se toda a camada de gelo derreter, pode
elevar o nível dos oceanos em vários metros.
•
Ponto de Inflexão: Estudos indicam que o derretimento atingiu um ponto
irreversível, com perda contínua de gelo.
O degelo acelerado é impulsionado pelo aquecimento global e águas mais quentes do Ártico, afetando significativamente as costas do território.
Pesquisa mostra que os episódios extremos de degelo na Groenlândia ficaram mais frequentes e intensos desde os anos 90, com impactos que vão do nível do mar à geopolítica
Um
estudo da Universidade de Barcelona, publicado na Nature Communications, mostra
que o papo sobre as mudanças climáticas ficou sério: o degelo na Groenlândia
mudou de patamar, ficando mais frequente, mais espalhado e muito mais intenso.
Para você ter uma ideia, desde 1990, as áreas atingidas por esses derretimentos extremos têm crescido cerca de 2,8 milhões de km² a cada dez anos. E o volume de água que isso gera é assustador: a produção de água do degelo aumentou 6 vezes. Entre 1950 e 2023, a média era de 12,7 gigatoneladas por década; de 1990 para cá, esse número saltou para 82,4 gigatoneladas.
Derretimento da Groenlândia preocupa cientistas
Recordes
que ninguém queria bater
O
negócio está tão feio que sete dos dez episódios mais extremos de degelo
rolaram de 2000 para cá. Os anos de 2012, 2019 e 2021 bateram recordes que
nunca tinham sido vistos antes, o que mostra que o que está acontecendo é
totalmente fora da curva.
O estudo aponta que o calor na atmosfera está pesando muito mais e que, desde 1990, a produção de água subiu até 63% se compararmos todos os eventos extremos.
Degelo dos últimos 10 anos na Groenlândia elevou o nível do mar em um centímetro
Norte
da ilha: o novo hotspot do aquecimento global
O
norte da Groenlândia é quem mais está sofrendo e virou um dos principais
“pontos quentes” do planeta. E o futuro não parece nada animador e se a gente
continuar lançando muitos gases de efeito estufa, até o fim do século a
produção de água desse degelo anômalo pode triplicar.
Para
chegar a esses resultados, o pesquisador Josep Bonsoms e sua equipe analisaram
dados de 1950 a 2023 usando um modelo climático muito super moderno. Eles
conseguiram separar o que é culpa do aquecimento da atmosfera (fator
termodinâmico) e o que tem a ver com a circulação do ar (fator dinâmico).
Do
nível do mar à geopolítica: as consequências globais
Não
é só “gelo derretendo longe daqui”. O que acontece na Groenlândia mexe com o
mundo todo.
Além
de fazer o nível do mar subir e bagunçar as correntes oceânicas, a rápida
transformação do Ártico coloca a região no centro de novas brigas estratégicas,
econômicas e de território.
Como diz o autor do estudo, entender como esses eventos extremos funcionam é o único jeito de a gente se preparar para os riscos que vêm por aí e tentar guiar as decisões políticas com base na ciência.
Vista do fiorde e da frente de desprendimento da geleira Eqalorutsit Kangilliit Sermiat, no sul da Groenlândia.
Derretimento
acelerado da Groenlândia é revelado por fibra óptica. (ecodebate)





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