quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Nova onda de calor aflige a Europa

Ondas de calor na Europa ficam muito mais intensas

A Europa enfrenta uma onda de calor histórica e letal, com alertas de temperaturas que superam os 43°C em Portugal e no sul da Espanha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu alertas severos, visto que as altas temperaturas já causaram milhares de mortes no continente e agravaram os riscos de incêndios florestais.

O aquecimento acelerado na região é atribuído às mudanças climáticas e à sua conexão geográfica com o Ártico. As ondas de calor têm impacto desproporcional na Europa devido à falta de infraestrutura de refrigeração na maioria das residências e locais públicos.

As principais consequências e registros recentes incluem:

• Mortes em Excesso: Mais de 1.300 óbitos foram registrados logo no início do verão, com estimativas apontando para quase 5 mil mortes associadas ao estresse térmico em países como a Alemanha e milhares em nações como a França.

• Acidentes e afogamentos: Na França, dezenas de pessoas morreram afogadas ou sofreram insolação ao tentar se refrescar em rios e lagos.

• Ameaça de incêndios: Portugal e Espanha têm lidado com o perigo iminente de incêndios florestais devido à vegetação seca e ao calor extremo.

Anomalia de temperatura do ar superficial em junho/2026 em relação à média de junho para o período 1991-2020.

A Europa enfrenta sua segunda grande onda de calor do ano, com temperaturas extremas e impactos severos.

A França teve recentemente o dia mais quente de sua história, ultrapassando os 44°C em algumas regiões. Pelo menos 40 pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar em rios e lagos, enquanto milhares ficaram sem energia elétrica.

No Reino Unido, os termômetros chegaram a 36°C. Escolas suspenderam aulas e trens estão atrasando, tendo o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmado que Londres está “cozinhando”. Enquanto a Semana de Ação Climática acontece na cidade, o serviço meteorológico britânico emitiu alerta vermelho para várias áreas, como fizeram outros governos, como Espanha e Suíça – em Genebra, os cinemas, que dispõem de ar-condicionado, estão permitindo que idosos passem o dia em suas salas, sem cobrança de ingressos, como forma de fugir ao calor.

Especialistas alertam que a Europa, como regra geral, não está preparada para enfrentar temperaturas tão altas. Emma Howard Boyd, presidente da Comissão Nacional de Risco de Calor do Reino Unido, destacou que “toda a nossa infraestrutura foi construída para outro tipo de clima”. Ela defende políticas que defendam os mais vulneráveis, como crianças, idosos e gestantes. Nesta semana, duas crianças morreram dentro de um carro superaquecido na França.

Cientistas reforçam que a ligação entre ondas de calor e mudanças climáticas é direta. Friederike Otto, do Imperial College London, afirmou que “continuamos em uma viagem sem retorno rumo a um futuro mais perigoso”. Daniel Swain, da Universidade da Califórnia, lembra que o planeta caminha para ultrapassar 1,5°C de aquecimento global, o que intensifica a frequência e a duração desses eventos.

Pesquisadores também investigam o aumento de padrões atmosféricos de bloqueio, que prolongam condições climáticas extremas. Para Helen Millman, da Universidade de Exeter, “ondas de calor continuarão mais fortes e frequentes até que consigamos chegar a emissões líquidas zero”.

Onda de calor extremo na Europa provoca muito mais incêndios, milhares de mortes e uma gigantesca devastação

Também devemos enfrentar problemas climáticos nos próximos tempos: o El Niño já está impactando o Brasil, intensificando chuvas no Sul, provocando secas no Nordeste e Amazônia, e elevando temperaturas no Sudeste e Centro-Oeste. Esses efeitos trazem riscos para agricultura, energia e abastecimento de água, além de problemas em zonas urbanas, especialmente inundações e desabamentos. (ecodebate)

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