A Europa enfrenta uma onda de
calor histórica e letal, com alertas de temperaturas que superam os 43°C em
Portugal e no sul da Espanha. A Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu
alertas severos, visto que as altas temperaturas já causaram milhares de mortes
no continente e agravaram os riscos de incêndios florestais.
O aquecimento acelerado na
região é atribuído às mudanças climáticas e à sua conexão geográfica com o
Ártico. As ondas de calor têm impacto desproporcional na Europa devido à falta
de infraestrutura de refrigeração na maioria das residências e locais públicos.
As principais consequências e
registros recentes incluem:
• Mortes em Excesso: Mais de
1.300 óbitos foram registrados logo no início do verão, com estimativas
apontando para quase 5 mil mortes associadas ao estresse térmico em países como
a Alemanha e milhares em nações como a França.
• Acidentes e afogamentos: Na
França, dezenas de pessoas morreram afogadas ou sofreram insolação ao tentar se
refrescar em rios e lagos.
• Ameaça de incêndios: Portugal e Espanha têm lidado com o perigo iminente de incêndios florestais devido à vegetação seca e ao calor extremo.
Anomalia de temperatura do ar superficial em junho/2026 em relação à média de junho para o período 1991-2020.
A Europa enfrenta sua segunda
grande onda de calor do ano, com temperaturas extremas e impactos severos.
A França teve recentemente o
dia mais quente de sua história, ultrapassando os 44°C em algumas regiões. Pelo
menos 40 pessoas morreram afogadas ao tentar se refrescar em rios e lagos,
enquanto milhares ficaram sem energia elétrica.
No Reino Unido, os
termômetros chegaram a 36°C. Escolas suspenderam aulas e trens estão atrasando,
tendo o secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmado que Londres está
“cozinhando”. Enquanto a Semana de Ação Climática acontece na cidade, o serviço
meteorológico britânico emitiu alerta vermelho para várias áreas, como fizeram
outros governos, como Espanha e Suíça – em Genebra, os cinemas, que dispõem de
ar-condicionado, estão permitindo que idosos passem o dia em suas salas, sem
cobrança de ingressos, como forma de fugir ao calor.
Especialistas alertam que a
Europa, como regra geral, não está preparada para enfrentar temperaturas tão
altas. Emma Howard Boyd, presidente da Comissão Nacional de Risco de Calor do
Reino Unido, destacou que “toda a nossa infraestrutura foi construída para
outro tipo de clima”. Ela defende políticas que defendam os mais vulneráveis,
como crianças, idosos e gestantes. Nesta semana, duas crianças morreram dentro
de um carro superaquecido na França.
Cientistas reforçam que a
ligação entre ondas de calor e mudanças climáticas é direta. Friederike Otto,
do Imperial College London, afirmou que “continuamos em uma viagem sem retorno
rumo a um futuro mais perigoso”. Daniel Swain, da Universidade da Califórnia,
lembra que o planeta caminha para ultrapassar 1,5°C de aquecimento global, o
que intensifica a frequência e a duração desses eventos.
Pesquisadores também investigam o aumento de padrões atmosféricos de bloqueio, que prolongam condições climáticas extremas. Para Helen Millman, da Universidade de Exeter, “ondas de calor continuarão mais fortes e frequentes até que consigamos chegar a emissões líquidas zero”.
Onda de calor extremo na Europa provoca muito mais incêndios, milhares de mortes e uma gigantesca devastação



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