O que é o fenômeno
• Aquecimento das águas: O
Pacífico Equatorial fica 2°C ou mais acima da média.
• Intensidade: Agências
climáticas indicam alta probabilidade de eventos extremos associados a este
aquecimento.
• Mudança global: O fenômeno
natural interage com o aquecimento global para elevar as temperaturas da Terra.
Impactos esperados no Brasil
• Região Sul: Chuvas acima da
média, temporais e risco de enchentes.
• Regiões Norte e Nordeste:
Secas intensas, estiagens e maior risco de queimadas.
• Sudeste e Centro-Oeste:
Ondas de calor mais fortes e períodos secos.
Para entender como as
mudanças no clima afetam a intensidade do El Niño:
Assista ao vídeo “Porque o El Niño 2026/2027 pode ser diferente de todos”: https://www.youtube.com/watch?v=XeOYgEF2O Q
'Super El Niño' vem aí: probabilidade de evento extremo atinge 80%, segundo agência climática
No Brasil, o evento pode
afetar o regime de chuvas, causando estiagens no Norte e Nordeste e enchentes
no Sul.
O monitoramento mais recente
da NOAA revela que o fenômeno conhecido como 'super El Niño' alcançou marcas
históricas durante este mês de julho. A temperatura da superfície do mar no
Pacífico equatorial central e oriental registrou anomalia semanal de 1,2 ºC
acima da média histórica, indicando uma movimentação forte em favor de um
evento de maior intensidade. Esse nível de aquecimento posiciona o evento atual
entre os mais intensos observados para este período do ano desde o início das
medições em 1950.
As projeções dos modelos climáticos da agência indicam uma probabilidade de 97% que o El Niño continue ativo até o início de 2027. O período entre outubro e dezembro/2026 deve concentrar o ápice de intensidade, existindo 81% de chance de o fenômeno se enquadrar na categoria de muito forte. A probabilidade de o evento perder força e permanecer em patamares moderados é de apenas uma em cinco. Essa duração prolongada deverá exigir um planejamento contínuo de médio e longo prazo por parte dos órgãos de monitoramento e de prevenção de desastres naturais.
No cenário brasileiro, o fortalecimento do fenômeno altera significativamente o regime de chuvas e temperaturas de norte a sul. O padrão observado no Pacífico costuma provocar estiagens severas e prolongadas nas regiões Norte e Nordeste, reduzindo a vazão dos rios e afetando o abastecimento. Em contrapartida, a Região Sul passa a enfrentar a passagem mais frequente de frentes frias e ciclones extratropicais. O resultado é o volume elevado de precipitação acumulada, que eleva o nível de rios e causa enchentes, alagamentos e transtornos urbanos e rurais na faixa sul do país.
O diferencial do evento atual
está no contexto climático em que ele se desenvolve. Dados de séries históricas
apontam uma tendência constante de elevação na temperatura média global,
registrada com mais intensidade a partir de 2013. O super El Niño atua sobre
uma base ambiental que já se encontra mais quente do que a observada em
episódios das décadas de 1980 ou 1990. Para setores produtivos fortemente
dependentes do tempo, como a agricultura e a pecuária leiteira, a combinação de
calor pré-existente com alterações drásticas na chuva aumenta a vulnerabilidade
do solo, afeta as pastagens e exige estratégias locais de adaptação para conter
perdas de safra e de produtividade. (milkpoint)



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