Mudanças no Clima Mundial
• Calor global: Temperaturas
acima da média em grande parte dos continentes.
• Chuvas alteradas: Secas e
temporais mal distribuídos em várias regiões.
• Riscos extras: Maiores
chances de incêndios florestais e enchentes.
Efeitos no Brasil
• Norte e Nordeste: Secas e
estiagens mais intensas.
• Sul: Excesso de chuva e
tempestades volumosas.
• Sudeste e Centro-Oeste: Ondas de calor mais frequentes.
Um bombeiro observa os restos fumegantes de um incêndio florestal no sul da França
Fenômeno climático deve
causar temperaturas acima da média e chuvas desreguladas; líder da ONU pede fim
dos combustíveis fósseis para impedir futuro “ainda mais inflamável”.
O fenômeno climático El Niño
está se intensificando de forma constante e deve dominar os padrões climáticos
globais durante a estação de agosto a outubro de 2026, segundo a Organização
Meteorológica Mundial, OMM.
Como resultado, as temperaturas devem ficar acima da média em grande parte do globo e o regime de chuvas vai sofrer alterações.
Uma mulher coleta água em Satkhira, região afetada pela seca em Bangladesh
Combustíveis fósseis
alimentam crise
O secretário-geral das Nações
Unidas afirmou que o fortalecimento do El Niño “adiciona combustível em um
planeta que já está em chamas, com ondas de calor escaldantes, incêndios
florestais apocalípticos e mares em temperaturas recordes”.
António Guterres ressaltou
que “os combustíveis fósseis estão alimentando as chamas desta crise”. Para
ele, a continuidade da exploração de carvão, petróleo e gás resultarão em um
futuro “ainda mais inflamável”.
As previsões indicam que este
será um El Niño forte, que pode causar impactos sérios na agricultura, na saúde
e em comunidades vulneráveis.
O fenômeno está se
desenvolvendo em um contexto de calor oceânico sem precedentes. As anomalias de
temperatura da superfície do mar podem ultrapassar 2,9°C nas principais regiões
de monitoramento.
Regiões mais afetadas pelo
calor e pelas chuvas
A última Atualização
Climática Global da OMM prevê uma probabilidade extremamente elevada de
temperaturas acima da média na maior parte das áreas continentais.
Os sinais mais fortes dessa tendência se estendem pela África, pelo sul da Europa, Península Arábica, subcontinente indiano, leste da Ásia, América Central, Caribe, África Austral, grande parte da América do Sul e Nova Zelândia.
Previsão de chuvas entre agosto a outubro/2026 são padrões típicos de forte e clássico de El Niño
A previsão de chuvas para
agosto a outubro/2026 apresenta padrões típicos de um evento forte e clássico
de El Niño.
Esperam-se condições mais
úmidas do que a média no Grande Chifre da África; em partes da Ásia Central; no
sul da Europa; no oeste da América do Norte e no sudeste da América do Sul.
Em contraste, condições mais
secas do que a média são mais prováveis no subcontinente indiano; no sul e
leste da Austrália; no sul da América Central e em partes do Caribe; no
noroeste da América do Sul; e no norte da Europa.
Riscos agravados no Oceano
Índico
Além do fortalecimento do El
Niño, prevê-se também um Dipolo Positivo do Oceano Índico, um padrão climático
em que o oeste do Oceano Índico se torna, em média, mais quente, enquanto o
leste fica mais frio do que a média.
Juntos, esses fatores
oceânicos podem intensificar impactos climáticos regionais, incluindo secas,
enchentes e risco de incêndios florestais, especialmente ao redor da bacia do
Oceano Índico.
A secretária-geral da OMM,
Celeste Saulo, afirmou que “previsões, por si só, não evitam desastres”. Ela
destacou que as decisões tomadas hoje definirão os impactos de amanhã.
A OMM e seus membros estão comprometidos em garantir que informações climáticas confiáveis e relevantes cheguem àqueles que mais precisam dela.
Uma tempestade com raios atinge a cidade de Županja, na Croácia
Entenda o El Niño
O El Niño é um padrão
climático natural caracterizado por temperaturas da superfície do mar acima da
média no Pacífico Equatorial Central e Oriental.
Os eventos de El Niño
normalmente ocorrem a cada dois a sete anos e costumam durar entre nove e doze
meses.
Geralmente começam a se
desenvolver entre março e junho, atingem seu pico de intensidade entre novembro
e fevereiro e exercem sua influência mais forte sobre as temperaturas globais
no ano seguinte ao seu início.
A OMM classifica os eventos
como fracos, moderados, fortes ou muito fortes. O termo “super El Niño” não faz
parte do sistema operacional de classificação da agência. (news.un.org)





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