Workshop discute na Firjan modelos de gestão integrada e soluções para os resíduos sólidos – inimigo número 1 e causador de inundações e doenças nos centros urbanos.
Lixo boiando nas ruas, bueiros e ralos entupidos, encostas tomadas por resíduos de todo o tipo foram as cenas mais comuns nas imagens de destruição e morte que marcaram o início do outono no Estado do Rio de Janeiro, Niterói e São Gonçalo, na madrugada de terça-feira, dia 06 de abril, e nos dias subseqüentes, quando o Rio de Janeiro, sede da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, e demais cidades que compõem a sua Região Metropolitana ficaram praticamente paralisadas.
Além dos prejuízos incalculáveis gerados pela suspensão das atividades industriais, comerciais e de serviços, e também sociais, somente a cidade do Rio de Janeiro precisará, agora, de R$ 370 milhões para se recuperar dos estragos provocados pelas chuvas que atingiram o estado desde segunda-feira, dia 05 de abril de 2010, e já mataram mais de 200 pessoas, deixando ainda milhares de desabrigados.
Segundo estimaram especialistas em reportagem no Jornal Bom Dia Brasil, da TV Globo, o custo diário do tratamento dos resíduos sólidos urbanos – um dos grandes vilões das enchentes, deslizamentos e da degradação dos sistemas de drenagem urbana – é de cerca de R$ 300 mil por dia. Projetados para os 365 dias do ano, essa cifra chega a R$ 109,5 milhões no Rio, ou seja, menos de 30% das verbas de emergência que a Cidade terá que desembolsar para consertar os estragos da chuva e da falta de ações preventivas.
Independente das exigências do Comitê Olímpico Internacional (COI), que impôs como condição, até 2016, a erradicação dos lixões e aterros clandestinos, dispor de forma adequada o lixo urbano é hoje uma questão estratégica para o bom funcionamento e mobilidade das cidades. As sucessivas inundações que vêm ocorrendo nas principais cidades brasileiras comprovam essa premência. Com as evidentes mudanças climáticas no planeta, que vem alterando o fluxo e a incidência de chuvas, é visível a ineficiência da infraestrutura de drenagem das grandes metrópoles, agravada pelo acúmulo de resíduos de toda a espécie nesses sistemas. Nesse contexto, o impacto dos resíduos, inclusive os decorrentes da construção e demolição urbanas, responsável por mais de 50% do lixo depositado nas ruas e calçadas, é indiscutível e se mostra como um desafio inadiável para reduzir os custos de investimento e manutenção nos sistemas de drenagem, especialmente dos grandes centros urbanos.
Discutir possíveis soluções, ações preventivas e experiências bem sucedidas em cidades brasileiras para solucionar o problema será o foco do Workshop sobre Gestão Integrada dos Resíduos Sólidos Urbanos – O Impacto dos Resíduos da Construção e Demolição, que será realizado no próximo dia 20 de abril de 2010, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Organizado pela Planeja & Informa Comunicação e Marketing, empresa com mais de 20 anos de experiência na área de Saneamento Ambiental, o evento conta com apoio de empresas (Carioca Engenharia e Caenge Ambiental) e entidades como a ABRELPE, ABETRE, ABCE, ligadas às atividades de gestão de resíduos. O objetivo é pretende reunir técnicos das áreas de limpeza urbana das prefeituras, gestores públicos, engenheiros, arquitetos, empreiteiros, administradores, consultores, executivos dos governos federal, estaduais e municipais, ministérios, associações de classe, empresários, prestadores de serviços e universidades (públicas e privadas), ONGs e Ministério Público.
O entendimento vem de acordo com o nível cultural e intelectual de cada pessoa. A aprendizagem, o conhecimento e a sabedoria surgem da necessidade, da vontade e da perseverança de agregar novos valores aos antigos já existentes.
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