sábado, 31 de agosto de 2013

Em 2060, 3 trabalharão para cada 2 que não

Em 2060, 3 trabalham para cada 2 crianças ou aposentados
Os brasileiros de 30 anos de idade são a crista da onda demográfica do País. Nunca houve uma corte tão populosa; não há perspectiva de que haverá outra igual neste século. Hoje, a onda demográfica pode ser surfada com grande vantagem econômica. Em 2060, será um problema previdenciário e de saúde pública.
Em 2003, quando Luiz Inácio Lula da Silva virou presidente, a crista estava com 20 anos de idade. Ao longo da década seguinte houve um feliz casamento: a maior força de trabalho que o Brasil já teve encontrou um mercado de consumo em expansão, vagas de emprego e remuneração crescendo acima da inflação. Criou-se um círculo virtuoso com potencial para mais 20 anos.
Pelas projeções do IBGE, a janela demográfica brasileira fica escancarada até 2022. A partir de 2023, ela começa a se fechar. Em 2034, a relação entre os economicamente dependentes (crianças e idosos) e a população potencialmente ativa (15 a 64 anos) já deverá ser pior do que é hoje. Daí para frente, o envelhecimento da população e a falta de reposição pelo nascimento ou imigração vai agravar essa dependência a cada ano. Em 2060, para cada três trabalhadores haverá dois aposentados ou crianças.
Todas as projeções têm por base modelo teórico. Crescimentos do número de filhos por mulher, ondas migratórias e padrão de mortalidade podem mudar. Fora isso, os seres humanos, como conjunto, são mais previsíveis do que gostamos de admitir. (OESP)

População brasileira encolherá em 30 anos

População brasileira vai começar a encolher em 30 anos
Pais deve atingir número máximo de habitantes em 2042, quando seremos 228.350.924. No ano seguinte, já haverá 7.700 pessoas a menos, calcula IBGE.
Em 2042, o Brasil terá 228.350.924 de habitantes.
Daqui a 29 anos, o Brasil terá uma população 13,5% maior do que tem atualmente, com 228,35 milhões de pessoas. Esse será o ápice populacional do país, que deve ser alcançado em 2042. A partir do ano seguinte, o número já começa a encolher, com o registro de 7.700 habitantes a menos em 2043. O cálculo é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apresenta projeção de 2000 até 2060 em pesquisa divulgada nesta quinta-feira – a anterior, apresentada em 2008, tinha como limite o ano de 2050.
O estudo considera as informações mais recentes de mortalidade, fecundidade e migração, obtidas a partir do Censo Demográfico 2010 e dos registros administrativos de nascimentos e óbitos. Segundo o levantamento, a população do país hoje é de pouco mais de 201 milhões de pessoas - o dado, referente a 1º de julho deste ano, foi publicado no Diário Oficial da União de 29/08/13. Em 2060, seremos 218,2 milhões, voltando praticamente à população projetada para 2025 (218,3 milhões).
“A redução esperada do nível de crescimento da população é decorrente, principalmente, da queda do número médio de filhos por mulher, que vem decrescendo desde a década de 1970”, destaca a pesquisa. A taxa de fecundidade - que este ano é de 1,77 filhos por mulher - deve ficar estacionada a partir de 2034, quando cai a 1,5. O fato de elas decidirem cada vez mais tarde pela maternidade também influencia no resultado. Hoje, a média de idade é de 26,9 anos, e será de 29,3 anos em 2030.
Envelhecimento - A análise é complementada com a tendência de queda da mortalidade. A esperança de vida ao nascer chegou este ano a 74,8 anos - 71,2 para os homens e 78,5 para as mulheres. Também em 2043, a média geral ultrapassa a barreira dos 80 anos e continua em crescimento: em 2060, estes valores serão de 78 anos para eles e 84,4 anos para elas. Ou seja, como apontam outros trabalhos do IBGE, a população de idosos no país tende a aumentar, enquanto a de jovens e crianças, a diminuir.
Este envelhecimento acelerado altera de forma direta as razões de dependência – entre o segmento considerado produtivo (dos 15 aos 64 anos) e o economicamente dependente (abaixo de 15 e acima de 64). Hoje, cada grupo de 100 indivíduos “sustenta” outros 46, mas em 2060, a proporção será de 100 para 65,9. Mudará também a parcela a ser sustentada: antes crianças, agora idosos. Um exemplo: enquanto o grupo com 90 anos ou sobe de 284.467 para impressionantes 5 milhões de 2000 a 2060, o de 0 a 5 vai cair de 17,3 milhões para 8,9 milhões no mesmo período.
Estados - Olhando separadamente os estados brasileiros, a tendência é de uma equalização de índices que hoje apresentam uma relevante disparidade, no caso da taxa de fecundidade. Locais como Acre, Amazonas e Amapá, onde as mulheres têm mais de 2,4 filhos – bem acima da média nacional – devem registrar em 2030 valores máximos em torno de 1,8. Isso os aproximaria do cálculo para Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Distrito Federal, que devem ficar em torno de 1,4 filhos por mulher.
Em relação à esperança de vida, o crescimento para homens e mulheres será observado em todas as Unidades da Federação, embora ainda com algumas diferenças consideráveis. Entre os homens, os valores mais elevados projetados para 2030 são de Santa Catarina (79,1 anos) e São Paulo (78,1 anos), e os mais baixos, do Piauí (68,8 anos) e do Pará (70,4). Para as mulheres, os maiores índices também são de Santa Catarina (85,4 anos), seguida do Espírito Santo (84,7 anos), e os menores, de Rondônia (77,5 anos) e Roraima (77,2 anos). (veja)

Brasil não chegará a 230 milhões de habitantes

Brasil nunca chegará a 230 milhões de habitantes, diz IBGE
Anote aí: o máximo de pessoas vivendo no Brasil será de 228 milhões, número atingido em 2042. Daí, seremos apenas menos e menos a cada ano. A previsão é do IBGE.
População brasileira vai crescer até 2042, quando chegará ao ápice de 228.343.224 habitantes. Ao mesmo tempo, proporção de jovens vai diminuir.
Milhões de pessoas em Copacabana, no Rio, na Jornada Mundial da Juventude: o Brasil vai ter no máximo 228,3 milhões de pessoas. A partir de 2042, isso só vai diminuir.
Hoje com 201 milhões de habitantes, o Brasil nunca terá 230 milhões de pessoas vivendo em seu território, número superado hoje por quatro países do globo (China, Índia, Estados Unidos e Indonésia). Os dados estão em pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) publicado com a projeção de população do país até 2060.
De maneira crescente, os brasileiros chegarão a 228,3 milhões em 2042, e daí começa o movimento ladeira abaixo.
Em 2060, último ano vislumbrado pela previsão, seremos quase 10 milhões a menos que o visto no ápice, segundo o IBGE (veja a tabela ano a ano abaixo, e em seguida a previsão por estado).
Ou seja, em 2060, o tamanho da população será próximo ao de 2025, na casa dos 218 milhões de habitantes.
A barreira dos 200 milhões foi superada pela primeira vez este ano, com 201 milhões de brasileiros.
Estados
Para os estados, a projeção do IBGE vai apenas até 2030. A unidade da federação mais populosa, São Paulo, hoje com 42,4 milhões de habitantes, alcançará 48,4 até este período (veja tabela ao final).
Acre, Roraima e Amapá continuarão tendo menos de um milhão de habitantes cada.
Sobre o trabalho do IBGE, não se pode desconsiderar que se trata de projeções, produtos perniciosos por natureza: embora com critérios complexos, estabelece um resultado matemático futuro baseado em padrões do passado.
A última vez que o IBGE havia feito previsões semelhantes foi em 2008. Com os dados presentes até então, por exemplo, projetou-se que o Brasil teria, no máximo, 219,1 milhões de pessoas, e em 2039.
Até 2060, o próprio IBGE terá muito material para rever o futuro. Até lá, no entanto, o que se pode esperar segue abaixo.
Ano – População
2010 - 195.497.797
2011 -  197.397.018
2012 - 199.242.462
2013 - 201.032.714
2014 - 202.768.562
2015 -  204.450.649
2016 -  206.081.432
2017 -  207.660.929
2018 -  209.186.802
2019 -  210.659.013
2020 -  212.077.375
2021 -  213.440.458
2022 -  214.747.509
2023 -  215.998.724
2024 -  217.193.093
2025 -  218.330.014
2026 -  219.408.552
2027 -  220.428.030
2028 -  221.388.185
2029 -  222.288.169
2030 -  223.126.917
2031 -  223.904.308
2032 -  224.626.629
2033 -  225.291.340
2034 -  225.896.169
2035 -  226.438.916
2036 - 226.917.266
2037 -  227.329.138
2038 -  227.673.003
2039 -  227.947.957
2040 -  228.153.204
2041 -  228.287.681
2042 -  228.350.924
2043 -  228.343.224
2044 -  228.264.820
2045 -  228.116.279
2046 -  227.898.165
2047 -  227.611.124
2048 -  227.256.259
2049 -  226.834.687
2050 -  226.347.688
2051 -  225.796.508
2052 -  225.182.233
2053 -  224.506.312
2054 -  223.770.235
2055 -  222.975.532
2056-   222.123.791
2057 -  221.216.414
2058 -  220.254.812
2059 -  219.240.240
2060 -  218.173.888 (exame)

População brasileira cresce 0,9%

População brasileira cresce 0,9% entre 2012 e 2013
Segundo o IBGE, a tendência é que o ritmo crescimento da população caia até 2042, ano em que a população brasileira para de crescer.
Calçadão do Rio de Janeiro: neste ano, o Brasil tem 201,03 milhões, ou seja, 1,79 milhão a mais do que no ano passado (199,24 milhões)
Rio de Janeiro – A população brasileira cresceu 0,9%, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Neste ano, o Brasil tem 201,03 milhões, ou seja, 1,79 milhão a mais do que no ano passado (199,24 milhões).
O crescimento é menor do que o observado entre 2011 e 2012, que havia sido 0,93%. Segundo o pesquisador do IBGE Gabriel Borges, a tendência é que o ritmo de crescimento da população caia até 2042, ano em que a população brasileira para de crescer. “A população vai crescendo, cada vez menos, até 2042, quando começa a diminuir”, disse ele.
Em 2042, a população brasileira atingirá seu tamanho máximo, de 228,4 milhões. A redução do ritmo de crescimento nos próximos 30 anos e a queda da população a partir daí são reflexos principalmente da queda de taxa de fecundidade. Se hoje a média de filhos por mulher é 1,77, em 2030 será 1,5.
A queda da taxa de fecundidade, aliada ao aumento da expectativa de vida da população provoca o envelhecimento da população. Segundo a presidenta do IBGE, Wasmália Bivar, a mudança do perfil da população brasileira de uma nação jovem para um país de idosos é um desafio para o governo e a sociedade.
“Temos que pensar como vamos tratar a questão previdenciária e a questão assistencial. Mas há também a questão do dia a dia, de como se cuida desses idosos, de como as famílias vão se estruturar para cuidar desses idosos”, disse Wasmália.
Para ela, a queda da população brasileira a partir de 2042 também levanta a questão de como manter a ocupação de um território tão grande, com um número cada vez menor de habitantes.
O estudo Projeção da População do Brasil por Sexo e Idade para o Período 2000/2060 e Projeção da População das Unidades da Federação por Sexo e Idade para o período 2000/2030 também mostra que a taxa de mortalidade infantil cairá de 17,2 por mil nascidos vivos para 11,6 em 2020 e 9 em 2030. Em 2060, a taxa chegará a 7,1 por mil. (exame)

Brasil passa dos 200 milhões de habitantes

Brasil passa dos 200 milhões de habitantes e população começa a cair em 2043
Número em 2012 era de 199 milhões, segundo dado revisado em 29/08/13 pelo IBGE.
O Brasil já tem mais de 200 milhões de habitantes, aponta estimativa do IBGE, que divulgou nesta quinta-feira, 29, a projeção da população até o ano de 2060. Segundo cálculo do IBGE, a população brasileira em 2013 é de 201.032.714 pessoas. A tendência é de crescimento cada vez menor até que a população começará a cair. Segundo estudo divulgado em 29/08/13, a população brasileira em 2012 era de 199,242 milhões de habitantes, número acima do anunciado ano passado, de 194 milhões.
Recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, em 2042.
Segundo o IBGE, o número de habitantes vai diminuir a partir de 2043, depois de um período de baixíssimo crescimento, e chegará a 218,173 milhões em 2060. O recorde da população, segundo as projeções, será de 228,350 milhões de habitantes, no ano de 2042.
A queda no número de brasileiros começará mais tarde e será mais lenta do que a estimativa divulgada em 2008, quando o IBGE previa redução do número de habitantes a partir de 2040. Há cinco anos, o IBGE calculou que a população atingiria 215,287 milhões em 2050, enquanto a projeção divulgada agora é de 226,347 milhões de habitantes naquele ano. Também houve mudança em relação à expectativa de vida, que aumentou mais devagar do que o previsto inicialmente. Os brasileiros estão vivendo mais, porém não tanto quando o previsto.
Ao mesmo tempo, a previsão de 2008 era de que o Brasil só bateria a marca dos 200 milhões de habitantes em 2015.
A população brasileira de 2060 voltará ao patamar de 2025, quando o País, segundo as projeções, terá 218,330 milhões de habitantes. No período de 60 anos, entre 2000 e 2060, a população crescerá 25,8%.
O cálculo revisado do número de habitantes de 2000 e de 2010 que consta da atual projeção é diferente, no entanto, dos resultados divulgados anteriormente nos Censos desses dois anos. O Censo 2010 apontou 190,755 milhões de habitantes, enquanto a projeção fala em 195,497 milhões. Segundo técnicos do IBGE, a diferença se deve ao fato de que as projeções são feitas com base em cálculos matemáticos, enquanto o resultado final do Censo reproduz a resposta dos entrevistados.
A queda da população é reflexo da diminuição da taxa de fecundidade (média de filhos por mulher), que já ficou abaixo do nível de reposição (de 2 filhos por mulher) em 2010. Segundo o estudo, a taxa de fecundidade cairá de 1,87 em 2010 para 1,50 em 2034 e ficará neste patamar até 2060. (OESP)

Pirâmide etária brasileira

Os dados do Censo 2010, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indicam que, no máximo 40 anos, a pirâmide etária brasileira será semelhante à da França atual. O país terá taxa de natalidade mais baixa e, com isso, média de idade maior. Há 50 anos, o país tinha o mesmo perfil etário do continente africano hoje: muitos jovens e crianças. Desde então, a população do país cresce em ritmo cada vez mais lento.
De acordo com o IBGE, a expansão demográfica média anual foi de apenas 1,17% nos últimos dez anos, ante 1,64% na década anterior. Nos anos 60, era de 2,89%.
A população do país deve continuar a crescer por mais duas gerações até os anos 2030. Depois, deve estacionar ou até diminuir.
O país deve começar a se preparar para as transformações que já acontecem em países como a França. Temos a oportunidade de antecipar discussões como a da reforma da Previdência. Com um número de pessoas em idade ativa menor do que o de idosos, a solvência do sistema ficará ameaçada. Porém, até atingir esse estágio, o país será beneficiado pelo chamado “bônus demográfico”, caracterizado pela maior presença de adultos na sociedade. O predomínio da população produtiva vai dar condições de minimizar o impacto do envelhecimento nas contas públicas.
A redução do número de crianças deve permitir ao país melhorar acesso e qualidade da educação sem aumentar muito os investimentos. Haverá também transformações no mercado de produtos e serviços. Com mais adultos e idosos, são esperadas mudanças nos serviços de saúde, na construção civil e até em lazer.
O país vai ter cada vez mais idosos levando vida ativa. A economia vai ter que se adaptar às novas necessidades de consumo dessa população. (fernandonogueiracosta.wordpress.com)


População brasileira ultrapassou 200 milhões

População brasileira ultrapassa marca de 200 milhões, diz IBGE
De acordo com o instituto, o país tem 201.032.714 habitantes.
Dado de refere a 01/07/13 e foi publicado no ‘Diário Oficial da União’.
O Brasil tem uma população estimada em 201.032.714 habitantes, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado, referente a 1º de julho deste ano, foi publicado no "Diário Oficial da União"  em 29/08/13.
Na resolução, assinada pela presidente do instituto, Wasmália Socorro Barata Bivar, estão as estimativas populacionais de todos os municípios do país. Segundo o IBGE, o Brasil tem 7.085.828 habitantes a mais que o registrado em 1º de julho de 2012, quando a população era de 193.946.886.
Entre as unidades da federação, o estado mais populoso continua sendo São Paulo, que conta com 43,6 milhões de residentes.
O estado de Minas Gerais tem 20,5 milhões de habitantes. O Rio de Janeiro ocupa a terceira posição, com 16,3 milhões de habitantes. Bahia tem 15 milhões de pessoas e o Rio Grande do Sul, 11,1 milhões. O estado menos populoso é Roraima, com 488 mil habitantes.
A cidade de São Paulo é a que possui a maior população do país: 11,8 milhões (número que é maior que o de 22 estados e do Distrito Federal).
No posto de cidade menos populosa do Brasil está Serra da Saudade (MG), com 825 habitantes. Borá (SP), que aparecia empatada com o município mineiro até o ano passado, tem hoje 834 residentes.
A projeção das populações é feita anualmente a pedido do Tribunal de Contas da União (TCU) e serve de base para o repasse de recursos do orçamento aos municípios.
Confira abaixo a estimativa da população para todos os estados e para o Distrito Federal em 2013:
Estado – População
Região Sudeste
São Paulo - 43.663.672
Minas Gerais - 20.593.366
Rio de Janeiro - 16.369.178
Espírito Santo - 3.839.363
Região - Nordeste
Bahia - 15.044.127
Pernambuco -  9.208.551
Ceará - 8.778.575
Maranhão - 6.794.298
Paraíba - 3.914.418
Rio Grande do Norte - 3.373.960
Alagoas - 3.300.938
Piauí - 3.184.165
Sergipe - 2.195.662
Região Sul
Rio Grande do Sul - 11.164.050
Paraná - 10.997.462
Santa Catarina - 6.634.250
Região Norte
Pará - 7.969.655
Amazonas - 3.807.923
Rondônia - 1.728.214
Tocantins - 1.478.163
Acre - 776.463
Amapá - 734.995
Roraima - 488.072
Região Centro-Oeste
Goiás - 6.434.052
Mato Grosso - 3.182.114
Distrito Federal - 2.789.761
Mato Grosso do Sul - 2.587.267 (g1)

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ser Humano X Planeta Terra

Como ao ser Humano pode ser tão burro e destruir seu próprio planeta em benefício de si mesmo.
Planeta Terra – Informações:
Localização: Sistema Solar, bem perto do Sol (cerca de 150 milhões de Km).
Forma: Ondulado e com os polos achatados (Norte e Sul), por causa do movimento que realiza em torno de si mesmo.
Composição: 3/4 da superfície é formada por água e quimicamente é dividido em crosta, manto e núcleo.
- Núcleo: parte mais interna do planeta, é dividido em núcleo sólido (ferro e níquel) e núcleo líquido (ferro e níquel em estado líquido). Possui elevada temperatura devido ao campo magnético, que é onde ocorre a formação.
- Manto: encontra-se entre o núcleo e a crosta. É formado por silício, ferro e magnésio em estado pastoso. A temperatura é aproximadamente de 3.400 graus.
- Crosta: Também chamada de Litosfera, é a parte externa do planeta que é formada por oxigênio, silício, alumínio, magnésio e ferro. Possui também as placas tectônicas que se movem de forma lenta e contínua, mas as vezes podem ocorrer imprevistos como os terremotos e vulcões em erupção.

Acredita-se que seja o único planeta com existência de vida. A atmosfera e o campo magnético ajudam para que não aconteçam catástrofes como a entrada de meteoros e alta radioatividade do sol e das estrelas.
Esta entrada de alta radioatividade é combatida pela camada de ozônio que se encontra na atmosfera, porém ela encontra-se com um buraco que a cada dia aumenta mais o seu tamanho.
O que é Camada de Ozônio?
É uma capa de gás que envolve e protege o planeta de várias radiações. A principal dessas radiações é a ultravioleta, causadora do câncer de pele.
O buraco da camada de Ozônio
A região que está sendo mais afetada com a destruição da camada de ozônio é a Antártida. Principalmente durante o mês de setembro, quase a metade da camada de ozônio é sugada misteriosamente da atmosfera.
Este fenômeno deixa um buraco maior que toda a América do Sul (em torno de 31 milhões de Km2).
Nas demais áreas do planeta também há uma redução grande, de 3% a 7%, resultado do que já foi destruído pelo homem.

O Homem como principal culpado pela destruição!
O ser humano está cada vez mais aumentando o tamanho deste buraco, através da poluição gerada pelos veículos automotores, indústrias que não possuem filtro nas tubulações, produtos químicos que atingem a atmosfera (como sprays de pintura). Muito tem se falado para diminuir a poluição no planeta, mas pouco tem sido feito! Um mau exemplo disso é a China, pois com a maior população do planeta, quando está no verão e a umidade do ar fica em níveis baixos, as cidades ficam totalmente cobertas pelo ar poluído, quase uma névoa negra, causando vários problemas respiratórios. Vejamos a seguir, quais são os males da diminuição da camada de ozônio, onde o grande culpado é o ser humano.
Consequências da destruição:
A principal consequência da destruição da camada de ozônio será o grande aumento da incidência de câncer de pele, desde que os raios ultravioletas são mutagênicos. Além disso, a destruição da camada de ozônio pode causar desequilíbrio no clima, resultando no efeito estufa, o que causaria o descongelamento das geleiras polares e consequente inundação de muitos territórios que atualmente se encontram em condições de habitação. De qualquer forma, a maior preocupação dos cientistas é mesmo com o câncer de pele, cuja incidência vem aumentando nos últimos vinte anos. Cada vez mais se aconselha a evitar o sol nas horas em que esteja muito forte, assim como a utilização de filtros solares, únicas maneiras de se prevenir e de se proteger a pele.

As autoridades e o desrespeito com o Planeta
Mas além da prevenção de nós mesmos, as autoridades competentes de todos os países, devem tomar decisões mais firmes e que sejam de grande impacto para que haja um melhor controle da poluição mundial.
Sabe-se que pouco tem sido feito meramente por questões de dinheiro. O petróleo, do qual se retira a gasolina, é o principal combustível dos veículos automotores do mundo. E também, é um grande causador de poluição e consequentemente, contribui e muito para o aumento da camada de ozônio. Já existem alternativas, como o etanol (álcool), biodiesel, enfim são várias porém pouco os governos mundiais tem dado sua devida importância, por simplesmente reduzir consideravelmente no preço dos combustíveis no que resulta na diminuição de dinheiro para os governos.
Infelizmente os “comandantes” dos países estão mais interessados com o momento, e ganhando dinheiro não importando as consequências. Talvez quando alguém queira tomar as devidas providências, seja tarde demais.
O que podemos fazer?
Enquanto isso, devemos fazer a nossa parte, se protegendo, reivindicando por melhores condições para o planeta e também ajudando, comprando produtos e equipamentos que não destruam a camada de ozônio (eles possuem um selo, provando que não possuem), adquirindo carros alternativos, não realizando queimadas.
Fica o alerta para a população e também para seus “comandantes”. (luanagsantos.wordpress.com)


Degradação planeta é uma bola de neve

Degradação de terras, uma bola de neve de desastres
A degradação da terra ameaça todos os seres vivos que povoam o planeta, incluídos os humanos. Para deter este fenômeno, a Convenção das Nações Unidas de Luta contra a Desertificação impulsiona um objetivo de desenvolvimento sustentável a ser adotado na Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. Trata-se da Degradação Terrestre Zero.
“Não deveríamos esgotar o futuro que queremos”, disse aos jornalistas, em Berlim, o secretário-executivo da Convenção, Luc Gnacadja, referindo-se ao tema central da Rio+20, “O futuro que queremos”. A Conferência acontece este mês no Rio de Janeiro, duas décadas depois da primeira Cúpula da Terra, também nesta cidade. Segundo Gnacadja, acordar um objetivo de desenvolvimento sustentável sobre o uso da terra na Rio+20 é um requisito para garantir a futura segurança hídrica, alimentar e energética.
Ao dirigir-se aos jornalistas na capital alemã, o ex-ministro do Meio Ambiente, Habitação e Desenvolvimento Urbano de Benin apresentou um informe da Convenção que pede à Rio+20 a adoção de “um objetivo independente sobre uso sustentável da terra e da água para todos e por todos (na agricultura, reflorestamento, energia e urbanização) mediante o compromisso com um mundo neutro em matéria de degradação terrestre”.
“Precisamos nos concentrar em duas dimensões da terra: nas áreas degradas e nas não degradadas”, diz o documento. Nas que ainda não foram afetadas, deve-se evitar a degradação, e “nas que já estão degradadas, é necessário restabelecer a fertilidade e a produtividade do solo. Em outras palavras, a Degradação Terrestre Zero pode ser conseguida quando, em um determinado período, a degradação da terra ou é evitada ou compensada pela restauração da terra”, acrescenta. “Devemos devolver à vida a terra produtiva. A terra é nossa aliada natural, porém a sua paciência não é eterna”, conclui o documento.
“Os seres humanos têm múltiplas demandas sobre a terra, e estão aumentando”, apontou Gnacadja. “Há necessidade de alimentos, forragens e combustíveis. Necessita-se de terras para assentamentos humanos e infraestrutura, para serviços ambientais, sequestro de carbono no solo, e vegetação, bem como para metais e minerais”, detalhou. Contudo, atualmente, perde-se 12 milhões de hectares por ano devido à degradação e à desertificação.
Segundo os especialistas, a produção alimentar é o fator individual decisivo na perda de terra. De fato, é provável que sejam necessários três planetas Terra para atender as demandas do consumo humano até 2050. Para 2030, nove bilhões de pessoas precisarão de 120 milhões de hectares a mais para produzir 50% mais alimentos, destacou Gnacadja. A demanda por energia e água para usos agrícolas aumentará 40% e 30%, respectivamente.
Alguns dos fatores que prejudicam os sistemas de terras, águas e nutrientes são o crescimento demográfico, a degradação e a desertificação, a mudança climática e o maior padrão de vida, a mudança de dieta, a urbanização, o desperdício e as perdas na cadeia de fornecimento, além de um comércio globalizado, indica o informe. O documento acrescenta que a cada minuto a população humana aumenta em 150 pessoas.
Entre 25 e dez hectares são perdidos por culpa do desmatamento tropical e da degradação dos solos, respectivamente, enquanto a urbanização consome outros 5,5 hectares por minuto. Em todo o mundo, 25% da terra já experimenta uma alta degradação, o que afeta 1,5 bilhão de pessoas. Esta degradação contribui para a insegurança alimentar, a fome, as migrações, o desmatamento, a instabilidade política e os conflitos civis. Também dá lugar ao fenômeno de investir em terras em outro país para produzir alimentos e biocombustíveis, advertiu Gnacadja.
Considerando que em 2050 os países asiáticos constituirão 60% da população mundial, não surpreende que Índia e China estejam investindo em terras africanas, alerta o documento da Convenção contra a Desertificação, segundo a qual chegou o momento de a comunidade internacional se comprometer com um mundo neutro em matéria de degradação da terra. O mundo deveria aspirar uma degradação zero até 2030 em matéria de terras e florestas, e implantar políticas de contingência para secas em todos os países propensos a este tipo de evento extremo, até 2020.
“É possível alcançar este objetivo, e sabemos como fazê-lo”, disse Gnacadja, que é arquiteto. O documento da Convenção apresenta números concretos: mais de dois bilhões de hectares em todo o mundo são adequados para a reabilitação. Destes, 1,5 bilhão seriam propícios para a “restauração em mosaico”, o que significa as florestas se combinando com outros usos, como agrossilvicultura e pequena agricultura.
Gnacadja também pede urgência na criação de um Painel Intergovernamental sobre Terras e Solos como uma autoridade mundial com conhecimentos científicos e técnicos nesse tipo de degradação. Os esforços mundiais para combater a degradação de terras darão seus frutos em vários setores, afirmou, lembrando um estudo feito pelo Instituto Internacional de Pesquisa sobre Políticas Alimentares.
O informe Economics of Land Degradation (Economia da Degradação da Terra) analisa os custos dos métodos de prevenção deste fenômeno em comparação com os que são previstos pela falta de ação em muitos países. Um antigo provérbio dos indígenas norte-americanos diz: “Não herdamos a terra de nossos ancestrais, as pedimos emprestada aos nossos filhos”. É com esta verdade em mente que a Convenção cobra urgência para uma ação imediata de combate à degradação. (envolverde)

Degradação dos oceanos

A degradação dos oceanos: mais água viva e menos peixe?
Táxon: Tamoya haplonema
Todos os rios correm para o mar. Existe uma expressão popular que diz: “o oceano só é grande porque teve a humildade de colocar-se abaixo do nível dos rios”. Porém, esta humildade não tem sido boa para a saúde dos oceanos, pois a maior parte da poluição dos rios desaguam e se acumulam nos mares, colocando a vida marinha em perigo.
O nível dos mares está aumentando, mas a biodiversidade oceânica está diminuindo. O aumento da temperatura das águas, a acidificação dos oceanos e a pesca predatória estão criando o ambiente favorável para o crescimento da população das águas-vivas.
Existem mais de mil espécies de águas-vivas espalhadas pelo mundo. No Brasil, duas causaram recentemente problemas aos banhistas, principalmente em São Paulo: a Chiropsalmus quadrumanus e a Tamoya haplonema.
Onde há sobrepesca, a água-viva e a medusa tendem a crescer. A pesca predatória remove os predadores do topo do mar por exemplo, cerca de 100 milhões de tubarões são mortos por ano para a captura de suas barbatanas) e possibilita a proliferação de águas-vivas, criando um círculo vicioso e uma mudança de regime global de mares de peixes a um oceano de águas-vivas. O crescimento exagerado de uma espécie é um sinal de que algo está errado.
Os oceanos cobrem 70% da superfície do Planeta e são fundamentais para a estabilização do clima. Mas a concentração de dióxido de carbono na atmosfera é mais um elemento que contribui para a acidificação dos mares e para a morte dos corais, que não resistem às águas mais ácidas e mais quentes.
A maior parte da população humana vive em cidades litorâneas e a construção civil, o uso generalizado de diques para evitar a erosão costeira, os portos, o transporte marítimo e o lazer e o turismo criam um habitat perfeito para a água-viva passar pela fase de pólipos no início de suas vidas.
A degradação dos oceanos e o colapso da biodiversidade dos mares têm provocado profundas alterações na saúde dos ecossistemas marinhos. O restante do Planeta não vai ficar imune a este processo. (EcoDebate)


terça-feira, 27 de agosto de 2013

Ultrapassada a capacidade de renovação do planeta

Como já ultrapassou capacidade de renovação que a Terra poderia oferecer em 2013
A cota de recursos naturais que a natureza poderia oferecer em 2013 se esgotou em 20/08/13. A data, inclusive, assinalou o Dia da Sobrecarga da Terra, marco anual de quando o consumo humano ultrapassa a capacidade de renovação do planeta. O cálculo foi divulgado pela Global Footprint Network (Rede Global da Pegada Ecológica), organização não governamental (ONG) parceira da rede WWF.
O levantamento compara a demanda sobre os recursos naturais empregados na produção de alimentos e o uso de matérias-primas com a capacidade da natureza de regeneração e de reciclagem dos resíduos, a chamada pegada ecológica (medida que contabiliza o impacto ambiental do homem sobre esses recursos). Em menos de oito meses, o consumo global exauriu tudo o que a natureza consegue repor em um ano e, entre setembro e dezembro, o planeta vai operar no vermelho, o que causa danos ao meio ambiente.
De acordo com a Global Footprint Network, à medida que se aumenta o consumo, cresce o débito ecológico, traduzido em redução de florestas, perda da biodiversidade, escassez de alimentos, diminuição da produtividade do solo e o acúmulo de gás carbônico na atmosfera. Essa sobrecarga acelera as mudanças climáticas e tem reflexos na economia.
Segundo os cálculos dessa contabilidade ambiental, a Terra está entrando “no vermelho da conta bancária da natureza” cada vez mais cedo. No ano passado, o Dia da Sobrecarga ocorreu em 22 de agosto. Em 2011, em 27 de setembro.
Para o diretor executivo da Conservação Internacional, André Guimarães, a humanidade vai pagar a conta desse consumo excessivo na forma de perda de qualidade de vida, de mais pobreza e doenças, caso não mude esse quadro. “Esse ritmo de consumo no longo prazo vai culminar na exaustão dos recursos naturais. Estamos colocando nossa qualidade de vida e nosso futuro em risco. Se consumirmos em excesso a natureza, em algum momento vamos ter que pagar essa conta na forma de poluição, doenças, água menos disponível para nosso desenvolvimento e nosso uso, pobreza e falta de alimentos”, disse Guimarães.
Para o ambientalista, o desafio para as nações é achar uma maneira de se desenvolver reduzindo a demanda pelo capital natural. “Assim conseguimos fechar a equação de meio ambiente preservado e economia sustentável”.
Segundo pesquisas da Global Footprint Network, os atuais padrões de consumo médio da humanidade demandam uma área de um planeta e meio para sustentá-los. As projeções indicam que se o estilo de vida continuar no ritmo atual, o homem precisará de duas Terras antes de 2050.
Estudos da ONG internacional mostram que, no início da década de 1960, a humanidade empregou somente cerca de dois terços dos recursos ecológicos disponíveis no planeta. Esse panorama começou a mudar na década seguinte, quando o aumento das emissões de gás carbônico e a demanda humana por recursos naturais passaram a exceder a capacidade de produção renovável do planeta.
Atualmente, mais de 80% da população mundial vivem em países que usam mais recursos do que seus próprios ecossistemas conseguem renovar. Os países devedores ecológicos já esgotaram seus próprios recursos e têm de importá-los. No levantamento da Global Footprint Network, os japoneses consomem 7,1 vezes mais do que têm e seriam necessárias quatro Itálias para abastecer os italianos.
Nesse panorama traçado pela Global Footprint Network, o Brasil aparece ao lado das nações que ainda são credoras ambientais, com reservas naturais abundantes. Esse quadro, porém, está mudando. O presidente da ONG, Mathis Wackernagel, lembra que o país tem uma grande riqueza natural que está sob pressão devido ao aumento populacional e aos padrões de consumo. “O Brasil precisa reconhecer sua riqueza e como pode usá-la sem gastá-la. O capital natural vai se tornar cada vez mais importante em um mundo com restrições de recursos”, disse Mathis, que enfatiza a importância de se investir em energia solar e eólica.
Segundo o diretor executivo da Conservação Internacional, o Brasil ainda tem abundância de capital natural e espaço para crescer. “Os países desenvolvidos já ultrapassaram o limite de consumo de matérias-primas naturais. Se todos os habitantes da Terra tivessem o mesmo padrão de consumo dos norte-americanos, nós íamos precisar de quase cinco planetas para dar conta das demandas da população. O padrão de consumo dos países desenvolvidos desorganiza essa balança e o Brasil está na posição intermediária caminhando a passos largos para ser um alto consumidor de capital natural”, declarou André Guimarães.
Para ambientalistas, a sociedade precisa repensar seu estilo de vida. Nesse contexto, dizem, a educação e a informação são instrumentos importantes para uma mudança de valores. De acordo com a secretária-geral do WWF-Brasil, Maria Cecília Wey de Brito, cidadãos e governos têm papel fundamental na redução dos impactos do consumo sobre os recursos naturais. “Políticas públicas voltadas para esse fim, como a oferta de um transporte público de qualidade e menos poluente, construção de ciclovias e o estímulo ao consumo responsável são essenciais para reduzir a pegada ecológica”, disse Maria Cecília.
Ela lembra que as pessoas podem fazer sua parte. Reduzir o desperdício de água e energia, o consumo de carne bovina e de alimentos altamente processados, usar mais transporte coletivo e adquirir produtos certificados são algumas das atitudes recomendadas.
“É importante que as pessoas se lembrem de que qualquer desperdício de energia, por menor que pareça, está sendo feito às custas do planeta ao gastar mais combustível fóssil. Podemos fazer nossas escolhas lembrando que a Terra é finita, como é a nossa conta no banco. A gente só tem esse planeta, por que não cuidar dele?”, ressaltou a secretária-geral do WWF-Brasil. (EcoDebate)

Faltam creches e apoio a mães trabalhadoras

Governo começa ampliar idade de aposentadoria e empresas adaptam o ambiente de trabalho para funcionários idosos.
Mães que tentam trabalhar na Alemanha enfrentam obstáculos que desestimulam a criação de famílias grandes. Embora a Alemanha tenha aprovado recentemente uma lei que assegura creche para todas as crianças com mais de 12 meses, em comparação com 3 anos ou mais de antes, especialistas dizem que ainda há uma escassez de instalações. Muitas escolas soltam os alunos às 12h, e são poucos os programas pós-escolares.
Melanie Vogel, 39 anos, de Bonn, descobriu que misturar trabalho e maternidade era tão solitário, desanimador e caro que ela decidiu ter só um filho. Nenhuma de suas amigas trabalhava em tempo integral, sua sogra deixou claro que desaprovava, e o mesmo fizeram clientes da empresa de feira de empregos que ela dirige com o marido.
"Antes de meu filho nascer, eu era Melanie, uma mulher de negócios", disse Vogel. "Após meu filho nascer, para muita gente, sou apenas uma mãe."
Mães trabalhadoras se veem empurradas para "mini" trabalhos mal remunerados - talvez 17 horas por semana por cerca de US$ 600 mensais. Mais de quatro milhões de trabalhadoras na Alemanha, cerca de um quarto da força de trabalho feminina, têm empregos assim.
Outra maneira de se ajustar para o declínio populacional é fazer com que trabalhadores mais velhos adiem a aposentadoria. O governo alemão está elevando aos poucos a idade de aposentadoria de 65 para 67 anos, e companhias agem para se adaptar. A faixa de pessoas com 55 a 64 anos na força de trabalho passou de 38,9% em 2002 para 61,5% em 2012.
A Volkswagen redesenhou sua linha de montagem para facilitar operações de trabalho que exigem esforços excessivos do corpo dos trabalhadores.
Há cerca de três anos, eles começaram a usar assentos giratórios que oferecem apoio para as costas em pontos de difícil acesso nos automóveis e a instalação de partes pesadas é quase inteiramente automatizada.
Outras empresas estão oferecendo horários flexíveis. Hans Driescher, físico formado na antiga Alemanha Oriental, tem 74 anos e continua empregado no Centro Aeroespacial Alemão quase uma década depois de ter atingido a idade para a aposentadoria compulsória. Ele começou trabalhando 55 horas por mês, mas agora reduziu para 24.
Outra alternativa é alterar leis para facilitar a imigração
Com as altas taxas de desemprego na maior parte da Europa oriental e do sul, a Alemanha está em boa posição para aumentar seu repositório de mão de obra com seus vizinhos.
Mas executivos acreditam que a Alemanha devia mudar as suas leis de imigração e aceitar credenciais estrangeiras. E, também, ser mais receptiva com estrangeiros. Um estudo revelado recentemente revelou que mais da metade dos gregos e espanhóis que vieram para a Alemanha partiram antes de um ano. Muitos dos que chegam são jovens e altamente qualificados e veem um mercado global para suas habilidades.
E muitos, dada a oportunidade, provavelmente voltarão para casa, dizem as analistas. (OESP)

Alemanha luta contra a redução da população

País descobriu, no último censo, que havia perdido 1,5 milhão de habitantes; outros países europeus podem sofrer o mesmo problema.
À primeira vista, Sonneberg, cidade da Alemanha central, com fileiras de casas grandes construídas quando ela era um bem-sucedido centro de fabricação de brinquedos, parece asseada e próspera. Mas Heiko Voigt, vice-prefeito, pode apontar dezenas de casas vagas que ele duvida que um dia sejam vendidas.
A verdade é que a população alemã está encolhendo e cidades como esta estão trabalhando duro para ocultar o vazio. Voigt já supervisionou a demolição de 60 casas e 12 blocos de apartamentos, estrategicamente injetando espaços gramados em complexos que um dia foram densos. "Estamos tentando manter a boa aparência da cidade", disse.
Talvez não haja melhor lugar para se observar o impacto inicial da queda das taxas de fertilidade da Europa nas últimas décadas que a zona rural alemã, um problema com implicações assustadoras para a economia e a psique do Continente.
Em algumas áreas existem hoje quintais cobertos de mato, janelas fechadas com tábuas e preocupações com sistemas de esgoto demasiado vazios para funcionar corretamente. A força de trabalho está envelhecendo rapidamente, e linhas de montagem estão sendo redesenhadas para reduzir ao mínimo as exigências corporais dos trabalhadores.
Em seu censo mais recente, a Alemanha descobriu que havia perdido 1,5 milhão de habitantes. Segundo especialistas, em 2060 a população do país poderá ter encolhido outros 19%, para cerca de 66 milhões.
Os demógrafos dizem que um futuro parecido aguarda outros países europeus, e a questão se torna ainda mais urgente a cada dia na medida em que os problemas econômicos aparentemente intermináveis da Europa aceleram o declínio.
Atolados, porém, em bancos falidos e orçamentos minguantes, poucos estão em posição de fazer alguma coisa.
A Alemanha, contudo, uma ilha de prosperidade, está fazendo gastos pesados para encontrar saídas das previsões catastróficas, e parecia mais bem colocada para mostrar o caminho ao Continente. Por enquanto, apesar de gastar US$ 265 bilhões por ano em subsídios familiares, a Alemanha só conseguiu provar como isso será difícil. Isso, em parte, porque a solução está na reformulação de valores, costumes e atitudes num país que tem uma história complicada com a aceitação de imigrantes e onde mulheres trabalhadoras com filhos ainda são rotuladas como "mães de corvo", termo que em alemão conota negligência com os filhos.
Alternativas
Para a Alemanha evitar uma grande escassez de mão de obra, segundo especialistas, ela terá de encontrar maneiras de manter os trabalhadores idosos em seus empregos após décadas empurrando-os prematuramente para a aposentadoria, e terá de atrair imigrantes e fazê-los se sentir suficientemente bem-vindos para fazer sua vida aqui.
Precisará colocar mais mulheres na força de trabalho e, ao mesmo tempo, encorajá-las a ter mais filhos, mudança difícil para um país que glorifica de longa data a mãe dona de casa.
Restam poucas dúvidas sobre a urgência da crise para a Europa. Vários estudos recentes mostram que taxas de desemprego altas - acima de 50% entre jovens - em países como Grécia, Itália e Espanha, estão desestimulando ainda mais os jovens de ter filhos.
Segundo estudos da União Europeia, o total de nascimentos com vida em 31 países europeus caiu 3,5%, de 5,6 milhões para 5,4 milhões, entre 2008 e 2011. Em 1960, nasceram cerca de 7,5 milhões de crianças em 27 países europeus.
Antes mesmo dessas tendências serem detectadas, já se esperava o encolhimento de muitos países da Europa até 2060; alguns, como Letônia e Bulgária, ainda mais que a Alemanha. E a proporção de idosos se tornará onerosa. Há cerca de quatro trabalhadores para cada pensionista na UE. Em 2060, essa média cairá para dois, segundo um relatório da UE de 2012.
Alguns especialistas temem que a Alemanha já esperou demais para enfrentar o problema. Outros dizem, porém, que essa visão é excessivamente pessimista. Seja como for, na Alemanha a questão é crucial neste momento.
Maternidade
Alemanha tenta incentivar mães trabalhadoras a terem mais de um filho.
Demografia
1,5 milhão foi a queda da população da Alemanha segundo último Censo, de 2012.
US$ 265 bi é quanto gasta o país por ano com subsídios familiares para estimular crescimento. (OESP)

domingo, 25 de agosto de 2013

Ciclo de reciclagem de celulares

Aparelhos fazem parte da linha verde, única que tem um ciclo sustentável de reutilização.
Composição do celular
45% - plástico
20% - ouro, alumínio e outros metais
20% - cobre
10% - cerâmicas
5% - não- metais
1 – Consumo
No Brasil, são quase 250 milhões de aparelhos em uso, 2,2 mil toneladas de usados são despejadas no lixo comum a cada ano no País.
2 – Descarte
Além das urnas em lojas das operadoras, alguns locais como academias, farmácias e padarias também oferecem postos de descarte.
3 – Coleta
Em geral, as urnas são esvaziadas a cada 30 ou 35 dias.
4 – Triagem
Neste estágio, os celulares são contados e separados de materiais afins, como carregadores e cabos.
5 – Moagem
Metais e plásticos são moídos separadamente em usinas adequadas.
6 – Processamento
Enquanto o plástico tem reciclagem simples, os metais são enviados para países como Bélgica e Japão. A tendência é que  com o processamento adequado, sejam reaproveitados no País. (OESP)

A “mina de ouro” japonesa é a reciclagem

A “mina de ouro” japonesa é a reciclagem de celulares e eletrônicos
O Japão é mundialmente conhecido por sua tecnologia, principalmente no que diz respeito à telefonia e informática. É normal imaginarmos, portanto, que a produção de lixo eletrônico no país também seja muito grande. Porém, quem pensa assim está totalmente enganado.
Apesar de ser um país onde bens de consumo como os celulares, por exemplo, têm vida útil muito pequena. Praticamente tudo o que é descartado vai para a reciclagem.
Os japoneses são ensinados desde crianças a reciclar. Isso se torna um hábito e depois que crescem é algo normal. Ao trocar de celular, eles entregam os modelos antigos, que podem estar quebrados ou terem qualquer defeito, às lojas, sem receberem nenhum benefício financeiro em troca.
Esse “lixo” é levado para empresas responsáveis pela reciclagem. Uma das maiores mineradoras do país faz parte desse sistema. Duas vezes por semana, ela recebe milhares de telefones que são inteiramente aproveitados, desde a bateria até a caixa de papelão que envolve o material.
Dessa forma o Japão encontrou a sua “mina de ouro”. O país não possui muitos recursos minerais, mas através da reciclagem é possível coletar uma grande quantidade de metais, entre eles prata, cobre e platina.
O processo de reciclagem é demorado. Primeiramente os celulares são aquecidos a uma temperatura de 500°C e o depois de 12h a única coisa que sobra é uma montanha escura de entulho. O plástico retirado após á queima se transforma em combustível para movimentar as máquinas da fábrica. A fase final é a mais valiosa, a separação dos metais que ficam espalhados no meio do entulho e que depois se transformam em acessórios novos, como cordões de prata etc. O mais surpreendente foi a fabricação de uma barra de ouro de dez quilos, somente com o metal obtido através da reciclagem. (ciclovivo)


Descarte de eletrônicos ainda não tem regras

Sem acordo com setor, País tem até dezembro para iniciar plano de resíduos sólidos.
O Brasil tem menos de um ano para implementar o Plano Nacional dos Resíduos Sólidos, mas até agora não houve acordo com o setor de lixo eletrônico. Até dezembro, o País deve definir a destinação correta para as 900 mil toneladas de lixo eletrônico que produz a cada ano. De pilhas a geladeiras, todos os aparelhos terão suas regras de logística reversa definida a partir das quatro propostas enviadas pelo setor ao Ministério do Meio Ambiente, no início de junho.
Parte da Política Nacional de Resíduos Sólidos, a logística reversa é a estrutura criada por fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes para cumprir a meta do governo de recolher 17% da quantidade de produtos que colocam no mercado, em cada um dos quatro tipos de eletrônicos (veja ao lado). "Ainda não há consenso e é provável que o governo obrigue os diferentes setores de eletrônicos a conversar", afirma a advogada Ana Luci Grizzi, especialista em Direito Ambiental.
O principal obstáculo para uma proposta única é atender às exigências próprias de diferentes categorias de aparelho no ciclo de reciclagem. A logística para levar um fogão até o ponto de coleta, por exemplo, é mais complexa do que a usada para celulares. A proposta da Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletrônicos (Eletros) para facilitar a entrega de equipamentos de grande porte é associar a reciclagem ao momento da compra.
"Ao comprar uma geladeira nova, o cliente terá a opção de repassar a antiga no momento da entrega", diz André Luis Saraiva, relator do grupo de trabalho que discutiu o acordo setorial. Segundo ele, o cliente terá de pagar a mais pelo serviço.
Entre os de pequeno porte, as propostas para ampliar o descarte correto envolvem mais pontos de coleta e ações de conscientização. "Haverá campanha publicitária mais intensa de educação ambiental", afirma Ana Grizzi.
Ela afirma que no Brasil ainda há a tendência de se acumular lixo eletrônico. "As pessoas evitam descartar e preferem guardar ou passar adiante. Isso pode contribuir para um descarte incorreto", explica a advogada.
Subaproveitada. A única cooperativa da capital paulista especializada em reciclagem de eletrônicos opera com apenas um terço de sua capacidade. Criada há cinco anos, a Coopermiti poderia processar até 100 toneladas todo mês, mas nunca recebeu mais do que 40 toneladas.
"Muita gente prefere doar sua televisão velha para um carroceiro do que vir entregar", diz Alex Pereira, presidente da Coopermiti. "Ele não está preparado para reciclar e geralmente apenas quebra o aparelho, retira algum material de valor e joga fora partes tóxicas."
Monitores antigos são o principal problema da cooperativa, que cobra R$ 5 para descontaminar o tubo de imagem. No galpão de 2 mil metros quadrados da cooperativa, boa parte do espaço é ocupada por televisões e monitores de computador.
Segundo estimativa da ONU, uma cidade como São Paulo produz cerca de 5,5 mil toneladas de resíduos deste tipo por ano. "Do ponto de vista econômico, apenas a linha verde é sustentável. Empresas do Japão compram tudo o que reciclamos. É o que mantém nosso projeto viável", diz Pereira.
A empresa, sem fins lucrativos, tem 25 cooperados que ganham entre R$ 700 e R$ 800 por mês. Em troca do trabalho de inclusão social, a Prefeitura cede o galpão e fornece o sistema de coleta em casas e empresas.
A cidade tem outros oito pontos de recolhimento de eletrônicos cadastrados. Segundo Paulo Gonçalves de Souza, da Secretaria Municipal de Serviços, a Prefeitura pretende ampliar a captação com o uso dos 67 Ecopontos existentes na cidade, que atualmente recebem entulho, objetos de grande porte e resíduos recicláveis.
Tipos de eletrônicos
Linha Branca
Refrigeradores e congeladores, fogões, lavadoras de roupa e louça, secadoras, condicionadores de ar.
Linha Marrom
Monitores e televisores de tubos, plasma, LCD, LED, aparelhos de DVD e VHS, equipamentos de áudio, filmadoras.
Linha Azul
Batedeiras, liquidificadores, ferros elétricos, furadeiras, secadores de cabelo, espremedores de frutas, aspiradores de pó,  cafeteiras.
Linha Verde
Computadores desktop e laptops, acessórios de informática, tablets, telefones celulares, câmeras fotográficas. (OESP)

Como descartar pilhas e baterias corretamente

Celular, câmera, relógio, computador e tantos outros aparelhos. A vida hoje é movida a pilhas e baterias, que infelizmente têm vida limitada. Mais cedo ou mais tarde você vai precisar fazer o descarte delas, o que exige cuidados especiais, pois esses produtos possuem substâncias tóxicas, como mercúrio, chumbo, cádmio e níquel, que causam enormes danos ao meio ambiente e à nossa saúde.
No Brasil, é proibido o lançamento de pilhas e baterias a céu aberto, seja qual for o tipo de área. A lei também determina a obrigatoriedade dos fabricantes em informarem nas embalagens a forma e o local de descarte, que deve ser realizado em coletas seletivas próprias, nos postos de vendas ou fábricas.
Porém, esse processo de logística reversa (retorno dos produtos pós-consumo para serem reutilizados, reciclados ou tratados) exige a responsabilidade compartilhada. Você, consumidor, deve estar consciente da importância de depositar as pilhas e baterias em locais adequados, disponibilizados em vários pontos, como supermercados, lojas, escolas, farmácias, bancos e prefeituras, que garantem que esses resíduos sejam eliminados de forma correta e sem riscos por quem produz ou lida com esse tipo de material.
Pilhas comuns, baterias botão ou miniatura
Pilhas não recarregáveis, alcalinas e baterias de relógios ou brinquedos, são as mais encontradas no mercado. Como a concentração de substâncias tóxicas é baixa, podem, em geral, ser descartadas no lixo doméstico mesmo (indicadas na embalagem com um selo ilustrado e a inscrição "lixo doméstico"). Mas de preferência devem ser depositadas também em coletores especiais como os Papa-Pilhas nas agências do Banco Santander. A Duracell também disponibiliza uma lista de pontos de coleta nesse link http://www.duracell.com.br/pt-BR/power-education/battery-care-disposal.jspx.
Baterias de automóveis e recarregáveis
Esse tipo de bateria, como as de notebooks, câmeras e celulares, devem ser recolhidas pelo comércio e encaminhadas aos fabricantes ou importadores. É comum no comércio brasileiro usar as baterias de automóveis como base de troca quando da aquisição de uma nova. As operadoras de celular e comerciantes de computadores devem receber ou indicar locais que recolham os produtos. A LG disponibiliza uma relação por estado de pontos de coleta (http://www.lge.com/br/coleta-seletiva).
Onde descartar?
Se você ainda não sabe onde há postos de coleta na sua cidade, além dos sites já citados, você pode contatar o fabricante da pilha ou bateria ou ainda a secretaria de Meio Ambiente local para saber a destinação correta do material. A ABINEE (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) também é uma fonte de consulta sobre descarte e em municípios dos estados de São Paulo, Minas Gerais e Bahia, os caminhões da rede Ultragaz aceitam esse tipo de material. Portanto, não há motivos para depositar esses resíduos no lixo comum. Informe-se e contribua com um mundo melhor. (yahoo)

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

MMA detecta crescimento de desmatamento amazônico

Ministério do Meio Ambiente detecta crescimento de desmatamento seletivo na Amazônia
A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse em 15/08/13 que não há aumento do desmatamento na Amazônia, mas o ministério detectou um crescimento da prática da fragmentação, que ocorre quando se corta árvores seletivamente, sugerindo uma mudança na dinâmica do crime ambiental. “O sistema de inteligência do ministério já detectou essa prática e estamos combatendo com novas estratégias de fiscalização”, disse a ministra.
Segundo Izabella, o desmatamento da Amazônia foi reduzido para menos de 5 mil km2. Em 2004, o desmatamento chegou a mais 27 mil km2. “Todos os recursos tecnológicos, humanos e financeiros foram alocados para a fiscalização. Não há corte de recursos. Ao contrário, é o maior contingente de fiscais que já trabalhou na Amazônia”, disse Izabella.
A ministra também cobrou dos estados maior empenho na fiscalização. “Tem estado que colocou na operação total de homens apenas seis funcionários para combater o desmatamento. E é um dos estados que mais desmata. Quando vai ser prioridade dos governos estaduais cuidar da Floresta Amazônica?”, disse Izabella. A ministra não quis revelar qual é o estado por questões de segurança.
Segundo a ministra, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) vai tornar disponível em breve em seu site as áreas embargadas (proibidas ao plantio para recuperação da área degradada). “Tem gente plantando em área embargada e apostando na impunidade. A regularização prevista no Código Florestal é para quem desmatou até 2008. Após 2008, tem multa. É inaceitável que as pessoas ainda busquem o caminho da ilegalidade”, ressaltou. (EcoDebate)

Redução de 80% desmatamento amazônico?

INCRA se compromete a reduzir em 80% desmatamento em assentamentos na Amazônia Legal
Documento elaborado em conjunto com o MPF foi assinado em 08/08/13 e prevê metas até 2020.
Depois de um longo processo de negociações, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) comprometeu-se em 08/08/13 a reduzir o desmatamento em assentamentos na Amazônia Legal (região formada por Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins). Pelo termo de compromisso (íntegra) assinado com o Ministério Público Federal (MPF), a meta estabelecida é de queda de 80%, até 2020, em relação aos índices verificados em 2005.
Em contrapartida, serão extintas sete ações ajuizadas pelo MPF na Justiça Federal que requerem a condenação da autarquia por danos ambientais (detalhes no final da matéria). Algumas delas, inclusive, já tiveram decisões favoráveis ao MPF, casos como os do Acre, do Mato Grosso e do Pará.
Importância do acordo – Em 2012, com base em dados até então inéditos sobre o desmatamento em assentamentos de reforma agrária, o MPF identificou o INCRA como maior desmatador da Amazônia: as derrubadas ilegais nessas áreas tinham subido de 18% de todo o desmatamento anual em 2004 para 31,1% em 2010. Os dados foram fornecidos por três instituições distintas, a partir de análise das fotos de satélite dos assentamentos: Instituto Brasileiro do Meio Ambiente, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia. Conforme a investigação pedida pelo Grupo de Trabalho da Amazônia Legal, que reúne procuradores da República de toda a região, até 2010, o Incra havia sido responsável por 133.644 Km2 de desmatamento dentro dos 2.163 projetos de assentamento que existiam na Amazônia Legal. Para se ter uma ideia do prejuízo, a área desmatada era de aproximadamente 100 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.
“Além de reduzir o desmatamento, é importante ressaltar que o acordo também visa a fortalecer a reforma agrária no país. Um dos compromissos do INCRA é justamente o de oferecer assistência técnica qualificada ao assentado para que ele produza melhor e tenha condição digna de vida, sem necessidade de efetuar exploração predatória”, afirmou o procurador da República Daniel Azeredo, coordenador do GT Amazônia Legal. Para o presidente do INCRA, Carlos Mário Guedes de Guedes, o termo de compromisso é a afirmação de uma proposta que já vem sendo desenvolvido de forma coletiva pela instituição: o programa Assentamentos Verdes. “Sintetiza nosso desafio, que é o de diminuir o espaço de tempo entre acesso a terra e a chegada de um conjunto de políticas públicas”, disse.
Tanto o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, quanto o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Veiga Rios, destacaram a importância de que sejam conjugados desenvolvimento, sustentabilidade e as condições sociais dignas aos assentados. Já o coordenador da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, subprocurador-geral da República Mario Gisi, ressaltou a necessidade de que, a partir de agora, seja dada “sequência às tarefas, aos prazos e aos desafios propostos para que realmente se atinja o objetivo de redução do desmatamento na Amazônia”.
Detalhes do acordo e mecanismos de fiscalização – O acordo assinado nesta quinta-feira concretiza um processo de negociação estabelecido entre MPF e INCRA para que sejam atacadas as principais causas do desmatamento (falta de licenciamento ambiental e de Cadastro Ambiental Rural dos assentamentos) e sejam colocadas em prática medidas de recuperação das áreas degradadas – vale destacar que, nos últimos dois anos, o INCRA já vem tomando algumas medidas neste sentido.
Pelo documento, a autarquia federal compromete-se, por exemplo, a:
* apresentar, dentro de 120 dias, base de dados georreferenciada com a exata localização de todos os assentamentos na Amazônia Legal, discriminando-os em licenciados, em processo de licenciamento ou não licenciados;
* promover o monitoramento do desmatamento nos assentamentos, apresentando relatório trimestral ao MPF;
* requerer o Cadastro Ambiental Rural dos assentamentos de forma individual, por assentado, e o Licenciamento Ambiental dos assentamentos;
* apresentar, dentro de 180 dias, um plano de regularização ambiental de todos os assentamentos, descrevendo ações, possíveis parcerias, metas anuais, indicadores de monitoramento e lista daqueles que necessitam de medidas mais urgentes;
* promover assistência técnica regular com adequação ambiental de todos os assentamentos e assentados sob sua gestão;
* oferecer incentivos financeiros aos técnicos contratados nos assentamentos e aos gestores das áreas com melhores desempenhos ambientais;
* criar novos assentamentos na Amazônia apenas dentro dos modelos de Projetos de Desenvolvimento Sustentável, Projetos de Assentamento Extrativista e Projetos de Assentamentos Florestais;
* restringir recursos dos beneficiários da reforma agrária quando forem identificados desmatamentos ilegais;
* firmar parceria com os Conselhos Municipais de Desenvolvimento Rural Sustentável, que terão a atribuição de fiscalizar as cláusulas firmadas no termo de compromisso assinado entre MPF e INCRA;
* criar uma equipe de fiscalização especial para atuar na Amazônia Legal, junto aos pontos críticos de desflorestamento em assentamentos; e
* realizar visitas nos locais de desmatamento identificados por satélite, identificar os causadores do dano, notificá-los administrativamente e aplicar as sanções devidas.
Assinatura – Participaram da cerimônia de assinatura do termo de compromisso o coordenador da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, subprocurador-geral da República Mario Gisi; o procurador federal dos Direitos do Cidadão, Aurélio Veiga Rios; o presidente do Incra, Carlos Mário Guedes de Guedes; o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas; e os procuradores da República Anselmo Henrique Cordeiro Lopes, Daniel César Azeredo Avelino, Felipe Bogado, Guilherme Rocha Gopfert, Leonardo Andrade Macedo, Márcia Zollinger, Rafael da Silva Rocha, Raphael Luis Pereira Bevilaqua e Rodrigo Timoteo da Costa e Silva.
Processos contra o INCRA a serem extintos, com resolução de mérito.
Processo nº 7109-04.2012.4.01.3000 – 2ª Vara Federal de Rio Branco/AC
Processo nº 0011363-02.2012.4.01.3200 – 7ª Vara Federal em Manaus/AM
Processo nº 9744-98.2012.4.01.3600 – 3ª Vara Federal de Cuiabá/MT
Processo nº 0017840-75.2012.4.01.3900 – 9ª Vara Federal de Belém/PA
Processo nº 0006451-75.2012.4.01.4100 – 5ª Vara Federal em Porto Velho/RO
Processo nº 0004570-54.2012.4.01.4200 – 1ª Vara Federal de Boa Vista/RR
Processo nº 0009418-95.2013.4.01.3700 – 8ª Vara Federal de São Luís/MA (EcoDebate)