segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Quanto se gasta de água por dia


Quanto se gasta de água por dia no mundo.

Todo mundo sabe que economizar água é o mínimo que podemos fazer pela saúde do planeta. Não queremos que você pense que o Compra3 é uma empresa tida como “eco-chata”, pois apenas buscamos chamar a atenção de nossos usuários para problemas que todos nós enfrentamos, seja uma empresa, consumidores ou você.
Um gráfico muito interessante, disponibilizado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico de São Paulo), mostra quanto cada habitante, de diversos países do mundo, consome de água por dia. De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), para uma pessoa viver diariamente com o índice recomendado de higiene e bem-estar, ela precisa de 50 litros de água por dia.

O que acontece é que em muitos países, a média diária de consumo de água é muito superior aos 50 litros, como você na imagem a seguir:
Como é possível observar, o Canadá é um dos países onde a população mais consome água todos os dias. Em média, 600 litros por pessoa são gastos, um valor absurdo se pensarmos na quantidade de água disponível no planeta.
No entanto, na extremidade oposta da linha, temos os africanos da África Subsaariana, vivendo com menos de 20 litros água por dia, ou seja, menos da metade do mínimo recomendado pela OMS. Ao longo da linha, é possível observar que os países que mais gastam, são os que possuem menos reservas de água (salvo o Canadá), como o Japão e países europeus.
Para que você não fique louco e deixe de tomar banho por uma semana, a Sabesp criou uma simulação de gasto diário. Ao diminuir o tempo no banho, escovar os dentes com a torneira fechada ou mudar a sua descarga no banheiro para uma mais econômica, você ainda tem crédito para beber seus dois litros de água diários, o que também é recomendado pela OMS.

Ver dados assim nos fazem pensar melhor sobre a forma com que usamos nossos recursos naturais não acha? Ao pensar que 1/6 da população mundial não tem água potável e quem tem a esbanja, não parece ser uma atitude preocupada com o ambiente. Ser um país rico e desenvolvido, nem sempre significa ser mais avançado, essencialmente quando a vida do outro está em cheque. Pense nisso, mas com a torneira ou o chuveiro fechado, por favor. (buy3)


Ondas congeladas em lago

Ondas ficam congeladas no 7º maior lago do mundo.
Lago na Rússia tem pontos em que a profundidade ultrapassa 1600 metros e tem 20% da água doce não congelada de todo o planeta.
Frio congela ondas do Lago Baikal, na Rússia.
Com uma longitude de mais de 600 quilômetros e uma extensão de 31.500 km2, o Lago Baikal, na Rússia, é o sétimo maior lago do mundo. No entanto, sua grande profundidade, que em alguns pontos supera os 1600 metros, o transforma em uma das maiores reservas aquíferas que existem, armazenando quase 20% da água doce não congelada de todo o planeta.

Sua localização, na gélida província siberiana de Irkutsk, permite que em algumas épocas do ano o frio consiga fazer algo realmente incrível: congelar as ondas que se rompem contra a costa. No vídeo gravado pelo canal de viagens e entretenimento Vinfriends Vin, no YouTube, podemos ouvir a crepitação da água ao congelar.
Se alguma vez você já se perguntou se é possível que uma onda congele, a resposta parece ser afirmativa, pelo menos nesta região do Lago Baikal.
A água congelada vai formando uma barreira de gelo que se estende em alguns pontos da costa, e o que é ainda mais surpreendente: as novas ondas que se chocam contra esta barreira se transformam instantaneamente em gelo ao entrarem em contato com o ar frio.
Estas ondas geladas não são o único curioso fenômeno natural que ocorre no Lago Baikal. Em 2009 os astronautas a bordo da Estação Espacial Internacional fotografaram um estranho círculo azul na superfície congelada do lago durante o inverno.

A explicação científica para esta formação circular nos leva ao fenômeno da convecção, a partir do qual a água mais quente e menos densa ascende até a superfície. Ao entrar em contato com o ar e as camadas mais frias ela volta a congelar, formando estes círculos azuis. (yahoo)

sábado, 29 de outubro de 2016

Uso e ocupação racional das áreas de recarga de aquíferos sedimentares


Uso e ocupação racional das áreas de recarga de aquíferos sedimentares: subsídio aos estudos de reavaliação do Código Florestal Brasileiro

O uso e ocupação de áreas pela agricultura brasileira normalmente não obedece a critérios que levem em consideração a capacidade de uso dos solos, como também aspectos relacionados ao relevo, contrariando assim algumas premissas básicas da sustentabilidade dos sistemas de produção.
Áreas consideradas frágeis, como as aquelas de recarga direta ou de afloramento de aquíferos sedimentares, por exemplo, são as que mais têm sofrido com o avanço da expansão agrícola nos últimos anos, sobretudo porque seus solos são tipicamente arenosos, localizados em áreas quase sempre com declividade média acima de 5% e índices pluviométricos a partir de 1.400 mm, o que tornam as mesmas altamente vulneráveis à contaminação por agroquímicos como também à erosão.
Assim, torna-se imperativo para essas áreas a adoção de práticas agrícolas (BPA’s) que minimizem as vulnerabilidades citadas, com a consequente redução dos riscos potenciais de impactos negativos. Em estudos desenvolvidos pela Embrapa Meio Ambiente no período entre 1995 e 2005 em duas porções de recarga do Aquífero Guarani, foram elaboradas propostas de práticas considerando os fundamentos das BPA’s. Nessa abordagem foi proposto um Ordenamento Agroambiental para uma microbacia na região de Ribeirão Preto/SP e para as Nascentes do rio Araguaia, localizadas nas divisas dos estados de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, selecionadas em função do uso agrícola intensivo, aliado às características de alta vulnerabilidade citadas acima no segundo parágrafo.
Embora os dois estudos citados tenham contemplado porções de área de recarga do Aquífero Guarani com cerca de 54.000 km2 elas são relevantes em território nacional uma vez que ultrapassam os 200.000 km2 abrangendo oito estados e diferentes biomas, entre os quais a Mata Atlântica com transição para o Cerrado, O Cerrado típico, o Pantanal, Araucárias e os Pampas. Para essas porções, foram realizados estudos preliminares que permitiram a classificação das mesmas em Domínios Pedomorfoagroclimáticos4, visando subsidiar trabalhos futuros, mais específicos, para avaliação do uso e ocupação racional das mesmas.
Áreas de recarga de aquíferos sedimentares e o novo código florestal
Nos aquíferos sedimentares, tendo como exemplo brasileiro o aquífero Guarani, sua alimentação ou recarregamento se dá por dois mecanismos: a) infiltração direta das águas de chuva nas áreas de recarga; e b) infiltração vertical ao longo de descontinuidades nas áreas de confinamento, num processo mais lento. A figura 1 mostra uma área típica de recarga do Aquífero Guarani localizada nas nascentes do Rio Araguaia-GO/MT.
Figura 1. Área de recarga do Aquífero Guarani próxima às nascentes do Rio Araguaia. Destaque para o solo bastante arenoso que favorece a infiltração da água das chuvas.
No Brasil, destacam-se outros aquíferos sedimentares, cujas áreas de recarga são expressivas, tais como: a) aquífero Bauru (SP, GO, MS e MG); b) aquífero Urucuia (MG e BA); c) aquífero Serra Grande (PI); d) aquífero Itapecuru (PA). Mais recentemente, foi descoberto do Aquífero Alter do Chão que encontra-se sob a planície amazônica, em área de grande fragilidade ou vulnerabilidade natural.
As áreas de recarga direta representam regiões onde o aquífero se encontra mais vulnerável. Dessa forma, o mau uso dos seus solos pode comprometer, a médio e longo prazo, a qualidade da água subterrânea. Diante desse cenário, fica evidente a necessidade de um manejo especial para as mesmas, a fim de que todo o sistema, o qual inclui também as partes confinadas, possa ser gerenciado de forma sustentável. Essa gestão sustentável depende, pois, da identificação e controle das fontes de poluição ou degradação nas áreas de recarga.
Infelizmente o Código Florestal Brasileiro vigente não contempla as áreas de recarga de aquíferos, expondo-os a uma situação de risco potencial de degradação.
Uso e Ocupação Racional das Áreas de Recarga de Aquíferos Sedimentares
Considerações finais
As áreas de recarga de aquíferos embora não contempladas pela legislação vigente no Brasil, merecem cuidados semelhantes às demais, não só pela magnitude de suas influências no contexto socioeconômico e ambiental que apresentam, mas principalmente pelas fortes restrições de uso agrícola. Nesse sentido, entende-se que tais áreas devam ser contempladas, visando maior abrangência e atualização do Código Florestal.
Diante do exposto, recomenda-se a adoção de políticas de proteção para essas áreas fundamentadas em três grandes vertentes: a) implantação efetiva de um programa de educação ambiental, visando maior conscientização da população nelas existentes; b) fiscalização contínua, com o objetivo de identificar as inconformidades quanto ao cumprimento da legislação, bem como a averiguação do uso adequado dessas áreas; c) adoção de planos de uso e de manejo adequados, com visão sustentável, protegendo assim os recursos solo, água e biodiversidade dos ecossistemas onde essas áreas estão inseridas. (ecodebate)

A extinção massiva dos rios brasileiros



4 de outubro, dia de São Francisco
Desde janeiro deste ano, a vazão mínima da Usina Hidrelétrica de Sobradinho, no Rio São Francisco, está em 800 m3 por segundo.
O fenômeno da Pororoca, mundialmente conhecido, já não existe mais. Você sabia disso? As águas do rio Araguari, no Amapá, já não têm forças para chegar à foz e sofrer a força reversa das águas, o que gerava as ondas. Construíram barragens em seu leito para gerar energia, que vem para o sul do país, além de pisotear suas margens com manadas de búfalos.
As águas do Araguaia estão cada vez mais escassas. Muitos de seus afluentes, antes perenes, agora também são intermitentes.
O São Francisco agora terá uma vazão de apenas 700 m3/s. Um rio que, segundo o discurso oficial do antigo governo federal, tinha uma vazão “firme” de 1800 m3/s a partir de Sobradinho. E olha que a Transposição sequer começou. Onde Domingos Montagner morreu, na verdade, o que existe é um fiapo de água, em comparação com o que era o Cânion do São Francisco.
O mais emblemático, sem dúvida, é o rio Doce. A tragédia da Samarco não tem precedentes em território nacional, mas está sendo tratada como algo secundário e como se fosse apenas um acidente de percurso.
Se falarmos, então, da qualidade de nossas águas, teremos que lembrar do Tietê e do Pinheiros, a cara, a cor e o cheiro do desenvolvimento de São Paulo.
O que acontece não é fruto apenas de como se trata as calhas principais de nossos rios, mas de todo o desmatamento do território dessas bacias. A destruição do Cerrado – reconhecimento rotineiro nos meios científicos e socioambientais – levará consigo os rios que dependem do Cerrado. Já em 2004 tínhamos a informação que, apenas no Norte de Minas, cerca de 1200 rios menores tinham sido eliminados. Sem o Cerrado, nos dizem os cientistas, não haverá São Francisco, Araguaia e tantos rios que dependem dos aquíferos do Planalto Central. A criação do MATOPIBA – território do agronegócio no Cerrado – levará às profundezas esse modelo predador do bioma.
A curva de decadência de nossos rios coincide exatamente com a expansão das monoculturas, seja de grãos, de gado, ou outra qualquer. É só comparar os gráficos a partir da década de 1970.
Assim, nesse dia de São Francisco, como os profetas dos tempos antigos, que amaldiçoavam o dia que tinham nascido, não nos cansamos de trazer más notícias, ainda que sejam em forma de denúncia (Jeremias 20,14-18).
Toda classe política, todo mundo econômico – exceções de sempre – está a alguns anos-luz distante de enxergar o país por esse ângulo. Então, prosseguimos em linha reta rumo ao abismo. (ecodebate)



quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Desmatamento na Amazônia sobe 24% em 2015


Desmatamento na Amazônia sobe 24% em 2015, mostram dados do Prodes/INPE

O desmatamento na Amazônia Legal aumentou 24% de agosto de 2014 a julho de 2015, em relação ao período anterior, de agosto de 2013 a julho de 2014. Essa é a maior taxa nos últimos quatro anos. Os dados consolidados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes) de 2015 foram divulgados em 05/10/16 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e apontam a derrubada de 6.207 km² de floresta. No período anterior, o desmatamento chegou a 5.012 km².
Em novembro de 2015, o instituto havia divulgado uma estimativa de 5.835 km² de supressão de floresta para o Prodes 2015. Segundo o INPE, a taxa consolidada foi calculada com base em 214 imagens de satélite. Já a taxa estimada estava baseada em 96 imagens, selecionadas de modo a cobrir a área onde foram registrados mais de 90% do desmatamento no período anterior e também os 43 municípios prioritários para a fiscalização.
Segundo o representante do INPE, Dalton Valeriano, há quatro anos a taxa está oscilando em torno dos 5 mil km². É um limite que precisamos atravessar. Novas iniciativas precisam ser tomadas ou não vamos alcançar a meta até 2020, disse. A meta no âmbito do Programa de Prevenção e Combate ao Desmatamento da Amazônia (PPCDAm) é chegar em 2020 desmatando menos que 4 mil km². Em 2004, quando o programa foi criado, o Brasil desmatou 27.772 km² de floresta da Amazônia Legal.
O Pará ainda é o estado que lidera o aumento do desmatamento na Amazônia Legal. A taxa para o estado subiu 14%, com uma supressão de 2.153 km² de floresta entre agosto de 2014 a julho de 2015. Entretanto, para Valeriano, Mato Grosso e Amazonas são os estados que merecem atenção. O que me preocupa são o retorno lento, mas constante da taxa no Mato Grosso e a ascensão no Amazonas. São pequenas, mas são novas frentes de desmatamento, disse, pedindo atenção das autoridades para esses estados.
Valeriano cita novas frentes de desmatamento, principalmente no Amazonas, como ao longo da Transamazônica e nas regiões dos municípios de Lábrea, Apuí e Manicoré. O desmatamento no estado subiu 42% entre 2014 e 2015. A taxa, que era de 500 km², foi para 712 km².
Já no Mato Grosso a taxa de desmatamento subiu 49%, de 1.075 km² para 1.601 km².
O Prodes computa como desmatamento as áreas maiores que 6,25 hectares onde ocorreu remoção completa da cobertura florestal o corte raso. O representante do INPE disse que os dados estimados do Prodes 2016 serão apresentados em breve.
Combate ao desmatamento
Os dados consolidados do Prodes 2015 foram apresentados hoje durante um seminário no Ministério do Meio Ambiente (MMA) que vai reunir, até amanhã, representantes de governos, jornalistas, cientistas e sociedade civil organizada para debater sobre onde está o problema e quais são os possíveis caminhos para frear o desmatamento na Amazônia Legal.
Segundo o secretário de Mudanças Climáticas e Qualidade Ambiental do MMA, Everton Lucero, é importante que os estados forneçam dados regulares e atualizados das autorizações para desmate legal de vegetação. A atual taxa de desmatamento não diferencia o ilegal daquele feito com autorização dos órgãos estaduais. Para Lucero, além de combater o desmate ilegal é preciso promover políticas para reduzir a supressão legal sem prejuízo para a economia.
Durante o seminário, serão debatidos ainda as taxas de desmatamento em locais específicos, como nas terras indígenas, áreas privadas, unidades de conservação e assentamentos da reforma agrária. Cada tipo de categoria territorial representa um desafio específico que precisa ser enfrentado na sua especificidade, disse o secretário.
De 2012 a 2015, por exemplo, 94% do desmatamento em Roraima foi em assentamentos e glebas federais; no Mato Grosso, 72% foi em áreas privadas; no Amapá, 23% das unidades de conservação foram desmatadas; e no Pará, 39% do desmatamento foi em glebas nesse período.
Durante o seminário, o MMA também quer colher subsídios para a construção da nova fase do PPCDAm.
Nove estados compõem a Amazônia Legal: Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. (ecodebate)

DETER/INPE estima 2.013 Km2 de corte na Amazônia entre maio e julho


Alertas do DETER/INPE estimam 2.013 Km2 de corte raso na Amazônia entre maio e julho
Nos meses de maio, junho e julho, os alertas de alteração na cobertura florestal por corte raso ou degradação na Amazônia somaram 2.993 km². Deste total, estima-se que 2.013 km² são de áreas de desmatamento por corte raso e 884 km² correspondem à degradação florestal, além de 56 km2 de desmatamentos não confirmados, conforme registro do DETER, o Sistema de Detecção do Desmatamento em Tempo Real do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
As distribuições das áreas de Alertas nos Estados em cada mês, bem como a respectiva cobertura de nuvens, são apresentadas na tabela a seguir.


 
DETER Mai.km2
Nuvens Mai %
DETER Jun.km2
Nuvens Jun %
DETER Jul.km2
Nuvens Jul %
Acre
5,2
1
2,8
0
25,8
0
Amazonas
155,5
44
275,7
26
175,6
13
Maranhão
4,2
41
40,3
10
4,0
10
Mato Grosso
181,1
0
131,4
0
125,9
0
Pará
307,8
50
830,7
15
255,6
11
Rondônia
122,5
0
148,8
0
148,7
0
Tocantins
7,5
0
0.8
0
1.9
0
Total
784,1
35
1430,8
18
737,7
12
Mapa de alertas de maio, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 35% da Amazônia.
Mapa de alertas de junho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 18% da Amazônia.
Mapa de alertas de julho, mês em que a cobertura de nuvens impediu a observação de 12% da Amazônia.
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.
Estimativa de corte raso e degradação florestal
Uma validação dos dados do DETER é realizada regularmente pelo INPE desde 2008 e, como resultado, obtém-se uma estimativa amostral da proporção de áreas de corte raso, de degradação florestal e de falsos positivos. A validação dos dados do DETER tem como objetivo caracterizar mensalmente os Alertas de Alteração na Cobertura Florestal na Amazônia. Para a qualificação, faz-se uso de imagens provenientes do satélite Landsat (ou similar), adquiridas em período equivalente as imagens MODIS utilizadas pelo DETER.
A tabela a seguir detalha as estimativas das áreas de Corte raso, Degradação e Falsos positivos calculados a partir dos resultados da validação do trimestre para toda Amazônia Legal.
Classe
Maio
Junho
Julho
Total
Corte Raso
453.3
1000.1
559.9
2013,3
Degradação
312.1
409.2
163.0
884,3
Falso positivo
19.6
21.5
14.8
55,9
Soma
785
1430,8
737,7
2953,5
A fatoração da área de alerta em corte raso e em degradação florestal atende a uma solicitação do IBAMA, ratificada por um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) firmado em novembro de 2014 entre as duas instituições. A fatoração poderá ser aplicada toda vez que houver dados de satélites de alta resolução (20-30 m) disponíveis no mês em questão e com baixa cobertura de nuvens em quantidade suficiente para cobrir ao menos 30% dos eventos de alertas e 30% de sua área total.
Conforme o ACT firmado, a divulgação do DETER é referente a um trimestre, realizada no fim do mês seguinte ao término do trimestre e, além dos relatórios de dados (1) e de validação (2), o INPE divulga mapas da distribuição espacial das ocorrências de alertas de cada mês deste trimestre agregados em células de 50 km X 50km (3) e o mapa com os polígonos de alertas do trimestre anterior (4). O INPE também fornece uma interface gráfica para a visualização dos dados do DETER e outras informações pertinentes sobre as alterações da cobertura florestal na Amazônia (5).
Realizado pela Coordenação de Observação da Terra (OBT) do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal baseado em dados de satélite de alta frequência de revisita.
O DETER utiliza imagens do sensor MODIS do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à ocorrência de cobertura de nuvens.
Os alertas produzidos pelo DETER foram concebidos e são produzidos para orientar a fiscalização do desmatamento ilegal na Amazônia. Os mapas de alertas do DETER são enviados diariamente ao IBAMA com a localização precisa de eventos de desmatamento e degradação florestal e um indicativo de área que tem qualidade limitada pela resolução do satélite, que permite representação acurada de área apenas para eventos de tamanho superior a 100 ha.
Por isso, o INPE não recomenda que os dados de área de alertas do DETER sejam utilizados como indicativo do andamento da intensidade de desmatamento. Para medir esta intensidade o INPE produz desde 1988 o mapa de desmatamento feito com imagens de resolução de 20 a 30 m (Landsat, CCD/CBERS, LISS3/ResourceSAT, DMC e SPOT). Deste mapa o INPE calcula a taxa de desmatamento anual em km2 medida pelo PRODES.
A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quantas áreas com evidência de degradação decorrente de extração de madeira, preparação para desmatamento (brocagem) ou incêndios florestais, que podem ser parte do processo de desmatamento na região.
A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta ainda um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como demais dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter. (ecodebate)





terça-feira, 25 de outubro de 2016

Fim dos tempos


Rio de Janeiro debaixo de água.

Quanto custa evitar isto?
Até o fim do século, o aquecimento global poderá causar a inundação de cidades inteiras. E por incrível que pareça, só as empresas podem deter a catástrofe.
A simulação fotográfica mostrada nesta matéria é um exemplo concreto da ameaça que o aquecimento global representa para o planeta. A lenta elevação do nível dos mares, prevista pelos cientistas, poderá tomar conta das cidades litorâneas nas próximas décadas. De acordo com a simulação, elaborada com base em dados fornecidos pelo prejuízo.


Bairro de New Orleans, nos Estados Unidos, com casas com água até o teto após a passagem do furacão Katrina. Eventos desastrosos como este estão com tendência de aumentar em número e potência em virtude do efeito estufa amplificado.
Vítimas do furacão Katrina, desastres como esse podem estar ligados ao efeito estufa.
Instituto Pereira Passos, da Prefeitura do Rio de Janeiro, e nas estimativas de elevação do nível do mar do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), bairros inteiros do Rio, como Leblon, Copacabana e Ipanema, ficariam debaixo d'água na virada do próximo século.
O nível do mar já começou a subir. Isso ocorre porque os gases poluentes emitidos nas últimas décadas aprisionam o calor do sol e aquecem a Terra. Com o aumento da temperatura, o volume da água aumenta e cresce ainda mais por causa do derretimento de geleiras na Antártida e na Groenlândia. De acordo com os cientistas, o fenômeno parece irreversível. Os gases já emitidos continuarão na atmosfera por pelo menos 20 anos esquentando o planeta. Mas o pior ainda pode ser evitado.
Por ironia, a maior força capaz de deter o aquecimento global não vem da pressão política dos movimentos ecológicos incensados pelos europeus. Vem da economia. 'É difícil medir exatamente como o aquecimento global vai afetar a economia mundial', diz Timothy Herzog, do World Resources Institute, de Washington, uma das principais organizações de estudos ambientais do mundo. 'Mas há um consenso de que os custos serão significativos.'
Isso tornou as empresas, antes apontadas como vilãs responsáveis pela emissão de gases poluentes, a maior esperança dos ambientalistas. Diante de imagens como a desta página, elas começam a despertar para o problema e buscar soluções. E não porque sejam apenas boas cidadãs preocupadas com o planeta, mas sobretudo porque descobriram que é um ótimo negócio.
Um levantamento feito pelo Climate Group, organização internacional que monitora investimentos e dá consultoria na área ambiental, mostra que as dez empresas que mais avançaram em prevenção da emissão de gases conseguiram uma economia de custos de US$ 45 bilhões em uma década.
O movimento dos empresários verdes começou em 1991, quando o industrial suíço Stephan Schmidheiny, dono de empresas como o Swatch Group, criou o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável. O instituto começou a pesquisar como fazer negócios que comprometam menos os recursos naturais. Hoje, reúne 175 multinacionais e atraiu a atenção de lideranças, como o ex-vice-presidente americano Al Gore, uma das maiores estrelas do movimento do capitalismo verde.
'Infelizmente, nos Estados Unidos nós vivemos numa bolha fora da realidade. Ninguém se interessa por soluções quando nem sequer se admite que exista um problema. Mas os problemas existem, sim, e por oito anos nos preocupamos somente com o somos-vulneráveis-a-ataques-terroristas', diz Gore. Desde 2000, ele tem feito uma peregrinação a empresas, laptop debaixo do braço, alertando sobre o risco do aquecimento e propondo que todos entrem numa guerra mais importante que a travada contra o terrorismo, a Green War (ou Guerra Verde). 'Muitos cientistas teorizavam sobre o fim do mundo e as previsões mais freqüentes eram sobre meteoros. A ameaça não são os asteróides. Somos nós', afirmou Gore em artigo publicado recentemente na revista Vanity Fair. Sua mensagem ganhará mais força no dia 24 de maio, quando seu documentário sobre o aquecimento global, An Inconvenient Truth (Uma Verdade Inconveniente), estreará nos cinemas americanos.


US$ 45 bilhões foram economizados pelas dez empresas que mais reduziram as emissões.
A entrada em cena do setor privado é fundamental para ajudar a mudar o rumo do desastre anunciado. O ano de 2005 foi o mais quente dos últimos cem anos. O derretimento de glaciares e placas de gelo nunca foi tão acelerado. Já houve redução de 40% da espessura da camada de gelo no Ártico. Se a economia continuar no mesmo rumo, os cientistas do IPCC acreditam que a temperatura da Terra possa subir de 4 a 6°C até o fim do século. Parece pouco no termômetro, mas as empresas sabem que as alterações climáticas podem literalmente varrer seus negócios do mapa. O aumento da temperatura está associado a fenômenos climáticos de grande poder de destruição.
Por isso, grandes empresas estão voluntariamente se antecipando às metas de emissão de gases estabelecidas pelo Protocolo de Kyoto, acordo celebrado em 1997 e assinado por 163 países que determina que as emissões de gases sejam reduzidas em 29% entre 2008 e 2012. A DuPont, uma das maiores indústrias químicas do mundo, conseguiu diminuir sua cota em 72%. O efeito colateral foi redução nos custos operacionais. 'Desde 1991, conseguimos poupar US$ 2 bilhões, US$ 1,5 bilhão só nos EUA', diz Ed Mongan, diretor de energia da DuPont.
A estratégia da Dupont foi somar os custos de energia em cada etapa da produção. Como a maior parte da energia usada pela empresa vem da queima de carvão, essa redução implica menor emissão de poluentes. Mensalmente, um grupo mede o consumo de energia por quilo de produto fabricado e propõe ações para diminuir os excessos. Apesar do aumento de 35% na produção, o consumo tem-se mantido estável desde 1990. 'A meta é chegar a 2010 com o mesmo uso de energia de hoje', afirma Mongan. A americana Alcoa, uma das maiores produtoras de alumínio do mundo, já cortou US$ 100 milhões anuais em custos graças ao programa de economia de energia.
Casos como o da DuPont e o da Alcoa desmentem a tese de que o corte nas emissões de poluentes reduz o desempenho econômico das companhias, como afirma o governo americano. Além de economizar, as empresas passaram a explorar novas oportunidades de mercado geradas pela demanda por tecnologias limpas de consumo energético. A DuPont desenvolveu o Tyvek, isolante térmico que, aplicado no telhado das casas, permite uma economia de 10% em gastos com energia no aquecimento ou na refrigeração.
Um dos maiores incentivos para o uso de tecnologias limpas de produção vem do mercado de créditos de carbono, criado pelo Protocolo de Kyoto. Nesse mercado, empresas que reduzem as emissões de gás carbônico ganham créditos, que podem ser trocados ou vendidos. O carbono que deixa de ser lançado na atmosfera é negociado em toneladas, na Bolsa de Valores de Chicago. As empresas que investem nesse tipo de papel apostam que, no futuro, quando o aquecimento global se tornar mais intenso e leis de controle forem adotadas por todo o planeta, a emissão de gás carbônico custará bem mais caro, portanto os créditos de carbono serão mais valorizados.


Al Gore posa com cartaz de seu filme sobre o efeito estufa.
Só em 2005, a compra e venda de créditos movimentou US$ 4 bilhões. De acordo com o Banco Mundial, projetos brasileiros para redução de emissões responderam por 13% das negociações em 2004 e 2005. Parte deles envolve a recuperação de florestas degradadas. Quando as árvores crescem, absorvem carbono da atmosfera, e assim o projeto ganha direito a créditos de emissão.
O setor econômico mais afetado pelo aquecimento global é a indústria petrolífera, pois a principal causa das mudanças climáticas são os gases derivados da queima de combustíveis fósseis, como petróleo e gás natural. Como esses minerais são escassos e sua queima tende a ser cada vez mais controlada, as empresas de petróleo têm interesse especial na busca de fontes alternativas. A anglo-holandesa Shell foi a primeira a perceber isso. Construiu na Alemanha a maior usina mundial de energia solar. Com investimento de US$ 27 milhões, produz energia suficiente para atender 1.800 domicílios. No Brasil, a Shell Solar já vendeu mais de 100 mil módulos que captam a energia do Sol. O lucro cresce 30% ao ano.
Desligar-se do petróleo é um desafio principalmente para a indústria automobilística. A Toyota despontou como líder nessa área ao lançar o modelo de carro híbrido Prius. Movido a eletricidade e a gasolina, consegue uma redução de até 80% nas emissões de gases. 'Seu desempenho não deve nada a um carro comum, tanto que ele é usado pela polícia em alguns condados da Flórida', diz a gerente de marketing do produto, Mary Nickerson. A procura pelo Prius é tamanha que hoje existe uma fila de espera de 20 mil consumidores.
A alternativa das empresas brasileiras é o álcool, combustível considerado limpo. Ele emite tanto gás carbônico na atmosfera quanto a gasolina, mas esse gás já tinha sido retirado da atmosfera pela cultura da cana-de-açúcar. Por isso, o álcool não contribui para o efeito estufa. E atrai interessados no mundo inteiro. Na viagem ao Brasil, até mesmo os donos do Google visitaram a maior produtora nacional, a Cosan. Nos últimos 12 meses, as ações da empresa valorizaram 184%. No Brasil, os carros bicombustíveis já representam 53% do mercado. A exportação, porém, ainda é tímida. Dos 15 bilhões de litros de álcool produzidos, apenas 3 bilhões são vendidos para o exterior. Seria preciso aumentar a área plantada, afirma Antônio de Pádua Rodrigues, diretor-técnico da União da Agroindústria Canavieira de São Paulo, que reúne os produtores paulistas de cana, álcool e açúcar.
A tecnologia do álcool pode ser estratégica também fora das estradas. A Aeronáutica Neiva, subsidiária da Embraer em Botucatu, já comercializa o ä Ipanema, pequeno avião movido a álcool, fruto de investimento de R$ 2 milhões. Ele é usado principalmente para pulverizar plantações e combater incêndios. 'Conseguimos um ganho de 7% na potência do motor a álcool em relação à do motor a gasolina', diz Vicente Camargo, gerente de engenharia da Neiva. A empresa, agora, pesquisa a adaptação dos motores de aeronaves maiores.
Muitos imaginam que o aquecimento global só tornará os lugares mais quentes. O clima de Berlim, Toronto e Moscou, por exemplo, ficaria mais ameno. Mas os cientistas estão descobrindo que não é bem assim. O clima deve entrar em um período caótico. A frequência e intensidade das chuvas, dos ventos, das secas e das nevascas que conhecemos hoje se manteve constante nos últimos 10 mil anos. Com base nisso, desenvolveu-se a agricultura e construíram-se cidades. 'Se as mudanças ocorrem muito rápido, a infraestrutura social não tem condição de se adaptar facilmente', afirma Kevin Trenberth, diretor de análise climática do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR), dos EUA. Mudanças no clima incluem perdas agrícolas e desastres naturais. O último deles, o furacão Katrina, deixou um prejuízo estimado em US$ 2 bilhões.
Quem melhor estima esse risco são as companhias de resseguros, que dividem o risco das seguradoras tradicionais. A Swiss Re, a segunda maior do mundo no setor, enviou há dez anos aos clientes um estudo que alertava sobre as possíveis mudanças climáticas. Na época, o levantamento foi recebido com ceticismo. 'As pessoas se perguntavam por que uma empresa de seguros deveria se preocupar com isso', afirma Chris Walker, diretor de Efeito Estufa, divisão que a Swiss Re criou para analisar o tema. 'Mas uma seguradora precisa olhar para o quadro todo, em vez de se concentrar em um único aspecto.' Segundo ele, perdas provocadas por problemas climáticos fizeram as seguradoras desembolsar US$ 41 bilhões em 2004. Dez vezes mais que na década de 80.
Claro que os governos ainda têm um papel insubstituível. 'O esforço global para combater o efeito estufa depende de políticas governamentais', diz Janet Sawin, do Instituto Worldwatch. Eles precisam aprovar leis rígidas para obrigar todos a se mexer. Entre 1990 e 2002, a Alemanha diminuiu a liberação de gases em 19,4%. Graças a leis que incentivam o uso de fontes alternativas de energia, os alemães foram responsáveis por três quartos da redução em toda a Europa. Ao contrário do que se imaginava, a política de redução não fez encolher o número de empregos. Cerca de 450 mil postos de trabalho foram criados desde que a lei entrou em vigor. E empresas alemãs, como a Siemens, que faz turbinas para cata-ventos e células solares, se consolidaram como líderes da indústria verde emergente. Em vez de fugir da realidade que prevê cenários como o do Rio sob as águas, elas estão, ao mesmo tempo, ajudando a salvar o planeta e ganhando muito dinheiro.
Simulação
ONDAS
O cenário mais pessimista traçado por cientistas do Painel da ONU mostra que o mar pode subir até 25 metros nos próximos cem anos. Uma simulação feita com dados topográficos fornecidos pela Prefeitura do Rio de Janeiro revela que o mar inundaria quase toda a zona sul da cidade.


NOVA GEOGRAFIA
A simulação da elevação do nível do mar, feita partir de uma foto tirada do Corcovado, mostra aonde chegaria a água. Cobriria os bairros de Ipanema, Leblon, Lagoa e Jardim Botânico. O mar bateria no 7° andar dos prédios.

Dá até lucro
O que as empresas já estão fazendo.
JOHNSON&JOHNSON
Desde 1990, reduziu a emissão de C02 em 4%. A meta é que a diminuição seja de 7% até 2010. A queda foi conseguida com medidas como reaproveitamento da água, uso de energia solar e colocação de janelas mais amplas. Elas clareiam o ambiente sem necessidade de usar tanta energia. A empresa já economizou US$ 54 milhões com as medidas.
DUPONT
Conseguiu reduzir 72% das emissões em dez anos. Passou a reutilizar na produção resíduos que antes eram incinerados. Dessa forma, diminuiu a compra de matérias-primas e as emissões poluidoras. Faz concursos entre os funcionários para incentivar ações no setor. No ano passado, foi eleita pela Business Week a primeira colocada entre as Top Green Companies.
ALCOA
Cortou as emissões do gás das caldeiras de alumínio em 80%. A queda total na emissão de gases é de 26%. Seu programa de redução de emissões e uso racional de energia permitirá um ganho de US$ 100 milhões anuais.
GENERAL MOTORS
A empresa vem investindo em lançamento de carros que não utilizam combustíveis fósseis. Em abril, apresentou no mercado europeu o primeiro carro do mundo com motor híbrido alimentado por eletricidade ou bioetanol. O Saab BioPower tem um botão escrito Emissão Zero que, quando acionado, faz com que o carro passe a ser movido a eletricidade, com autonomia de 20 quilômetros e velocidade máxima de 50 km/h.
IBM
A fabricante de computadores conseguiu uma economia de US$ 791 milhões com programas de melhorias no uso de energia. A redução de poluentes chegou a 38%.
BAYER
Por meio de um programa de uso mais eficiente da energia, conseguiu uma redução de 63% de emissão de gases poluentes, mesmo com um aumento global de produção de 22%.
TOYOTA
Em 15 anos, a montadora, pioneira nos carros híbridos, reduziu suas emissões quase pela metade. Conseguiu isso fazendo linhas de montagem que fossem capazes de produzir vários modelos de carros de uma vez, no lugar de usar uma linha para cada modelo.
O clima já mudou.
O aquecimento global já está transformando o mundo.
Mas o pior ainda está por vir.
FAUNA
Cerca de 1.200 espécies já sofreram com o aumento de temperatura. Algumas anteciparam o período de acasalamento. Outras tiveram de migrar para áreas antes mais geladas.
FLORA
O aquecimento das florestas temperadas torna as árvores suscetíveis a pragas antes exclusivas das zonas tropicais.
VENTOS
Estudos apontam um enfraquecimento de 3,5% nos ventos sobre o Oceano Pacífico. As mudanças poderiam trazer mais fenômenos semelhantes aos do El Niño.
SECAS
A desertificação aumentou na África. Até o fim deste século, o continente poderá sofrer uma escassez aguda de água, com redução das chuvas.
GELEIRAS
A Antártida perdeu parte considerável de sua camada de gelo. A cada ano, o continente perde o equivalente ao consumo de água de 40 cidades como Los Angeles. A Groenlândia nunca esteve tão quente em 130 mil anos.
OCEANO
Correntes marinhas que conduzem o calor do Equador para regiões temperadas estão enfraquecendo. Isso poderia levar a Europa e os EUA para uma pequena era glacial localizada.
FURACÕES
Em agosto de 2005, o furacão Katrina arrasou a costa sul dos EUA. Dias depois, foi a vez do Rita, com ventos de 250 km/h. Nas últimas três décadas, o número de furacões nas categorias 4 e 5 (as mais intensas) praticamente dobrou no mundo todo. (fimdostempos)