quarta-feira, 29 de abril de 2015

Alckmin diz que trabalha para evitar rodízio

Alckmin diz que trabalha para evitar rodízio e justifica atraso em obra
Interligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê ficará pronta em agosto/15.
De acordo com o governador de SP, projeto está dentro do cronograma.
Vista da represa do Jaguari, que compõe o Sistema Cantareira. O manancial já abasteceu 9 milhões de pessoas, mas hoje atende 5,4 milhões na Grande São Paulo.
No dia em que o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira teve a primeira queda em quase três meses, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse que trabalha para evitar a implantação de rodízio em São Paulo no período de seca, a partir de maio. "Nós estamos trabalhando para que não precise", disse durante evento com empresários na capital paulista em 28/04/15.
Alckmin também justificou o atraso na principal obra contra a crise hídrica de 2015 em São Paulo. A ligação do Sistema Rio Grande para socorrer o Sistema Alto Tietê, prevista para maio, ainda não começou. As obras serão feitas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e vão ampliar em 4 m³/s a produção do Alto Tietê.
"Dos 4 m³/s, 2 m³/s iam ficar prontos antes e 2 m³/s um pouquinho depois. Agora vão ficar prontos os 4 m³/s juntos porque nós tivemos que tirar licenciamento ambiental, isso deve ser aprovado em 29/04/15", defendeu o governador.
A previsão é de término em agosto. "Mas está dentro do cronograma, o fato de ficar pronto em agosto não tem problema. Aliás, agosto será o período mais necessário", completou.
Em nota, a Sabesp informou que a alteração no cronograma do projeto é um ajuste normal "dado o tamanho e a complexidade de uma obra desse porte". As obras, de acordo com a companhia, devem começar nos próximos dias.
Em discurso aos empresários, o governador afirmou que "São Paulo vai ter uma segurança hídrica impressionante". "Estamos preparados para o período de seca. É manter a economia. Vamos manter o bônus e não vai faltar água", disse.
Ajuda ao Cantareira e Alto Tietê
Para a ligação dos sistemas Rio Grande e Alto Tietê, serão instaladas duas tubulações paralelas ao longo de 11 km, com capacidade suficiente para a transferência de 4 m3 de água por segundo. 1 m3 = 1.000 litros de água.
A medida vai ajudar o Sistema Alto Tietê, que é responsável pelo abastecimento de 4,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo, a maior parte na Zona Leste da capital, e hoje opera apenas com 22,4% da capacidade. Os novos 4 m³/s vão ampliar em cerca de um terço a atual retirada de água.
O Cantareira, sistema que passa pela situação mais crítica, também será beneficiado porque o bombeamento fará  com que regiões que hoje recebem água  do sistema possam ser atendidas pelo Alto Tietê, ajudando a aliviar o manancial em crise.
O investimento previsto é de cerca de R$ 130 milhões e inclui a instalação de quatro bombas para empurrar a água 80 metros acima, superando o morro que divide a região do ABC (onde fica o Sistema Rio Grande) de Suzano (no Alto Tietê).
Além da obra de interligação, o governador Geraldo Alckmin disse que pretende manter a captação do Sistema Cantareira entre 13 m³/s e 14 m³/s durante o período seco. "Hoje estamos tirando 13,8 m³/s, 13,7 m³/s, com uma afluência de 8 m³/s ou 7 m³/s. Então faltariam 6 m³/s", explicou. (g1)

Obra par evitar rodízio está três meses atrasada

Principal obra contra crise hídrica atrasa e fica para agosto.
Sabesp afirma que transposição de água da Represa Billings para o Sistema Alto Tietê, prometida por Alckmin para maio/15, deve começar nesta semana e ser concluída em 4 meses para ajudar o Cantareira.
Apontada como a principal obra para evitar o rodízio de água na Grande São Paulo neste ano, a interligação da Billings (Sistema Rio Grande) com a Represa Taiaçupeba (Alto Tietê) ainda não saiu do papel e já acumula três meses de atraso.
Em janeiro, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) prometeu iniciar a obra no mês seguinte e entregá-la em maio deste ano. Agora, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já prevê conclui-la apenas em agosto.
Orçada em R$ 130 milhões, a interligação prevê a transposição de 4 mil litros por segundo do Rio Grande, braço limpo da Billings, em Ribeirão Pires, para a Taiaçupeba, em Suzano, onde fica a estação de tratamento de água do Sistema Alto Tietê. Para isso serão construídos dois dutos com 11 quilômetros de extensão e duas estações elevatórias de água bruta.
Orçada em R$ 130 milhões, a interligação prevê a transposição de 4 mil litros por segundo do Rio Grande, braço limpo da Billings, em Ribeirão Pires, para a Taiaçupeba, em Suzano
Com essa transposição, a Sabesp pretende ampliar a produção do Alto Tietê, hoje com capacidade ociosa por falta de água em seus reservatórios, para que ele possa socorrer mais bairros da zona leste paulistana que hoje ainda dependem do Cantareira. Ontem, o principal manancial paulista estava com 20,1% da capacidade, considerando o volume morto, ou 9,2% abaixo do nível zero do sistema. 
Em nota, a companhia informou que os atrasos no cronograma da transposição “tratam-se de ajustes normais dado o tamanho e a complexidade de uma obra desse porte”. Segundo a estatal, a obra começa ainda nesta semana e será concluída em quatro meses.
Para que a transposição não comprometa a capacidade do Rio Grande durante os meses de estiagem, a Sabesp vai “abastecê-lo” com os mesmos 4 mil l/s através da ligação com o Rio Pequeno, um braço menor da Billings que é ligado ao corpo central poluído da represa. 
Segundo a Sabesp, essa água já é utilizada há cerca de 15 anos por meio da ligação do braço Taquacetuba da Billings com o Sistema Guarapiranga (4 mil l/s) e sua qualidade é monitorada constantemente. 
Além da Billings, a Sabesp prevê levar água dos rios Guaió e Itatinga para o Alto Tietê, que em fevereiro começou a receber 500 l/s do Córrego Guaratuba, e dos Rios Capivari e Juquiá para o Guarapiranga, cuja produção será ampliada para 16 mil l/s com o acréscimo de mais 1 mil l/s na transferência de água pelo braço Taquacetuba. (OESP)

A sua água depende dos outros

O “só acredito vendo”, frase famosa de São Tomé, é o que costumamos fazer com os assuntos que nos atingem, só reagimos aos que estão na nossa frente, batendo na nossa porta. Problemas futuros nós deixamos que aconteçam que outros resolvam, “no meu turno não”, pensamento típico da cultura nacional. Por falta de planejamento faltou água em São Paulo e pode faltar no Rio Grande do Sul também, se não formos um pouco menos brasileiros, de deixar tudo para a última hora.
Porto Alegre fez o PISA – Programa de Saneamento Socioambiental – que passa a tratar cerca de 80% dos esgotos, contra os menos de 30% que a capital tratava antes. Cada município tem de garantir seu abastecimento e a qualidade hídrica, mas não dependem só de si, o Governo do Estado há no mínimo 3 gestões abandonou o Pró-Guaíba, governos de partidos diferentes tiveram em comum essa negligência nos últimos dez anos, perdendo os investimentos internacionais por falta de contrapartidas, do Estado fazer a sua parte.
Porto Alegre, ao contrário, planejou e executou o PISA, também com 3 gestões diferentes nos últimos dez anos, também com recursos internacionais. Mesmo assim, um município não depende só de si, pois 85% das águas do Guaíba provêm da bacia do Alto Jacuí, cujas nascentes se encontram em Passo Fundo. A região hidrográfica do Guaíba, composta por 9 (nove) bacias hidrográficas, abastece cerca da metade da população do Rio Grande do Sul concentrada na região metropolitana, serra e planalto. Por isso a questão do seu município não é isolada, depende desse todo.
O governo federal anunciou verbas para a ampliação de aeroportos e Passo Fundo será o primeiro, desconsiderando o alerta de ambientalistas de que naquele local serão afetadas nascentes do Jacuí. Literalmente, o governo federal está “pagando para ver”, os vereadores passofundenses já se interessaram pela questão, mas as autoridades federais não. Não seria o primeiro caso, a baixa vazão do São Francisco é fruto dessa mesma negligência com os recursos hídricos do país.
Além do risco de comprometer a vazão, a qualidade da água também é crítica. Duas destas bacias estão entre as 10 mais poluídas do país, a do Sinos e a do Gravataí. Há falta de controle sobre a poluição industrial e também da contaminação por esgotos domésticos. Por mais processos de filtragem e tratamento da água que se faça, a água que resulta desse processo nunca terá as mesmas condições da água original, antes de ser contaminada. É impossível restaurar completamente a água, há micros resíduos de metais cancerígenos inclusive que persistem, sinto lhe preocupar se você não sabia. Que o seu município trate sua água, mas não podemos desistir da preservação e um Pró-Guaíba, para fazer isso de modo integrado, seria necessário. (ecodebate)

Água mineral de garrafa: os perigos da contaminação

A água mineral engarrafada é a bebida cujo consumo mais cresce no mundo. A água mineral é refrescante, sem calorias, fácil de carregar, mais saborosa que algumas águas de filtros comuns e muito mais saudável que os refrigerantes. Dados da Associação Internacional de Águas Engarrafadas revelam que a demanda brasileira pelas águas engarrafadas cresce mais de 7% ao ano. E o Brasil já é o 4º maior mercado, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, do México e da China. No entanto, cada vez mais gente se pergunta se a água mineral e a embalagem em que ela é vendida são seguras ou, ao menos, mais seguras do que a água do filtro – e se tal conveniência vale o impacto ambiental.
O que há na garrafa de água mineral?
Nomes e rótulos atraentes e que evocam paisagens imaculadas nos convenceram de que a água mineral é a bebida mais pura do mundo. “Mas ninguém deve pensar que a água engarrafada é mais regulamentada, protegida ou segura do que a água da torneira”, afirma Margaretha van Weerelt, chefe do Laboratório de Microbiologia Aquática do Instituto de Biologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “As agências concessionárias são obrigadas a entregar em sua casa água apropriadas para o consumo”, diz.
Algumas águas engarrafadas vêm de fontes cristalinas e outros mananciais intocados – mas não todas. A Aquarius, da Coca-Cola; a Cristale, vendida no Sul do país; e a São Francisco, comercializada no Nordeste, são alguns exemplos.
A lei brasileira não proíbe o engarrafamento de águas provenientes de fontes artificiais, mas determina que as empresas que utilizam essas fontes deem o tratamento e a mineralização adequados à água antes da comercialização.
Água mineral pirata
Nesta etapa, um dos maiores perigos para o consumidor é a água mineral "pirata" - que não foi fiscalizada pelos órgãos responsáveis e pode vir de fontes contaminadas por substâncias tóxicas ou microrganismos.
Em caso de dúvida, a Associação Brasileira da Indústria de Águas Minerais (Abinam) aconselha que se procure no rótulo o número de registro no Ministério da Saúde, bem como o endereço completo da fonte.
No entanto, não dá para confiar cegamente nos rótulos. A Secretaria Estadual de Saúde de Minas Gerais lida todos os anos com casos de rotulagem inadequada. “As irregularidades mais encontradas são dados incorretos ou incompletos, como ‘Não contém glúten’”, explica Alessandra Alves Cury, especialista em Políticas de Gestão da Saúde da Superintendência de Vigilância Sanitária do Estado de Minas Gerais. Em 2000, um caso chamou a atenção. “Uma das indústrias solicitou o registro de água “diet”, conta. “Outro aspecto é o surgimento de produtos do tipo ‘Preparado Líquido Aromatizado’ e ‘Refrigerantes de Baixa Caloria’, que podem confundir o consumidor quanto à sua verdadeira natureza”, adverte ela.
A controvérsia não é apenas sobre a água engarrafada individualmente; a maioria das pessoas também bebe água de garrafão, seja no trabalho ou em casa.
Em 2006, a Pro Teste, organização não governamental de defesa do consumidor, testou 15 marcas de água de garrafão vendidas no país. O resultado não foi negativo, mas preocupante: embora 80% não revelassem grandes problemas, os rótulos das águas de garrafão continham informação incompleta e quantidade errada de minerais, além de não mostrarem a data de validade ou instruções para conservação.
Outras três marcas de água de garrafão apresentaram a bactéria Pseudomonas aeruginosa. Ela não oferece risco, a princípio, para quem está saudável de modo geral, mas o achado representa falha no processo de desinfecção.
A contaminação da água mineral em garrafas é mundial
A contaminação da água engarrafada desde a sua fonte é tema preocupante também em outros países. A ONG americana Natural Resources Defense Council (NRDC) descobriu que amostras de duas marcas de água mineral estavam contaminadas por ftalatos, em um dos casos, excedendo os padrões para água potável da EPA, Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos. Essas substâncias químicas – utilizadas para tornar os plásticos maleáveis, e que são encontradas em cosméticos e fragrâncias, cortinas de chuveiro e até brinquedos de bebês – estão sob investigação cada vez mais minuciosa. Elas são interferentes endócrinos, que bloqueiam ou imitam os hormônios humanos, afetando as funções normais do corpo.
Quando expostos a níveis muito elevados de ftalatos durante os períodos críticos do desenvolvimento, fetos masculinos podem sofrer malformação nos órgãos reprodutores, inclusive a ausência de descida dos testículos. Especialistas relacionam os ftalatos à baixa contagem de espermatozoides.
As garrafas de água mineral não contêm essa substância química, o que significa que os ftalatos detectados pelo NRDC provavelmente entraram na água durante o processo de engarrafamento, ou estavam presentes na fonte original (também já foram encontrados ftalatos em água da torneira).
Legislação da água mineral engarrafada. As leis brasileiras são rigorosas quanto ao comércio de água mineral engarrafada. O produto está sujeito à fiscalização desde a sua captação até o consumidor final. O Departamento Nacional de Produção Mineral autoriza e monitora a exploração das fontes de água mineral no país. Para comercializá-la, a empresa deve cumprir à risca os padrões de qualidade determinados pelo órgão responsável, limitando-se a explorar apenas o que for concedido e sendo responsável pela mão-de-obra, pelos recursos e pela embalagem do produto. É preciso ainda registrar a água na ANVISA e no Ministério da Saúde.
Desde 2000, a ANVISA promove análises periódicas da qualidade de alimentos, o que inclui a água mineral engarrafada. Mas as ações de inspeção sanitária são responsabilidade dos órgãos estaduais e municipais. Só nos últimos dois anos, foram realizadas mais de 16 mil inspeções.
Quando uma marca é reprovada, os órgãos competentes adotam medidas legais para prevenir possíveis danos à saúde da população e impedir que o produto circule, ou então interrompem seu processo de fabricação. Dependendo do risco envolvido, a ANVISA pode adotar medidas de intervenção em âmbito nacional.
Os problemas do plástico para a natureza
A maioria das águas minerais vem em garrafas de tereftalato de polietileno, indicado no fundo da embalagem por um número 1, PET ou PETE. As garrafas, em geral, são seguras, afirma Hermes Cortesini, porta-voz da Abipet (Associação Brasileira da Indústria do PET).
“A resina PET é inerte, e só quando submetida a altas temperaturas, como em uma incineração não-controlada, pode liberar componentes químicos. Seu único problema é a durabilidade: o descarte indevido prejudica o meio ambiente porque o material não é absorvido pela natureza.”
Como armazenar e transportar galões e garrafas de água mineral
As altas temperaturas, no entanto, não são o único risco potencial; o local onde armazenamos as garrafas de água e outros itens que guardamos juntos no mesmo espaço também podem causar problemas. Especialistas aconselham a não armazenar água na garagem, sob o sol, perto de fumaça de gasolina, pesticidas e outros produtos químicos que poderiam, no mínimo, afetar o cheiro e o gosto da água.
“O mesmo cuidado vale para a loja onde o consumidor costuma comprar o galão ou a garrafa. Não compre em postos de gasolina, onde as embalagens ficam expostas a combustíveis, ou armazenadas em locais pouco limpos”, aconselha o professor Delmo Vaitsman, coordenador do Laboratório de Desenvolvimento Analítico do Instituto de Química da UFRJ.
O professor afirma que o problema não está só na armazenagem, mas no jeito como transportamos a água. Muitas pessoas bebem água comprada em galão e deixada num carro quente, horas a fio. “A exposição ao sol, desta maneira, altera o equilíbrio químico, especialmente se for uma água mineral da fonte. Isso não tem a ver com a garrafa, mas com os componentes que já estavam na água quando ela foi recolhida.” Segundo ele, a exposição ao sol também é o motivo pelo qual, por exemplo, há formação de limo em alguns bebedouros. “Essas algas não fazem mal, mas o consumidor sente uma repulsa inicial, e pensa que a água está estragada, imprópria para o consumo.”
Mas, a exemplo de outros debates sobre produtos químicos, ainda não sabemos quais os riscos exatos para a saúde que as embalagens de plástico e o armazenamento equivocado da água mineral podem oferecer.
Enquanto isso, pesquisadores no mundo inteiro já levantaram bandeiras de advertência com relação a certas substâncias químicas específicas. O antimônio, por exemplo, é um produto químico potencialmente tóxico utilizado na fabricação do PET. Ano passado, cientistas da Alemanha descobriram que, quanto mais tempo uma garrafa de água fica armazenada (na loja ou em casa), mais antimônio desenvolve. Altas concentrações de antimônio podem causar náusea, vômitos e diarreia. No estudo, os níveis encontrados eram inferiores aos considerados seguros pela EPA, mas trata-se de um tópico que requer mais pesquisas.
Em julho de 2007, um comitê dos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) concordou que o bisfenol A (BPA), produto químico encontrado no policarbonato (utilizado na fabricação de garrafões de água para resfriamento, garrafinhas de água de uso esportivo e outros plásticos rígidos, mas não do PET), pode causar problemas neurológicos e comportamentais em fetos, bebês e crianças.
Outra pesquisa, patrocinada pelos NIH, descobriu que o risco era ainda maior, afirmando que a exposição de adultos aos efeitos do BPA provavelmente comprometeria o cérebro, o aparelho reprodutor feminino e o sistema imunológico.
Qual é o custo da água mineral de garrafa PET para o ambiente?
É importante conhecer os riscos potenciais para a saúde do indivíduo, mas a água engarrafada também afeta a saúde do planeta.
“A água engarrafada é um negócio em expansão, e isso traz grande impacto ambiental, que pode ser evitado pelo simples gesto de se beber mais água do filtro”, adverte Wagner Victer, presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae). Enquanto lutamos para reduzir o consumo de combustíveis fósseis, a água engarrafada faz com que ele aumente. As garrafas de PET são feitas de petróleo e, quanto mais garrafas utilizarmos, mais petróleo será necessário para encher, distribuir e produzir novas embalagens.
Cortesini assinala que não é só a água, mas também sucos, refrigerantes e outras bebidas engarrafadas em recipientes plásticos que contribuem para aumentar esses resíduos. “Muito está sendo feito para que a reciclagem não só aproveite esses materiais, como a própria indústria de alimentos utilize mais material reciclado em suas embalagens. No entanto, hoje, são poucas as empresas que obedecem aos padrões determinados recentemente pela Anvisa para a fabricação de embalagens plásticas a partir deste processo.”
Grande parte do apelo da água engarrafada está nas convenientes garrafinhas de uso individual. No entanto, menos de 20% delas são usadas mais de uma vez, de acordo com estimativas do Instituto Americano de Reciclagem de Recipientes. As garrafas restantes são jogadas em praias, ao longo de rodovias e em aterros sanitários, onde podem permanecer por mil anos.
Enquanto o percentual de plástico PET reaproveitado ainda é considerado baixo até em países desenvolvidos, o Brasil está fazendo sua parte de forma invejável. Estudos preliminares realizados pela Abipet indicam que, só em 2007, a reciclagem das embalagens de PET no Brasil teve um aumento de 18,6% em comparação com o ano anterior, chegando a 53%.
Isto significa que 230 mil toneladas do produto receberam destinação adequada, acima das 194 mil toneladas registradas em 2006. “A perspectiva é de que, no balanço deste ano, a ser divulgado em dezembro, este percentual chegue a 60%, mais próximo de países como Alemanha e Japão, onde a separação do lixo é obrigatória. Com a diferença de que, aqui, os próprios empresários trabalham em parceria direta com os recicladores, reaproveitando o material internamente, mais do que em qualquer outro país do mundo”, revela Cortesini.
É um bom começo, mas sempre é preciso fazer mais – tanto da parte deles quanto da nossa.
Beba água da maneira correta, para beber água sempre
Preocupado(a) com o preço que seu hábito de beber água engarrafada cobra da Terra? Siga essas 5 dicas para o consumo ecologicamente correto da água.
Dica 1 - Use o filtro para tornar a água potável
Se sua água vem do poço, examine a qualidade dela uma vez ao ano. Em vários Estados brasileiros, a escavação indiscriminada de poços é proibida, pois pode prejudicar os lençóis de água potável, além de haver risco de contaminação por esgoto não-tratado. Se a água vier de fonte pública, verifique o relatório de qualidade, emitido pela concessionária responsável pelo abastecimento de sua cidade. Ela é obrigada, por lei, a fornecer estas informações, seja por meio de divulgação na imprensa ou na própria conta de água. Leia com atenção para assegurar-se de que sua água atende às especificações gerais e não apresenta elementos contaminadores. Para mais detalhes, acesse o site da Agência Nacional de Águas, responsável pela regulamentação das concessionárias: ana.gov.br
Dica 2 - Leve água em um cantil ou squize e beba durante o dia
Leve sua água filtrada num recipiente reutilizável de aço inoxidável, vidro ou alumínio, e lave-o sempre que for usá-lo de novo. Alguns vêm com uma prática alça para transporte. O preço pode variar bastante. O modelo usado pelo Exército costuma ser mais barato, mas é possível achar cantis mais apropriados para determinados tipos de esporte. O preço varia entre R$ 12 e R$ 60.
Dica 3 - Verifique o bebedouro ou o filtro do escritório
Se sua empresa usa um filtro tipo purificador ou ozonizador, procure saber se ele funciona corretamente e se a manutenção periódica é feita de seis em seis meses, ou conforme o recomendado pelo fabricante. No caso de bebedouros com garrafões de plástico, fique atento: o Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) baixou uma portaria em setembro com normas para produção e uso dos garrafões, limitando sua vida útil em três anos.
Dica 4 - Examine o rótulo da água de garrafa
Quando tiver de levar água engarrafada, escolha marcas reconhecidas pelo DNPM e pela Anvisa. Examine a garrafa. Caso tenha dúvida, procure os órgãos responsáveis para ver se o registro é válido.
Dica 5 - Evite consumir água exposta a altas temperaturas.
Não beba água de galão que tenha sido exposta a altas temperaturas, e não reutilize garrafas plásticas por muito tempo. Use garrafas de vidro na geladeira. Prefira recipientes de vidro aos de plástico.
Posso beber água da bica?
A água que sai de sua torneira provavelmente é segura. Em geral, as toxinas existentes na água potável não ultrapassam os limites considerados saudáveis pelo Ministério da Saúde, mas ainda há margem para preocupações. De um gosto esquisito à contaminação por chumbo oriunda de canos velhos, sua água pode ter adquirido coisas nocivas ao longo do caminho.
O que há de errado com o gosto da água da minha casa?
Algumas regiões do país estão sujeitas a determinadas toxinas, como despejo de fazendas e subprodutos industrial, como arsênico, que podem ocorrer de maneira natural no ambiente.
Se a cor mudar, ou o cheiro ficar muito ruim, entre em contato com a concessionária que atende o seu município. O procedimento varia, mas, em geral, será feita a testagem da água para determinar se o problema vem da concessionária ou da sua residência. Você também pode procurar o órgão responsável pelos recursos hídricos do seu Estado para obter mais informações, ou a agência reguladora correspondente, se houver.
Compre um filtro
As opções variam: jarras purificadoras, filtros de mesa com carvão ativado e unidades montadas na própria torneira, instaladas sobre a pia. Procure um modelo aprovado pelo Inmetro e limpe-o de acordo com as especificações do fabricante.
Faça você mesmo: água tratada
O gosto da água tratada com cloro é ruim? Ponha água numa jarra transparente de vidro e guarde-a descoberta na geladeira por 24 horas para que o cloro se dissipe no ar.
O que você precisa saber sobre o flúor
A maioria das águas engarrafadas não tem adição de flúor (se tiver isso será mencionado no rótulo). As crianças estão consumindo cada vez mais água engarrafada e menos água do filtro fluoretada, o que pode estar relacionado a um aumento dos problemas dentários. Suzana Beatriz Fúcio, professora de Odontologia da Universidade Federal do Paraná, tranquiliza os pais. “O uso de dentifrício uma vez ao dia fornece a quantidade adequada de flúor para a proteção dos dentes da criança”, afirma ela. “Além disso, quase toda a água fornecida por vias públicas no país é fluoretada, com exceção de áreas rurais ou que não dispõem de saneamento. Mesmo sem consumi-la diretamente, toda a família tem contato com a água fluoretada, seja ao comer alimentos preparados com ela, ou ao utilizá-la para bochechos durante a escovação." (seleções)

Água mineral engarrafada e os impactos ambientais

Água mineral natural engarrafada e seus impactos ambientais
A indústria da água engarrafada é uma das atividades que mais crescem no mundo, mesmo diante de uma grande crise financeira global. O competente marketing da indústria fixou no inconsciente das pessoas o mito de que a água engarrafada é mais segura e saudável.
Mas, se ignorarmos o mito, veremos que consumir água engarrafada, onde a água da rede é tratada e potável, é injustificável.
No Brasil, é um mercado de 7 bilhões de litros ao ano, com um crescimento anual de 10%. Em termos mundiais, em 2007, foram consumidos 206 bilhões de litros de água engarrafada, com um faturamento de US$ 100 bilhões.
Não existe consumo sem impacto ambiental e com a água engarrafada não é diferente. O consumo responsável e o consumismo alienado podem ser diferenciados pelo impacto do consumo e pela sua sustentabilidade. A água engarrafada é, essencialmente, ambientalmente insustentável.
Bem, o mito, já incorporado ao inconsciente coletivo, diz que a água mineral natural é mais segura e saudável do que a água tratada de torneira. Será?
A água tratada de torneira é captada em águas superficiais, recebendo tratamento de filtragem e adição de cloro, o que a faz potável. O tratamento, no entanto, não elimina eventuais contaminações por metais pesados e agrotóxicos, por exemplo.
Ao longo do sistema de distribuição pode ser contaminada pela má qualidade das adutoras/tubulação ou nas caixas d’água.
A água mineral natural é captada em fontes subterrâneas e não recebe qualquer tipo de filtragem ou tratamento. Em geral contem mais sais minerais do que a água tratada.
Em termos reais, esta é a única vantagem da água mineral sobre a tratada.
As fontes subterrâneas e os aquíferos também podem e frequentemente são contaminados por metais pesados e agrotóxicos. Além disto, não recebendo tratamento e adição de cloro, a água mineral natural pode ser contaminada por bactérias.
A potabilidade da água tratada distribuída pelas concessionárias é rigorosamente acompanhada pelos órgãos ambientais. O mesmo já não é verdade em relação às centenas de engarrafadoras.
Não são raras as notícias de que fontes e engarrafadoras de água mineral são interditadas em razão da contaminação por bactérias.
Existem muitos problemas de qualidade, tais como cor e sabor, na água tratada, mas pelo simples fato de que ela é tratada já a faz mais segura do que a natural engarrafada.
Isto sem falar que, em termos preço, água engarrafada é, pelo menos, 100 vezes mais cara, por litro, que a água tratada que chega às nossas casas.
Em outra perspectiva, a água engarrafada possui impactos ambientais muito maiores do que a tratada.
Um estudo [Energy implications of bottled water] publicado na revista Environmental Research Letters, 4 No 1 (January-March 2009), estimou que, em 2007, nos EUA, foram consumidos 33 bilhões de litros (110 litros per capita) de água engarrafada, com um consumo de energia, para produção, distribuição e estocagem, quantificado como algo entre 32 e 54 milhões de barris de petróleo (o volume pode variar dependendo do processo de distribuição e distância entre os centros produtores e consumidores). Engarrafar estes 33 bilhões de litros de água consumiu 1 milhão de toneladas de PET, que, por sua vez, equivale a pouco mais de 15 milhões de barris de petróleo. O estudo conclui que a ‘pegada’ energética da água engarrafada é 2 mil vezes maior do que a água tratada de torneira.
O consumo global de água engarrafada em 2013 foi de 266 bilhões de litros, 7% maior que em 2012. Os impactos, portanto, foram, pelo menos, 8 vezes maiores do que em 2007.
O outro impacto óbvio, mas desprezado pelos consumidores, é a própria garrafa PET como resíduo.
No Brasil, pouco mais de 55% das garrafas PET são destinadas à reciclagem, o que significa dizer que bilhões de garrafas irão entupir nossos rios e mananciais, ou sobrecarregar os aterros sanitários.
É evidente que, em muitas situações, a água engarrafada é a mais segura ao nosso alcance. Mas como exceção e não como regra de consumo.
Enfim, a água engarrafada não é, de fato, mais segura ou saudável, é muito mais cara do que a água tratada e seus impactos ambientais são significativos.
Então, consumir por que? (ecodebate)

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Saco biodegradável

Sacos ou sacolas biodegradáveis são sacos feitos com materiais que são capazes de se decompor sob determinadas condições de luminosidade, humidade e oxigénio.
Os sacos biodegradáveis foram criados com o intuito de reduzir os problemas ambientais gerados pelos sacos comuns, que demoram cerca de 100 anos para se decompor, sendo vistos como uma alternativa sustentável para transportar objetos e alimentos já que se decompõem em cerca de 18 meses. Muitas lojas e empresas estão a começar a usar diferentes tipos de sacos biodegradáveis devido aos benefícios ambientais percecionados pelos consumidores.
Materiais
Os sacos biodegradáveis são, sobretudo fabricados com plásticos biodegradáveis feitos a partir de resinas de amido (do milho, mandioca ou batata), como o ácido polilático (PLA). Sacos de plástico biodegradável necessitam de mais plástico por saco do que os normais, porque o material não é tão forte. Muitos sacos biodegradáveis são também feitos de papel, materiais orgânicos ou policaprolatona (PCL).
Degradação
Pode ser de duas formas:
# anaeróbica: Se degrada com a ausência do oxigênio e gera produtos secundários como o metano, além de fibras de celulose e lignina.
# aeróbica: Se degrada com oxigênio, produzem compostos e dióxido de carbono.
Controvérsias
Alguns cientistas descartaram a possibilidade de os sacos biodegradáveis substituírem os sacos de plástico. Além disso, os materiais plásticos não podem ser depositados na natureza, em aterros ou lixões abertos.
Leis
Em abril de 2011 entrou no Brasil em vigor a lei n°9.529/08 que determina o uso de sacos ecológicos, como o biodegradável, que causa menos impacto sobre o meio ambiente, embora sejam mais caras, ao invés das sacos convencionais que geram mais problemas ambientais e são mais baratas. Essa lei foi publicada no Diário Oficial do Município, de Belo Horizonte e vale para padarias, farmácias, mercados e lojas.
Outra lei brasileira que proíbe o uso de sacos plásticos e assim, incentiva a utilização de sacos biodegradáveis, foi estipulada no Paraná. O governador Beto Richa (PSDB), vetou o projeto desta lei, com a autoria do deputado Caíto Quintana (PMDB). Apesar da avaliação de Richa alegar que esse projeto era contrário ao interesse público, já que ocasionaria um aumento de preços para o consumidor, o projeto foi aprovado em 2011 pela Assembleia Legislativa, também sendo publicada no Diário Oficial.
Reprovação em teste
Um estudo realizado em 2011 pelo Laboratório de Ciência e Tecnologia de Polímeros do Departamento de Engenharia Química da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) indicou que sacos biodegradáveis e compostáveis possuem o mesmo percentual de polietileno-polímero usado na produção dos sacos plásticos tradicionais, além de não apresentarem amido em sua composição, substância obrigatória. (wikipedia)

O que é o plástico biodegradável?

Esta nova tecnologia produz plástico que se degrada através de um processo de degradação. A tecnologia se baseia na introdução de uma quantidade muito pequena de aditivo pró-degradante durante o processo de fabricação convencional, resultando em uma mudança de comportamento do plástico. A degradação do plástico começa quando sua vida útil programada chega ao fim e o produto não está mais em uso (tal período controlado pela composição do aditivo utilizado).
Quando o aditivo reduz a estrutura molecular a um nível que permite o acesso de microorganismos ao carbono e hidrogênio3, o plástico é consumido por bactérias e fungos. Por causa disso ele pode ser chamado “biodegradável”. O material deixa então de ser plástico e se torna uma fonte de alimento. Tal processo continua até que o material tenha se biodegradado em CO2, água, e húmus. Isto não deixa fragmentos de petro-polímeros no solo.
Vantagens
· São recicláveis por todos os métodos juntamente com plásticos convencionais antes do início de sua degradação;
· Podem ser fabricados a partir de plásticos reciclados;
· Podem ser reutilizados enquanto não começarem a degradar;
· Podem ser destinados a compostagem após o descarte;
· Devem ser coletados seletivamente junto com os plásticos convencionais;
· São testados, seguros e aprovados para contato com alimentos;
· Não emitem Metano em sua degradação;
· São Degradáveis e são Biodegradáveis após a Degradação;
Recursos
O plástico biodegradável é atualmente fabricado a partir da nafta, a qual é um subproduto do refino do petróleo, que é obviamente um recurso finito. No entanto, este subproduto surge porque o mundo precisa combustíveis para seus motores, e continuará a ser gerado mesmo que não seja utilizado na fabricação de produtos de plástico. É possível produzir plástico biodegradável a partir do etanol, o qual é, por sua vez, derivado do açúcar ou outros carboidratos, o que já está sendo feito no Brasil.
O aumento nos preços do petróleo tornou este processo mais econômico, e não há razão para que não se utilize o açúcar de beterraba produzido na Europa. Na verdade, no Reino Unido, a empresa British Sugar anunciou a entrada em funcionamento da primeira usina de bioetanol em 2007, a qual produzirá 70 M de litros por ano (equivalente a 55,000 toneladas de etileno).
Tempo de degradação
O tempo de degradação dos produtos de plástico biodegradável pode ser “programado” no momento da fabricação e pode ter duração de alguns meses até alguns anos. Eles podem ser embalados a vácuo em material opaco para a entrega e não começarão a degradar antes do prazo previsto, a menos que haja ar e luz.
Perguntas Frequentes (FAQ) – Oxo-biodegradável
Porque precisamos de plástico oxo-biodegradável?
Porque milhares de toneladas de resíduos de plástico passam, diariamente, para o ambiente do mundo e vão manter-se lá durante séculos, a menos que sejam recolhidos para incineração ou compostagem.
Como funciona?
Uma quantidade muito pequena de aditivo pro-degradante é colocada no processo de fabrico. Isto quebra as cadeias moleculares do polímero, e no final da sua vida útil, o produto desintegra. O plástico não só se fragmenta, como será consumido por bactérias e fungos após o aditivo ter reduzido o peso molecular a um nível que permite o acesso de microrganismos ao carbono e hidrogénio. É, portanto “biodegradável.”
A biodegradação realmente acontece, ou apenas há fragmentação?
O processo de degradação continua até que o material se tenha degradado a nada mais que CO2 , água e húmus, e não deixa fragmentos de petro-polímeros no solo.
Que tipos de plástico biodegradáveis existem?
Os dois principais tipos são os oxo-biodegradáveis e os hidro biodegradáveis. Em ambos os casos a degradação começa com um processo químico (dação ou hidrólise), seguida por um processo biológico. Ambos os tipos emitem CO2 à medida que se degradam, mas os hidro biodegradáveis (geralmente à base de amido) podem também emitir metano. Ambos os tipos podem ir para compostagem, mas apenas os oxo-biodegradáveis podem ser economicamente reciclados.
Com certeza que a educação é a forma de resolver o problema do lixo?
Espera-se que a educação venha a reduzir o problema do lixo ao longo de várias gerações, mas atualmente há muito lixo e haverá sempre algum lixo. É preciso tomar-se medidas agora para mudar para oxo-biodegradável antes que outros milhões de toneladas de resíduos de plástico se acumulem no ambiente.
Não seria melhor reciclar que deixar biodegradar?
Sim, e um dos benefícios do plástico oxo-biodegradável é que pode ser reciclado como parte de uma corrente normal de resíduos de plástico. No entanto, se o plástico não for recolhido não pode ser reciclado, por isso precisa de ser biodegradado em vez de se acumular no ambiente.
Pode ir para compostagem?
O plástico oxo-biodegradável não se degrada rapidamente a baixa temperatura nos “sulcos” de compostagem, mas é ideal para compostagem em “reatores biológicos” a temperaturas elevadas exigidas pelas novas normas da UE para produtos derivados de animais. Na realidade, é provável que a compostagem em sulcos tenha que ser gradualmente eliminada, num futuro próximo.
O que lhe acontece num aterro?
Os plásticos oxo-biodegradáveis fragmentam e biodegradam parcialmente em CO2 e água nas camadas de superfície do aterro, mas os resíduos são completamente inertes, nas camadas mais profundas do aterro na ausência de oxigénio. Não emitem metano.
Por contraste, os plásticos hidro biodegradáveis (à base de amido) degradam-se e emitem CO2 para as camadas de superfície do aterro se houver atividade microbiana suficiente. No entanto, nas camadas profundas do aterro, na ausência de ar, os plásticos hidro biodegradáveis geram quantidades abundantes de metano, que é um gás de estufa potente.
Contem “metais pesados”?
Contém iões de metal de transição de Cobalto ou Ferro ou Manganésio, que são elementos residuais necessários na alimentação humana. Não devem confundir-se com metais pesados tóxicos como Chumbo, Mercúrio, Cádmio e Crómio, que nunca são usados em plásticos biodegradáveis.
Não é feito de petróleo?
Atualmente, os plásticos oxo-biodegradáveis são feitos de nafta, que é um derivado da refinação do petróleo, que de outra forma seria eliminado. Claro que o petróleo é um recurso findável, mas este derivado surge porque o mundo precisa de combustíveis e óleos para motores, e surgiria se o derivado fosse ou não usado para fazer artigos de plástico.
A menos que o petróleo seja deixado sob o solo, inevitavelmente será emitido dióxido de carbono, mas até que outros combustíveis e lubrificantes tenham sido desenvolvidos para motores, faz todo o sentido para o ambiente, usar o derivado, em vez de eliminá-lo por chamas na refinaria e usar escassos recursos da agricultura para fazer plásticos.
Recentemente, tem havido interesse em fabricar açúcar derivado de polietileno. Estes, como o PE derivado de petróleo, não são biodegradáveis, mas podem tornar-se oxo-biodegradáveis da mesma forma que o último, pela adição de um aditivo pró-degradante.
Mas os plásticos hidro degradáveis não são recicláveis?
Não, dado que o processo de os fabricar a partir de culturas é em si mesmo um utilizador significativo de energia de combustível fóssil e assim, um produtor de gases de estufa. Os combustíveis fósseis são queimados em máquinas usadas para limpar e cultivar a terra, e no fabrico e transporte de fertilizantes e pesticidas e no transporte das próprias culturas. A energia também é usada para as autoclaves usadas para fermentar e polimerizar material sintetizado de intermediários produzidos bioquimicamente (ou seja, ácido poli láctico de hidratos de carbono). Quando o material se biodegrada, emite CO2 e metano, e assim o total de combustíveis fósseis usados e os gases de estufa emitidos são mais do que para o plástico convencional ou o oxo-biodegradável. Os hidro biodegradáveis são por vezes descritos como feitos de culturas “não-alimentares”, mas de facto fazem-se geralmente de culturas alimentares, e leva a um aumento dos preços da alimentação humana e animal.
Deixa resíduos nocivos?
Não. O plástico oxo-biodegradável passa todos os testes normais de ecotoxicidade, incluindo a germinação de sementes, crescimento de plantas e sobrevivência dos organismos (dáfnias, minhocas) feitos em conformidade com os padrões nacionais ON S 2200 e ON S 2300.
Deliberadamente e totalmente perdido?
O argumento que os plásticos oxo-biodegradáveis são indesejáveis porque os seus componentes são projetados para serem, deliberada e totalmente, perdidos é um erro, porque se as pessoas quiserem incinerar com calor de recuperação ou reciclá-los mecanicamente, ou fazerem compostagem em “reatores biológicos” ou reutilizá-los então está bem e o seu custo é mínimo, se algo mais que os produtos convencionais. Os pontos-chave é o que acontece ao plástico que não é recolhido, e entra no ambiente como lixo?
Em qualquer caso, os plásticos oxo-biodegradáveis não são “deliberada e totalmente perdidos” mesmo se forem degradados no ambiente, porque a biodegradação em terra é uma fonte de nutrientes para plantas, assim como é a palha, relva, folhas, etc..
Eliminação menos cuidada?
Os sacos de plástico degradável têm sido fornecidos pelos supermercados há mais de quatro anos, mas não há evidência que as pessoas os eliminem de forma menos cuidada (sejam oxo ou hidro biodegradáveis) e não têm sido encorajadas a fazê-lo. Mas suponha-se, só pelo argumento, que foram eliminados mais 10%. Se 1.000 sacos convencionais e 1.100 oxo-biodegradáveis fossem deixados por recolher no ambiente, os 1.000 sacos convencionais continuariam nos rios, ruas e campos durante décadas, mas nenhum dos sacos oxo-biodegradáveis seria deixado no final do seu pequeno período de validade programado no fabrico. Haverá sempre pessoas que, de forma deliberada ou acidental, deitam fora os seus resíduos de plástico. O que vai acontecer a todos os resíduos de plástico que não forem reciclados nem incinerados e em vez disso vão acumular-se como lixo no campo – não seria melhor se todo o plástico deitado fora fosse oxo-biodegradável?
Pode ser comercializado como Biodegradável ou de Compostagem?
O padrão da UE atual para compostagem (EN13432) não é adequado para testar plástico oxo-biodegradável. No entanto a Diretiva da UE relativa a embalagens e resíduos de embalagens NÃO exige que, quando um produto de embalagem é comercializado como “degradável” ou “de compostagem” e a conformidade com a Diretiva tem que ser avaliada pela referência EN13432. A Diretiva dispõe que a conformidade com os seus requisitos essenciais pode ser presumida se for cumprida a EN 13432, mas não exclui prova de conformidade por outra evidência, tal como um relatório de uma entidade respeitada. Na verdade, o Anexo Z da EN13432 diz mesmo que dispõe apenas de um meio de se conformar com os requisitos essenciais.
Quanto tempo demora até se degradar completamente?
Uma vantagem importante do plástico oxo-biodegradável é que pode ser programado para se degradar no período de tempo que for necessário. O prazo de duração médio de um saco de plástico é cerca de 18 meses. Durante esse período os sacos são reutilizados com frequência para as compras ou como sacos de lixo, etc..
Que padrões nacionais ou internacionais existem?
Até há pouco tempo não havia nenhum padrão projetado para testar o plástico oxo-biodegradável. No entanto, em Julho de 2007 a organização de Padrões Franceses, AFNOR, publicou o XP T 54-980, que é um Padrão para plásticos oxo-biodegradáveis na agricultura.
Em 2007, foi publicada uma minuta do padrão 8472 capaz de medir a oxo-biodegradação pelo British Standards Institution.
O plástico oxo-biodegradável pode ser testado de acordo com o Padrão Americano ASTM D6954-04 para Plásticos que se degradam no ambiente por uma combinação de oxidação e biodegradação.
O padrão europeu EN 13432 aplica-se apenas a embalagens de plástico, e foi escrito antes dos plásticos oxo-biodegradáveis se terem tornado populares. Não é apropriado para testar plásticos oxo-biodegradáveis porque se baseia em medir a emissão de dióxido de carbono durante a degradação. O plástico hidro biodegradável está em conformidade com EN 13432, precisamente porque emite CO2 (um gás de estufa) a uma taxa elevada.
Outra característica insatisfatória de EN 13432 é que requer a conversão quase completa do carbono em plástico para CO2, evitando assim o composto resultante do carbono, que é necessário para o crescimento das plantas, desperdiçando-o pela emissão na atmosfera.
A conversão de substâncias orgânicas em CO2 a taxa rápida durante o processo de compostagem não é “recuperação” conforme a Diretiva Europeia relativa a embalagens e resíduos de embalagens (94/62/CE conforme emenda), e não deve fazer parte de um padrão para compostagem. Os resíduos lignocelulósico naturais não se comportam assim, porque se assim fosse os produtos teriam pouco valor para melhorar os solos e como fertilizantes, tendo perdido a maior parte do seu carbono.
Se uma folha fosse sujeita a testes de emissão de CO2 incluídos em EN13432 não seria considerada nem biodegradável nem de compostagem!
As embalagens feitas de plástico oxo-biodegradável estão em conformidade com o Parágrafo 3(a), (b) e (d) do Anexo II da Diretiva do Parlamento Europeu e do Conselho 94/62/EC (como emendado) relativa a embalagens e resíduos de embalagens. Este Anexo específica os requisitos essenciais para a composição, e a natureza da embalagem seja reutilizável e recuperável incluindo reciclável.
O plástico oxo-biodegradável satisfaz o parágrafo 3(a) porque pode ser reciclado. Satisfaz o parágrafo 3(b) porque pode ser incinerado. Satisfaz o parágrafo 3(d) porque pode ser submetido a decomposição física, química, térmica ou biológica de tal forma que a maioria do produto acabado de compostagem se decompõe por último em dióxido de carbono, biomassa e água.
Com que nível de certeza se pode controlar o período de degradação?
Como já foi indicado, a velocidade da degradação pode ser controlada, em grande parte, pelo aditivo da embalagem usada para qualquer aplicação particular. A velocidade real da degradação, no entanto, é afetada pelos níveis de variáveis não controladas – particularmente o calor, luz e tensão – aos quais o plástico está exposto. Níveis mais elevados do que os planeados do mesmo vão acelerar o processo e níveis inferiores vão retardá-lo (mas não pará-lo). Por esta razão, os fabricantes normalmente fabricam com uma margem de segurança significativa sobre o tempo de degradação planeado para garantir que as propriedades do plástico se mantêm intactas durante a vida útil do produto em questão.
Os aditivos ou os produtos acabados precisam ser armazenados ou manipulados de alguma forma especial?
Como se indica na resposta acima, certo grau de cuidado é sensato para garantir que os produtos não estão expostos a calor, luz ou tensão excessiva. Por exemplo, os plásticos degradáveis devem ser guardados em local fresco/com sombra em vez de ao ar livre, ou em local quente e ensolarado. Além deste tipo de ‘bom senso’, não se aplicam requisitos especiais. A biodegradação é o resultado final da degradação?
Para produtos, a resposta é sim. A degradação oxidativa de polietileno e polipropileno causam uma quebra da cadeia molecular principal destes plásticos. As cadeias moleculares tornam-se menores e “humedecíveis” à água, permitindo a formação de um biofilme na superfície dos plásticos que permite que a deterioração microbiana aconteça.
O material de plástico num produto de embalagem flexível (por exemplo, num saco de compras) após a degradação é reduzido a zero?
A embalagem de plástico flexível, pela sua própria natureza, tem propriedades que são essenciais para darem um acondicionamento efetivo aos produtos. Estas propriedades incluem resistência à água, flexibilidade e força. As cadeias moleculares longas e entrançadas dentro de um polímero determinam estas propriedades. Com a ação oxidativa da “coluna” molecular entra em colapso. O resultado inicial é a rigidez fragilizante que leva à desintegração – o material deixa de poder ser considerado como plástico. Uma perda de força e por fim, após ter sido acabada a deterioração microbiana, o processo geral de degradação terá resultado na criação de alguma H2O, algum CO2, e uma quantidade pequena de biomassa.
Como é que os micróbios consomem um material de plástico?
Normalmente, os micróbios não podem ter acesso ao carbono ou ao hidrogénio num material de plástico porque as cadeias são demasiado longas – indicado pela grande massa molecular dos plásticos, por exemplo, 300.000u. Mas reconhece-se agora amplamente que quando um material de plástico desce a menos de 40.000 de peso molecular – devido a degradação oxidativa – o material torna-se permeável à água e pode suportar um biofilme na sua superfície. Este biofilme suporta vários microrganismos que se alimentam dos elementos de carbono e hidrogénio do plástico oxidante.
Biodegradável
Produto RESIPLAST BIODD e RESIPLAST BIODD CONC, substitui o biodegradável, com melhor performance, onde aditivado 3 % BIODD ou 1 % de BIODD CONC com inicio de degradação 19 meses , o laudo de Intemperismo acelerado nos assegura o resultado.
O produto Resiplast BIODD e BIODD CONC é RECICLÁVEL , as aparas gerada poderão ser reaproveitadas no processo.
O produto RESIPLAST BIODD e BIODD CONC são fabricado no Brasil com tecnologia inovadora, isento de metais pesados e todos seus componentes são biodegradáveis.
Produto indicado para fabricação de sacolinhas e sacolas promocionais.
Produto Compatível com PEAD, PEMD e PEBD.
Este processo e diferente do processo de oxidação (BIODEGRADÁVEL), pois não contém metais pesados e o produto poderá ser reciclado.
Bioplástico
BIOPLÁSTICO (PLA) 50% – Este produto irá reduzir a degradação do filme PE convencional (SACOLINHAS) de 100 anos para meses teoria de 1 ano.
Este processo e diferente do processo de oxidação (BIODEGRADÁVEL), pois não contém metais e o produto poderá ser reciclado.
Outro diferencial do produto e que você retira 50 % de plástico sintético e adiciona 50 % de bioplástico.
Este bioplástico puro em forma de filme (sacolinhas) se degrada totalmente em 1 ano porém o custo é elevado.
O produtos e uma alternativa ao OXIBIO e outros produto que dizem ser BIODEGRADÁVEIS e não são assim com outros produtos alternativos.
A norma de biodegradabilidade diz que o produto tem que se decompor em 90 % da sua massa , esta norma quantifica a emissão de CO2 liberada na decomposição.
Este produto com certeza ira decompor 50% BIOPLÁSTICO) fragmentando os outros 50% de PE sintético.
Este PE fragmentado será BIODIGERIDO pelas bactérias devido ao seu tamanho de partícula que teoricamente será biodigerido em menos de 10 anos.
Este produto não e a melhor solução, porém é uma das soluções existente no mercado.
Existem comissões discutindo as melhores soluções para a sacolinhas, porém é sabido que a melhor delas é educação, que não será na nossa geração que veremos este efeito.
Tendo em vista o imediatismo do mercado estamos trabalhando para soluções boas com relação de custo beneficio. (emplasmyl)

Justiça permite cobrança por sacolinhas

Justiça nega pedido de liminar e permite cobrança por sacolinhas
Juiz Rafael Takejuma considerou que o valor é simbólico.
Para SOS Consumidor, autora da ação, cobrança é indevida.
A Justiça de São Paulo negou pedido de liminar que pretendia derrubar a cobrança por sacolinhas nos supermercados de São Paulo. Autora da ação, a SOS Consumidor defende que a cobrança é indevida.
Desde 05/04/15 entrou em vigor lei sancionada na gestão Gilberto Kassab (eleito pelo DEM) e regulamentada por Fernando Haddad (PT) que proíbe o uso de sacolas plásticas derivadas do petróleo. A lei não fala da cobrança pela embalagem, mas permite a oferta de modelos feitos com material reciclável e que podem ser reutilizados para lixo orgânico e coleta seletiva.
Nesta semana, o juiz Rafael Takejima, da 10ª Vara Cível da capital, considerou que o valor cobrado é simbólico. Reportagem do SPTV mostrou que alguns comércios chegam a cobrar até R$ 0,23 por sacola.
Cronologia da Lei das sacolinhas
2007 -         Mais de 40 cidades paulistas criaram leis contra sacolinhas. Elas foram declaradas inconstitucionais pela Justiça.
Maio de 2011 - Kassab sanciona a lei 15.374, em 18 de maio, que previa fim da distribuição gratuita de sacolas plásticas. Prefeito não regulamentou a lei, deixando-a sem aplicação.
Fevereiro de 2012 - Associação Paulista de Supermercados e o MP firmam um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para banir as sacolinhas. Clientes teriam que levar sacolas reutilizáveis ou pagar pelas sacolinhas tradicionais.
20 de junho de 2012 -   Conselho Superior do Ministério Público (CMSP) decidiu não homologar o TAC.
Junho de 2012 - A juíza Cynthia Torres Cristófaro determinou que os supermercados voltassem a distribuir embalagens.
Outubro de 2014 - Tribunal de Justiça de São Paulo declara a lei constitucional.
Novembro de 2014 - Haddad regulamenta lei, exigindo fim da sacola tradicional e início da distribuição de embalagens reutilizáveis.
5 de abril - Início da obrigatoriedade da distribuição dos novos modelos no comércio.
PROCON
O PROCON considera a cobrança abusiva. A diretora-executiva da fundação em São Paulo, Ivete Maria Ribeiro, disse ao G1 que o órgão vai notificar os supermercados da capital paulista que passaram a cobrar pelas novas sacolinhas biodegradáveis.
Para o PROCON, essa cobrança se enquadra em “vantagem manifestamente excessiva”, proibida pelo artigo 39, parágrafo V do Código de Defesa do Consumidor. “No cômputo dos valores das mercadorias já está embutido o custo da sacola. Seria excessivo porque é uma cobrança dupla”, afirma Ivete.
Segundo a diretora-executiva do PROCON, uma vez notificadas, as redes têm direito à defesa e os casos voltam a ser analisados pelo PROCON. Caso necessário, serão aplicadas sanções e o órgão pode entrar com uma ação civil pública contra os supermercados.
De acordo com Ivete, o PROCON vai defender duas hipóteses: que o supermercado ceda a sacola gratuitamente ou que o consumidor que leve a sua sacola receba um desconto, abatendo do preço do produto o custo das sacolas.
Reutilização das sacolas
Pelas novas determinações, as sacolinhas derivadas de petróleo devem ser trocadas por modelos padronizados: nas cores verde e cinza, mais resistentes e com parte feita de material renovável.
As sacolas verdes devem ser usadas para descartar o lixo reciclável e as cinzas, para resíduos orgânicos e rejeitos.
Tanto o comércio pode ser multado por não distribuir as sacolas corretas quanto o consumidor pode ser penalizado caso não faça a reutilização adequadas.
As multas mais altas são para o comércio: vão de R$ 500 a R$ 2 milhões. O valor será definido de acordo com a gravidade e o impacto do dano provocado ao meio ambiente. Já o cidadão que não cumprir a regra poderá receber advertências e multa de R$ 50 a R$ 500.
Segundo o prefeito Fernando Haddad (PT), o objetivo da lei não é multar. “Nossa intenção não é criar uma indústria de multa, não é esse o objetivo, nós sabemos que é uma mudança cultural que vai exigir um tempo", explicou.
Livre das multas
O morador que reside em bairros de São Paulo sem o serviço de coleta seletiva não poderá ser multado caso descarte o lixo desrespeitando as regras da nova lei. Além disso, a distribuição de sacolinhas em lojas de shoppings será alvo de uma regulamentação complementar, segundo o secretário municipal de Serviços, Simão Pedro.
No caso da coleta seletiva, dos 96 distritos do município, 10 não possuem serviço de coleta seletiva. Nos outros 86, a coleta seletiva é parcial ou total. O secretário diz que, nesses casos, a multa pelo descarte irregular não será aplicada.
“A lei federal é clara, ela tem um artigo que diz o seguinte: ‘onde não tem o serviço da coleta seletiva, o cidadão não pode ser punido’, não pode ser enquadrado”, afirmou. (g1)

Juiz permite cobrança de sacolinhas em São Paulo

PROCON Estadual informou que notificaria os supermercados por entender que a cobrança seria abusiva.
A 10.ª Vara Cível de São Paulo negou um pedido de liminar feito pela Associação SOS Consumidor que pleiteava a suspensão da cobrança pelas novas sacolas plásticas no comércio paulistano. O assunto havia sido alvo de debate nesta semana, quando o PROCON Estadual informou que notificaria os supermercados por entender que a cobrança seria abusiva.
Está proibido distribuir as tradicionais sacolinhas de plástico brancas nos supermercados, elas devem ser substituídas pelas ecológicas.
A Associação ingressou com o pedido em 15/04/15. Para o juiz Rafael Bragagnolo Takejima, a prática não se mostra abusiva, como argumentavam os órgãos de defesa do consumidor, e pode continuar ocorrendo. Para ele, o valor cobrado é "simbólico, não caracterizando, a princípio, vantagem manifestamente excessiva".
Para o magistrado, a não cobrança das antigas sacolas no comércio era uma "singela praxe comercial, estando longe de constituir um direito consumerista constituído pelo costume". "Não obstante possa se sustentar prejuízo ao consumidor com tal cobrança, impõe-se consignar que a ele, consumidor, sempre será possível o uso das próprias sacolas e demais objetos de transporte, independentemente do pagamento de qualquer valor", expôs o juiz.
O mérito da questão deve voltar a ser debatido durante o transcorrer do processo judicial, com oferecimento da defesa por parte das empresas e organizações citadas. Redes de supermercados como Walmart e Carrefour, assim como a Apas (Associação Paulista de Supermercados), figuram como partes na ação.
A Apas já havia se pronunciado nesta semana para defender a cobrança. A decisão tinha por base a inexistência de cobrança em duplicidade, uma vez que os preços das novas sacolas já não fariam mais parte da composição dos preços, segundo a entidade. A Apas argumentou que a nova lei levou a uma redução de 60% no total de sacolas distribuídas.
O PROCON discorda. O órgão de defesa do consumidor se reuniu com representantes da Apas e informou sobre a intenção de notificá-los pela cobrança que, segundo o órgão, chegaria a até R$ 0,80 por unidade. A entidade cogitou outras sanções, como multas, caso houvesse persistência da cobrança.
O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), também havia declarado apoio ao PROCON e disse que os argumentos apresentados pelo órgão eram "bastante legítimos". (r7)

sábado, 25 de abril de 2015

Zona Norte de São Paulo recebe água contaminada

Moradores notaram nas torneiras de casa a presença de uma água escurecida e com cheiro de esgoto antes dos cortes diários.
Morador recebe água contaminada na zona norte de SP.
Foi durante o banho que o servente Adaílson da Silva, de 21 anos, percebeu que havia algo errado com a água. "Subiu um mau cheiro insuportável", disse. O pedreiro Vanduir Pereira de Lima, de 44, viu a cor amarronzada logo que abriu a torneira para encher o balde. Já a cabeleireira Patrícia de Souza, de 32 anos, e a filha de 6 não tiveram tanta sorte e só sentiram o dano após ingerir o líquido. "No mesmo dia já fiquei com cólica e diarreia e minha filha ficou internada com infecção intestinal", conta a mulher.
Vanduir Lima mostra a água de cor marrom, e cheiro ruim que sai da torneira.
Há uma semana, moradores de ao menos cinco ruas no Jardim Paulistano, bairro no extremo da zona norte da capital, próximo da Serra da Cantareira, recebem em casa uma água escurecida e com cheiro de esgoto da rede da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Segundo os relatos, o problema ocorre sempre momentos antes dos cortes no abastecimento feitos pela empresa, à tarde, e assim que a água volta, pela manhã. O jornal O Estado de S. Paulo constatou a má qualidade da água no local na tarde de 24/05/15.
"O técnico da Sabesp veio aqui, analisou a água, andou pela rua e disse que há uma contaminação por vazamento em uma rede de esgoto próxima da rede de água", disse a moradora Marli Bastos da Silva, de 52 anos, estudante de Pedagogia. Ela contou ter ouvido do funcionário da companhia que a infiltração ocorria por causa da baixa pressão da água na rede. "Isso sempre acontece quando a pressão da água cai", disse o zelador Belmiro José Nascimento, de 60 anos.
O Jardim Paulistano é um dos bairros da zona norte da capital abastecidos pelo Sistema Cantareira, principal manancial paulista que desde 2014 sofre com a pior estiagem de sua história. No início do ano, o diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Massato, admitiu que a região é a mais afetada pela redução da pressão nas tubulações, uma das manobras de racionamento feitas pela companhia para economizar água. Onde não há válvulas redutoras de pressão (55% da Grande São Paulo), os técnicos da empresa fecham o registro manualmente nas ruas.
Em fevereiro, um dirigente da Sabesp admitiu ao Estado que as manobras podem deixar trechos da rede de distribuição, principalmente em pontos mais altos e afastados, despressurizados. Desta forma, um líquido presente no lençol freático poderia infiltrar na rede por alguma rachadura e contaminar a água. Em depoimento na CPI da Câmara Municipal naquele mês, Massato disse que esse risco só poderia acontecer em caso de rodízio de água, quando o abastecimento é cortado por dias.
No mês passado, veio a público o primeiro caso confirmado pela Sabesp de contaminação de água. Segundo o presidente da companhia, Jerson Kelman, 26 casas no bairro do M’Boi Mirim, extremo da zona sul paulistana, receberam água poluída. "É um acidente lamentável. Isso tem de ser evitado, mas aconteceu. Fomos lá e remediamos", disse, sem revelar o motivo da contaminação.
Assim como aconteceu no M’Boi Mirim, os moradores do Jardim Paulistano foram orientados por técnicos da Sabesp a dispensar toda a água estocada em casa e a lavar as caixas d’água. "Tivemos de jogar tudo fora e comprar água mineral. É prejuízo dobrado, porque essa água da Sabesp será cobrada", disse o pedreiro Vanduir de Lima, que mora na Rua do Mutirão. As outras casas afetadas ficam nas ruas União, Nicarágua, Santo Dias e Estrela D’Alva. "Tem muita gente com diarreia, coceira na pele, dores abdominais e vômitos", afirmou a vizinha Marli.
Amostras colhidas
Procurada em 24/04/15, a Sabesp não revelou o motivo da contaminação da água no bairro. Em nota, informou que técnicos da companhia "colheram amostras e, após análise, caso seja confirmada qualquer alteração na qualidade da água, a Sabesp vai continuar atuando prontamente para eliminar causas e realizar os procedimentos de limpeza na rede".
A empresa informou ainda que uma equipe fez inspeções nas redes de coleta de esgoto e distribuição de água do bairro e visitou os imóveis onde há queixas de contaminação. "A Sabesp fará o abatimento correspondente à quantidade utilizada de água para eventuais limpezas realizadas nas caixas d’água", concluiu. (yahoo)