quarta-feira, 29 de maio de 2019

Educação climática para crianças aumenta as preocupações dos pais

Educação climática para crianças aumenta as preocupações dos pais com as mudanças climáticas.
Um novo estudo descobriu que educar as crianças sobre o clima aumenta as preocupações dos pais sobre as mudanças climáticas.
Para o estudo, os pesquisadores trabalharam com professores de ciências do ensino médio para incorporar um currículo de mudança climática em suas salas de aula. Antes de ensinar o currículo, os pesquisadores tiveram 238 alunos e 292 pais fizeram uma pesquisa para medir seus níveis de preocupação com relação à mudança climática.
Setenta e dois dos estudantes e 93 dos pais estavam em um grupo de controle, ou seja, os alunos não receberam o currículo de mudança climática; 166 alunos e 199 pais estavam em um grupo experimental, ou seja, os alunos receberam o currículo climático. Todos os alunos e pais voltaram a fazer a pesquisa depois que os alunos do grupo experimental completaram o currículo climático.
A pesquisa de clima mediu a preocupação em uma escala de 17 pontos, variando de -8 (não preocupada a todos) a +8 (extremamente preocupada). Em média, os alunos do grupo de controle tiveram um aumento de preocupação de 0,72 pontos na segunda pesquisa, enquanto seus pais aumentaram 1,37 pontos. Enquanto isso, os alunos do grupo experimental tiveram um aumento de 2,78 pontos, enquanto seus pais aumentaram 3,89 pontos.
Como falar sobre mudança climática com as crianças?
Entender as consequências da atividade humana permite que as crianças não se sintam impotentes diante desse cenário.
Em média, o nível de preocupação dos pais conservadores aumentou 4,77 pontos; pais de filhas aumentaram 4,15 pontos; e os pais aumentaram 4,31 pontos. Todos esses grupos-chave deixaram de ser marginalmente insatisfeitos (-2,1 para conservadores, -1,8 para aqueles com filhas e -0,9 para pais, comparado a um ponto médio zero) para moderadamente preocupados (2,5 para conservadores, 2,5 para aqueles com filhas e 3,6 para pais). Esses níveis de preocupação pós-teste foram muito mais altos do que os do grupo controle (conservadores: 0,25; aqueles com filhas: -1,6; pais: -0,8).
Névoa de poluição cobre Paris em entorno da Torre Eiffel.
Notavelmente, pais liberais e conservadores no grupo de tratamento acabaram com níveis semelhantes de preocupação com a mudança climática ao final do estudo. O intervalo de 4,5 pontos no pré-teste diminuiu para 1,2 depois que as crianças aprenderam sobre a mudança climática. (ecodebate)

Biodiversidade do planeta avança em direção à extinção

Biodiversidade do planeta avança em direção à crise de extinção – 1 milhão de espécies em risco.
Ministro da Transição Ecológica e Solidária da França, François de Rugy, fala durante a conferência sobre biodiversidade.
A diversidade de vida em nosso planeta está se deteriorando muito mais rapidamente do que se pensava anteriormente, com até 1 milhão de espécies ameaçadas de extinção, muitas das quais poderiam se perder “dentro de décadas”, conclui uma nova avaliação científica divulgada em 06/05/2019 em Paris.
Por que é importante: O relatório, da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos (IPBES), descobriu que fatores como mudança no uso da terra, sobrepesca, poluição, mudança climática e crescimento populacional estão levando a natureza à beira do abismo. Somente a “mudança transformacional” na maneira como a sociedade opera pode nos colocar de volta no caminho para atingir as metas globais de desenvolvimento sustentável, que quase todos os países da Terra se comprometeram a realizar, conclui o relatório.
Mostre menos
O quadro geral: as conclusões do IPBES chegam a ser o primeiro relatório global sobre o estado da natureza e visam fazer com que formuladores de políticas, ativistas e outros coloquem a perda de biodiversidade em uma posição mais alta na lista de prioridades globais.
# A biodiversidade, que é a diversidade dentro das espécies, entre as espécies e os ecossistemas, está declinando no ritmo mais rápido da história humana, segundo o relatório.
# Embora muitas das descobertas do relatório sejam sombrias, elas vêm com um pouco de esperança: ainda há tempo para evitar o futuro que ele projeta. Por exemplo, quase 100 grupos em todo o mundo estão trabalhando para designar 30% da superfície da Terra para proteção até 2030 e 50% até 2050, em um esforço para evitar a extinção de muitas espécies marinhas.
Vasta pilha de caveiras de bisontes-americanos à espera de serem trituradas para uso como fertilizante. Os bisontes quase foram extintos no fim do século XIX devido à caça predatória, mas graças a uma série de programas de conservação a espécie se recuperou e já não se encontra ameaçada.
Pelos números:
# 8 milhões: Número total estimado de espécies de plantas e animais na Terra (inclui insetos).
# Até 1 milhão: Número total de espécies ameaçadas de extinção.
# Dezenas a centenas de vezes: “A medida em que a atual taxa global de extinção de espécies é maior em comparação com a média dos últimos 10 milhões de anos”. Esta taxa está acelerando, o relatório encontra.
# 40%: espécies de anfíbios ameaçadas de extinção.
# 25%: “Proporção média de espécies ameaçadas de extinção nos grupos terrestres, de água doce e vertebrados marinhos, invertebrados e plantas que foram estudadas com detalhes suficientes”.
# 145: Número de autores de relatórios de 50 países nos últimos 3 anos.
# 310: Contribuindo autores para o relatório.
# 15.000: fontes científicas, governamentais e indígenas que entraram neste relatório.
# 130: Governos membros do IPBES, incluindo os Estados Unidos.
O que eles estão dizendo?
# “Estamos erodindo as próprias fundações de nossas economias, meios de subsistência, segurança alimentar, saúde e qualidade de vida em todo o mundo”, disse Robert Watson, presidente da avaliação do IPBES, em um comunicado. “O relatório também nos diz que não é tarde demais para fazer a diferença, mas apenas se começarmos agora em todos os níveis, do local ao global”.
# “A rede essencial e interconectada da vida na Terra está ficando menor e cada vez mais desgastada”, disse o copresidentes do estudo e biólogo Josef Settele, em um comunicado.
Detalhes: O relatório recomenda uma série de mudanças em grande escala na forma como administramos nossas terras e mares, e afirma que a mudança transformadora por si só pode colocar o mundo em um curso mais sustentável até 2050.
Segundo Watson, que trabalhou como consultor científico para os governos dos EUA e do Reino Unido e presidiu o painel climático da ONU, o relatório define mudança transformadora como: “Uma reorganização fundamental em todo o sistema entre fatores tecnológicos, econômicos e sociais, incluindo paradigmas, objetivos e valores”.
Seja esperto: este relatório provavelmente será descartado por alguns como apenas outro em uma longa linha de terríveis previsões ambientais. Mas seu pedido de mudança sistêmica, ao invés de avanços incrementais, provavelmente dará um impulso aos movimentos ativistas que agora ganham força em todo o mundo, particularmente em torno da mudança climática.
Reconstrução de uma cena pré-histórica, em que homens primitivos pintam animais em uma caverna. A íntima associação simbólica entre o homem e a natureza é tão antiga quanto a humanidade, atestada por muitos registros arqueológicos.
Um desses grupos, que é principalmente ativo na Europa, é apropriadamente chamado para essa tarefa: Rebelião da Extinção. (ecodebate)

segunda-feira, 27 de maio de 2019

Extremos climáticos explicam 18% a 43% das variações globais

Os extremos climáticos explicam 18% a 43% das variações globais do rendimento das culturas.
Pesquisadores da Austrália, Alemanha, Suíça e Estados Unidos quantificaram o efeito de extremos climáticos, como secas ou ondas de calor, na variabilidade de produção de culturas básicas em todo o mundo.
No geral, as mudanças ano-a-ano nos fatores climáticos durante a estação de crescimento do milho, arroz, soja e trigo representaram de 20% a 49% das flutuações de rendimento, de acordo com pesquisa publicada na Environmental Research Letters.
Os extremos climáticos, tais como temperaturas extremas de calor e frio, secas e fortes precipitações, por si só representaram 18% -43% dessas variações interanuais no rendimento das culturas.
Para chegar ao fundo dos impactos dos extremos climáticos sobre os rendimentos agrícolas, os pesquisadores usaram um banco de dados agrícola global em alta resolução espacial e conjuntos de dados climáticos e climáticos de cobertura quase global. Eles aplicaram um algoritmo de aprendizado de máquina, a Random Forests, para descobrir quais fatores climáticos tiveram o maior papel em influenciar o rendimento das culturas.
“Curiosamente, descobrimos que os fatores climáticos mais importantes para anomalias de produção estavam relacionados à temperatura, e não à precipitação, como seria de esperar, com a temperatura média da estação de crescimento e extremos de temperatura exercendo um papel dominante na previsão do rendimento das colheitas”, disse o autor. Elisabeth Vogel, do Centro de Excelência para Extremos Climáticos e Colégio de Clima e Energia da Universidade de Melbourne.
A pesquisa também revelou hotspots globais – áreas que produzem uma grande proporção da produção agrícola mundial, mas são mais suscetíveis à variabilidade climática e extremos.
“Descobrimos que a maioria desses hotspots – regiões que são críticas para a produção global e, ao mesmo tempo, fortemente influenciadas pela variabilidade climática e pelos extremos climáticos – parecem estar em regiões industrializadas de produção agrícola, como a América do Norte e a Europa.”
Para os extremos climáticos, especificamente, os pesquisadores identificaram a América do Norte para a produção de soja e trigo de primavera, a Europa para o trigo de primavera e a Ásia para a produção de arroz e milho como hotspots.
Mas, como os pesquisadores apontam, os mercados globais não são a única preocupação. Fora dessas grandes regiões, em regiões onde as comunidades são altamente dependentes da agricultura para sua subsistência, o fracasso desses cultivos básicos pode ser devastador.
“Em nosso estudo, descobrimos que a produção de milho na África mostrou uma das relações mais fortes com a variabilidade climática da estação em crescimento. De fato, foi a segunda maior variância explicada para a safra de qualquer combinação cultura / continente, sugerindo que é altamente dependente das condições climáticas”, disse Vogel.
“Embora a participação da África na produção mundial de milho possa ser pequena, a maior parte dessa produção é destinada ao consumo humano – comparado a apenas 3% na América do Norte -, tornando-a crítica para a segurança alimentar na região.”
“Com a mudança climática prevista para alterar a variabilidade do clima e aumentar a probabilidade e a severidade dos extremos climáticos na maioria das regiões, nossa pesquisa destaca a importância de adaptar a produção de alimentos a essas mudanças”, disse Vogel.
“Aumentar a resiliência aos extremos climáticos requer um esforço conjunto nos níveis local, regional e internacional para reduzir os impactos negativos para os agricultores e comunidades que dependem da agricultura para sobreviver”. (ecodebate)

Destinação final e coleta seletiva dos resíduos sólidos em Teresina/PI

A problemática da destinação final e coleta seletiva dos resíduos sólidos na cidade de Teresina/PI.
Gestão de resíduos sólidos.
RESUMO
Por definição o lixo é tudo aquilo que já foi utilizado, porém não tem mais serventia e é jogado fora, é todo e qualquer material sólido originado de trabalho doméstico, industrial e/ou hospitalar que é eliminado. A geração de resíduos sólidos urbanos é algo impossível de se evitar e a tendência é aumentar à medida em que as cidades crescem e se desenvolvem desordenadamente. Diante do problema encontrado na elevada produção diária de resíduos é preciso buscar alternativas para a destinação final desse lixo urbano de modo a minimizar a poluição do meio ambiente bem como seus efeitos nocivos, visando a melhoria na qualidade de vida das gerações atual e futuras por meio da proteção dos recursos hídricos, desenvolvimento sustentável e promoção da saúde pública em geral. O objetivo deste artigo é estudar a importância da coleta seletiva de lixo no município de Teresina-PI, bem como a importância da conscientização da população. O presente estudo apresenta uma pesquisa exploratória, qualitativa, onde os métodos adotados são os bibliográficos e documental. A pesquisa foi realizada na área urbana do município de Teresina-PI, onde há a coleta de lixo. Os dados populacionais foram coletados através da pesquisa bibliográfica. Diante da crescente produção de lixo no país, em 2010 foi instituído o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, lei 12.305/10 com o objetivo de realizar uma organização nacional do descarte do lixo. Teresina, não dispõe de um sistema de coleta seletiva domiciliar. Segundo o levantamento apresentado pela ABES na edição de 2018 do Ranking da Universalização do Saneamento, Teresina demonstrou um desempenho pífio perante as outras capitais, apresentando um dos piores índices gerais. O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 30 de abril de 2019, em Curitiba (PR), o Programa Nacional Lixão Zero, o programa pretende apoiar os municípios a adotarem práticas adequadas de destinação do lixo, levando a iniciativa privada com suas experiências em logística reversa, visa também, buscar recursos para fundos que possam financiar as ações. Essa pesquisa mostrou que a maior deficiência na gestão dos resíduos sólidos não é um problema exclusivo de Teresina, mas encontra-se espalhado por todo o país nos municípios de pequeno porte (até 100 mil habitantes) e naqueles localizados na região nordeste.
Palavras-chave: Teresina, coleta seletiva, lixo, PNRS, resíduos.
ABSTRACT
By definition garbage is everything that has been used, but is no longer useful and is thrown away, it is any and all solid material originating from domestic, industrial and / or hospital work that is eliminated. The generation of urban solid waste is something that is impossible to avoid and the tendency is to increase as cities grow and develop in disorder. In view of the problem encountered in the high daily production of waste, it is necessary to seek alternatives for the final destination of this urban waste in order to minimize the pollution of the environment and its harmful effects, aiming at improving the quality of life of current and future generations through the protection of water resources, sustainable development and the promotion of public health in general. The objective of this article is to study the importance of selective garbage collection in the municipality of Teresina-PI, as well as the importance of population awareness. The present study presents an exploratory, qualitative research, where the adopted methods are bibliographic and documentary. The research was carried out in the urban area of ​​the municipality of Teresina-PI, where there is garbage collection. Population data were collected through bibliographic research. Faced with the growing production of garbage in the country, in 2010 the National Plan for Solid Waste was introduced, law 12,305 / 10 with the objective of organizing a national waste disposal organization. Teresina, does not have a system of selective collection at home. According to the survey presented by ABES in the 2018 edition of the Universalization of Sanitation Ranking, Teresina showed a poor performance against other capitals, presenting one of the worst overall indices. The Ministry of the Environment launched on April 30, 2019, in Curitiba (PR), the National Zero Waste Program, the program intends to support municipalities to adopt adequate waste disposal practices, leading to private initiative with their experiences in logistics reverse, it also aims to seek resources for funds that can finance the actions. This research showed that the greatest deficiency in the management of solid waste is not an exclusive problem of Teresina, but it is found throughout the country in small municipalities (up to 100 thousand inhabitants) and in those located in the northeast region.
Key words: Teresina, selective collection, garbage, PNRS, residues.
INTRODUÇÃO
Segundo (SIGNIFICADOS, 2012) por definição o lixo é tudo aquilo que já foi utilizado, porém não tem mais serventia e é jogado fora, é todo e qualquer material sólido originado de trabalho doméstico, industrial e/ou hospitalar que é eliminado.
Muito desse lixo que é descartado todos os dias pode ser reaproveitado e reutilizado através do processo de reciclagem, por meio desse processo todo o lixo orgânico e inorgânico reaproveitado contribui significativamente para a redução da poluição do meio ambiente.
Segundo (PANIS 2012) a geração de resíduos sólidos urbanos é algo impossível de se evitar e a tendência é aumentar à medida em que as cidades crescem e se desenvolvem desordenadamente. Tal geração de lixo depende de inúmeros fatores como o tamanho da população, seu desenvolvimento econômico, criação de novos hábitos, crescimento demográfico, melhoria dos padrões de vida, desenvolvimento industrial, dentre outros, são responsáveis pelas variações nas características destes resíduos, dificultando e agravando ainda mais o problema da destinação final desse lixo, acarretando muitos problemas de saúde nas populações.
Diante do problema encontrado na elevada produção diária de resíduos é preciso buscar alternativas para a destinação final desse lixo urbano de modo a minimizar a poluição do meio ambiente bem como seus efeitos nocivos, visando a melhoria na qualidade de vida das gerações atual e futuras por meio da proteção dos recursos hídricos, desenvolvimento sustentável e promoção da saúde pública em geral.
Neste sentido é fundamental que os governos federal, estaduais e municipais desenvolvam planos de ação com o objetivo de reduzir a quantidade de lixo e minimizar danos à saúde da população.
A coleta seletiva de lixo assume um papel muito importante no que diz respeito à preservação do meio ambiente e à vida sustentável. Milhões de toneladas de lixo são produzidas diariamente, e a destinação deste lixo é um fator preocupante para todos. Como grande fonte geradora de lixo, a população atual necessita de uma saída viável para este problema, pois a sua maioria é destinada para os chamados lixões, onde os materiais ficam a céu aberto, poluindo o ar, a água e o solo. (PLANO NACIONAL DE RESÍDUOS SÓLIDOS, 2011)
JUSTIFICATIVA
Este trabalho visa analisar a problemática da destinação final e coleta seletiva dos resíduos sólidos na cidade de Teresina – PI, em um banco de dados de notificação, uma vez que este é um serviço de grande relevância para o município de Teresina. A cidade foi escolhida por ser a capital do Piauí e pela sua importante atuação política, econômica e social, na região metropolitana da grande Teresina, além de ser um importante polo de saúde na região, podendo ser um local de intenso risco de disseminação de doenças.
OBJETIVOS
Objetivo Geral
Estudar a importância da coleta seletiva de lixo no município de Teresina-PI, bem como a importância da conscientização da população.
Objetivos Específicos
• Estudar a importância da coleta seletiva;
• Apresentar, de maneira simples conceitos de coleta seletiva, reciclagem, educação ambiental e conscientização;
• Promover a sensibilização para o assunto;
• Conscientizar a população sobre a importância da coleta seletiva.
METODOLOGIA
O presente estudo apresenta uma pesquisa exploratória, qualitativa, onde os métodos adotados são os bibliográficos e documental. A pesquisa foi realizada na área urbana do município de Teresina-PI, onde há a coleta de lixo. Os dados populacionais foram coletados através da pesquisa bibliográfica.
O município de Teresina, conta com a coleta normal do lixo, realizada no centro e bairros da cidade, três vezes por semana. Abrange cerca de 700.000 habitantes, tem sua destinação determinada por uma empresa receptora e é realizada a separação de materiais orgânicos e inorgânicos para em seguida o lixo seguir para um lixão localizado na periferia da cidade a fim de ter sua destinação final.
Quanto à disposição de lixeiras, estas quase não existem nas ruas da periferia da cidade, porém na região do centro da cidade existem muitas lixeiras distribuídas ao longo das ruas, vias e praças, a maioria das pessoas possuem o hábito de depositar seu lixo nas calçadas, logo cedo da manhã para a coleta. No entanto esta prática traz alguns problemas em relação à animais de rua que muitas vezes rasgam as sacolas para se alimentar dos restos de comida encontrados no lixo, vento e chuva que carregam as sacolas de lixo para os esgotos e bueiros e a proliferação de mal cheiro, moscas e baratas, que podem provocar doenças.
Em geral, as ruas estão bem limpas, mas os bueiros e galerias entupidos por lixo, alguns terrenos baldios são utilizados como depósito de lixo por moradores.
Há catadores de latinhas e papelão, que coletam estes materiais, porém na maioria das vezes precisam realizar a separação do lixo que pode ser reciclado dos materiais orgânicos, colocando em sua risco a própria saúde devido ao risco de contaminação e consequentemente uma doença.
Não existem campanhas de conscientização ou programas de incentivo à população por parte da prefeitura sobre o tema.
A lei municipais que dispõe sobre coleta e reciclagem de lixo é o plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos de Teresina-PI.
A fase de coleta de dados se deu por meio da realização de levantamento dos dados existentes sobre o assunto. Nesta fase, as principais técnicas de pesquisa utilizadas foram a pesquisa bibliográfica através de livros, artigos dissertações e teses; e a pesquisa documental através da análise de documentos oficiais, projetos e publicações disponíveis pela prefeitura de Teresina.
Planeta Terra sufocado pelo lixo.
DISCUSSÃO
Segundo estatística (IBGE, 2017) o Brasil produz em média 230 mil toneladas de lixo por dia, deste total, cerca de 60% vai imensos depósitos a céu aberto, os lixões, sem receber qualquer tratamento desse lixo, o restante, 38% vão para aterros e “apenas 2% são reciclados”.
De acordo com os dados da pesquisa realizada pelo (Cempre, 2017), 237 municípios brasileiros realizam programas de coleta seletiva, sendo que a menor concentração destes está nas regiões norte e nordeste do país.
A coleta regular de resíduos sólidos tem sido o principal foco da gestão de resíduos sólidos dos últimos anos. A taxa de cobertura vem crescendo continuamente, alcançando em 2009 quase 90% do total de domicílios; na área urbana a coleta supera o índice de 98%, no entanto a coleta em domicílios localizados em áreas rurais não atinge 33%. (Plano Nacional de Resíduos Sólidos – PNRS)
Diante da crescente produção de lixo no país, em 2010 foi instituído o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, lei 12.305/10 com o objetivo de realizar uma organização nacional do descarte do lixo, exigindo transparência em todos os setores acerca dos métodos pelos quais são descartados os resíduos.
O Plano Nacional de Resíduos Sólidos instituiu aos municípios brasileiros o prazo de agosto de 2012 para que os mesmos apresentassem seus planos municipais de gestão integrada dos resíduos sólidos e a data de 2 de agosto de 2014 como prazo limite para o encerramento dos lixões em todos os municípios brasileiros, porém como ainda se pode observar a presença destes depósitos de lixo a céu aberto por todo o país, ambos os prazos foram desrespeitados.
Ainda de acordo com o PNRS, os municípios que não elaborarem e implantarem, seus planos municipais de gestão integrada dos resíduos sólidos não terão acesso a recursos da união, destinados a empreendimentos e serviços relacionados à gestão de resíduos sólidos.
Segundo o PNRS, os lixões a céu aberto devem ser extintos e apenas o material que não puder ser recuperado para novo uso pode ter como destino final aterros sanitários. Isso significa que cada um dos municípios brasileiros deverão oferecer a coleta seletiva de lixo à população para recolhimento dos resíduos recicláveis separados nas residências.
Paralelamente a isto, as indústrias, supermercados, distribuidores e todo o comercio em geral também devem desenvolver sistemas de coleta e recuperação de materiais após o consumo, reaproveitando como insumo para a fabricação de novos produtos.
Conforme (PANIS, 2012), a coleta seletiva pode ser realizada em Postos de Entrega Voluntária (PEVs), mediante a instalação de caçambas e contêineres de cores diferenciadas conforme a resolução do CONAMA n° 275 de 2001, em pontos estratégicos, onde a população possa levar os materiais segregados.
A cidade de Teresina, não dispõe de um sistema de coleta seletiva domiciliar, isso demonstra a importância de haver por parte da prefeitura a implantação de pontos de entrega voluntária destes resíduos sólidos segregados pela população, bem como a implementação de um programa de coleta seletiva.
De acordo com dados da Prefeitura Municipal de Teresina (PMT, 2016) a coleta convencional, realizada em Teresina, trata-se da coleta dos resíduos sólidos domiciliares, abrangendo todo o território do município, por isso o desenvolvimento de um plano, quanto a prestação e execução deste serviço deve levar em consideração as características próprias de cada região, viabilizando que este serviço possa atender toda a população.
Ainda de acordo com (PMT, 2016) em Teresina, o serviço administrativo referente à prestação do serviço de coleta convencional de resíduos sólidos compete à Prefeitura Municipal por meio da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH). Sendo também, a contratação de empresas terceirizadas, elaborar os memoriais técnicos e descritivos, além de fiscalizar os serviços prestados, responsabilidade da SEMDUH. Atualmente o serviço de coleta de resíduos urbanos em Teresina é realizado pela empresa LITUCERA limpeza e engenharia LTDA, desde janeiro de 2016, quando foi contratada sem licitação.
Somente em 2017 a prefeitura de Teresina apresentou seu Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS), fora do prazo estabelecido pelo PNRS, portanto, ainda encontra-se longe dos parâmetros apresentados por outras capitais do país, ou mesmo da região nordeste.
De acordo com o PMGIRS, a Prefeitura Municipal de Teresina, representada pelas SDUs (Superintendências de Desenvolvimento Urbano), formalizaram convênio com a Associação de carroceiros do município, visando através desta parceria que os carroceiros associados realizem a coleta de resíduos nos locais de difícil acesso. Após essa coleta os RDO são depositados em áreas onde ocorram a coleta por veículo convencional, para que sejam destinados ao aterro. Avalia-se que o programa contemple um total de 58 carroceiros, 22 atuando na região Sul, 16 na região Norte, 15 na região Leste e 5 na Sudeste, subordinados às respectivas SDU’s destas regiões.
A coleta seletiva de resíduos sólidos em Teresina teve início no ano de 2014, segundo dados estatísticos da Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (SEMDUH), são coletados 1,29 toneladas de resíduos recicláveis, número este que corresponde a 0,24% do total de resíduos domiciliares coletados por dia. Ainda que estes dados não possuam grande representatividade, esses valores vem aumentando ano após ano, apresentando uma evolução de 102% no período entre 2014 a 2018.
Conforme dados (SEMDUH, 2018) no projeto piloto de coleta seletiva da capital piauiense, a população deve levar seu lixo devidamente segregado até postos de coleta instalados pela cidade. Até o momento a prefeitura instalou apenas 15 Postos de Entrega Voluntária (PEVs), sendo 10 postos de 10 m³ e 05 postos de 1,20 m³ que recolhem resíduos destinados à coleta seletiva.
Ainda de acordo com (SEMDUH, 2018) os postos de entrega voluntária de resíduos, estão dispostos nas seguintes regiões da cidade: praça Desembargador Edgar Nogueira (Centro), Lagoa do Norte (São Joaquim), Encontro dos rios (Poti Velho), avenida Marechal Castelo Branco (Ilhotas, próximo ao Minhocão), praça da Igreja Católica do bairro Bela Vista (Bela Vista), praça da Telemar (Mocambinho), avenida Dom Severino (Morada do Sol), avenida Nossa Senhora de Fátima (Fátima), praça Rio Branco (Centro), Comercial Carvalho Mercadão (Itararé), Comercial Carvalho (Av. Barão de Gurguéia), Ponte Estaiada (Avenida Raul Lopes) e praça da Vermelha (Vermelha, na av. Barão de Gurguéia) e na praça das Palmeiras (bairro Saci).
Em 2017 houve a primeira edição do Ranking da Universalização do Saneamento mostrando a relação direta com indicadores de saúde realizado pela Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental – ABES.
Segundo o levantamento apresentado pela ABES na edição de 2018 do Ranking da Universalização do Saneamento, Teresina demonstrou um desempenho pífio perante as outras capitais, apresentando um dos piores índices gerais, ficando à frente somente de Porto Velho, capital de Rondônia, que ficou em último lugar no ranking. A capital piauiense apesentou ainda o pior índice possível na categoria referente à destinação adequada de resíduos sólidos, com nota 0 (zero) conforme o quadro a seguir.
Ranking da Universalização do Saneamento/capitais
Imagem 01: Ranking da Universalização do Saneamento, ABES, 2018.
Desde 1994 o compromisso empresarial para a reciclagem – Cempre, vem reunindo informações sobre os programas de coleta seletiva desenvolvidos pelas prefeituras, apresentando dados sobre composição do lixo reciclável, custos de operação, participação de cooperativas de catadores e parcela da população atendida. A Pesquisa Ciclosoft, realizada pelo Cempre abrange todo o território nacional, e possui periodicidade bianual de coleta de dados.
A última coleta de dados realizada pelo Cempre foi apresentada no ano de 2018 tendo 2017 como ano de referência, segundo o levantamento realizado a população urbana atendida no município, abrangendo o distrito-sede e localidades é de 797.639 pessoas, são coletados 198.704 toneladas de RDO por ano e 188.295 toneladas de RPU, o percentual da população atendida com frequência de 2 ou 3 vezes por semana com a coleta convencional de 2 a 3 vezes por semana é de 94,6%, no entanto os resíduos sólidos públicos (RPU) não são recolhidos junto com os resíduos sólidos domiciliares (RDO).
A pesquisa reconhece a existência de coleta seletiva de lixo no município e que a quantidade total de materiais recicláveis recuperados é de 476,1 toneladas, deste total 213,7 toneladas são de papel e papelão, 52 toneladas de plásticos recicláveis, 16,3 toneladas de metais, e 184,7 toneladas de vidro, 9,1 toneladas é quantidade recolhida na coleta seletiva por outros agentes que detenham parceria com a prefeitura.
Os dados apresentados na última pesquisa Ciclosoft 2018, reconhece que a população urbana do município não é atendida com a coleta seletiva do tipo porta-a-porta executada pela prefeitura, mas que a coleta seletiva ocorre em postos de entrega voluntária executada pelo agente público ou empresa contratada, ainda segundo os dados da pesquisa há empresas contratadas para a prestação do serviço de coleta seletiva porta a porta, no entanto este serviço não acontece.
A pesquisa Ciclosoft traz ainda a informação de que Teresina não possui Plano de Gestão de Resíduos Sólidos conforme a Lei nº 12.305/2010 que trata da Política Nacional de Resíduos Sólidos, provavelmente isso se deu devido ao fato de que quando os dados foram coletados a prefeitura ainda não havia publicado seu plano municipal de gestão integrada de resíduos sólidos, que foi apresentado em 2017, mesmo ano de referência da pesquisa.
A instalação de programas de coleta seletiva de lixo proporciona algumas vantagens, o guia da coleta seletiva desenvolvido pela Cempre traz alguns exemplos, tais como: redução de custos com a disposição final do lixo (aterros sanitários ou incineradores); aumento da vida útil de aterros sanitários ; diminuição de gastos com remediação de áreas degradadas pelo mal acondicionamento do lixo (por exemplo, lixões clandestinos); educação e conscientização ambiental da população; diminuição de gastos gerais com limpeza pública, considerando-se que o comportamento de comunidades educadas e conscientizadas ambientalmente traduz-se em necessidade menor de intervenção do Estado; melhoria das condições ambientais e de saúde pública do município.
No que diz respeito aos benefícios sociais, o guia lista os seguintes: geração de empregos diretos e indiretos com a instalação de novas indústrias recicladoras na região e ampliação de indústrias recicladoras já estabelecidas; resgate social de indivíduos através da criação de associações e cooperativas de catadores.
Para a coleta seletiva cada material deve ser colocado em um recipiente específico com nome e cor, vale ressaltar que nem sempre a coloração é respeitado pelos fabricantes e fornecedores dos recipientes, todavia, a combinação padrão usual é a seguinte:
Imagem 02: Foto da internet
Além das cores alguns símbolos são comumente usados para caracterizar os diferentes tipos de materiais.
Simbologia para identificação de materiais recicláveis
Imagem 03: Guia da coleta seletiva de lixo Cempre 2014.
O Ministério do Meio Ambiente lançou no dia 30 de abril de 2019, em Curitiba (PR), o Programa Nacional Lixão Zero. O programa faz parte da segunda fase da Agenda Nacional de Qualidade Ambiental Urbana, que tem como tema Resíduos Sólidos.
Durante o evento, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o programa é um esforço de todos, governo federal, estados, municípios e iniciativa privada para acabar com essa “vergonha nacional” que são os lixões.
Com o programa, o governo pretende apoiar os municípios a adotarem práticas adequadas de destinação do lixo, levando a iniciativa privada com suas experiências em logística reversa, o programa visa também, buscar recursos para fundos que possam financiar as ações.
O programa é dividido em cinco partes. Na primeira, faz um diagnóstico do problema dos resíduos sólidos no Brasil. Na segunda, apresenta a situação desejada relativa à gestão integrada dos resíduos. Na terceira, cita indicadores para auxiliar o monitoramento dos avanços relativos à implementação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Na quarta, o programa destaca os eixos de implementação para a concretização da situação desejada. Na quinta e última seção, é apresentado o plano de ação com as medidas prioritárias e detalhadas para enfrentamento da realidade dos resíduos sólidos urbanos no país. Para cada ação, são apresentadas as justificativas, os objetivos, os indicadores, o orçamento, o prazo de conclusão e os responsáveis pela execução dos trabalhos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÃO
A partir da análise realizada, é possível realizar algumas considerações. Em relação à coleta regular e coleta seletiva propõe-se à prefeitura de Teresina desenvolver programas para estimular a coleta regular também suas em áreas rurais; consolidar o programa de coleta seletiva existente e expandir o mesmo; realização de campanhas de educação ambiental para conscientizar e sensibilizar a população a respeito da separação do lixo orgânico dos resíduos gerados.
Quanto à disposição final dos resíduos e rejeitos, visto que segundo os estudos e pesquisas apresentados, a capital piauiense não destina adequadamente seus resíduos sólidos coletados, recomenda-se que sejam concentrados esforços na erradicação dos lixões, tendo como uma das alternativas viáveis o incentivo à formação de consórcio público para a destinação final ambientalmente adequada dos resíduos gerados. Paralelamente à erradicação dos lixões, a prefeitura pode partir para a implantação de aterros sanitários, visando solucionar o problema, através da implantação de aterros sanitários ou de formas ambientalmente adequadas de destinação final.
Por fim, essa pesquisa mostrou que a maior deficiência na gestão dos resíduos sólidos não é um problema exclusivo de Teresina, mas encontra-se espalhado por todo o país nos municípios de pequeno porte (até 100 mil habitantes) e naqueles localizados na região nordeste. Todas as informações apresentadas podem ser utilizadas como critério para o recebimento de recursos da União, somado aos recursos já estabelecidos em Lei, como é o caso da prioridade, na obtenção de recursos junto ao Governo Federal, concedida aos municípios com consórcios públicos formados para prestação de serviços públicos, na área de resíduos sólidos. (ecodebate)

sábado, 25 de maio de 2019

Plástico biodegradável não degrada tão mais rápido que o polietileno convencional

Quando o plástico biodegradável não degrada mais rápido que o polietileno convencional.
O onipresente saco de plástico é útil para transportar mantimentos e outros itens para casa da loja. No entanto, essa conveniência prejudica o meio ambiente, com detritos plásticos cobrindo a terra e os cursos de água. Os fabricantes oferecem sacolas plásticas biodegradáveis ou compostáveis, mas em muitos casos, essas alegações não foram testadas em ambientes naturais.
Agora, os pesquisadores relatam na Environmental Science & Technology da ACS que os sacos não se degradam em alguns ambientes mais rapidamente que o polietileno comum.
Segundo a Comissão Europeia, cerca de 100 bilhões de sacolas plásticas entram no mercado da União Europeia a cada ano. Muitos deles são usados apenas uma vez e depois jogados fora, jogados no chão ou soprados pelo vento em lagos ou oceanos. Além de serem feios, os detritos plásticos podem prejudicar os animais e os ecossistemas.
Alguns fabricantes de sacolas oferecem plásticos que se deterioram através das ações de microorganismos, enquanto outros usam plásticos oxi-biodegradáveis contendo aditivos pró-oxidantes para acelerar o processo. Além disso, plásticos compostáveis podem ser degradados por microorganismos sob condições gerenciadas. No entanto, essas soluções potenciais para o problema dos plásticos não foram bem estudadas em ambientes diferentes por longos períodos de tempo.
Objetos foram expostos ao ar, solo e mar para uma análise.
Sacos plásticos biodegradáveis ​​e compostáveis não são completamente eficazes em seu processo de decomposição e ainda capazes de transportar compras até três depois de serem expostos ao ambiente natural.
Os pesquisadores colocaram sacolas plásticas etiquetadas como biodegradáveis, oxibiodegradáveis ou compostáveis, bem como sacolas convencionais de polietileno, ao ar livre, enterraram-nas no solo ou submergiram-nas na água do mar. Além da sacola compostável no ambiente marinho, que se degradou em 3 meses, fragmentos ou amostras inteiras de cada tipo de sacola permaneceram após 27 meses. Após 3 anos no mar ou no solo, as sacolas convencionais, biodegradáveis e oxi-biodegradáveis ainda podem transportar cerca de 5 quilos de mantimentos sem rasgar.
Os pesquisadores concluíram que nenhuma das sacolas deteriorou-se de forma confiável em todos os ambientes dentro de 3 anos, e as sacolas biodegradáveis não deterioraram consistentemente mais rapidamente do que o polietileno convencional.
O plástico biodegradável, encontrado frequentemente em sacos plásticos e garrafas, contém aditivos que deveriam fazer micróbios decomporem o material mais rápido. Um novo estudo da Universidade Estadual de Michigan (EUA) descobriu que alguns desses aditivos podem, na verdade, não fazer nada. (ecodebate)

Como descartar lixo eletrônico?

Descartar para preservar é solução para lixo eletrônico. O descarte correto dos lixos eletrônicos diminui o impacto ambiental e a logística reversa torna-se grande aliado.
Você tem a preocupação em descartar corretamente seus aparelhos tecnológicos que não te servem mais? Saiba por que é tão importante fazer o descarte correto deste tipo de produtos.
De quanto em quanto tempo você troca de celular? E o seu notebook ou desktop? De quanto em quanto tempo você troca sua placa de vídeo por uma mais potente para rodar os últimos jogos, ou troca a bateria do smartphone que já está viciada?
Aposto que a maioria das pessoas faz as trocas do parágrafo acima de ano em ano, certo? Até menos, às vezes. Sim, vivemos em uma sociedade muito consumista, trocamos nossos gadgets com uma frequência cada vez menor para acompanhar as inovações, que estão cada vez mais rápidas. Pois é, legal seu smartphone novo, mas alguma vez você já pensou se havia um local correto de descarte para estes objetos?
Cádmio, níquel, chumbo, mercúrio, lítio e várias outras substâncias tóxicas, cancerígenas e até letais caso sejam absorvidas por pessoas ou animais em grandes quantidades. Além disso, com a reciclagem dos materiais promove-se a sustentabilidade e uma menor extração de um recurso finito (sim, um dia podemos ficar sem celulares e pc’s novos por falta de matéria prima).
Ainda não está convencido da reciclagem? Veja este dado da ONU: Em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que 17 toneladas de minério bruto do metal!!
Segundo o mesmo órgão, descartamos mais de meio quilo de equipamento por ano por habitante, um total de 96,8 mil toneladas, o que nos torna o país com o péssimo título de maior gerador de lixo eletrônico entre os países emergentes, o famoso e-lixo. O problema é que esse descarte de eletrônicos nem sempre é feito corretamente. E mais: Segundo a empresa especializada em soluções de reciclagem e sustentabilidade Umicore, apenas 2% dos celulares brasileiros são devidamente reciclados.
Para reverter a situação, o Governo Federal lançou, em 2010, a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Esta lei estabelece, segundo o Ministério do Meio Ambiente:
a redução na geração de resíduos, tendo como proposta a prática de hábitos de consumo sustentável e um conjunto de instrumentos para propiciar o aumento da reciclagem e da reutilização dos resíduos sólidos (aquilo que tem valor econômico e pode ser reciclado ou reaproveitado) e a destinação ambientalmente adequada dos rejeitos (aquilo que não pode ser reciclado ou reutilizado).
Institui a responsabilidade compartilhada dos geradores de resíduos: dos fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, o cidadão e titulares de serviços de manejo dos resíduos [...]"
E aí? Viu como é importante fazer o descarte correto do lixo tecnológico? Pois vamos conhecer agora como você pode fazer sua parte.
Opção 1 – Devolver ao fabricante
Hoje, grandes empresas fabricantes de produtos de informática, como por exemplo, Dell, Epson, Apple e outras já possuem sistemas de coleta de e-lixo residencial. Fácil e rápido, o sistema popularizado em países desenvolvidos está se tornando comum por aqui também Através dele você liga ou manda um e-mail e a empresa vai até sua residência buscar o produto “velho”.
Apple - Oferece código para envio gratuito de qualquer produto pelos Correios. Pedidos pelo 0800-7723126 ou applecs@oxil.com.br
Dell - Recolhe produtos em todo o país, com agendamento pelo site, clique aqui
Epson – Para reciclar cartuchos da marca, veja este link.
HP - Cartuchos podem ser descartados nas lojas da marca e nas redes Kalunga ou Saraiva de sua cidade. Para outros equipamentos, envie pedido pelo e-mail reciclagem@hp.com
Itautec – Para saber como proceder com a reciclagem de produtos desta marca, clique aqui
Lenovo - Informa o melhor local para a coleta pelo SAC no 0800-8850500 ou reciclar@lenovo.com
LG – Informações de como enviar seus materiais velhos e pontos de coleta por estado podem ser encontrados aqui
Motorola – As condições para o descarte Eco-moto podem ser conferidas clicando aqui
Sony - A Sony coleta pilhas e baterias em postos autorizados ou nas lojas da marca. Instruções no site
Samsung - Eletrônicos e cartuchos são retirados pela empresa em casa com agendamento e info pelo site.
Positivo - Há um SAC com informações sobre a reciclagem e postos de coleta mais próximos no recicle@positivo.com.br e nos telefones 4002-6440 (São Paulo, Curitiba, Belo Horizonte e Brasília) e 0800-6447500 (outros locais).
Além disso, todas as operadoras de celular têm coleta de baterias e aparelhos em suas milhares de revendas espalhadas pelo Brasil.
2ª opção – Doações
Se você acha que seu computador ainda está em bom estado e pode ser utilizado por outras pessoas, pode doá-lo a alguma instituição de caridade, Ong ou até mesmo museus. A instituição receptora irá formatar sua máquina, fazer alguns pequenos ajustes e outras pessoas irá usufruir daquilo que já não lhe serve mais, bacana, hein?
Confira as instituições que fazem este serviço:
Associação Brasileira de Distribuição de Excedentes 
A Abre é uma entidade sem fins lucrativos fundada em 2004 que identifica instituições sem fins lucrativos que possam absorver materiais excedentes de qualquer tipo e em qualquer quantidade. Em outras palavras, a Abre faz o meio de campo entre quem quer doar e quem está precisando receber. Para ver se alguém está precisando daquele seu monitor de tubo antigo, por exemplo, confira a página da associação clicando aqui, ou então mande um e-mail para abre.sp@uol.com.br
CEDIR 
O Cedir, órgão alinhado à USP – Universidade de São Paulo – tem um galpão 450 metros quadrados, o maior centro público de descarte de lixo eletrônico da América Latina. No local são recebidos eletrônicos, equipamentos de informática celulares. Os materiais são reaproveitados em instituições e entidades parceiras. Para receber a visita dos coletores é preciso abrir um chamado técnico pelo help desk do Centro de Computação Eletrônica da USP nos telefones (11) 3091-6454/6455/6456. Mais informações podem ser adquiridas no site ou através do fone (11) 3091-6400. 
Centros de recondicionamento de computadores
Iniciativa do Ministério das Comunicações. Os CRC’s recebem equipamentos doados por pessoas físicas, empresas e órgãos públicos para readequá-los e reutilizá-los em atividades de formação educacional e profissionalizante de jovens de baixa renda. Os CRC’s funcionam nas cidades de Belém (PA), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Lauro de Freitas (BA), Porto Alegre (RS) e Recife (PE). 
Mais informações aqui, no telefone (61) 2027-6389 ou no e-mail projeto.ci@comunicacoes.gov.br
Certec
Se você está em Florianópolis, indicamos o Centro de Reciclagem Tecnológica  que faz parte do ReciclaTec, programa de reciclagem tecnológica criado pelo Comitê para Democratização da Informática em Santa Catarina (CDI/SC). Recolhe equipamentos eletrônicos como CPUs, notebooks, monitores, teclados, mouses, celulares, entre outros. Material recolhido é armazenado, reciclados ou descartado, conforme o estado da peça.  Equipamentos com possibilidade de uso são encaminhados para laboratórios de comunidades ligadas ao CDI, para então, as peças seguirem para a reciclagem e então gerar novos aparelhos. Estes produtos “novos” são utilizados nas aulas de informática, cidadania e inclusão digital da instituição.
Mais informações no site da iniciativa
Recicloteca
A Recicloteca é um Centro de Informações sobre Reciclagem e Meio Ambiente criado pela ONG Ecomarapendi. Foi planejada com o objetivo de difundir informações sobre as questões ambientais, com ênfase na redução, reaproveitamento e reciclagem de resíduos e seu acervo é composto pelos mais diversos tipos de materiais incluindo livros, vídeos, revistas, periódicos técnico-científicos, cartilhas, teses, produtos reciclados e outros materiais que, somados à experiência de sua equipe, transformaram a ONG numa referência sobre a temática de resíduos sólidos no Brasil. Confira, clicando aqui
Fábrica Verde
Iniciativa da Superintendência de Território e Cidadania, da Secretaria do Estado do Meio Ambiente do Rio de Janeiro tem como objetivo reaproveitar o lixo eletrônico e utilizá-lo para capacitar jovens e adultos de baixa renda na manutenção e montagem de computadores, estimulando a geração de renda e emprego na área de tecnologia. O projeto recolher doações de computadores e equipamentos de toda a cidade do Rio de Janeiro e já atua transformando os jovens nas comunidades do Complexo do Alemão, da Rocinha e da Tijuca.
Para saber mais veja o site da iniciativa 
Rota da Reciclagem
Site interessantíssimo que agrupa diversos centros de recolhimento de e-lixo. Procure ainda por CEP e endereço aquele centro mais perto da sua residência ou empresa. Acesse. Rápido e simples.
3ª opção – Descarte e Reciclagem
Coopermiti
Trata-se de uma cooperativa especializada em coleta e reciclagem de e-lixo localizada em São Paulo. Com capacidade para receber até 100 toneladas de produtos mensalmente recolhe descarte de consumidores e empresas que são levados até seu depósito na Barra Funda. Se você tem uma grande quantidade de objetos a serem recolhidos, pode agendar uma coleta a ser buscada por um caminhão. Também há vários pontos de coleta espalhados pela cidade de São Paulo, que podem ser consultados no próprio site da cooperativa ou pelo fone (11) 3666-0849.
E-Cycle
Recolhem não só lixo eletrônico, mas outros tipos de resíduos. Você digita seu CEP, marca o que quer descartar e a plataforma aponta os postos de coleta mais próximos de seu local. Além disso, há muitas dicas do que fazer com seu lixo orgânico caseiro, como ter consumo consciente, etc. Para acessar, clique aqui.
Secretaria municipal do meio ambiente
Todas, senão quase todas as cidades contam com alguma secretaria envolvida com meio ambiente. Você pode ligar para a prefeitura de sua cidade para se informar como fazer o descarte de forma correta, caso não encontre nenhum destes outros meios acima citados.  
4ª opção – Descarte profissional
Se você tem um empreendimento e produz lixo tecnológico em grande quantidade talvez queira contar com um sistema profissional – e pago – de recolhimento. Nesse caso há diversas empresas fazendo o recolhimento.
É isso pessoal, vamos fazer nossa parte, se todos ajudarmos conseguiremos evitar o impacto ao planeta, gerar renda, inclusão social, digital e ainda ajudar quem precisa. Para saber mais sobre o assunto veja este excelente blog sobre e-lixo, o Lixo Eletrônico. Para ler o relatório da ONU citado neste artigo clique aqui 
Quer adicionar algum projeto da sua região? Deixe aqui nos nossos comentários e vamos criar uma base comunitária abrangente sobre reciclagem de lixo eletrônico. E caso não encontre alguma iniciativa em sua cidade ou região, entre em contato com a secretaria do meio ambiente da sua cidade ou se ela não tiver projeto, fale com a secretaria estadual. O descarte consciente de lixo é um assunto importantíssimo, de saúde pública e de obrigação governamental. (oficinadanet)