domingo, 31 de agosto de 2014

Sistema Cantareira já abastecimento de Campinas

Apesar de estar com apenas 12,6% da capacidade, incluída a reserva técnica conhecida como volume morto, o Sistema Cantareira está bancando quase que integralmente o abastecimento de Campinas, no interior do Estado.
Dos 4 m³ por segundo liberados para manter o nível do Rio Atibaia, que abastece cinco cidades da região, 3,7 m³/s são captados para atender 1,1 milhão de habitantes de Campinas. O restante da água é disputado pelos municípios de Paulínia, Atibaia, Itatiba e Valinhos. O Cantareira também abastece a Grande São Paulo.
Na passagem por Campinas, o Atibaia tinha vazão total de 4,93 m³/s em 20/08/14. O nível baixa drasticamente após a captação feita pela empresa Sanasa, responsável pelo abastecimento de Campinas, na altura do Distrito de Souzas.
Em Paulínia, próximo da foz, a vazão era de apenas 1,48 m³/s. No início de agosto, o Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE), órgão do governo estadual, autorizou um aumento de um metro cúbico - de 3 para 4 m³/s - na vazão do Cantareira para o Rio Atibaia para evitar um colapso no abastecimento de Campinas.
Com os rios da bacia fortemente afetados pela seca, os afluentes chegam ao Atibaia com pouca água. Neste mesmo período, no ano passado, a vazão do rio era de 13,85 m³/s, quase três vezes a atual. O Atibaia responde por 95% do abastecimento de Campinas e, apesar do rio estar operando no limite, a Sanasa garante que não haverá falta de água.
De acordo com a empresa, o DAEE assumiu compromisso de manter vazão suficiente para garantir o abastecimento nas cidades da região. Ainda segundo a empresa, campanhas de uso racional resultaram numa economia de 20% no consumo de água em julho. (yahoo)

Sabesp terá de retirar menos água do Sistema Cantareira

Sabesp terá de retirar menos água do Sistema Cantareira
Após cerca de 45 dias de impasse, os órgãos gestores do Sistema Cantareira chegaram a um acordo e decidiram reduzir em 13,2% o volume médio de água que pode ser retirado do manancial pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) para abastecer a Grande São Paulo. A medida, porém, ocorrerá em duas etapas e a estatal paulista terá um mês para fazer a primeira redução.
Desde o início de julho, a vazão liberada do Cantareira para a Sabesp é de 19,7 mil litros por segundo. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), do governo federal, e o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), do governo paulista, um acordo definiu que a partir do dia 30 de setembro a Sabesp poderá retirar do Cantareira 18,1 mil litros por segundo em média. A partir do dia 31 de outubro, o índice cai para 17,1 mil litros por segundo.
Isso significa que, em novembro, a Sabesp terá disponível para captação praticamente metade (55%) do volume de água estabelecido na outorga de uso do manancial assinada em 2004, de 31 mil litros por segundo. Em janeiro deste ano, por exemplo, a concessionária retirou em média 29,9 mil litros por segundo, cerca de 10 mil litros a mais do que tem retirado neste mês de agosto: 19,3 mil litros por segundo.
Apesar da redução, o nível do Cantareira só caiu neste período. Nesta sexta-feira, 29, o manancial está com 11,3% da capacidade, operando exclusivamente com água do chamado "volume morto", reserva profunda das represas. Desde o início da crise, a Sabesp deixou de abastecer cerca de 2,3 milhões de pessoas com água do Cantareira. Hoje, cerca de 6,5 milhões de pessoas ainda recebem em suas casas água do manancial em crise.
A nova redução determinada pelo órgãos gestores até outubro, de 2,6 mil litros por segundo, é o suficiente para abastecer cerca de 500 mil pessoas, mesmo contingente que a Sabesp pretende tirar da área de influência do Cantareira até o final deste ano. Para a região de Campinas, onde cerca de 5 milhões de pessoas recebem água do Cantareira, os órgãos gestores mantiveram a vazão de 3 mil litros por segundo, com possibilidade de aumentar para 4 mil caso haja necessidade. (yahoo)

Seca no Cantareira é a pior dos últimos 8 meses

Seca no Cantareira é a pior da série pelo 8° mês seguido
Desde janeiro as represas têm quebrado recordes negativos de seca em 84 anos de medições.
Cálculos revelam que volume morto deve acabar em novembro.
Desde janeiro, quando a crise de estiagem no maior manancial paulista foi declarada, as represas têm quebrado mensalmente recordes negativos de seca em 84 anos de medições. O cenário fez que somente em agosto o Cantareira perdesse 43,3 bilhões de litros, ou 4,4% de sua capacidade.
O déficit é resultado de uma conta que não fecha desde maio de 2013, quando o sistema passou a liberar mais água do que recebeu. Neste mês, enquanto cedeu 22,49 mil litros por segundo para abastecer cerca de 6,5 milhões de pessoas na Grande São Paulo e 5 milhões na região de Campinas, o sistema recebeu 6,32 mil litros por segundo de água da chuva ou de seus rios afluentes. Até então, o pior agosto desde 1930 havia registrado uma vazão afluente de 10,7 mil litros por segundo.
Embora a situação só tenha se agravado neste mês, no qual o nível do Cantareira caiu de 15,3% da capacidade no dia 1.º para 11,1% ontem, os números mostram uma ligeira melhora em relação a julho, que foi o mês mais seco da história do manancial, com entrada de apenas 4,17 mil litros por segundo. No fim, o déficit de água no mês passado foi de 50 bilhões de litros.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já havia retirado 93,5 bilhões de litros do volume morto do manancial, ou seja, mais da metade dos 182,5 bilhões da primeira cota da reserva profunda das represas Jaguari-Jacareí, na região de Bragança Paulista, e Atibainha, em Nazaré Paulista.
Cálculos feitos por especialistas que monitoram a crise apontam que a reserva deve acabar no início de novembro. Diante desse cenário, a Sabesp iniciou na semana passada as obras para poder retirar mais 106 bilhões de litros do volume morto do manancial, o que ainda precisa ser aprovado pela Agência Nacional das Águas (ANA) e Departamento de Águas e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE), órgãos gestores do sistema.
Segundo a Sabesp, o volume disponível hoje nas represas é suficiente para garantir o abastecimento da Grande São Paulo até março sem adoção de racionamento oficial de água. Apenas na compra das bombas flutuantes e na manutenção de um canal para que a água que resta nas represas chegue até o túnel de captação, a Sabesp vai gastar mais de R$ 13 milhões.
Recuperação
Historicamente, o volume de água que costuma chegar ao manancial sobe ligeiramente em setembro e só tem salto a partir de outubro, quando começa a temporada de chuvas. Para este verão, contudo, as previsões ainda apontam um cenário incerto, com uma probabilidade maior de chuva abaixo da média histórica.
Com o uso da segunda cota do volume morto, o Cantareira pode entrar em 2015 negativo em quase 30% e as estimativas da própria Sabesp indicam que o manancial leve ao menos três anos para se recuperar. (yahoo)