domingo, 31 de março de 2013

Milhões de hectares de florestas são destruídos

13 milhões de hectares de florestas são destruídos anualmente, alerta ONU
Em 21/03/13, Dia Internacional das Florestas, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu que governos, empresas e sociedade civil se empenhem para proteger as florestas, ao reduzir o desmatamento, evitar a degradação do meio ambiente e proporcionar meios de vida sustentáveis para todos os que dependem desses ecossistemas.
As florestas são os ecossistemas de maior diversidade biológica em terra, lar de mais da metade das espécies terrestres de animais, plantas e insetos. Cerca de 1,6 bilhão de pessoas — incluindo mais de 2 mil povos indígenas — dependem das florestas para sua subsistência.
No entanto, cerca de 13 milhões de hectares de floresta são destruídos anualmente e o desmatamento representa entre 12 a 20% das emissões globais de gases de efeito estufa que contribuem para o aquecimento global. Ban lembrou que a urbanização e a agricultura em larga escala podem agravar as perdas de florestas e de biodiversidade.
Em sua mensagem para a data, Ban Ki-moon destacou as muitas funções que as florestas têm no meio ambiente e seus benefícios para os seres humanos. As florestas são a fonte de três quartos da água doce, estabilizam encostas, previnem deslizamentos de terra e protegem as comunidades costeiras contra tsunamis e tempestades. Além disso, mais de 3 milhões de pessoas usam a madeira desses ecossistemas para o combustível.
Precisamos agora intensificar os esforços para proteger as florestas, incorporando-as, inclusive, na agenda de desenvolvimento pós-2015 e nos objetivos de desenvolvimento sustentável”, acrescentou o Secretário-Geral. (EcoDebate)

sexta-feira, 29 de março de 2013

Crescimento da classe média no mundo

O crescimento da classe média no mundo segundo o PNUD
O Banco Mundial e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostram que a humanidade avançou muito, nos últimos 30 anos, no sentido de reduzir a pobreza e aumentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O número de pessoas vivendo em situação de extrema pobreza (com menos de US$ 1,25 ao dia) era de 1,938 bilhão (representando 43% da população mundial) em 1981 e caiu para 1,2 bilhão em 2010 (17,6% do total). O IDH mundial era de 0,561 em 1980, passou para 0,639 em 2000 e chegou a 0,694 em 2012.
Isto significa que houve aumento da renda, da educação e da esperança de vida da população global. Ou seja, a média mundial já ultrapassou dois terços do caminho para chegar ao IDH que tem como valor máximo o índice 1,0. A Noruega, 1º colocado, tem um IDH de 0,955 e o Brasil, 85º colocado, tem IDH de 0,730.
Concomitantemente ao processo de redução da pobreza e crescimento do IDH, houve um processo de crescimento das camadas médias de renda na sociedade, que pode continuar nas próximas décadas. O Relatório de Desenvolvimento Humano 2013, apresentado, em meados de março, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) mostra que, até 2030, o mundo deve conseguir um rápido aumento da classe média (pessoas com renda entre 10 e 100 dólares por dia, em poder de paridade de compra). E o maior crescimento dev ocorrer nos países do sul global (emergentes).
Em 2009, a classe média global era de 1,845 bilhão de indivíduos, o que representava 27% da população mundial de 6,8 bilhões de habitantes. As projeções do PNUD indicam uma classe média global de 3,2 bilhões de pessoas em 2020, representando 42% da população mundial de 7,7 bilhões de habitantes. Para 2030, as projeções indicam uma classe média global de 4,88 bilhões de pessoas, representando 59% da população mundial de 8,3 bilhões de habitantes. Ou seja, em meados da década de 2020, a classe média global será maioria da população mundial.
Entre 2009 e 2030, a classe média deve ficar aproximadamente constante na Europa, com cerca de 690 milhões de pessoas e na América do Norte, com 330 milhões de pessoas. A América Latina e o Caribe tinha uma classe média de 181 milhões em 2009, que deve passar para 251 milhões em 2020 e podendo chegar a 313 milhões de pessoas em 2030. Na África Subsariana, a classe média deve passar de 1005 milhões, para 165 milhões e 234 milhões nos mesmos períodos. Porém, o maior crescimento deve ocorrer na Ásia-Pacífico que tinha uma classe média de 525 milhões em 2009, devendo passar para 1,74 bilhão em 2020 e 3,228 bilhões em 2030. Ou seja, do total de 4,884 bilhões de pessoas, 66% da classe média mundial deverá estar vivendo na Ásia-Pacífico.
Todavia, estes cenários cornucopianos podem não se realizar caso haja um acirramento da crise econômica e um aprofundamento da crise ambiental. O próprio PNUD apresenta um cenário pessimista de aumento da pobreza decorrente de uma crise ambiental. O progresso humano tem se dado às custas do regresso do meio ambiente. Quanto maiores forem os níveis de consumo da nova classe média maiores serão os impactos ambientais. Em algum momento esta disjunção pode chegar ao grau máximo de rompimento, com a natureza, degradada, cobrando um alto preço pelo sucesso do padrão médio de vida dos seres humanos. O sonho de um mundo predominantemente de classe média pode virar pesadelo. (EcoDebate)

Crescimento infinito ou Extermínio da Humanidade?

Apesar de todos os seres vivos já nascerem equipados com o instinto de sobrevivência, que faz cada indivíduo utilizar todos os recursos disponíveis, para permanecer vivo, muitos seres têm morte antecipada, isto é, antes de completar todo o ciclo de vida. Existe também o instinto de sobrevivência das espécies, mas, mesmo assim, muitas delas já foram extintas, e muitas outras ainda serão.
A vida dos indivíduos e das espécies é, sempre, uma aventura.
Para sobreviver, uma espécie precisa não sofrer o infortúnio de ser atingida por uma catástrofe capaz de exterminá-la, e dispor de condições ambientais favoráveis à sua existência e reprodução.
A espécie humana sobreviveu, ao longo de sua existência, superando muitas dificuldades, relacionadas a climas adversos e a falta de alimentos.
Até o final do século XVIII, período que antecedeu a Revolução Industrial, a população humana teve crescimento lento, se mantendo quase estacionária durante os milênios. Porém, a partir da Revolução Industrial, ocorreu, até os dias de hoje, grande desenvolvimento científico e tecnológico, que permitiu que a população humana crescesse em ritmo muito acelerado e atingisse 7,1 bilhões de habitantes.
As possibilidades do planeta Terra, para manter população tão grande de seres humanos, já foram, há muito, ultrapassadas.
Esse problema tem sido abordado de duas formas diversas. Enquanto estudos científicos têm mostrado que os fenômenos naturais estão alterados por influência das atividades humanas, e que atingirão proporções que poderão, até o ano de 2050, desencadear o colapso do sistema Terra, os governos dos PAÍSES CAPITALISTAS continuam falando de práticas SUSTENTÁVEIS, quando sabem que essa tal sustentabilidade é impraticável com uma população de tamanhas proporções, e que continua crescendo.
O CAPITALISMO trata o problema da superpopulação humana como se ele não existisse, pois não pode prescindir do tão almejado DESENVOLVIMENTO, que depende do crescimento populacional da humanidade, e as RELIGIÕES, por princípio, não podem admitir que seja praticado o controle da natalidade.
Diante dessa situação desesperadora que a humanidade vive, atualmente, unem-se, ideologicamente, O CAPITALISMO E AS RELIGIÕES, como se pretendessem decretar o extermínio da humanidade. (EcoDebate)


quarta-feira, 27 de março de 2013

Contramão das atitudes sustentáveis

Na contramão das atitudes sustentáveis: a observância programada
Obsolescência programada é um conceito que preconiza diminuir a vida útil de um produto para “forçar” o consumo de versões mais recentes ou modernas, estimulando assim o consumismo, descartando, com isso, o conserto. Esse termo é originário do processo de “descartalização” criado a partir da década de 1930 por algumas economias capitalistas europeias no intuito de movimentar a “máquina econômica” com mais produção, uma vez que o estoque de produtos que se encontrava totalmente parado nas fábricas e, principalmente, nos portos, devido à Grande Depressão Econômica de 1929, fez travar o giro da economia.
O produto mais ilustrativo dessa prática (e dessa época) foi a lâmpada. Nos anos 1920, uma simples lâmpada durava mais de 2500 horas. Percebendo, nesse caso, que as vendas seriam bem menores dadas a elevada durabilidade do produto, os fabricantes rapidamente trataram de dar uma vida útil bem baixa a esse produto. Pouco tempo depois, o ciclo de vida desse produto caia para menos de 1000 horas.
De acordo com o documentário The Lightbulb Conspiracy (A Conspiração da Lâmpada) dirigido por Cosima Dannoritzer, fabricantes de lâmpadas se reuniram para definir padrões de produção que aumentariam o consumo. Empresas de variados segmentos produtivos descartaram projetos cujo foco era a durabilidade; designers criaram (e ainda criam; vide os celulares e os notebooks, por exemplo) produtos que ficariam defasados em curto espaço de tempo e chips foram colocados em impressoras para contar o número de impressões, diminuindo-as para pouco tempo. Aos poucos, além das lâmpadas e impressoras outros produtos foram ganhando essa mesma tendência; em especial, os eletroeletrônicos e suas múltiplas versões e a indústria de confecção que “força” uma nova moda e tendência (incluindo estilos e, principalmente, cores de roupas) a cada estação do ano.
Na verdade, a prática da obsolescência programada (proposital curta vida útil) se configura numa maquiavélica estratégia de mercado, tendo em vista que em alguns casos o conserto, propositadamente, é mais caro, o que inevitavelmente faz com que os consumidores não tenham alternativas, a não ser partir para uma nova compra. Isso nada mais é do que uma manipulação das indústrias em prol do ato de consumir. Em outras palavras, é andar na contramão das atitudes sustentáveis, enaltecendo assim um profundo desrespeito das indústrias para com os consumidores, com o planeta e com a natureza.
Na prática, alguns segmentos produtivos que ainda adotam esse procedimento incorrem na “necessidade” de forçar mais produção e, portanto, mais poluição, tanto no ato da produção quanto no descarte. É a economia que não quer parar de crescer, trazendo em seu rastro dilapidação ambiental. Essa prática nada recomendável embute um desajuste sobre a atividade econômica que resvala sobremaneira na capacidade do planeta em suportar produções em escalas cada vez mais alucinantes. Nesse pormenor, é importante lembrar que a humanidade já está consumindo 30% a mais do que o planeta é capaz de repor e é preciso que haja uma redução em até 40% nas emissões de gases de efeito estufa para que a temperatura não suba mais do que 2º C.
O forte apelo ao consumo se concentra basicamente nas mãos de 20% da humanidade que “engole” 80% de tudo o que é produzido no planeta, demandando recursos naturais que a natureza não é capaz de prover. Lamentavelmente, a obsolescência programada tem contribuído muito para isso. (EcoDebate)

segunda-feira, 25 de março de 2013

A população de Singapura em 2100

Singapura é um pequeno país tropical, mas economicamente rico e com excelente qualidade de vida de seus cidadãos. O país é uma Cidade-Estado, de 700 km2 (menor do que o tamanho da cidade do Rio de Janeiro) composta por 63 ilhas, separado da Malásia pelo Estreito de Johor e separado da Indonésia pelo Estreito de Singapura. A maior parte da população é composta por chineses, seguidos de malaios e indianos.
O país foi criado como entreposto comercial da Companhia das Índias Orientais por Sir Stamford Raffles em 1819 e se tornou um colônia britânica. Durante a Segunda Guerra Mundial foi invadido pelo Japão, mas voltou ao domínio britânico após a derrota japonesa. Conseguiu a independência em 1959 (mesmo ano da Revolução Cubana), mas se juntou à Malásia e só se tornou um Estado totalmente independente em 1965.
Embora nunca tenha sido um país miserável, Singapura era bastante pobre e tinha, no quinquênio 1950-55, uma mortalidade infantil de 61 por mil, uma esperança de vida ao nascer de 60 anos e Taxa de Fecundidade Total (TFT) de 6,6 filhos por mulher. Mas em poucas décadas Singapura deu a volta por cima e atualmente apresenta indicadores econômicos e sociais melhores, por exemplo, do que os dos Estados Unidos. Segundo dados do FMI a renda per capita de Singapura (em poder de paridade de compra – ppp), em 2012, era de 61,5 mil dólares, contra 50,2 mil dólares dos EUA. No quinquênio 2005-10 Singapura tinha uma mortalidade infantil de somente 1,6 por mil esperanças de vida ao nascer de 81 anos, contra números respectivos de 6,8 por mil e 78 anos, nos Estados Unidos. Em 2012 o desemprego estava em 2% em Singapura contra 8% nos EUA, além do primeiro ter altos superávits comerciais e baixo endividamento. O Banco Mundial considera Singapura como o melhor lugar no mundo para se fazer negócios, superando, desta forma, os EUA e os países da Europa.
Singapura tem algumas semelhanças pontuais com Cuba, pois ambos são países insulares, com populações relativamente pequenas, foram governadas por partido único, com regimes autoritários, tiveram forte presença do Estado e fizeram suas “revoluções” em 1959. Porém, para os ideólogos do desenvolvimentismo, o sucesso econômico e social de Singapura é sem igual.
A população de Singapura era de 1 milhão de habitantes em 1950, chegou a 5 milhões em 2010. A divisão de população da ONU estima, na hipótese média, uma população de 6,1 milhões de pessoas em 2050 e 5,6 milhões em 2100. Na hipótese baixa, Singapura teria 5,4 milhões em 2050 e 3,6 milhões em 2100. Nos últimos 50 anos a maior parte do crescimento demográfico ocorreu devido à imigração. Em 1950, a densidade demográfica de Singapura era de 1.496 habitantes por km2, passando para 7.447 hab/km2, em 2010 e podendo ultrapassar 8 mil hab/km2, na segunda metade do século XXI.
A taxa de fecundidade total (TFT) era de 6,6 filhos por mulher no quinquênio 1950-55 e em menos de 25 anos já apresentava taxas abaixo do nível de reposição. Em 2005-10 a TFT estava em somente 1,25 filhos por mulher. Mesmo que esta taxa suba um pouco nas próximas décadas o crescimento populacional só será mantido com o fluxo positivo de migrantes. O número anual de nascimentos estava em 54 mil no início da década de 1950 e caiu para 41 mil no quinquênio 2005-10, número muito baixo para o tamanho da população. A esperança de vida era de 60 anos em 1950, passou para 81 anos em 2010 e deve ultrapassar 90 anos em 2100 (uma das maiores do mundo).
Embora Singapura seja um local altamente urbanizado, metade do seu território é coberto por vegetação e o país tem investido no planejamento urbano, no transporte coletivo, na agricultura urbana e em projetos verdes, como o aterro sanitário de Pulau Semakau que é considerado um dos mais modernos do mundo.
Mas o modelo econômico e social de Singapura, com seu alto nível de consumo – embora promova alto padrão de vida e educação para seus habitantes – não é generalizável para o resto do globo, pois o país possui um grande déficit ecológico. Segundo o relatório Planeta Vivo, da WWF, a pegada ecológica per capita era de 6,1 hectares globais (gha) para uma biocapacidade de apenas 0,02 gha. Portanto, Singapura depende da biocapacidade excedente de alguns países do mundo.
Singapura soube tirar proveito de suas vantagens comparativas e construir um país altamente eficiente em termos econômicos e com Índice de Gini (47,3) da distribuição de renda menor do que a maioria dos países em desenvolvimento. Mas o estilo de vida do povo de Singapura não é autossustentável em termos ambientais. Muitos países querem copiar o modelo da pequena ilha asiática, mas este alto padrão de vida não é generalizável, sendo inatingível para os mais de 7 bilhões de habitantes do mundo. (EcoDebate)

domingo, 24 de março de 2013

Muitas espécies, uma só água

A água é essencial para todas as espécies.
Por isso, buscamos sempre atuar de forma responsável com recursos hídricos em todas as nossas atividades e processos produtivos.
Só em 2012, reutilizamos mais de 23 bilhões de litros de água em nossas instalações.
Além disso, desde 2008, investimos mais de R$ 500 milhões em projetos destinados com a água e o clima do Programa Petrobras Ambiental.
Afinal, cuidar da água é cuidar da vida. (petrobras)

sábado, 23 de março de 2013

Tipos de água

Informações sobre os diversos tipos de água encontrados na natureza.
Água passando por processo de tratamento visando o consumo humano.
Os diversos tipos de água
Ao contrário do que muita gente pensa, não existe apenas um tipo de água na natureza. Podemos encontrar na natureza águas de todo tipo: próprias e impróprias para o consumo, contaminadas, com propriedades terapêuticas, etc.
Principais tipos
- Água potável: destinada ao consumo humano por apresentar as condições ideais para a saúde. Pode ser tratada ou retirada de fontes naturais, desde que seja pura.
- Água salobra: é uma água de aparência turva. Possui grandes quantidades de sal ou outra substância dissolvida. Não pode ser consumida pelo ser humano. É muito encontrada em regiões de mangue (áreas alagadas próximas ao litoral).
- Água doce: é a água que encontramos em rios, lagos, riachos, etc. Possui baixa quantidade de minerais e algumas impurezas (caso esteja contaminada). É uma água de cor marrom, pois possui também grande quantidade de terra dissolvida. Para ser consumida precisa passar por processo de tratamento específico. Quando está limpa, costuma abrigar grandes quantidades de peixes. O Brasil é um país rico em água doce graças a grande quantidade de rios.
- Água salgada: é a conhecida água do mar. Possui grande quantidade de sais, principalmente o famoso sal de cozinha (cloreto de sódio). Não pode ser consumida pelo ser humano.
- Água contaminada: geralmente presente em rios e lagos que recebem esgotos ou resíduos industriais. Não pode ser consumida, pois apresenta microrganismos que transmitem doenças ou produtos químicos que prejudicam a saúde humana. Geralmente encontramos baixa existência de vida animal neste tipo de água.
- Água destilada: água com altas concentrações de hidrogênio e oxigênio. É produzida de forma artificial em indústrias pelo processo de destilação. Na natureza, ela se forma durante o processo de chuva. É uma água muito usada em baterias de automóveis ou como reagente industrial. Não pode ser consumida.
- Água mineral: água que possui grande quantidade de minerais oriundos da natureza. Algumas destas águas possuem propriedades terapêuticas. Alguns tipos de águas minerais são próprias para o consumo, tanto que são envasadas e vendidas por empresas.
- Água poluída: é um tipo de água misturada com algum poluente. Neste caso, a água perde seu cheiro e cor natural, ficando imprópria para o consumo. (suapesquisa)

Com mata recuperada, água fica mais limpa

Um relatório divulgado nesta semana pelo projeto Água das Florestas aponta o impacto que a restauração de 217 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) teve sobre as águas da bacia dos Rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí. Em três anos, 13 dos 14 pontos avaliados como ruins deixaram essa condição.
Parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com o Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB), o projeto elegeu 28 pontos ao longo de 13 propriedades próximas à bacia e, além da restauração, envolveu a comunidade local em um modelo de gestão participativa.
Em 2010, quando a ação foi iniciada, 14 pontos era considerados ruins e os outros 14 eram avaliados como regulares. A medição mais recente, porém, aponta que apenas 1 ponto continua com o indicador ruim, enquanto 25 pontos apresentaram qualidade regular e outros 2 já eram classificados como bons.
As áreas de Ribeirão da Floresta e Ribeirão da Grama, cujos pontos variavam entre ruim e regular, foram as que registraram os melhores resultados. As duas microbacias abastecem diretamente a população da cidade de Salto, cuja demanda urbana é de cerca de 150 mil habitantes/ dia.
Para a coordenadora do programa, Malu Ribeiro, os resultados evidenciam a importância da manutenção de uma maior área de matas ciliares - um dos pontos modificados pelo novo Código Florestal.
Análise. O monitoramento é feito pela coleta de água e o uso de um kit desenvolvido pelo programa. A análise engloba 14 parâmetros físico-químicos, como transparência da água, lixo e odor, classificando a água em cinco níveis: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo. (OESP)

Estudo expõe poluição nos rios do País

Levantamento da SOS Mata Atlântica em 21 cidades mostra que, dos 30 rios avaliados, nenhum estava em situação satisfatória.
A análise de 30 rios localizados nas Regiões Sudeste e Nordeste mostra a situação preocupante da gestão hídrica no País. Divulgado ontem, no Dia Internacional da Água, o levantamento da SOS Mata Atlântica não encontrou nenhum rio, córrego ou lago em 21 cidades visitadas no ano passado em situação satisfatória: 21 foram considerados de qualidade regular e outros 9, classificados como ruins.
A ação é parte do projeto A Mata Atlântica é aqui, exposição itinerante que passou por municípios de nove Estados brasileiros entre janeiro e dezembro de 2012. Entre as três dezenas de rios avaliados, 26 foram analisados pela primeira vez pelo projeto. Dos quatro rios avaliados em outros anos, três pioraram seus índices e um manteve a mesma classificação.
A avaliação englobava 14 parâmetros físico-químicos, que incluem transparência da água, quantidade de lixo e odor. Dessa forma, a qualidade da água era avaliada segundo cinco níveis de pontuação: péssimo (de 14 a 20 pontos), ruim (de 21 a 28 pontos), regular (de 29 a 35 pontos), bom (de 36 a 40 pontos) e ótimo (acima de 40 pontos).
Três locais tiveram a pior avaliação, com 23 pontos: o Córrego Bussocaba, em Osasco, na foz do Rio Tietê, o Rio Grande, no Rio, e o Rio Salgadinho, em Maceió. Segundo Romilda Roncatti, coordenadora da exposição itinerante, o fato de a maior parte (70%) dos rios estar em situação regular não diminui a preocupação.
"Independentemente de ser regular ou ruim, todos são preocupantes. Os rios de qualidade regular são bastante poluídos e os ruins não têm nenhuma condição de uso pela população", explica. "Temos de voltar os olhos para as águas de nosso País, especialmente na questão do saneamento básico."
Especialmente nos locais que tiveram a pior avaliação, explica Roncatti, a principal agravante era o despejo de esgoto doméstico. "É preciso investir em infraestrutura para que o esgoto não vá direto para o rio. Percebemos ainda que muita gente tende a olhar o rio como um lixão, que leva os resíduos para longe. É preciso mudar este olhar", afirma a coordenadora.
As análises que tiveram o melhor resultado foram as do Rio Vaza-Barris, em Aracaju, com 34 pontos, e do Rio Pratagy, em Maceió, com 33 pontos.
Esta é a terceira vez que o levantamento anual, que não tem valor pericial, é realizado pela Fundação SOS Mata Atlântica. No ano passado, em uma avaliação mais ampla, a análise de 49 rios de 11 Estados do Sudeste, Sul e Nordeste constatou que 75,5% eram classificados como de qualidade regular, enquanto que os 24,5% restantes tinham nível ruim.
"Esta analise é meramente informativa e não confrontamos com dados de outras instituições. Mas ela tem parâmetros corretos e tem servido para levar informação às populações que vivem e dependem desses recursos hídricos", afirma Roncatti.
Itinerante. A análise dos rios é parte do projeto A Mata Atlântica é aqui, que seleciona a cada ano diversas localidades que, no passado, foram cobertas por esse tipo de floresta. Dois biólogos fixos, num caminhão-baú, escolhem um ponto nas cidades visitadas para montar a central de informações. Com a ajuda de um monitor local, é organizada uma programação de 15 dias de palestras, oficinas e debates - com a participação de escolas, chegam a receber 80 crianças por hora.
Desde maio do ano passado, o projeto percorre cidades litorâneas com o tema Nosso verde também depende do azul. "Pela proximidade com o mar, as cidade de praia deveriam ser mais conscientes, mas infelizmente não é o que temos visto", lamenta Romilda. "O lixo doméstico muitas vezes é despejado na própria praia." (OESP)

O que é Ciclo da Água?

O nome científico do ciclo da água é ciclo hidrológico!
É assim que chamamos a troca constante que a água faz entre a terra, mares, rios florestas e a atmosfera.
De maneira simplificada, podemos dizer que o ciclo da água envolve a constante mudança de estado físico desse elemento. Ou seja, na natureza a água se torna ora líquida, ora gasosa... e para isso conta com ajuda da energia do sol.
O sol provoca a evaporação dos oceanos, lagos, rios e lençóis subterrâneos.
Evaporação é a passagem da água do estado líquido para o gasoso, quando ela assume a forma de vapor. A evaporação também ocorre durante a respiração dos animais e plantas.
Como vapor, a água vai para camadas mais altas da atmosfera e forma as nuvens.
Quando a condensação aumenta nas nuvens, o vapor d'água se transforma novamente em líquido. Assim, a água volta novamente para a superfície da terra como gotas de chuva, o que chamamos de precipitação.
Em lugares frios essa água cai em forma de flocos de neve.
Sobre a superfície, a água da chuva escoa para formar os oceanos, lagos, rios e lençóis subterrâneos... e assim, o ciclo da água recomeça. (ciclodaagua)

22 de março é o Dia Mundial da Água

Em 22 de março de 1992 a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou a “Declaração Universal dos Direitos da Água” para que as pessoas se conscientizassem da importância da água para a vida humana.
No ano seguinte, o Dia Mundial da Água (DMA) foi definido como o dia 22 de março, também pela Assembleia Geral da ONU, por meio da resolução A/RES/47/193 de fevereiro de 1993. Ele foi criado para que os povos de todo o mundo possam discutir, pensar e tomar atitudes positivas em relação aos recursos hídricos disponíveis no planeta.
A criação do Dia Mundial da Água está de acordo com as recomendações da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, contidas no capítulo 18 (Recursos hídricos) da Agenda 21.
Declaração Universal dos Direitos da Água
Art. 1º - A água faz parte do patrimônio do planeta. Cada continente, cada povo, cada nação, cada região, cada cidade, cada cidadão é plenamente responsável aos olhos de todos.
Art. 2º - A água é a seiva do nosso planeta. Ela é a condição essencial de vida de todo ser vegetal, animal ou humano. Sem ela não poderíamos conceber como são a atmosfera, o clima, a vegetação, a cultura ou a agricultura. O direito à água é um dos direitos fundamentais do ser humano: o direito à vida, tal qual é estipulado do Art. 3 º da Declaração dos Direitos do Homem.
Art. 3º - Os recursos naturais de transformação da água em água potável são lentos, frágeis e muito limitados. Assim sendo, a água deve ser manipulada com racionalidade, precaução e parcimônia.
Art. 4º - O equilíbrio e o futuro do nosso planeta dependem da preservação da água e de seus ciclos. Estes devem permanecer intactos e funcionando normalmente para garantir a continuidade da vida sobre a Terra. Este equilíbrio depende, em particular, da preservação dos mares e oceanos, por onde os ciclos começam.
Art. 5º - A água não é somente uma herança dos nossos predecessores; ela é, sobretudo, um empréstimo aos nossos sucessores. Sua proteção constitui uma necessidade vital, assim como uma obrigação moral do homem para com as gerações presentes e futuras.
Art. 6º - A água não é uma doação gratuita da natureza; ela tem um valor econômico: precisa-se saber que ela é, algumas vezes, rara e dispendiosa e que pode muito bem escassear em qualquer região do mundo.
Art. 7º - A água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada. De maneira geral, sua utilização deve ser feita com consciência e discernimento para que não se chegue a uma situação de esgotamento ou de deterioração da qualidade das reservas atualmente disponíveis.
Art. 8º - A utilização da água implica no respeito à lei. Sua proteção constitui uma obrigação jurídica para todo homem ou grupo social que a utiliza. Esta questão não deve ser ignorada nem pelo homem nem pelo Estado.
Art. 9º - A gestão da água impõe um equilíbrio entre os imperativos de sua proteção e as necessidades de ordem econômica, sanitária e social.
Art. 10º - O planejamento da gestão da água deve levar em conta a solidariedade e o consenso em razão de sua distribuição desigual sobre a Terra. (ciclodaagua)

Ciclo hidrológico

Esquema do Ciclo Hidrológico (ou ciclo da água).
O ciclo da água, conhecido cientificamente como o ciclo hidrológico, refere-se à troca contínua de água na hidrosfera, entre a atmosfera, a água do solo, águas superficiais, subterrâneas e das plantas. A ciência que estuda o ciclo hidrológico é a Hidrologia.
A água se move perpetuamente através de cada uma destas regiões no ciclo da água constituindo os seguintes processos principais de transferência:
Evaporação dos oceanos e outros corpos d'água (rios, lagos e lagunas) no ar e a evapotranspiração das plantas terrestres e animais para o ar.
Precipitação, pela condensação do vapor de água do ar e caindo diretamente na terra ou no mar.
Escoamento superficial sobre a terra, geralmente atingem o mar.
A maior parte do vapor de água sobre os oceanos retorna aos oceanos, mas os ventos transportam o vapor de água para a terra com a mesma taxa de escoamento para o mar, a cerca de 36 Tt por ano. Sobre a terra, evaporação e transpiração contribuem com outros 71 Tt de água por ano. A chuva, com uma taxa de 107 Tt por ano sobre a terra, tem várias formas: mais comumente chuva, neve e granizo, com alguma contribuição em nevoeiros e orvalho. A água condensada no ar também podem refratar a luz solar para produzir um arco-íris.
A água é a única substância que existe, em circunstâncias normais, em todos os três estados da matéria (estados da matéria (sólido, líquido e gasoso) na natureza. A coexistência destes três estados implica que existam transferências contínuas de água de um estado para outro; esta sequência fechada de fenômenos pelos quais a água passa do globo terrestre para a atmosfera é designado por ciclo hidrológico.
A água da evapotranspiração (nome cientifico dado ao vapor de água obtido da transpiração e da evaporação) atinge um certo nível da atmosfera em que ele se condensa, formando nuvens. Nas nuvens, o vapor de água condensa-se formando gotículas, que permanecem em suspensão na atmosfera. Estas gotículas, sob certas condições, agregam-se formando gotas maiores que precipitam-se, ou seja, chove. A chuva pode seguir dois caminhos, ela pode infiltrar-se e formar um aquífero ou um lençol freático ou pode simplesmente escoar superficialmente até chegar a um rio, lago ou oceano, onde o ciclo continua.
Da superfície para a atmosfera
O ciclo da água inicia-se com a energia solar que incide na Terra. A transferência da água da superfície terrestre para a atmosfera, passando do estado líquido ao estado gasoso, processa-se através da evaporação direta, por transpiração das plantas e dos animais e por sublimação (passagem direta da água da fase sólida para a de vapor). A vegetação tem um papel importante neste ciclo, pois uma parte da água que cai é absorvida pelas raízes e acaba por voltar à atmosfera pela transpiração ou pela simples e direta evaporação. Durante esta alteração do seu estado físico absorve calor, armazenando energia solar na molécula de vapor de água à medida que sobe à atmosfera.
Dado a influência da energia solar no processo de evaporação, a água evapora-se em particular durante os períodos mais quentes do dia e em particular nas zonas mais quentes da Terra.
A evaporação é elevada nos oceanos que estão sob a influência das altas subtropicais. Nos oceanos equatoriais, onde a precipitação é abundante, a evaporação é menos intensa. Nos continentes, os locais onde a precipitação é mais elevada existem florestas e onde a precipitação é mais baixa, existem desertos.
Em terra, em algumas partes dos continentes, a precipitação é maior que a evaporação e em outras regiões ocorre o contrário, contudo predomina a precipitação, sendo que os oceanos cobrem o terreno evaporando mais água que recebem pela precipitação.
Da atmosfera de volta à superfície
O vapor de água é transportado pela circulação atmosférica e condensa-se após percursos muito variáveis, que podem ultrapassar 1000 km. Poderá regressar à superfície terrestre numa das formas de precipitação (por exemplo, chuva, granizo ou neve), como voltar à atmosfera mesmo antes de alcançar a superfície terrestre (através de chuva miúda quente). Em situações menos vulgares, poderá ainda transformar-se em neve e cair em cima de uma montanha e permanecer lá 1000 anos. Toda esta movimentação é influenciada pelo movimento de rotação da Terra e das correntes atmosféricas.
A água que atinge o solo tem diferentes destinos. Parte é devolvida à atmosfera através da evaporação, parte infiltra-se no interior do solo, alimentando os lençóis freáticos. O restante, escorre sobre a superfície em direcção às áreas de altitudes mais baixas, alimentando diretamente os lagos, riachos, rios, mares e oceanos. A infiltração é assim importante, para regular a vazão dos rios, distribuindo-a ao longo de todo o ano, evitando, assim, os fluxos repentinos, que provocam inundações. Caindo sobre uma superfície coberta com vegetação, parte da chuva fica retida nas folhas A água interceptada evapora, voltando à atmosfera na forma de vapor.
O ciclo hidrológico atua como um agente modelador da crosta terrestre devido à erosão e ao transporte e deposição de sedimentos por via hidráulica, condicionando a cobertura vegetal e, de modo mais genérico, toda a vida na terra.
O ciclo hidrológico é, pois, um dos pilares fundamentais do ambiente, assemelhando-se, no seu funcionamento, a um sistema de destilação global. O aquecimento das regiões tropicais devido à radiação solar provoca a evaporação contínua da água dos oceanos, que é transportada sob a forma de vapor pela circulação geral da atmosfera, para outras regiões. Durante a transferência, parte do vapor de água condensa-se devido ao arrefecimento formando nuvens que originam a precipitação. O retorno às regiões de origem resulta da acção conjunta da infiltração e escoamento superficial e subterrâneo proveniente dos rios e das correntes marítimas.
Processos
Precipitação consiste no vapor de água condensado que cai sobre a superfície terrestre. (Chuva)
Infiltração consiste no fluxo de água da superfície que se infiltra no solo.
Escoamento superficial é o movimento das águas na superfície terrestre, nomeadamente do solo para os mares.
Evaporação é a transformação da água no seu estado líquido para o estado gasoso à medida que se desloca da superfície para a atmosfera.
Transpiração é a forma como a água existente nos organismos passa para a atmosfera.
Evapotranspiração é o processo conjunto pelo qual a água que cai é absorvida pelas plantas, voltando à atmosfera através da transpiração ou evaporação directa (quando não absorvida).
Condensação é a transformação do vapor de água em água líquida, com a criação de nuvens e nevoeiro.
Composiçaõ química
A água pura (H2O) é um líquido cujas moléculas são formadas por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio. Quando na atmosfera, pode reagir com determinados gases - como dióxido de enxofre (SO2), óxidos de nitrogênio (NO, NO2, N2O5) e dióxido de carbono (CO2) – ocasionando chuvas ácidas.
Serviços ambientais prestados pela água
Os serviços ambientais são a ligação entre os ecossistemas, o bem estar humano e a economia. Na verdade, são os serviços prestados pelo meio ambiente para sustentar e garantir a vida humana.
Entre outros, a água presta os seguintes serviços ambientais:
regulação do clima; regulação dos fluxos hidrológicos; reciclagem de nutrientes; diluição de efluentes (emissários submarinos e subfluviais; produção de energia (usina hidrelétrica); recreação.
A tabela seguinte apresenta a correspondência entre alguns serviços ambientais prestados pela água substituíveis por capital humano:
Serviços ambientais prestados pela água – Infiltração, escoamento, reciclagem de nutrientes; Infiltração; Reciclagem de nutrientes; Reciclagem de nutrientes, precipitação
Serviços ambientais prestados pelo capital humano - Sistemas de abastecimento de água e de saneamento; Sistemas de drenagem; Sistemas de tratamento de águas residuais; Sistemas de rega
O volume total da água na Terra mantém-se constante, variando ao longo do tempo a sua distribuição por fases.
Se fôssemos dividir a água do planeta - incluindo a congelada, salgada e potável - daria 7 piscinas olímpicas para cada pessoa da Terra por toda a vida, mas se dividirmos só a potável daria somente 2 litros para cada habitante do planeta por toda a vida.
Os oceanos constituem cerca de 96,4% de toda a água do planeta. Dos 3,6% restantes, aproximadamente 2,25% estão localizados nas calotas polares e nas geleiras, enquanto apenas 0,75% é encontrado na forma de água subterrânea, em lagos, rios e também na atmosfera, como vapor d'água.
84% da água que evapora para a atmosfera tem origem nos oceanos, enquanto que apenas 16% são oriundos dos continentes.
A água que usamos para beber - que está nos rios, lagos e águas subterrâneas - é menos de 0,01% da água existente no planeta.
A quantidade total de vapor de água na atmosfera é equivalente a cerca de uma semana de precipitação em todo o globo.
Num ano, a atmosfera produz uma quantidade de precipitação na Terra 32 vezes maior em volume do que a sua capacidade total de armazenamento de água. Em média, cada molécula de água evaporada fica aproximadamente 10 dias em suspensão na atmosfera antes de voltar a cair no solo.
De acordo com a Organização das Nações Unidas, no último meio século, a disponibilidade de água por ser humano diminuiu 60%, enquanto que a população aumentou 50%.
Devido às forças tectônicas, que agem no sentido de criar montanhas, a Terra não é hoje um planeta uniformemente coberto por uma camada de 3 km de água salgada.
A água é o mais importante dos constituintes dos organismos vivos, pois cerca de 50 a 90 % da biomassa é constituída por água. O seu papel nas funções biológicas é extremamente importante e diversificado, sendo necessária, por exemplo, para o transporte de nutrientes e dos produtos da respiração celular e para a decomposição da matéria orgânica, que libera a energia necessária para o metabolismo.
A chuva é um purificador atmosférico.
A água da chuva é carregada de bactérias. (wikipedia)

10 Dicas para economizar Água

A água é essencial para a vida no planeta, por isso valem seguir estas 10 dicas para evitar desperdícios e poupar este elemento tão valioso!
1 - Tome banhos rápidos... e aproveite para fazer xixi no chuveiro também!
2 - Beba água para se hidratar. Mas coloque no copo somente a água que você vai beber, para não ter que jogar fora o que sobrar!
3 - Exagerar na descarga do banheiro é jogar água no lixo! Não faça isso!
4 - Vazamentos? Chame um encanador rapidinho! Além de desperdício de água é prejuízo na certa!
5 - Antes de comer, lave as mãos! Mas feche a torneira enquanto ensaboar-se!

6 - Ao sair do seu quarto, da sala, etc economize a água das hidrelétricas: apague a luz!

7 - Uma boa tubulação evita o desperdício de água e mantém sua casa livre do mofo!

8 - Lembre-se de fechar a torneira quando estiver escovando os dentes! E avise o papai para fazer o mesmo na hora de fazer a barba!

9 - Para lavar o carro ou o quintal, é melhor usar um balde! O uso da mangueira gasta muita água!

10 - Jogue água nas plantinhas, mas não exagere: elas podem se afogar!
Seguindo estas dicas você estará ajudando nosso planeta a ser um lugar bem melhor para se viver! Parabéns! (ciclodaagua)

Brasil conhece pouco sua principal reserva

Geólogos que estudam Aquífero Alter do Chão se queixam da falta de interesse do governo e até do Banco Mundial.
O Brasil pouco sabe sobre a principal reserva estratégica de água do seu território. Descoberto no fim dos anos 1950, o Aquífero Alter do Chão, na Região Norte, ganhou notoriedade na década passada com a descoberta de que faz parte de um sistema mais amplo, conhecido como Grande Amazônia.
Esse sistema teria quatro vezes o volume do Aquífero Guarani - localizado nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste e considerado um dos maiores do mundo. Pioneiros nos estudos, pesquisadores da Universidade Federal do Pará (UFPA) reclamam da falta de investimentos do governo, que recentemente iniciou trabalhos na região.
Ainda preliminares, os dados mais recentes, considerados conservadores pelos geólogos do Instituto de Geociências da UFPA, indicam que o chamado Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga) teria potencial para comportar uma reserva de mais de 160 mil quilômetros cúbicos - bastante superior aos 37 mil existentes no Aquífero Guarani.
Francisco Matos, que coordena as pesquisas, diz que os números exorbitantes não têm sido suficientes para atrair investimentos em estudos acadêmicos. Após buscar financiamento até no Banco Mundial, a UFPA tenta criar um mestrado em Recurso Hídricos para poder avançar.
"Apesar de ficar 500 metros abaixo do solo, o aquífero pode até sofrer contaminação por conta da falta de coleta de esgotos nas grandes cidades do Norte", diz Matos. "Além disso, envolve segurança nacional. A Saga, mesmo tendo a maior parte no Brasil, é transfronteiriça, e é preciso discutir sua exploração com os países vizinhos."
Cautela. A Agência Nacional de Água (ANA), que em 2011 iniciou estudos nas bacias sedimentares amazônicas, é cautelosa sobre a questão. "Ainda estamos estudando para dizer se é mesmo um sistema só, pois inicialmente se falava em unidades distintas dos aquíferos Alter do Chão, Solimões e Içá", afirma o gerente de águas subterrâneas da ANA, Fernando de Oliveira.
Segundo ele, a agência analisa uma área de 1,2 milhão de quilômetros quadrados com ajuda de informações geológicas obtidas na Agência Nacional do Petróleo (ANP), que perfurou centenas de poços petrolíferos na região. "O Brasil tem demanda de todos os tipos e este estudo não era prioridade do governo", admite Oliveira. "O estudo de águas subterrâneas é o 'primo mais novo', ainda estamos começando."
Um sistema de grande porte como esse exige cuidados. "Os aquíferos podem abastecer uns aos outros e gerar água de muita qualidade, mas há algumas precauções", diz Ruddi de Souza, diretor da empresa de serviços hídricos Veolia Water Brasil. "A rocha que guarda a água é do tipo porosa, absorvendo substâncias nocivas com facilidade. E, por estar interligado, a contaminação pode se espalhar pelo sistema." (OESP)

Controle de água renderá R$ 100 milhões

Na tentativa de melhorar a gestão da água no País e evitar conflitos no futuro, o governo federal mudou de estratégia e reservou R$ 100 milhões para distribuir aos Estados que aumentarem o controle do uso de recursos hídricos nos próximos cinco anos. O programa de incentivo, que integra o Ano Internacional de Cooperação pela Água, foi anunciado ontem, véspera do Dia Mundial da Água, celebrado em 22/03/13.
"A gestão de recursos hídricos no Brasil é muito desigual. Alguns Estados avançaram bastante, como Ceará, Minas, Rio e São Paulo, mas a grande maioria tem uma precariedade técnica muito grande. Então, pensamos em um mecanismo para incentivar os Estados. Mas não é apoio puro e simples: eles vão precisar se comprometer com metas e atingir resultados para receber o pagamento", disse o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.
A adesão ao Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas será voluntária. Cada unidade da federação poderá receber até R$ 750 mil por ano, caso atinja as metas. Serão levados em conta, por exemplo, instrumentos previstos em lei como cadastro de usuários, monitoramento dos recursos hídricos e outorgas (concessões de uso da água), além do funcionamento de comitês e a existência de conselhos estaduais.
"Temos Estados sem nada estruturado, que nunca emitiram outorga, com pessoas usando a água sem o menor controle. Isso compromete o futuro", disse Andreu. A adesão dos Estados deverá ocorrer por meio de decreto dos governadores, e as metas precisarão ser aprovadas pelos conselhos estaduais. "Supondo que todos vão aderir e as metas serão atingidas, em cinco anos serão R$ 100 milhões para investimento em gestão."
O presidente da ANA disse que a situação é mais crítica nas Regiões Norte e Centro-Oeste. "No Nordeste, até por trabalharem com restrição e escassez, há Estados que avançaram bastante." Segundo ele, a ideia é "fugir da condição tradicional da penalidade, em que o Estado é obrigado a fazer, não faz e nada acontece, porque a penalidade nunca é aplicada". "Queremos fazer com que Estados sejam estimulados a atingir resultados que, em essência, deveriam cumprir."
O que falta, principalmente, é uma equipe técnica capaz de implementar cadastro, monitoramento, sistemas de informação e outorga para se ter algum controle sobre o uso da água, disse Andreu. "Sem isso, é cheque em branco para o futuro. Não se sabe o que pode acontecer. Podemos enfrentar conflitos seriíssimos entre usuários ou entre unidades da federação."
Nova agenda. Especialista sênior em Água e Saneamento do Banco Mundial, Marcos Thadeu Abicalil cita a discussão sobre uma nova fonte de água para a Grande São Paulo. "Há hoje um conflito entre Rio e São Paulo envolvendo o uso do Rio Paraíba do Sul, que é federal. Isso está gerando falta de entendimento. Cai-se na questão da cooperação." Abicalil avalia que, sem cooperação, não será possível dar conta dos desafios do século 20, como garantir acesso à água e ao saneamento e, ao mesmo tempo, enfrentar a nova agenda do século 21, relacionada às mudanças climáticas. "A agenda velha ainda custa caro. Seriam necessários R$ 330 bilhões até 2030 para o saneamento. Isso significaria um volume de R$ 17 bilhões por ano e o País investe metade disso." Para o engenheiro Benedito Braga, que assumiu há quatro meses a presidência do Conselho Mundial da Água (WWC, na sigla em inglês), a cooperação internacional tem a perspectiva de trazer os países para uma discussão sobre os problemas, com o objetivo de atenuar questões de natureza política.
Soberania. O presidente da ANA diz que a cooperação internacional "é sempre delicada, porque trata de questões de soberania". Segundo ele, o Brasil dará prioridade ao "aprimoramento das relações com países sul-americanos e de língua portuguesa". "Houve o problema recente entre a Argentina e o Uruguai por conta do compartilhamento de recursos hídricos. A gente quer se antecipar e prevenir esses conflitos fortalecendo a gestão."
No Rio
O Dia Mundial da Água, criado há duas décadas pelas Nações Unidas e celebrado hoje, foi mais uma vez precedido por uma tragédia provocada pela chuva e pelo descaso na região serrana do Rio. Paralelamente à questão do acesso à água potável e ao saneamento, o tema da adaptação aos impactos provocados por mudanças climáticas precisa entrar de vez na agenda dos governos, diz 0 engenheiro Benedito Braga, um dos maiores especialistas do País em recursos hídricos, que assumiu há quatro meses a presidência do Conselho Mundial da Água. "É preciso coragem para intervir quando necessário. Sem a providência de realocar a população que vive em área de risco, ela será impactada no ano seguinte."
Cerca de 90% dos desastres naturais ocorridos no País têm relação com falta ou excesso de água, afirma o pesquisador Carlos Machado, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz.
Instagram
Cliquem a água! O Estado lançou na internet uma missão para os seus leitores neste Dia Mundial da Água: Fotografem a água! Foi a única instrução que passamos. A partir daí, era com os internautas.Pedimos a eles que usassem a imaginação para homenagear o nosso líquido mais precioso da forma como eles achassem mais interessante. E nos locais mais criativos que viessem a suas cabeças.
O pedido foi feito na segunda-feira. Em apenas dois dias, foram mais de 1,5 mil fotografias enviadas por e-mail e pelo Instagram, a rede social de fotos mais famosa atualmente na internet e disponível para iPhone e iPad, além de smartphones e tablets que rodam Android.
Participaram leitores de todo o Brasil e até de outros países.
Há fotos de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Paraná, Espírito Santo, França, África do Sul e EUA, entre outros. Os editores do Estado fizeram a seleção de acordo com a originalidade das imagens, além da beleza estética e o respeito ao tema principal do ensaio, a água.
Dentre todas as imagens recebidas, foram escolhidas as 40 melhores. Elas serão publicadas hoje em forma de galeria no site estadão.com.br. Ou seja, estes 11 cliques que estão aí do lado são apenas um aperitivo! As melhores fotografias também serão postadas ao longo do dia na conta do Estado no Instagram.
Cerca de 90% dos desastres naturais ocorridos no País têm relação com a falta ou excesso de água, afirma o pesquisador Carlos Machado, da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz. (canaldoprodutor)

Controle de água renderá R$ 100 mi

Governo distribuirá dinheiro aos Estados que fiscalizarem uso de recursos hídricos nos próximos cinco anos.
Na tentativa de melhorar a gestão da água no País e evitar conflitos no futuro, o governo federal mudou de estratégia e reservou R$ 100 milhões para distribuir aos Estados que aumentarem o controle do uso de recursos hídricos nos próximos cinco anos. O programa de incentivo, que integra o Ano Internacional de Cooperação pela Água, foi anunciado ontem, véspera do Dia Mundial da Água, celebrado hoje.
"A gestão de recursos hídricos no Brasil é muito desigual. Alguns Estados avançaram bastante, como Ceará, Minas, Rio e São Paulo, mas a grande maioria tem uma precariedade técnica muito grande. Então, pensamos em um mecanismo para incentivar os Estados. Mas não é apoio puro e simples: eles vão precisar se comprometer com metas e atingir resultados para receber o pagamento", disse o presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu.
A adesão ao Programa de Consolidação do Pacto Nacional pela Gestão das Águas será voluntária. Cada unidade da federação poderá receber até R$ 750 mil por ano, caso atinja as metas. Serão levados em conta, por exemplo, instrumentos previstos em lei como cadastro de usuários, monitoramento dos recursos hídricos e outorgas (concessões de uso da água), além do funcionamento de comitês e a existência de conselhos estaduais.
"Temos Estados sem nada estruturado, que nunca emitiram outorga, com pessoas usando a água sem o menor controle. Isso compromete o futuro", disse Andreu. A adesão dos Estados deverá ocorrer por meio de decreto dos governadores, e as metas precisarão ser aprovadas pelos conselhos estaduais. "Supondo que todos vão aderir e as metas serão atingidas, em cinco anos serão R$ 100 milhões para investimento em gestão."
O presidente da ANA disse que a situação é mais crítica nas Regiões Norte e Centro-Oeste. "No Nordeste, até por trabalharem com restrição e escassez, há Estados que avançaram bastante." Segundo ele, a ideia é "fugir da condição tradicional da penalidade, em que o Estado é obrigado a fazer, não faz e nada acontece, porque a penalidade nunca é aplicada". "Queremos fazer com que Estados sejam estimulados a atingir resultados que, em essência, deveriam cumprir."
O que falta, principalmente, é uma equipe técnica capaz de implementar cadastro, monitoramento, sistemas de informação e outorga para se ter algum controle sobre o uso da água, disse Andreu. "Sem isso, é cheque em branco para o futuro. Não se sabe o que pode acontecer. Podemos enfrentar conflitos seriíssimos entre usuários ou entre unidades da federação."
Nova agenda. Especialista sênior em Água e Saneamento do Banco Mundial, Marcos Thadeu Abicalil cita a discussão sobre uma nova fonte de água para a Grande São Paulo. "Há hoje um conflito entre Rio e São Paulo envolvendo o uso do Rio Paraíba do Sul, que é federal. Isso está gerando falta de entendimento. Cai-se na questão da cooperação."
Abicalil avalia que, sem cooperação, não será possível dar conta dos desafios do século 20, como garantir acesso à água e ao saneamento e, ao mesmo tempo, enfrentar a nova agenda do século 21, relacionada às mudanças climáticas. "A agenda velha ainda custa caro. Seriam necessários R$ 330 bilhões até 2030 para o saneamento. Isso significaria um volume de R$ 17 bilhões por ano e o País investe metade disso."
Para o engenheiro Benedito Braga, que assumiu há quatro meses a presidência do Conselho Mundial da Água (WWC, na sigla em inglês), a cooperação internacional tem a perspectiva de trazer os países para uma discussão sobre os problemas, com o objetivo de atenuar questões de natureza política.
Soberania. O presidente da ANA diz que a cooperação internacional "é sempre delicada, porque trata de questões de soberania". Segundo ele, o Brasil dará prioridade ao "aprimoramento das relações com países sul-americanos e de língua portuguesa". "Houve o problema recente entre a Argentina e o Uruguai por conta do compartilhamento de recursos hídricos. A gente quer se antecipar e prevenir esses conflitos fortalecendo a gestão." (OESP)

‘Reservatórios são úteis, mas agridem ambiente’

Especialista em direito ambiental, o advogado Carlos Maurício Ribeiro, do escritório Vieira Rezende, defende que a proliferação de reservatórios não é a melhor política a ser adotada pelo governo para dar segurança hídrica e energética ao País.
Qual a sua opinião sobre a construção dos reservatórios?
Existem argumentos técnicos para um lado e para o outro. Militando na área ambiental, o que acho é que os grandes reservatórios foram construídos no passado, estão operando e têm sua função, mas o que temos de tomar cuidado é em ver que o mundo mudou neste período. Além do aumento populacional, houve redução brutal de áreas virgens. Por isso, quando se pensa na ideia de construir grandes reservatórios na região amazônica, acho que não deve ser feito. Há necessidade de explorar, mas o potencial hídrico é tão grande que usinas a fio d'água (que operam sem reservatório) são suficientes para a região, pois a vazão é muito grande e o potencial ecológico da biodiversidade local tem que ser protegido.
Como o sr. vê a construção do reservatório em Belo Monte?
A gente sabe que inundação traz grandes impactos ambientais. Em Belo Monte, há discussão sobre mudança de vazão, há argumentos contra a construção da usina pelo fato de haver uma grande variação da vazão ao longo do ano. Se for assim, é até o caso de pensar se deveria mesmo colocar uma usina ali ou não, pois isso criaria grandes problemas ambientais. Em um país com potencial hídrico que é indiscutível, não é possível que não se possa dividir ao longo do território usinas fio d'água de forma eficiente, que possam gerar energia para diferentes áreas, sem a necessidade de construir obras faraônicas. As grandes barragens são eficientes, mas causam grandes problemas ambientais e têm impacto na qualidade de vida das populações.
Isso vale para todas as regiões? Em alguns lugares faz sentido, mas não serve como solução única. O que é bom para a usina de Três Marias (MG) pode não fazer sentido na Amazônia ou no Pantanal, que têm ecossistemas muito ricos e importantes. Não é simplesmente ser contra ou a favor dos reservatórios. Há de haver consenso e pensar o que é mais adequado e menos agressivo para cada região. Tudo isso deve ser objeto de um grande trabalho de levantamento de dados e convencimento.
Como solucionar a necessidade do uso de usinas térmicas, que poluem o ambiente?
Temos de usar o potencial eólico do Nordeste, por exemplo. A insolação no Nordeste, no Sudeste e no Centro-Oeste também, pois a energia solar está barateando. Mas vejo mais potencial no setor de gás, cujo gargalo é o sistema de escoamento. É uma fonte de energia para ser usada nas térmicas, muito menos agressiva do que a queima de óleo e carvão. Enfim, é preciso haver equilíbrio entre diferentes fontes de energia.
Como atingir o equilíbrio entre a necessidade de investimentos em infraestrutura e a questão ambiental?
Onde houver dúvida se a construção vai causar um mal maior que o benefício, aí é como cada um olha a questão da ecologia. Nesses casos, acho que deve partir para outra solução. Não se pode pensar apenas no que é mais eficiente para ter segurança energética. Também é preciso evitar políticas que causem, de forma desnecessária, o alagamento de grandes áreas de floresta ou a realocação de populações inteiras. (OESP)

Reservatórios no Sudeste chegarão a 66,4%

Reservatórios no Sudeste devem chegar a 66,4% em abril, diz ONS
O nível de armazenamento de água dos reservatórios das hidrelétricas da região Sudeste/Centro-Oeste deverá atingir 66,4% no fim de abril, quando termina o período úmido, quase 10 pontos percentuais abaixo do nível verificado um ano antes.
O dado faz parte da expectativa mais recente divulgada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e leva em conta a manutenção do uso de toda a geração térmica.
Atualmente, o nível dos reservatórios do Sudeste está em 47,27%.
O ONS espera ainda, segundo ata da reunião de 6 de fevereiro do Comitê do Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), que o nível das represas da região Nordeste esteja em 64,9% no encerramento do mês que vem. Essas represas estão com 41,76% de armazenamento agora, segundo dados do ONS referentes à domingo.
O ONS pondera que para um cenário conservador, com fluxo de água para as represas "um pouco abaixo do esperado", os percentuais de armazenamento atingiriam 58% para o Sudeste/Centro-Oeste e 56% para o Nordeste no fim de abril.
O armazenamento esperado para os reservatórios ao fim deste período úmido é bem abaixo dos níveis verificados em abril do ano passado, que foram de 76,09% para o Sudeste/Centro-Oeste e de 78,49% no Nordeste.
Em 6 de fevereiro, a expectativa do ONS era atingir, em fevereiro, um armazenamento de 52,1% no Sudeste/Centro-Oeste, de 40,7% no Nordeste, de 43,6% no Sul e de 86,2% no Norte.
No geral, porém, o realizado ficou abaixo das expectativas: o Sudeste fechou o mês passado com 45,48%, o Nordeste com 41,79%, o Sul com 41,79% e o Norte com 75,43%.
Já o crescimento da carga de energia no Brasil em fevereiro ficou acima do esperado pelo ONS. O operador esperava um aumento de 1,3% ante fevereiro de 2012, mas houve alta de 2,8%, para 64.497 megawatts (MW) médios, conforme divulgado na semana passada.
O diretor da consultoria Enecel, Raimundo de Paula Batista Neto, considera que em uma previsão otimista os reservatórios possam chegar a entre 55% e 58% de armazenamento no Sudeste-Centro/Oeste ao fim de abril. Apesar de os níveis ainda estarem baixos, o especialista não considera que haja perigo de fornecimento de energia.
"O crescimento do Brasil como um todo está muito baixo. Se o mercado não crescer muito, a gente passa 2014 sem perigo de racionamento", disse ele.
Expectativa para novembro
Para o fim de novembro, o ONS espera que o armazenamento no Sudeste/Centro-Oeste fique em 58,5% e no Nordeste seja de 46,6%, considerando a geração térmica plena ao longo do ano.
Se a geração térmica só continuar totalmente acionada até abril, a expectativa para o armazenamento em novembro no Sudeste é de 50% e no Nordeste é de 35,6%.
O ONS enfatizou que a entrada da linha de transmissão que ligará as usinas do rio Madeira aos centros de carga no Sudeste "é um reforço fundamental" para o Sistema Interligado Nacional (SIN), "devendo ser envidados todos os esforços para que seja viabilizada sua operação com a maior brevidade possível". (uol)

‘Argumento contra barragens é falho’

Ex-ministro de Minas e Energia diz que política de construir usinas de menor impacto ambiental terá custo nos próximos anos.
Ministro de Minas e Energia no governo Fernando Henrique Cardoso, o engenheiro e economista Francisco Gomide apresentou um relatório à Agência Nacional de Águas (ANA) e ao Ministério do Meio Ambiente no qual alerta para um déficit de grandes reservatórios no País. Para ele, se for mantida a política de optar por usinas do tipo fio d'água - que opera sem reservatório-, problemas de abastecimento e falta de controle de cheias, entre outros, serão sentidos nas próximas décadas.
Como o sr. vê a política de evitar os grandes reservatórios?
Há uma campanha equivocada contra barragens e reservatórios feita por entidades que promovem a consciência ambiental, o que é muito positivo, mas que investe contra alguns alvos errados. O Brasil está abrindo mão de riquezas naturais importantes, na forma de seus recursos hídricos. A questão de dimensionamento do número de reservatórios é científica.
Mais reservatórios deixariam o País menos vulnerável?
Sim, este dimensionamento pode ser projetado com a segurança que você quiser. O problema é que se você constrói como no Brasil, com a tradição de usinas novas a fio d'água e com o volume de armazenamento dos reservatórios existentes, fica cada vez mais difícil atender ao mercado crescente. É uma política equivocada que só vai ficar aparente daqui a 20 ou 30 anos.
De quantos reservatórios o País precisa para evitar riscos?
Não falamos em número de reservatórios, o certo seria em volume. O trabalho que fiz traz uma série de comparações, mas, em particular no setor elétrico, eu diria que os reservatórios estão ficando pequenos demais, pois são equivalentes a apenas quatro meses de fluxo normal. É muito pouco, deveriam equivaler a muito mais.
Existem exemplos em outros países que se possa aplicar aqui?
Os reservatórios americanos, por exemplo, equivalem a 165 dias da vazão média. Foram construídos há mais de 30 anos e não há evidências de que foi um erro. Se, por exemplo, todos os rios secassem de uma hora para outra por lá, os reservatórios aguentariam por 165 dias. Comparativamente, no Brasil, nós temos só 47 dias. E temos isso porque na década de 1950 alguns dirigentes iluminados fizeram a opção por hidreletricidade com grandes reservatórios. Desses 47 dias, 42 vêm do setor elétrico. Se não tivessem feito essa opção lá atrás, o armazenamento brasileiro seria de apenas 5 dias. Há 10 anos, paramos de projetar. O governo jogou a toalha e desistiu de enfrentar organizações ambientais equivocadas.
Em que outros fatores os reservatórios podem ser úteis?
Há milhares de anos os reservatórios servem para administrar os chamados eventos hidrológicos extremos. Mas moramos em um país que acha que não precisamos de obras de infraestrutura. O reservatório guarda água em um momento em que há excesso para ajudar na estiagem. Com o uso para irrigação, também pode aumentar a capacidade agrícola, que sobe exponencialmente.
O principal argumento contra os grandes reservatórios é o impacto social e ambiental causado pelos alagamentos.
Como o sr. vê este aspecto?
O problema é que os movimentos ambientais vão contra todas as obras. O equívoco que se comete, na minha opinião, é a ideia de que obras de infraestrutura causam impactos ambientais intoleráveis. Toda e qualquer obra causa impacto, mas não se pode abrir mão delas. A natureza se ajusta. As pessoas não aceitam a tese de que esse ajustamento é possível, de que se pode realocar a população que está na área do reservatório, de que o interesse público é maior que o particular.
O sr. acha que o custo ambiental é menor com os reservatórios?
O que estamos dizendo é: 'Segurem as hidroelétricas, mas, como o consumo segue crescendo, vamos usar as térmicas'. A térmica pega um naco do volume de energia e opera na base, opera sempre. Não sou contra, mas deve ser usada com bom senso. Como complementar é uma beleza, pois o caro é apenas o combustível, não a instalação.
Como o sr. vê a polêmica em torno da construção de Belo Monte, cuja principal crítica recai sobre o reservatório?
É uma obra lógica, mas que é obrigada a ser cortada até que as entidades ambientais aceitem. Aí já não é uma obra defensável, pois foi castrada, e não se pode mais dar uma opinião.  (OESP)