quinta-feira, 31 de março de 2016

Licitações sustentáveis e sua influência no mercado

O processo licitatório regulamentado pela Lei n° 8666 de 21/06/1993, estabelece os critérios para compras e aquisições públicas, incluindo, também, o desenvolvimento nacional sustentável como uma das finalidades das licitações públicas. Mas, como a inclusão de requisitos sustentáveis atua no incentivo do desenvolvimento sustentável no país? E como a rotulagem ambiental pode auxiliar o setor público na busca de produtos sustentáveis?
A Constituição Federal de 1988, em seu art. 37, estabelece a obrigatoriedade de licitar para a Administração Pública. O mesmo documento prevê ainda, em seu art. 225, que todos têm direto ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
Licitação é o procedimento que visa a garantir o princípio constitucional da isonomia, selecionando a proposta mais vantajosa para a Administração, ou seja, possibilitando a contratação de serviços ou compra de produtos que reúnam condições necessárias para o atendimento ao interesse público. A licitação é convocada mediante condições estabelecidas em ato próprio (edital ou convite). No processo são levados em consideração aspectos como capacidade técnica, econômica e financeira do licitante e qualidade do produto ou serviço, ou seja, é verificada a proposta mais vantajosa.
A regulamentação das compras públicas está descrita na Lei nº 8666, de 21/06/1993, que prevê normas gerais sobre licitações e contratos administrativos pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. Com a alteração, através da inclusão da Lei nº 12.349/10, o processo licitatório teve uma importante alteração com a introdução do desenvolvimento nacional sustentável como uma das finalidades das licitações públicas, dando importância à temática socioambiental.
O decreto de lei n° 7.746, de 05/06/2012, regulamentou o art. 3° da Lei no 8.666 estabelecendo critérios, práticas e diretrizes para a promoção deste desenvolvimento nacional sustentável nas contratações públicas. Entre os critérios abordados no referido decreto, percebe-se grande preocupação com a aquisição de produtos que possuam baixo impacto ambiental e a otimização dos recursos naturais como energia e água.
Licitações Sustentáveis são, portanto, processos de compra e contratações realizadas pela Administração Pública que objetivam a minimização de impactos negativos sobre o meio ambiente e a saúde humana.
A Rotulagem Ambiental nas Aquisições Públicas
A Rotulagem Ambiental é uma certificação voluntária, que atesta a conformidade ambiental de produtos com base em critérios múltiplos. Os rótulos ambientais possibilitam que os consumidores tomem decisões com base na sustentabilidade, ou seja, ajudam a promover a preferência por produtos mais sustentáveis.
Rótulos que seguem as normas ABNT NBR ISO 14020:2002 e ABNT NBR ISO 14024:2004, sendo classificados como um selo de Tipo I, levam em consideração a avaliação do ciclo de vida do produto, em todas as etapas do processo: extração de recursos, fabricação, distribuição, utilização do produto e descarte, sendo importantes fontes de informação sobre o desempenho mais sustentável de determinado produto ou serviço. Além disso, o programa estabelece critérios que avaliam as condições de trabalho e atendimento às regulações trabalhistas. Um exemplo deste tipo de selo é o Rótulo Ecológico da ABNT.
O Rótulo Ecológico da ABNT já está sendo utilizado em diferentes licitações como forma dos produtos e serviços atestarem a sua conformidade com critérios socioambientais ao longo de todo seu ciclo de vida. Os critérios que um produto deve atender para obter o Rótulo Ecológico da ABNT estão disponíveis no site do programa (www.abnt.org.br/rotulo).
A Rotulagem Ambiental, as Empresas e a Mudança no Mercado
As compras do governo representam 10% do PIB nacional e, através da inclusão de requisitos sustentáveis, auxiliam na melhora da imagem política, na eficiência, na melhoria de qualidade de vida da sociedade, no incentivo do desenvolvimento do país, além de estimular a inovação no mercado interno.
Ao se considerar os custos dos produtos e serviços numa compra pública, é preciso lembrar que a proposta mais vantajosa não é necessariamente aquela que apresenta o menor preço. Aspectos sociais e ambientais também fazem parte da composição dos custos, sendo, entretanto, aspectos de difícil valoração. Desta forma, mesmo que, no estágio inicial de apresentação no mercado, um produto que atenda a critérios ambientais apresente um preço mais alto, isso não significa que o custo real para a Administração seja maior. Isto porque, a avaliação do ciclo de vida do produto demonstra que a médio ou longo prazo o produto sustentável é mais barato que o convencional, mesmo quando apresentando valor inicial maior.
Uma demanda maior de produtos sustentáveis pelos compradores públicos influencia o mercado estimulando maior oferta de produtos com estas características, levando, inclusive, à queda no preço. Desta forma, a Administração Pública atua incentivando a competição da indústria e a inovação, garantindo a recompensa pelo melhor desempenho socioambiental dos seus produtos.
Como forma de ilustrar o poder de influência das Licitações Sustentáveis, podemos citar à exigência do Rótulo Ecológico da ABNT para os setores de mobiliário de escritório, que levou muitas empresas do ramo a aderirem ao programa. Notou-se a preocupação e a mudança de hábito com a aquisição das matérias-primas, redução do uso de insumos e uma qualidade ambiental maior do produto final. Exemplo dessa mudança é fabricação de móveis de escritório com baixo teor de formaldeído. Esta substância é usada na conservação dos painéis de madeiras e é classificada como substância cancerígena pela IARC (International Agency for Research on Cancer).
Os rótulos ambientais fornecidos por entidades de terceira parte, como o Rótulo Ecológico da ABNT, são, portanto, uma ferramenta de auxílio para o atendimento a critérios de sustentabilidade nas licitações sustentáveis, auxiliando a Administração a obter confiabilidade na aquisição de produtos que atendam a critérios socioambientais. A rotulagem ambiental pode ser utilizada como prova de atendimento a estes critérios, estabelecidos nas licitações. Essa ação já vem sendo utilizada por autoridades públicas na Europa, por exemplo.
Assim, as Licitações Sustentáveis contribuem para o aumento da qualidade dos bens e serviços, uma vez que o mercado passa a competir não só pela questão do menor preço, mas também por critérios socioambientais. Os rótulos ecológicos atuam como ferramentas neste processo de compras públicas.
Com a inclusão de critérios socioambientais nas necessidades das entidades públicas, através das contratações e compras que promovem o benefício ambiental e social, o setor público contribui para o desenvolvimento sustentável do país. (ecodebate)

Modelo de Desenvolvimento Sustentável na Amazônia

Um Modelo de Desenvolvimento Sustentável para a Amazônia
“Um livro eivado de teorias é como um objeto com etiqueta de preço.” Proust, O Tempo Redescoberto.
A discussão sobre o conteúdo do desenvolvimento sustentável (DS) permite identificar ações voltadas ao desenvolvimento amazônico. Igualmente importante é elaborar modelos de DS para uma determinada realidade, que pode ser uma empresa, uma cidade, um bioma ou um país, etc.
Enquanto a discussão teórica busca compreender o DS, um modelo de desenvolvimento busca aplicações práticas para a ideia. Despida de um modelo, a ideia inspira, orienta, provoca a reflexão, mas produz mudança social insuficiente. A falta de um modelo reduz a aplicação potencial de uma ideia. Então, o modelo pode ser visto como a etiqueta de preço de uma teoria.
Na discussão teórica sobre DS, haverá divergências argumentativas sobre o peso de cada componente da expressão desenvolvimento sustentável (o econômico, o ambiental e o social). Um intérprete pode valorar um componente com um peso maior que o outro, possibilitando a divergência entre os intérpretes. Porém, o consenso é ainda mais improvável num modelo, em que a ideia se transformará em propostas.
Acentuam o dissenso o fato de um modelo de DS organizar e reorganizar atividades econômicas, conflitando com interesses econômicos ou mesmo ambientais e sociais. Além disso, as propostas podem não atender as expectativas dos destinatários do modelo, gerando frustrações e resistência.
Por tudo isso, um modelo proposto pode ser criticado, estimulando propostas alternativas de modelos de desenvolvimento (sustentáveis ou não) para uma mesma realidade. Importante: mesmo quando não sustentáveis, os modelos tenderão a se justificar com discursos de sustentabilidade.
Na análise que precede à construção de um modelo de DS amazônico, deve-se analisar a realidade amazônica, suas principais atividades econômicas e suas características ambientais e sociais. Os diversos grupos amazônicos também devem ser considerados, incluindo grupos excluídos de qualquer estratégia desenvolvimentista, explicitando suas características básicas, relação com a natureza, etc.
Um modelo amazônico deve, também, reconhecer a diversidade amazônica, seja pelos 23 milhões de pessoas espalhadas em 9 estados brasileiros, e agrupados em diferentes grupos sociais, seja pelas variadas características econômicas existentes.
Claro, um modelo precisa ter propostas que desafiem práticas consolidadas. Exemplos disso são a proposta de compras públicas a partir de critérios sustentáveis, e a proposta de um selo ambiental de mudanças climáticas para incentivar o consumo consciente de produtos amazônicos.
Em vez de forma, conteúdo, em vez de demora, celeridade, em vez de burocracia, foco no resultado. Um modelo proposto pode ser efetivo pelo conteúdo empregado, pela celeridade visada e pelo resultado previsto.
Por que os desafios se alteram, alterando os desafios e estratégias desenvolvimentistas, por que algumas medidas serão pouco efetivas, devendo ser redefinidas, o modelo precisa se reinventar com o tempo. Ter humildade para avaliar a efetividade do modelo não implica desconsiderar todo o modelo, porém. Implica apenas na reformulação das medidas não exitosas.
Independente do modelo proposto – não teríamos como apresentar nossa proposta completamente aqui –, fundamental é que o debate sobre a Amazônia evolua da mera crítica e diagnóstico para a análise propositiva. Isso conduzirá a Amazônia para a sustentabilidade. (ecodebate)

terça-feira, 29 de março de 2016

Desenvolvimento Sustentável, uma expressão em busca de revelação

Desenvolvimento Sustentável é o desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer as oportunidades das futuras gerações satisfazerem as suas próprias necessidades. Relatório Brundtland, Nosso Futuro Comum.
Nos últimos 40 anos, uma “revolução” sem derramamento de sangue ou armas ocorreu. Uma revolução que, sendo pacífica, mas não silenciosa, destoa da tradicional ideia de revolução. Embora sem grandes mudanças no sistema político e estruturas sociais dos países e não realizada abruptamente, essa “revolução” alterou ideia implícita do capitalismo: a de que o crescimento econômico a qualquer custo é desejável.
A expressão “desenvolvimento sustentável” sintetizou o ideal revolucionário. Não há um consenso definitivo sobre a expressão. Se três autores escreverem sobre ela, três compreensões diferentes sobre o tema podem existir.
E nem poderia ser diferente. Como toda síntese, a expressão desenvolvimento sustentável foi fruto de disputa e conciliação. Disputa entre os que pretendiam e os que não pretendiam mudanças na forma tradicional de crescimento econômico das empresas e países e, finalmente, conciliação entre essas mesmas partes. Como toda síntese, a expressão desenvolvimento sustentável precisou ser ampla o suficiente para compatibilizar interesses que pareciam inconciliáveis (para alguns, ainda o são).
As divergências existirão não propriamente sobre o conteúdo, mas sim, sobre o peso destinado a cada um dos componentes da expressão. E conforme o peso dado aos componentes da expressão, prioriza-se mais um ou outro interesse.
São componentes da expressão desenvolvimento sustentável: o econômico, o social e o ambiental. Independente do peso conferido pelo intérprete, a presença dos 3 componentes obriga o intérprete a lidar com todos os componentes, justificando a sua escolha.
Considerando os países, os 3 componentes obrigam os países a gerir seus crescimentos econômicos sem esgotar recursos naturais e a estimular ganhos sociais (melhorar a situação dos trabalhadores incluídos e incluir grupos historicamente excluídos são razoáveis parâmetros avaliativos dos ganhos sociais).
Considerando a Amazônia, a inter-relação dos 3 componentes do desenvolvimento sustentável deve reconhecer:
# o crescimento econômico como motor da prosperidade, mas também os riscos do crescimento econômico concentrado gerando prosperidade para poucos;
# a diversidade dos grupos amazônicos e suas formas usuais de exploração da natureza, bem como a capacidade destrutiva do homem sobre a natureza;
# a relação entre exploração racional dos recursos amazônicos e o aumento do bem estar das populações amazônicas;
# a exclusão histórica de determinados grupos amazônicos de qualquer estratégia desenvolvimentista.
Apesar das limitações subjetivas, expressões como “desenvolvimento sustentável” impõe a justificação discursiva de ações, e portanto, a revisão de ações ambientalmente destrutivas ou socialmente injustas, condicionando o planejamento da utilização dos bens ambientais além de permitir restrições e censuras. Essa justificação estimula a análise crítica do desenvolvimento, possibilitando correções rumo à sustentabilidade.
Agrupando os 3 componentes, um desenvolvimento sustentável amazônico deve garantir um crescimento econômico planejado e contínuo, sem esgotar os recursos naturais para as gerações futuras, e com qualidade de vida para todos. (ecodebate)

Modelo ideal para o Desenvolvimento Sustentável amazônico

Há um modelo ideal para o Desenvolvimento Sustentável da Amazônia?
“Nasce o ideal da nossa consciência da imperfeição da vida. Tantos, portanto, serão os ideais possíveis, quantos forem os modos por que é possível ter a vida por imperfeita.”, Fernando Pessoa, Ideias Estéticas.
Destacam-se dois modelos para enfrentar o desmatamento e para promover o desenvolvimento sustentável na Amazônia. De um lado, os instrumentos de comando e controle; de outro, os instrumentos econômicos. Enquanto os instrumentos de comando e controle regulam diretamente o comportamento, os instrumentos econômicos induzem a mudança de comportamento.
O controle de processos, produtos e equipamentos compõe o modelo de comando e controle, pressupondo normas adequadas e fiscalização. O descumprimento das normas enseja punição. São exemplos: exigência de instalação de filtros para combater a poluição, o controle no uso de agrotóxicos, a obrigação de uso compulsório de tecnologias limpas, a proibição ou restrição de atividades.
Uma das críticas ao modelo é a impossibilidade de adequação específica dos agentes infratores. Outras críticas são: a. baixa eficiência econômica, ao não considerar os custos dos agentes privados para a redução da degradação ambiental; b. custo administrativo alto, seja pela existência de normas, seja pela necessidade de forte fiscalização. Apesar disso, os modelos de comando e controle prevalecem nas políticas de preservação e de desenvolvimento amazônicos.
Efetivando a chamada função extrafiscal de um tributo, os instrumentos econômicos pressupõe maior liberdade dos agentes para responder aos estímulos. Influenciando o comportamento humano para a adoção de práticas ambientalmente corretas, a função extrafiscal dos tributos difere da função fiscal. Enquanto a fiscalidade arrecada recursos, a extrafiscalidade muda comportamentos. Taxas, subsídios e a criação de mercados são exemplos de instrumentos econômicos.
Os instrumentos econômicos são respostas à demora e burocracia do modelo de comando e controle. Um estudo de caso realizado na Justiça Federal do Estado do Pará, sobre a responsabilização judicial dos infratores ambientais, analisou 51 processos judiciais contra crimes em Áreas Protegidas. Em apenas 10% dos casos, houve efetiva condenação dos infratores ambientais, e a fase de investigação criminal, independentemente se conduzida pela polícia ou pelo Ministério Público, durou em média 676 dias. Da investigação à sentença judicial, o tempo médio de um processo foi de 5 anos e meio.
O problema é que os instrumentos econômicos não são a panaceia para todos os problemas ambientais, econômicos e sociais amazônicos. Um singelo exemplo: o pagamento por serviços ambientais, que pode ser caro, é solução para toda a Amazônia? Obviamente que não, inclusive pelo custo econômico. Apesar disso, os instrumentos econômicos são muito importantes e sua efetividade é potencializada com uma atuação conjunta com os instrumentos de comando e controle (que também se potencializam com os instrumentos econômicos).
A escolha entre um ou outro modelo não precisa ser exclusiva. Isto é, os dois modelos podem coexistir, e a escolha das medidas deve ocorrer num caso concreto, considerando potencialidades e fragilidades da medida. Modelo ideal não existe, mas a combinação entre eles minimiza as suas fragilidades e potencializa os seus benefícios. (ecodebate)

domingo, 27 de março de 2016

Impactos do aquecimento global no Brasil

Relatório revela possíveis impactos do aquecimento global no Brasil
· Foram analisados diferentes cenários do aquecimento global a 4°C ou mais ao longo de oito décadas (2020-2100);
· Pesquisa realiza projeções de possíveis impactos nos setores de agricultura, saúde, energia e biodiversidade.
A Embaixada Britânica em Brasília e o CEMADEN – Centro de Monitoramento de Alerta de Desastres Naturais / MCTI – Ministério da Ciência e da Tecnologia e Inovação lançaram o relatório Riscos de Mudanças Climática no Brasil e Limites à Adaptação.
O estudo, coordenado no Brasil pelo climatologista Carlos Nobre, revela os principais riscos para o País caso a elevação de temperatura seja superior a 4 °C ou mais. Foram analisados diferentes cenários e projeções do aquecimento global, ao longo de oito décadas (2020-2100), nos setores de agricultura, saúde, energia e biodiversidade. A pesquisa foi realizada por meio de uma minuciosa revisão de literatura e projeções climáticas, incluindo estimativas dos riscos relativos.
O objetivo do trabalho é oferecer informação para formuladores de políticas de gestão de riscos, de maneira a influenciar de forma urgente a formulação de políticas que priorizem a prevenção e a mitigação desses possíveis impactos.
Possíveis Consequências
Vastas regiões do Brasil poderão se tornar perigosas para a população caso o aquecimento global ultrapasse o limite extremo de 4°C em relação à era pré-industrial. Nessas áreas, a temperatura média pode atingir os 30°C – o dobro da média do planeta hoje –, elevando o risco de mortalidade por calor, especialmente entre crianças e idosos. Temperaturas superiores à capacidade de adaptação do organismo humano reduzirão ainda a produtividade em diversas áreas de trabalho.
A agricultura, por exemplo, poderá sofrer quedas de produção. Já que a alta temperatura afeta o desenvolvimento de determinadas culturas e também diminui áreas de cultivos, como é o caso do plantio do arroz e do feijão. O relatório também aponta riscos de savanização de florestas, extinção de espécies, colapsos de energia elétrica, entre outras. Em algumas regiões, o calor e a mudança nas chuvas poderão colaborar para a incidência de doenças.
Possibilidades
O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC – Intergovernmental Panel on Climate Change) no seu 5º Relatório de Avaliação Cientifica (AR5 – Fifth Assessment Report), indica que há uma chance de 40% do aquecimento global ultrapassar o limite de 2°C. Este nível, considerado seguro por especialistas internacionais, foi estabelecido como limite pelo acordo do Clima na COP-21 até 2100. Caso a temperatura seja maior, há grandes riscos de catástrofes mundiais. Porém, como as chances da temperatura ultrapassar os 2°C são relativamente menores em curto prazo, decisores públicos acabam deixando de lado as projeções mais desfavoráveis ao planeta. No Brasil, num cenário de alta emissão de gases de efeito estufa, o país tem probabilidade alta, maior que 70%, de sofrer um aquecimento superior a 4°C antes do fim deste século.
Alguns possíveis impactos com temperaturas igual ou superior a 4°C:
* Risco de queda de produtividade entre 20% e 81% em diversas culturas. Para um cenário mais grave, a soja pode chegar a uma perda de até 81%.
* No período entre 2071 e 2099, os municípios da região Norte, Nordeste, Sudeste e Sul apresentarão condições térmicas ainda mais favoráveis para a disseminação do aedes aegypti, vetor de doenças como dengue, chikungunya e zika.
* Aumento no percentual de risco de extinção de espécies de até 15,7%.
* Redução nas populações de espécie de abelhas nativas da Mata Atlântica em 2030 e se agravaria até a extinção entre 2050 e 2080.
* Risco de savanização e empobrecimento de florestas nas décadas finais do século.
* Em 2100, a perda de biodiversidade nas costas brasileiras será significativa, gerando impactos sobre a alimentação e economia.
* O déficit no atendimento da demanda elétrica no país se torna praticamente inevitável até 2040. (ecodebate)

Geleira se rompe na Patagônia

Rompimento do arco da geleira Perito Moreno atrai turistas.
Fenômeno natural aconteceu no Parque Nacional Los Glaciares, na Patagônia que fica a 2 mil quilômetros de Buenos Aires.
Impressionante
Turistas testemunham rompimento de arco da geleira Perito Moreno.
Quem piscou, perdeu. O rompimento de um arco de gelo que se formou na geleira Perito Moreno, na Argentina, possibilitou a milhares de turistas testemunharem em 10/03/16 o fenômeno natural, que acontece a cada dois ou quatro anos.
Gritos de assombro se misturaram ao estrondo da enorme massa de gelo que desabou às 10H55 da manhã (hora local) no Lago Argentino, situado no majestoso Parque Nacional Los Glaciares, na Patagônia, 2.000 km a sudoeste de Buenos Aires.
A expectativa aumentou no segundo dia do início do desprendimento de enormes blocos de gelo, que terminou com o desmoronamento final de um arco de gelo diante de 3.000 turistas.
“É um espetáculo único que obviamente aumentou o número de visitas nesta época do ano”, disse à AFP Matilde Oviedo, porta-voz do parque nacional Los Glaciares.
Na Argentina, onde o outono está prestes a começar, o parque chega a receber durante o verão uma média de 4.500 turistas por dia.
A ruptura do glaciar “costuma atrair milhares de curiosos quando chega a hora deste fenômeno”, explicou Oviedo. Os responsáveis pelo parque esclareceram que se trata de um fenômeno totalmente natural, que costuma ocorrer a cada dois a quatro anos, embora entre 1988 e 2004 tenha passado 16 anos sem se romper.
Desde 2004, voltou ao intervalo conhecido, partindo-se em 2008, 2012 e agora este ano.
A geleira Perito Moreno foi declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO.
Durante dias, turistas, cientistas e jornalistas de emissoras de TV mantinham suas câmeras de prontidão durante longas horas para registrar a ruptura final, mas os especialistas afirmaram que o fenômeno poderia ocorrer a qualquer hora do dia.
“O fenômeno acontecer não tem a ver com que ao meio-dia temos mais sol ou faz um pouco mais de calor”, disse Oviedo.
De fato, não há registros em imagens do rompimento de 2012 porque ocorreu às 03H45 da manhã.
“Pode-se estar na parte das passarelas (do parque) enquanto há luz e de manhã é possível entrar a partir das 8. Cada ruptura é diferente, tem havido rupturas em fevereiro e março, mas uma vez ocorreu em julho”, explicou uma funcionária deste parque, cercado de montanhas cobertas de neves eternas, que vão se depositando sobre a geleira.
Assista a uma cena parecida filmada em 2010: Desprendimento de gelo no Glaciar Perito Moreno – El Cafalate na patagônia Argentina.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Água do mar pode dar segurança hídrica para grandes cidades

Água do mar pode dar segurança hídrica para grandes cidades, diz diretor da ANA
O diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu, disse que é preciso considerar a dessalinização da água do mar como fonte alternativa para a segurança hídrica das grandes cidades brasileiras, mesmo sendo uma tecnologia cara. Andreu participou do seminário organizado pela ANA para o Dia Mundial da Água, celebrado em 22/03/16.
É preciso considerar a dessalinização da água do mar como fonte alternativa para a segurança hídrica, diz diretor-presidente da ANA, Vicente Andreu.
A quantidade de água no mundo é finita, mas renovável, porém, segundo Andreu, além do aumento contínuo da demanda nas cidades e na agricultura, em vários aspectos a água está sendo degradada, portanto depois não pode ser utilizada.  “Essas alternativas, como reuso, captação de água de chuva, adoção de tecnologia nas edificações e, inclusive, a dessalinização, colocariam água nova no sistema no sentido de tentar equilibrar essa equação que hoje é desfavorável para a água”, disse.
O Brasil já utiliza a tecnologia de dessalinização da água do mar. Um exemplo é o Arquipélago de Fernando de Noronha que tem sua água obtida desta forma.
Hábitos de consumo
Andreu explicou que não é mais possível fazer previsões hidrológicas consistentes como no passado e que é preciso admitir a fragilidade do sistema hídrico diante de eventos extremos. “As séries históricas nos trazem informações, mas é preciso traduzir isso em medidas técnicas adequadas, seja pelo nosso conhecimento, seja dialogando com outras áreas do conhecimento”.
A mudança de hábitos de consumo da população também são fundamentais para o diretor-presidente da ANA. “As crises têm sinalizado para a sociedade que não podemos manter padrões de consumo que são incompatíveis com a trajetória de oferta de água e poluição. Essa mudança é absolutamente vital”, disse.
Andreu explicou que as cidades são responsáveis por cerca de 12% a 16% do consumo de água do país. “Isso pode parecer pouco, mas os hábitos que as pessoas adotam vão se manifestar em vários aspectos. Se a pessoa economiza água, ela vai cobrar da indústria e da agricultura para que elas economizem água. E vai cobrar até dos políticos para que a água entre como agenda relevante. Não pode ser só uma agenda de crise”.
Gestão da água
Para o presidente da ANA, é imprescindível também fazer o gerenciamento correto dos recursos hídricos, coordenando os diversos usos e tomando medidas regulatórias e disciplinatórias, para evitar os conflitos em momentos de crise.
Além de uma melhor regulação, Andreu defendeu a melhoria da infraestrutura, como a construção de reservatórios de água. “O Brasil construiu, durante muito tempo, importantes reservatórios, mas por várias razões deixou de construir. Eles são o melhor mecanismo para enfrentar cheias e secas”, explicou.
O presidente da ANA disse ainda que é preciso fortalecer o sistema de gestão, como os comitês de bacia e os conselhos estuais para que, em momentos de crise, a Justiça não precise intervir. Ele deu como exemplo a crise hídrica que atingiu o Sudeste, entre 2014 e 2015, e colocou a água da bacia do Rio Paraíba do Sul no centro de uma disputa entre os estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.
“Não fosse a sabedoria e valorização do comitê de bacia, estaríamos diante de uma solução pelo Judiciário em relação ao domínio da água. Precisamos de um agente que resolva isso e que assuma da tomada de decisão em situação de conflito. O que temos na legislação não dá conta de solução no tempo exigido e na imparcialidade técnica necessária”, disse o diretor-presidente da ANA.
Para Andreu, é fundamental definir antecipadamente, com a participação dos interessados, os marcos regulatórios e as condições de operação dos reservatórios estratégicos para o país.
Crise hídrica
Segundo presidente da ANA, apesar da chuva no Sudeste, a crise hídrica na região ainda não acabou.
Sobre a situação hídrica atual, Andreu explicou que para os moradores das cidades do Sudeste, a chuva está sinalizando que a crise acabou, “muito embora não tenha acabado”. “A água que existe nos reservatórios é o segundo pior da história, se parar de chover, as circunstâncias do Sudeste pode retornar com bastante gravidade”, disse.
No Semiárido, a crise continua. “As chuvas chegaram de maneira irregular, não há perspectivas e em vários reservatórios, como em Campina Grande, Recife, Fortaleza e Natal, os sinais são que as pessoas precisam continuam mantendo hábito com restrição de consumo para que possamos atravessar esse período até quando a chuva chegar e não sabemos quando ela vai chegar”, explicou.
Água e emprego
Durante o seminário da ANA, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em nome da ONU Água, lançou a edição de 2016 do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos. Com o tema Água e o Emprego, ele mostra que a escassez de água pode limitar o crescimento econômico mundial e a criação de empregos nas próximas décadas.
Segundo a oficial do Programa Mundial das Nações Unidas em Avaliação dos Recurso Hídricos da Unesco na Itália, Angela Ortigara, metade da água do planeta é utilizada em oito grandes setores dependentes de recursos hídricos e naturais: agricultura, silvicultura, pesca, energia, manufatura intensiva de recursos, reciclagem, construção e transporte. Três de cada quatro empregos de toda a força de trabalho global são forte ou moderadamente dependentes da água.
Escassez de água pode limitar o crescimento econômico mundial e a criação de empregos em vários setores, como a agricultura.
“Os problemas de escassez levam à diminuição da produtividade agrícola, à perda de empregos e ao êxodo rural”, disse Angela, explicando que isso resulta no inchaço das cidades pelo mundo, no aumento da insegurança alimentar, assentamentos informais, desemprego e instabilidade política.
A criação de oportunidades de emprego em atividades de mitigação e adaptação e o mercado emergente de pagamentos por serviços ambientais pode oferecer às populações a oportunidade de aumentar a renda e implementar práticas de restauração e conservação, segundo o relatório.
O próprio uso de recursos hídricos alternativos criará novos empregos no desenvolvimento de pesquisas e tecnologias e na implementação de seus resultados. “As maiores potencialidade de emprego estão relacionadas com a economia verde. Há todo um trabalho para capacitar os empresários para essa transição econômica”. (ecodebate)

Povos do Cerrado e o Dia Mundial da Água

Manifesto dos Povos do Cerrado no Dia Mundial da Água
O Cerrado, “berço das águas” do Brasil, não só está ameaçado, como tem sido assassinado dia após dia. E se ele for extinto levará consigo a água que chega às torneiras, usada para beber, banhar, cozinhar, molhar as plantações, dar de beber aos animais… Já imaginou a vida sem água? Impossível, não é? Então, se toda essa devastação continuar no Cerrado, terá fim o bioma e as principais fontes de água do Brasil e da América do Sul.
São originárias do Cerrado as nascentes que abastecem seis das oito bacias hidrográficas brasileiras, destaque para as bacias do Araguaia/Tocantins, São Francisco e Paraná/Paraguai. Devido às características do solo e vegetação do Cerrado, este bioma possui relevante importância na manutenção dos aquíferos, responsáveis por abastecer nossos rios.
A água que escorre pelos rios, córregos e veredas, alimenta culturas regionais e modos de vida baseados no extrativismo, na agricultura familiar e no artesanato, atividades que valorizam a exploração sustentável dos bens naturais. Os povos e comunidades tradicionais que vivem no Cerrado são os valorosos Guardiões de toda esta riqueza, pois sabem que é dela que dependem suas famílias. Mas este rico e estratégico bioma está sendo devastado, principalmente, pelo agronegócio e seu discurso de “desenvolvimento”, que, na verdade, está na contramão das iniciativas de conservação do bioma e da vida.
Nas últimas quatro décadas, esta incessante devastação do Cerrado se acentuou. Dados revelam que apenas 48% da vegetação original do bioma encontra-se total ou parcialmente conservada. E para piorar, o desmatamento só tem aumentado nos últimos dez anos, sendo maior até mesmo que o da Amazônia. Essa destruição desenfreada tem gerado impactos graves à biodiversidade, extinguido grandes e pequenos rios ano a ano – contribuindo também para o aumento do aquecimento global. E os impactos são sentidos no cotidiano: falta de água, chuvas fortes e contínuas que provocam enchentes e, em outro extremo, secas mais frequentes e severas.
Além disso, as áreas de recarga degradadas perdem, por exemplo, a capacidade de infiltração das águas das chuvas, reduzindo o volume de água dos aquíferos, responsáveis pelo armazenamento e distribuição das águas às bacias. Outro grave problema é o uso intensivo de agrotóxicos, responsável por poluir nossas águas, matar as árvores frutíferas e as plantas medicinais, além de ocasionar problemas gravíssimos de saúde aos humanos.
Com a degradação desse bioma, as áreas de recarga perdem a capacidade de infiltração das águas das chuvas, com isso reduz o volume dos aquíferos. Tudo isso afetará, por sua vez, as nascentes. Contudo, além do problema enfrentado quanto à diminuição das águas, há também outra preocupação: a qualidade de nossas águas. O uso intensivo dos agrotóxicos utilizados nas plantações polui as águas, mata as árvores frutíferas e as plantas medicinais, além de ocasionar graves problemas para a saúde humana.
Nesta lógica, para grupos econômicos e o Estado, o Cerrado é apenas um espaço a ser continuamente explorado por meio do agronegócio, de empresas multinacionais e da construção de grandes projetos de infraestrutura, como barragens, ferrovias, hidrovias, perímetros irrigados e outros. Prova disso é o recém-criado Plano de Desenvolvimento do MATOPIBA, que abrange áreas territoriais do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, espaço considerado como a última fronteira agrícola do país.
A principal intenção do MATOPIBA é ampliar as áreas de monocultura nesses estados, desconsiderando a realidade de quem ali vive, aumentando os conflitos e trazendo sofrimento e angústias aos povos e comunidades que dependem desse território que, em muitos casos, não foram ainda regularizados. Pesquisadores consideram o Cerrado em processo de extinção, por isso o MATOPIBA trará consequências irreversíveis à vida do bioma e dos seres humanos, impactando o Brasil e outros países da América do Sul.
“A proteção das águas tinha de ser questão de segurança nacional, porque se o Cerrado for extinto, leva ao fim dos rios e dos reservatórios de água” (Altair Sales).
Preservar o Cerrado é conservar as águas e a vida! Por isso os Povos do Cerrado exigem e se posicionam pelo/a:
· Reconhecimento do Cerrado como Patrimônio Nacional com aprovação da Lei 504/2010;
· A proteção do Cerrado está intrinsecamente ligada aos Territórios dos Povos e Comunidades Tradicionais e a necessidade da Reforma Agrária – por isso é importante que o governo federal garanta a demarcação dos Territórios Indígenas, regularização e titulação das terras dos Quilombolas, Geraizeiros, Retireiros, Ribeirinhos, Pescadores, Vazanteiros e o assentamentos dos Sem Terra;
· Somos contra a PEC 215 – que transfere ao Legislativo ao responsabilidade a responsabilidade pelas demarcações de Terras Indígenas, a titulação dos Territórios Quilombolas e a criação de Unidades de Conservação.
· Cumprimento e a fiscalização da Legislação Ambiental – e Projeto de Lei que proteja e conserve as áreas de recarga;
· Somos contrários ao licenciamento de novos projetos de irrigação – em especial novos perímetros irrigados e grandes propriedades, que quase sempre utiliza pivôs centrais e lineares, que hoje estão atrelados à construção de grandes lagos artificiais, os “Piscinões”;
· Queremos nossas águas livres de agrotóxicos – pelo fim da pulverização aérea, da isenção de impostos aos agrotóxicos, não à criação de zonas livres de agrotóxicos e transgênicos;
· Exigimos políticas públicas que evitem novos desmatamentos e que defendam o que ainda resta do Cerrado;
· É de responsabilidade do Ministério do Meio Ambiente o monitoramento das áreas de vegetação nativa e o desenvolvimento de programas de recuperação das áreas degradadas e das nascentes;
· Posicionamos contra o Plano de Desenvolvimento do MATOPIBA – é uma grande ameaça ao Cerrado, pois promoverá o aumento da grilagem de terras, expulsão dos camponeses/as de suas terras e territórios, aumentando a degradação ambiental.
· Exigimos que o Direito dos Povos e Comunidades Tradicionais de serem consultados no caso de empreendimentos que afetem seus modos de vida, garantido pela Convenção 169 da OIT ratificada pelo Brasil seja cumprido. (ecodebate)

quarta-feira, 23 de março de 2016

Água: o elixir da vida

A água é essencial aos seres humanos, sendo considerada um dos elementos mais preciosos para o corpo. 60% do nosso organismo é composto por água. Esta percentagem difere ligeiramente de pessoa para pessoa, uma vez que têm de ser levados em conta diferentes fatores, como a idade, a massa muscular e a percentagem de gordura corporal. De um modo geral, quanto mais idade tiver um individuo, menor será a percentagem de água no organismo.
A água auxilia o processo digestivo, ajudando o organismo a eliminar as substâncias tóxicas. A água apoia a circulação e, consequentemente, auxilia o fluxo sanguíneo. Ajuda também a regular a temperatura do corpo e faz parte da composição de todas as células. Contribui para manter uma boa pele e cabelo.
Durante o dia, o corpo perde cerca de 2,5 litros de água, por isso é importante manter a hidratação do organismo durante todo o dia. A água necessária para manter um óptimo nível de hidratação do corpo é obtida, em parte, através dos alimentos. Contudo, a maior percentagem de água precisa de ser obtida através do consumo direto de líquidos. Os adultos devem beber entre 1,5 a 2 litros de água por dia. Quando está calor, ou quando pratica exercício físico, deve beber cerca de 3 litros de líquidos, podendo até ser necessário beber mais do que isso para obter uma quantidade suficiente. As bebidas isotônicas são concebidas especificamente para hidratar o corpo rapidamente, sendo ideais para quando se pratica desporto intenso. A Herbalife oferece a bebida isotônica, H³O Pro™ para apoiar o organismo da melhor forma possível.
A perda de líquidos pode ter efeitos negativos no organismo. Quando o organismo está desidratado os órgãos não têm o mesmo nível de eficiência, tornando o corpo menos apto, quer a nível mental quer físico. Uma grande perda de líquidos pode até originar problemas em nível da circulação.
A sede não é um indicador fiável para saber quando deve beber água. Na realidade, a sede é um sinal de alerta de que o corpo poderá já estar desidratado. (sites.google)

Cuidar das florestas significa cuidar da água

A América Latina possui uma enorme riqueza de recursos florestais e hídricos que devem ser protegidos para erradicar a fome e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
A América Latina e Caribe possui uma enorme riqueza de recursos florestais que devem ser protegidos para erradicar a fome e alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, assinalou hoje a FAO durante o Dia Internacional dos Bosques, dedicado ao vínculo profundo e essencial entre as florestas e a água.
“A água e as florestas estão inteiramente ligadas – explicou Jorge Meza, da Unidade Florestal da FAO – já que as árvores filtram a água, aumentam os níveis de umidade no ar e incorporam mais profundamente na terra, evitando a evaporação”.
A América Latina e Caribe recebe 29% das precipitações do planeta e possui 23,4% da área de florestas do mundo, recursos estratégicos para a segurança alimentar e a geração de serviços ecossistêmicos.
Em âmbito mundial, as bacias hidrográficas e as zonas úmidas florestais proporcionam até 75% dos recursos de água doce, por exemplo, mais de 70% da pluviometria da bacia do Rio de la Plata se origina a partir da evaporação e transpiração da selva amazônica.
De acordo com a FAO, as florestas também podem reduzir os efeitos das inundações, além de prevenir e reduzir a salinidade das terras áridas e a desertificação.
A seca é um dos sintomas mais negativos das mudanças climáticas. Por meio do armazenamento de água, as árvores e os bosques podem fortalecer a resiliência às secas.
Combater o desmatamento para cuidar da água
A FAO chama a atenção dos governos para acelerar a gestão das florestas e reduzir o desmatamento, como uma ferramenta para melhorar a quantidade e qualidade da água disponível.
Nas últimas décadas, caiu a perda da área de floresta na região. Entre 1990 e 2000, 4,5 milhões de hectares eram perdidos por ano. Já entre 2010 e 2015, essas perdas caíram para 2,18 milhões de hectares, principalmente por causa da diminuição de perdas no Brasil, Mesoamérica e no Cone Sul.
O Caribe vem registrando um aumento liquido nas áreas florestais em locais que antes eram plantações da cana de açúcar e outras terras agrícolas. Esse crescimento é visto principalmente na Cuba, República Dominicana, Porto Rico e em Trinidad e Tobago.
Fora do Caribe, o Chile, a Costa Rica e o Uruguai são os únicos países que mostraram um aumento na área de floresta durante 2010 e 2015.
No entanto, as perdas líquidas anuais na região continuam sendo superiores as perdas globais. “Quando o desmatamento é elevado, gera erosão do solo e altera a qualidade da água. As florestas regulam o regime hídrico, e quanto mais natural seja o ecossistema, mais efetiva será essa função”, explicou Meza.
“Cuidar das florestas da região significa também cuidar da água”, ressaltou Meza.
Meza também destacou que além de proteger o fornecimento de água de qualidade, o manejo florestal reduz a pobreza mediante a criação de empregos, a produção de alimentos, a prevenção de incêndios florestais, a proteção de bacias hidrográficas e a prestação de outros serviços, tais como a eliminação de dióxido de carbono do ar que respiramos.
O uso da água dobrou na América Latina
A situação dos recursos hídricos da região é dupla: alguns dos lugares mais áridos e dos mais úmidos do planeta estão na América Latina e Caribe.
Isso significa que a disponibilidade de água varia consideravelmente entre países e dentro de diferentes áreas de um mesmo país.
De acordo com a FAO, nas três últimas décadas a extração de água se duplicou na América Latina e Caribe a um ritmo muito superior da média mundial.
Nessa região, o setor agrícola e, especialmente, a agricultura irrigada usa a maior parte da água, uma média de 70% do uso, seguido pela extração para uso doméstico com 20% e a indústria com 10%.
As mudanças climáticas podem degradar as florestas e afetar a água
As mudanças climáticas estão modificando o comportamento de precipitações e temperaturas, o que vai alterar os agrossistemas atuais.
Na América Latina e Caribe, as mudanças nos padrões de chuvas e temperaturas vão afetar o rendimento de cultivos básicos como trigo, arroz e feijão, gerando uma pressão sobre as áreas não agrícolas, geralmente cobertas pelas florestas, para convertê-las em áreas produtoras de alimentos.
“As mudanças climáticas afetam a saúde e a qualidade das florestas e a disponibilidade de água, sendo que este efeito é ampliado pela degradação dos solos devido a expansão das áreas de cultivos em locais não apropriados e a intensificação da produção e do uso não apropriado de insumos agrícolas”, salientou Meza.
Entre possíveis efeitos das mudanças climáticas, se espera que no meio deste século ocorra uma substituição gradual das florestas tropicais por savanas no leste da Amazônia, e ainda da vegetação semiárida por vegetação de áreas áridas devido ao aumento da temperatura e da diminuição de água no solo.
Atualmente, a FAO está implementando uma iniciativa regional que trabalha com os governos para apoia-los no cuidado com os recursos naturais, enfrentar as mudanças climáticas e gerir os riscos de desastres. (ecodebate)

78% dos empregos no mundo dependem de recursos hídricos

No Dia Mundial da Água (22/03), a ONU alerta para a relação entre a falta de fornecimento adequado e o desemprego.
A falta de fornecimento de água seguro, adequado e confiável para os setores altamente dependentes de recursos hídricos resulta na perda ou no desaparecimento de empregos e pode limitar o crescimento econômico mundial nos próximos anos, “a menos que exista infraestrutura suficiente para gerenciar e armazenar a água”. O alerta feito em 22/03/16, Dia Mundial da Água, pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A edição de 2016 do Relatório Mundial das Nações Unidas para o Desenvolvimento de Recursos Hídricos é produzido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em nome da ONU Água. Com o tema a água e o emprego, ele mostra que 78% dos empregos que constituem a força de trabalho mundial são dependentes dos recursos hídricos. “Nós temos algo em torno de 1,5 bilhão de pessoas no mundo que ainda têm problemas de acesso à água, seja em quantidade ou em qualidade. Isso afeta o emprego delas também”, disse o coordenador do setor de Ciências Naturais da Unesco no Brasil, Ary Mergulhão.
A Unesco estima que mais de 1,4 bilhão de empregos, ou 42% do total da força de trabalho mundial, são altamente dependentes dos recursos hídricos. Entre os setores mais atingidos estão a agricultura, indústria, silvicultura, pesca e aquicultura, mineração, o suprimento de água e saneamento, assim como quase todos os tipos de produção de energia. Esta categoria também inclui empregos em áreas como cuidados de saúde, turismo e setores de gestão de ecossistemas.
Também foi estimado que 1,2 bilhão de empregos, ou 36% do total da força de trabalho mundial, são moderadamente dependentes dos recursos hídricos. São setores para os quais a água é um componente necessário em suas cadeias de valores, como construção, recreação e transporte.
Desde os anos 80, a captação de água doce tem aumentado mundialmente em cerca de 1% ao ano, principalmente devido à crescente demanda em países em desenvolvimento, segundo a Unesco. “A redução da disponibilidade hídrica vai intensificar ainda mais a disputa pela água por seus usuários. Isso afetará os recursos hídricos regionais, a segurança energética e alimentar e, potencialmente, a segurança geopolítica, provocando migrações em várias escalas”.
Economia verde
Além do aumento da demanda, as mudanças climáticas são uma ameaça à disponibilidade de recursos hídricos. “A mudança climática levará, inevitavelmente, à perda de empregos em determinados setores. Uma abordagem proativa de adaptação por meio de políticas pode amenizar algumas dessas perdas”.
A criação de oportunidades de emprego em atividades de mitigação e adaptação e o mercado emergente de pagamentos por serviços ambientais pode oferecer às populações de baixa renda a oportunidade de criar um tipo de empreendedorismo, com aumento de renda e implementação de práticas de restauração e conservação.
“A urbanização acelerada e o aumento dos padrões de vida, o aumento da demanda por água, alimentos e energia de uma população mundial em constante crescimento, inevitavelmente, levarão à criação de postos de trabalho em determinados setores (por exemplo, tratamento municipal de águas residuais) e à perda de postos de trabalho em outros”, diz o relatório.
Segundo a oficial do Programa Mundial das Nações Unidas em Avaliação dos Recurso Hídricos da Unesco na Itália, Angela Ortigara, as maiores potencialidade de emprego estão relacionadas com a economia verde. “Há todo um trabalho para capacitar os empresários para essa transição econômica”, afirma.
A produção de energia, por exemplo, como um requisito para o desenvolvimento, possibilita a criação de empregos diretos e indiretos por todos os setores econômicos. Segundo a UNESCO, o crescimento no setor de energia renovável leva ao crescimento do número de empregos verdes e independentes de recursos hídricos. “Podemos dizer que a geração de energia eólica e solar já cria mais empregos do que a de fonte convencional”.
Questões de saúde e gênero
Segundo o relatório, investimentos em saneamento e em água potável de qualidade fomentam o crescimento econômico, com altos índices de retorno. “O acesso ao suprimento de serviços seguros e confiáveis de saneamento e de água potável de qualidade, nas casas e nos locais de trabalho, em conjunto com a higiene adequada, são essenciais para se manter uma força de trabalho saudável, educada e produtiva”.
A Unesco destaca as questões de direitos humanos, economia verde, desenvolvimento sustentável e gênero, a serem consideradas pelos gestores de políticas públicas ao tratar das relações entre recursos hídricos e  trabalho. “Anualmente, 2,3 milhões de mortes são relacionadas ao trabalho. Doenças contagiosas ligadas ao trabalho contribuem para 17% dessas mortes e, nessa categoria, os principais fatores para a proliferação dessas doenças, mas que podem ser evitados, são água potável de baixa qualidade, saneamento inadequado, falta de higiene e falta de conhecimento”.
Segundo o relatório, cerca de 2 bilhões de pessoas necessitam de acesso a melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em situação ainda mais precária. Ortigara diz que isso se deve ao fato de que, em lugares sem infraestrutura, as mulheres são responsáveis pela coleta de água e destinação das fezes, ou quando precisam sair de casa e se afastar da comunidade para cuidar da higiene, muitas vezes sofrem violências nesses percursos.
“E não estamos falando só de zona de guerra”, disse a oficial, sobre os problemas relativos à água, saneamento, higiene e emprego. Ela conta que um estudo feito em Bangladesh, com a distribuição de absorventes íntimos em uma empresa onde 80% dos empregados eram mulheres, diminuiu as faltas ao trabalho de 73% para 3%.
Políticas públicas
O relatório da Unesco recomenda que cada país, conforme a sua base de recursos, potencialidades e prioridades, identifique e promova estratégias específicas e coerentes, bem como planos e políticas para alcançar o equilíbrio ideal entre os setores da economia e gerar o melhor resultado possível de empregos decentes e produtivos, sem comprometer a sustentabilidade dos recursos hídricos e do meio ambiente.
“Com vistas a promover o crescimento econômico, a redução da pobreza e a sustentabilidade ambiental, deve-se considerar os métodos que reduzem a perda de empregos ou o deslocamento de pessoas, além daqueles que maximizam a criação de empregos resultantes da implementação de uma abordagem integrada na gestão dos recursos hídricos”, acrescenta o relatório. (ecodebate)

As fontes de água do mundo

Muitas vezes aparecem discussões nos noticiários sobre a diminuição do fornecimento de água no mundo, mas isso não é inteiramente verdade. A quantidade de água não está diminuindo; é a demanda por ela que está aumentando gradualmente. Alguns cientistas acreditam que a população mundial, que atualmente é de 6 bilhões, irá dobrar até 2050. Além disso, a quantidade de água que é limpa e potável está diminuindo cada vez mais por causa da poluição.
Para muitas pessoas em países industrializados, conseguir água é tão fácil quanto abrir uma torneira, e também é barato, de certa forma. A água doce, porém, não é distribuída de maneira igual no mundo inteiro. Mais da metade das fontes de água do mundo estão em apenas nove países: Estados Unidos, Canadá, Colômbia, Brasil, República Democrática do Congo, Rússia, Índia, China e Indonésia. As áreas urbanas, obviamente, precisam de água para suprir necessidades que vão além do básico, para ser ingerida e usada na higiene. Mas a superpopulação em países subdesenvolvidos significa que muitas pessoas não têm acesso nem ao básico.
A maior parte da água doce do mundo, cerca de 10.000.000 km3 dela, fica em aquíferos subterrâneos. O restante vem de:
# Chuvas (depois de registrar a evaporação): 119.000 km3;
# Reservatórios produzidos pelo homem: 5.000 km3;
# Lagos: 91.000 km3;
# Rios: 2.120 km3.
A distribuição da água demanda das fronteiras políticas, desenvolvimento econômico e riqueza. Na Cidade do México, por exemplo, 9% da população usam 75% da água disponível e uma infraestrutura decadente faz que até metade do fornecimento de água seja perdido graças a vazamentos nos canos e evaporação.
Alguns países não têm água limpa o suficiente para suas populações que crescem rapidamente, e eles não conseguem bancar a infraestrutura necessária para limpar a água e transportá-la. Por exemplo, a maioria das pessoas nas cidades da China sofre pela falta de água, e a maior parte da água subterrânea, dos lagos e dos rios está poluída. Cerca de 700 milhões de chineses têm acesso apenas à água potável que não está de acordo com os padrões estabelecidos pela Organização Mundial da Saúde.
Países no Oriente Médio usam a menor quantidade de água por pessoa porque existem poucas fontes naturais de água doce. Por outro lado, o uso de água nos Estados Unidos é maior do que em qualquer outro país, com cerca de 1.700 m3 de água usados por pessoa em 2002. Mesmo nos Estados Unidos, contudo, existem alguns estados e regiões que não têm água o suficiente para abastecer suas populações. Regiões costeiras da Flórida têm uma quantidade tão grande de água salgada que precisam receber água doce através de canos de áreas centrais, o que resultou em disputas políticas pelo controle do fornecimento de água. (uol)

A água

"A água é o constituinte mais característico da terra. Ingrediente essencial da vida, a água é talvez o recurso mais precioso que a terra fornece à humanidade. Embora se observe pelos países mundo afora tanta negligência e tanta falta de visão com relação a este recurso, é de se esperar que os seres humanos tenham pela água grande respeito, que procurem manter seus reservatórios naturais e salvaguardar sua pureza. De fato, o futuro da espécie humana e de muitas outras espécies pode ficar comprometido a menos que haja uma melhora significativa na administração dos recursos hídricos terrestres." (J.W.Maurits la Rivière, Ph.D. em Microbiologia, Delft University of Technology, Holanda)
Esta citação demonstra em poucas palavras a grande importância que a água tem na nossa vida. Não é necessária a opinião de um grande especialista para que formemos uma opinião significativa sobre a água, basta que simplesmente pensemos no quanto a água faz falta após algum período de stress físico, como jogar futebol, por exemplo. Já há provas concretas de que a água se esgotará em breve devido ao mau uso que fazemos dela e até pela falta de manutenção e importância dada à ela. Esse bem, com o tempo, se tornará mais valioso do que o ouro ou o diamante e a riqueza de um povo será medido em ÁGUA, e ela será motivo de guerras, devido à sua importância.
A água é estudada como sendo a união dos elementos químicos hidrogênio e oxigênio na proporção de 2 moléculas de hidrogênio para uma de oxigênio, podendo assumir três estados diferentes: sólido, líquido e gasoso. Porém, no tocante a vida do homem, temos que considerar sua importância na manutenção da vida, sendo que a água, que antes era considerado um bem inesgotável, agora se mostra frágil diante das “loucuras” do ser humano.
A questão da água no mundo
Classicamente a água é estudada, na escola da seguinte maneira: 97,5 ( água disponível na terra, é salgada e esta em mares e oceanos ); 2,493 ( se encontra em geleiras e regiões subterrâneas, de difícil acesso ); 0,007 ( água doce, encontrada em rios, lagos e na atmosfera, de fácil acesso para o consumo do ser humano ).
Todo mundo sabe que é indisponível para o ser humano. Porém, milhares de pessoas morrem por não a tomarem, ou até são internados em hospitais causados por doenças que este líquido traz quando não é devidamente preservada ou respeitada.
Estudiosos estimam que cerca de 1,35 milhões de quilômetros cúbicos é o volume total da água na terra. Como tudo tem um ciclo, a água também tem e se chama ciclo hidrológico ou ciclo da água, que é mais ou menos assim: a água se precipita (“cai”) em forma de chuva ou neve. Vai até a atmosfera por meio da evaporação. Uma parte da água precipitada é absorvida por vegetais e microorganismos, mas sua maior parte é escoada para o mar. A generosidade da natureza fazia crer em inesgotáveis mananciais, abundantes e renováveis. Hoje, o mau uso, aliado à crescente demanda pelo recurso, vem preocupando especialistas e autoridades no assunto, pelo evidente decréscimo da disponibilidade de água limpa em todo o planeta. A quantidade de água total não aumenta nem diminui no planeta, porém a quantidade de água doce existente disponível, cada vez piora gradativamente, dia-a-dia, bem como a qualidade desejável por todos nós. No país em que vivemos, a situação é: 70%da água disponível para uso está situada na região amazônica; detém 11,6% da água doce superficial do mundo; e os outros 30% restantes estão distribuídos desigualmente no país, para atender 93% da população.
Existem já algumas alternativas para que se contorne o problema da falta de água no planeta, a primeira e mais óbvia (mas pouco utilizada) é a conscientização das pessoas, segundo é a dessalinização da água do mar, mas este é um processo muito caro e por isso ainda pouco visado, outra oportunidade seria derreter parte dos icebergs (pouco provável). As calotas polares vêm derretendo por causa do processo de verticalização do eixo da Terra, mas essa água se junta a toda a água salgada do planeta, tornando-a imprópria para o consumo, então, o melhor ainda seria um processo de conscientização das pessoas para que se deem conta de que a água potável irá acabar.
Existem muitas pessoas que já falaram na possibilidade de países como EUA estarem de olho na Amazônia devido a grande abundância de água, se for verdade, é mais um motivo para que tomemos conta do que é nosso, mas mantendo em bom estado de conservação.
O governo tem que voltar seus olhos para lugares que ainda tenha água boa para consumo e participar de projetos que visem a conservação desses ligares, como é o caso do aquífero Guarani que é um exemplo9 clássico de contribuição da natureza. É um lugar que possui um filtro natural e conserva a água livre de impurezas, mas que devido a poluição e outros agentes externos, está ameaçada. Então, que o governo ajude a conservar tais lugares enquanto recupera os que estão em estado de degradação total como é ocaso do lago Guaíba.
A água e o desperdício
Para que se tenha uma noção do desperdício diário de água leia o seguinte trecho:
“No Brasil, o desperdício de água chega a 70% e nas residências temos até 78% do consumo de água de uma residência sendo gasto no banheiro. Tudo isto pode mudar com simples mudanças de hábitos”. Veja os exemplos a seguir:
- Ao lavar louças: Lavar a louça com a torneira de pia meio aberta, durante 15 minutos, gasta 243 litros de água. Medida prática para economizar: Primeiro escovar e ensaboar louças e talheres e depois enxaguar tudo de uma só vez.
- Ao apertar a descarga: Uma válvula de privada no Brasil chega a utilizar 20 litros de água em um único aperto. Por isso aperte apenas o tempo necessário e não jogue lixo na privada.
- Durante a escovação dos dentes: Escovar os dentes com a torneira aberta gasta até 25 litros. O certo é primeiro escovar e depois abrir a torneira apenas o necessário para encher um copo com a quantidade necessária para o enxágue.
- Durante o banho: Um banho demorado chega a gastar de 95 a 180 litros de água limpa. Banhos de, no máximo, 5 a 15 minutos economizam água e energia elétrica. Lavando o automóvel: Para o automóvel, o correto é a utilização de balde ao invés de mangueira.
Uma mangueira ligada o tempo todo durante a limpeza do automóvel consome até 600 litros de água. Com um balde, no máximo, 60 litros.
- Ao usar as torneiras: Uma torneira aberta gasta 12 a 20 litros por minuto e pingando 46 litros por dia.
- Lavando calçadas: Muitas pessoas costumam utilizar a mangueira como vassoura e desperdiçam muita água durante a lavagem das calçadas. “O certo é utilizar vassoura e quando necessário um balde ao invés de deixar a mangueira aberta o tempo todo gastando até 300 litros de água.”
Gotejamento ( 46 litros)
Abertura de 2mm(4.512 litros)
Abertura de 6mm (16.400 litros)
Abertura de 12mm (33.984 litros)
Água e saúde (etapas de tratamento)
1) Captação: A água é captada no manancial e passa por gradeamento, que retém sólidos de maior volume, para depois ser conduzida às ETAs.
2) Floculação: Aplicação de coagulante primário (como sulfato de alumínio) que tem a função de coagular e aglutinar as partículas sólidas em suspensão, formando flocos que crescem e adquirem peso.
3) Decantação: Os flocos sofrem redução na velocidade de escoamento, sedimentando no fundo do decantador.
4) Filtração: As partículas finas que não sedimentam na decantação são retiradas nas unidades de filtração.
5) Desinfecção: Adição de agentes desinfetante (normalmente é empregado o cloro) com objetivo de eliminar microrganismos indesejáveis na água potável.
6) Alcalinização: Neutralização da acidez da água, desenvolvendo a alcalinidade eliminada no tratamento.
7) Fluoretação: Adição de compostos de flúor na água tratada. Os agentes utilizados atuam reduzindo a incidência de cárie dentária.
8) Distribuição: A água é distribuída por meio de canalizações. O sistema é constituído por reservatórios, redes de condução e estações de bombeamento. (goretti-vila301)