sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Preço e falta de informação impedem expansão dos orgânicos

Os produtos orgânicos exigem mais cuidados por serem cultivados sem agrotóxicos ou adubos químicos. Em busca de uma vida saudável, hábitos alimentares têm sido mudados pela propagação dos produtos chamados "orgânicos", cujo cultivo dispensa o uso de agrotóxicos ou adubos químicos. O mercado cresce 30% ao ano, mas os preços altos e a falta de informação sobre os benefícios dos orgânicos ainda entravam a expansão das vendas. Os produtos orgânicos despertaram o interesse do consumidor há cerca de dois anos, quando foram introduzidos no estabelecimento, mas foi retirado depois de alguns meses por falta de procura: No começo era novidade, mas depois as vendas caíram por eles serem mais caros. A época em que o consumo desses produtos aumenta é durante o verão. Vê-se no preço dos orgânicos um entrave para a popularização. Exemplifica-se que com a diferença de preço entre um vidro mel convencional e outro orgânico: o último é R$ 2 mais caro que o primeiro, praticamente ⅓ do valor. Há casos em que o saco de arroz orgânico custa o dobro do convencional. O problema está no cultivo, que exige muito mais cuidado porque se a planta é atacada por um inseto você não pode matá-lo com químicos, tem que evitar o ataque de outra maneira. Acredita-se que o fator cultural prejudica ainda mais a popularização dos produtos orgânicos. A dificuldade não é só o preço, ás vezes não é tão caro como se pensa. Há pouca consciência das pessoas sobre o que é ingerir resíduos agroquímicos com o alimento. O que se gasta a mais hoje com alimentação saudável será economizado no futuro com menos despesas médicas.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Orgânicos terão selo de origem

Mercado dobrou em menos de 10 anos e agora terá regras padronizadas de cultivo, colheita e armazenamento.
Dez anos após aparecerem nas prateleiras dos grandes supermercados, os alimentos orgânicos finalmente terão uma regulamentação e um selo único para orientar o modo de produção e a escolha dos consumidores. Mais de 15 mil produtores do País, mais de 85% deles pequenos e em propriedades familiares, deverão adotar procedimentos básicos de cultivo, colheita e armazenamento, fazendo um cadastro no Ministério da Agricultura e exibindo documento que garanta sua origem. Apesar do crescimento de 114% no número de agricultores em menos de dez anos (de 7 mil em 2000 para 15 mil em 2008) e do salto de 196% na área de plantio (de 270 mil hectares para 800 mil hectares no mesmo período), segundo o Ministério da Agricultura, os orgânicos começaram a perder o status de produto restrito a um nicho de mercado. Melhoraram de aspecto, deixando de ser aquela fruta ou legume pequeno e feio, e ganharam em variedade. Redes de supermercado, lojas de produtos naturais, mercearias ou mesmo feiras especializadas é possível comprar um leque grande de frutas, legumes e verduras, além de açúcar, café, leite, achocolatado, biscoito, bolo, queijo, iogurte, doces em compota, geléia, pão, azeite e vinagre orgânicos. Há ainda chá, vinho e cerveja orgânicos, as carnes bovinas e frangos - de animais que crescem soltos, sem receber antibióticos ou hormônios. Sem contar os cosméticos e produtos de higiene pessoal, como sabonete, xampu, detergente, desinfetante e até mesmo algodão para fabricar tecidos. Hoje, eu distribuo orgânico para grandes redes e também para padarias de bairro, mercadinhos, lojas menores. Definitivamente deixou de ser um produto que apenas as classes A e B consomem como era até pouco tempo", diz Antonio Sá, sócio do Empório em Casa, especializado em delivery semanal de cestas com produtos orgânicos, e da Orgânica Mix, uma das maiores empresas de distribuição e representação de orgânicos no País. "Empresas e hotéis começam a colocar em seus cardápios, sem contar as escolas, abrindo mercado", afirma. IDENTIFICAÇÃO Sá trabalha com diversos fornecedores, de vários Estados, levando para grandes e pequenos pontos-de-venda os produtos. Cada um deles, para provar que é orgânico, paga uma taxa que varia de R$ 500 mil a R$ 5 mil a uma empresa certificadora, que lhe dá um selo de garantia - hoje existe mais de 20 dessas empresas, o que confunde o consumidor. Além disso, cada certificadora tem suas próprias regras para definir o que é alimento orgânico. Ao ver um pé de alface que custa R$ 50 e outro que custa R$ 1,50 e como ter certeza que ele é mesmo orgânico? Para acabar com esse tipo de dúvida e regular o setor, ajudando a identificar com maior precisão onde estão e quantos são os produtores, que o selo foi criado. Ele vem com uma regulamentação maior para a área, que inclui regras de produção, comercialização e mecanismos de controle. Aprovada em 2003 no Congresso e em vigor desde o fim de 2007, ela estabeleceu dois anos para produtores se adaptarem. A regulamentação é importante para que os produtores possam se organizar melhor e para que o consumidor saiba o que é o orgânico, que vai muito além do que só ser um produto que não usa agrotóxico. O orgânico é um alimento feito sem uso de agrotóxicos, sem condições de trabalho degradante, com manejo para uso adequado do solo e água. Ou seja, é um alimento em harmonia com o ambiente. Produtores que vendem em feiras deverão se organizar em associações, que terão registro no ministério e darão direito a um documento (espécie de alvará). Quando ele for vender direto ao consumidor, deverá exibir esse documento para provar que está de acordo com as normas. Já os produtores maiores, que trabalham com redes de distribuição, levarão o selo único. Nesse caso, as certificadoras serão optativas e terão de se adequar à lei. Por terem sido definidas com o setor, não deve haver resistências no cumprimento das regras do ministério, segundo José Pedro Santiago, presidente da Câmara Setorial da Agricultura Orgânica. Para os produtores, a diferença será pouca. Eles terão de seguir normas que são consenso no mundo. A normatização ajudará a venda ao mercado interno - muitas vezes as exportações o deixam em segundo plano. De agosto de 2006 a setembro de 2008, o Brasil exportou 37 mil toneladas em produtos orgânicos, que equivale a uma receita de US$ 26,7 milhões. SAIBA MAIS Cultivo: sem agrotóxico ou adubo químico nem herbicida sintético Solo: produzido em locais com manejo do solo para não esgotar a terra. Não podem ser feitas queimadas sistemáticas Água: guarda distância de manancial e rio para não poluir a água Não usa: mão de obra infantil ou em condição precária nem hormônios de crescimento Algumas regras do Instituto Biodinâmico (umas das maiores certificadoras nacionais): desintoxicar o solo; não utilizar adubos químicos e agrotóxicos; atender às normas do Código Florestal; recompor matas ciliares; preservar espécies nativas e mananciais; respeitar acordos internacionais do trabalho e o bem-estar animal Diferenças: além dos orgânicos, existem no mercado rótulos de alimentos naturais (mais genérico, já que todo produto de origem animal ou vegetal é natural; geralmente é usado em produto integral); hidropônicos (cultivados em água adubada com químicos solúveis, mas sem defensivos agrícolas); dietéticos (sem adição de açúcar); light (com teor reduzido de algum produto, açúcar ou gordura) e funcionais (com propriedade que ajuda a prevenir ou controlar sintomas ou doenças).

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Rotação de culturas

Não plante sempre a mesma coisa no mesmo lugar e não deixe os solos vazios, expostos ao sol e à chuva. Essa prática vai controlar pragas, vai proteger os solos e seus nutrientes serão mais bem aproveitados. Verão – Inverno – 1º ano Milho – Aveia preta Milho – Trigo Soja – Trigo Soja – Tremoço Verão – Inverno – 2º ano Soja – Trigo Soja – Tremoço Milho – Aveia preta Milho – Trigo Verão – Inverno – 3º ano Soja – Tremoço Milho – Trigo Soja – Trigo Milho – Aveia Preta Verão – Inverno – 4º ano Milho – Trigo Milho – Aveia preta Soja – Tremoço Soja - Trigo Sugere-se que ao ser feito a seqüência de rotação de cultura, siga-se exatamente a sequência. Na seqüência de rotação de culturas, a área é simplesmente deixada sem cultivo, em descanso, para que se recupere naturalmente mediante o crescimento das ervas espontâneas pelo período de uma estação completa de plantio, verão e inverno.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Como se produz um alimento orgânico

Para a agricultura orgânica, a regra número um é a de não agredir a natureza, mas trabalhar em harmonia com ela. Isto porque a natureza é um sistema equilibrado, no qual tudo se relaciona, e, toda a vez que você mexe com ela, os problemas aparecem adiante, é meio como uma “bola de neve”, uma reação em cadeia. É muito fácil entender o que é um sistema equilibrado: é como o motor de um carro novo, zero quilômetro. Cada peça se relaciona com outra de maneira perfeita. É só sentar na direção, ligar o carro e vamos embora. Experimente tirar um parafuso e andar alguns quilômetros. Você vai perceber que algo não está funcionando bem, daqui a pouco o carro pode até parar até de funcionar. Assim é a natureza. Nela tudo funciona em harmonia. Quando uma árvore velha morre e cai no meio de uma floresta, rapidamente começam a nascer plantinhas rasteiras que criam condições para sementes de árvores germinarem - as primeiras árvores criam condições para outras maiores, os bichinhos e os fungos decompõem a árvore que caiu e ela vira novamente terra, servindo de alimento para plantas que estão se desenvolvendo na área crescerem. Em alguns anos, a floresta se recompõe e, assim, sozinha, ela se auto-regula. Mesmo numa cidade, é fácil observar a ação da natureza. Em qualquer frestinha de chão de uma calçada, você percebe uma plantinha nascendo. É engraçado pensar assim, mas é a mais pura verdade: aquela plantinha mostra que a natureza está tentando fazer a cidade virar floresta de novo. Vamos utilizar um exemplo da agrônoma Ana Maria Primavesi, pioneira da agricultura ecológica no Brasil, explicando como se desequilibra um sistema vivo. Ela está contando para nós sobre o que acontece quando são derrubadas florestas para transformar a área em pastagens: O clima da região amazônica equatorial úmida parece sobremaneira favorável à produção vegetal, sendo a prova a hiléia (floresta). Mas esquece-se que o clima existe graças à mata, que, como um imenso termostato (aparelho que regula a temperatura), está evitando os extremos de temperatura. Pastagens não são termostatos e não se pode esperar a manutenção do clima amazônico após a modificação total da paisagem, trocando a mata por pastagens. Não há dúvida que a área amazônica pode ser transformada em uma paisagem cultural, porém com a conservação dos princípios ecológicos existentes! Cada modificação impensada significa um pioramento das condições de um ecossistema extremamente delicado, muito mais delicado que o das planícies férteis, dos celeiros da antiga Grécia e Roma, que hoje estão transformados no deserto do Saara. Partindo desses princípios, para não incorrer no perigo de criar desertos, vamos ver que, numa propriedade orgânica, os recursos naturais estarão sempre protegidos - as nascentes, a vegetação do topo dos morros, as matas da beira dos rios e córregos (matas ciliares). Nunca serão utilizados os venenos, que matam os animais. Para proteger o solo deve-se revolvê-lo o menos possível e de maneira adequada, para não ocorrer perda do solo por erosão (as chuvas caem e não penetram no solo como seria o normal, mas escorrem em enxurradas levando a terra embora) e também deve-se tomar o cuidado de mantê-lo sempre protegido do sol e da chuva, com palhadas (cobertura morta) ou, com plantas (cobertura viva). As recomendações mais básicas são: Utilize cultivos adaptados às condições locais de temperatura, chuvas, altitude e solo. As plantas crescerão naturalmente mais fortes e vigorosas. Utilize culturas resistentes a pragas e doenças, porque você não vai poder usar veneno. Faça policultivo, isto é, dois ou mais cultivos plantados na mesma área. O solo vai ficar mais protegido, e ocorrerá um controle natural de pragas (uma área muito grande com uma planta somente acaba estimulando a aumento da população dos insetos que gostam de se alimentar daquela planta. Na natureza a simplificação não ocorre). Faça cercas vivas, plantando árvores ou arbustos em torno da área cultivada para protegê-la dos ventos e diversificar o ambiente. Faça áreas de refúgio, plantando espécies nativas com o objetivo de criar ambiente para a proliferação de inimigos naturais dos insetos nocivos. Conserve os fragmentos de floresta existentes na região. Use adubação orgânica, nunca química. Podem ser utilizados, estercos, adubos verdes, restos culturais, compostagem, biofertilizantes, pós de rochas. Trata-se de fornecer à planta adubação equilibrada, contendo todos os elementos que ela exige, porém nas proporções adequadas às suas necessidades efetivas. Tanto o excesso como a carência de um ou mais elementos rompe o equilíbrio fisiológico normal da planta, levando ao processo de diminuição da sua resistência natural. Esses materiais também servirão para alimentar a micro vida do solo, muito benéfica para as plantas, mantendo-o sempre fresco e protegido. Não é difícil, mas exige por parte do agricultor, bastante observação e cuidado. Maiores orientações podem ser obtidas junto às associações de produtores, junto à Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) - órgão de pesquisa agrícola do governo, junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar).

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

Como saber se um alimento é orgânico

O consumidor não conseguiria pessoalmente visitar as propriedades agrícolas para verificar se os alimentos que se dizem orgânicos foram produzidos segundo critérios realmente ecológicos. Para fazer isso, existem instituições chamadas de “certificadoras”, ligadas às Associações de Produtores. As certificadoras orientam os produtores interessados para que tomem conhecimento das “normas” de produção orgânica. Seus inspetores visitam regularmente as propriedades agrícolas, verificando o cumprimento dessas normas e se constatarem que elas foram realmente cumpridas, autoriza aos produtores que utilizem na embalagem do seu produto o “selo de qualidade” da certificadora. Existe um contrato obrigando as duas partes: um lado cumpre as normas, o outro lado inspeciona e certifica. De maneira que não basta que estejam impressas numa embalagem as palavras Produto Orgânico, Produto Natural, Ecológico ou qualquer adjetivo semelhante, para garantir ao consumidor o que se está dizendo. A única certeza do consumidor são os selos das certificadoras, cujos inspetores de fato, acompanharam todo o processo produtivo daquela banana, alface, palmito, cacau, açúcar, café, geléia etc.
Alguns desses selos garantem que os alimentos seguem as normas de outros países também, podendo ser exportados e comercializados como orgânicos no exterior. Se você for comprar numa feira de produtores orgânicos, não é preciso procurar pelo selo da certificadora. Todos os produtores que estão ali vendendo os alimentos estão sendo inspecionados pela associação responsável pela organização da feira.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

A consciência ecológica da agricultura orgânica

No início dos anos 60, a publicação do livro Silent Spring, em português Primavera Silenciosa, de Rachel Carson, chamou a atenção da opinião pública para os danos que a utilização de inseticidas estava causando ao ambiente, inclusive a grandes distâncias das áreas de aplicação. Nas décadas de 1970 e 1980, sucedem-se as constatações da poluição generalizada no planeta e as conseqüentes ameaça de extinção de vários animais como os ursos polares no Ártico e exaustão iminente das reservas de importantes recursos naturais. A poluição dos ecossistemas havia atingido tais proporções que ameaçava as bases de sustentação da vida. A contaminação das águas doces e dos oceanos, a diminuição da camada de ozônio, o comprometimento das cadeias tróficas, os resíduos de agrotóxicos no leite materno e na água das chuvas, as chuvas ácidas, tudo isso não eram mais especulações ou alarmismo, mas fatos concretos e devidamente documentados. A agricultura, em particular, tornara-se a maior fonte de poluição difusa do planeta. A situação era claramente insustentável. Para os organismos internacionais, especialmente as Nações Unidas, a postura predominante até o início dos anos 1970 era a de que toda a contestação ao modelo agrícola convencional era improcedente. Contudo, o acúmulo de evidências em contrário foi obrigando a uma mudança da postura oficial. Na seqüência de Conferências da Organização das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e Desenvolvimento, em 1972, 1982 e 1992, foi se tornando cada vez mais evidente que tanto o padrão industrial quanto o agrícola precisavam de mudanças urgentes. Com a consciência ecológica, nos anos 1980 e 1990, a proposta de uma agricultura sustentável ganha força, entre os produtores e os consumidores e governos. Para o grande público, até o final da década de 1970, o termo ecologia não existia. Com a crescente conscientização da magnitude dos problemas ambientais, o termo passou a ser reconhecido com facilidade, sempre associado à preservação ou recuperação do meio ambiente e à saúde das pessoas. Os produtos orgânicos, por serem identificados como ecológicos, começaram a ser muito bem aceitos pelo mercado e as iniciativas de produção orgânica passaram a ser muito bem sucedidas. No Brasil se diversificaram os setores interessados nos métodos orgânicos. Na década de 1970, eram quase que exclusivamente os alternativos. Na década de 1980, somaram-se os movimentos ligados à agricultura familiar, e, em parte, o movimento ambientalista. A partir de meados da década de 1990, o interesse mais evidente passou a vir do mundo empresarial, especialmente de supermercados e de produtores rurais mais capitalizados.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

História da agricultura orgânica

A história da agricultura orgânica é antiga. Começa no século 19 e chega aos dias de hoje, com final feliz. Vamos dividi-la em alguns momentos importantes, para que você entenda um pouco sobre as discussões que se travaram, ao longo dos anos, em torno do assunto. Os fertilizantes químicos são descobertos. Até os meados do século XIX, o descanso da terra e a utilização de esterco eram as únicas receitas conhecidas para a recuperação das áreas agrícolas, eram as maneiras que os agricultores utilizavam para recolocar o solo em condições de produzir. Foi quando um pesquisador alemão, Justus von Liebg, descobriu o efeito fertilizante do nitrogênio sobre as plantas, depois do potássio e do fósforo e de mais alguns micronutrientes. Foi uma revolução sem precedentes. Num terreno cansado, uns poucos quilos de adubos químicos podiam fazer aquilo que o descanso levaria anos para conseguir ou que exigiria toneladas de esterco ou de esforço humano. Mas nem todos concordaram com os novos métodos. Alguns setores científicos rejeitaram a utilização dos adubos químicos, formando as escolas de agricultura orgânica que temos até hoje. Na primeira metade do século 20, surgiram eminentes pesquisadores, médicos e filósofos, pesquisando e propondo métodos e práticas para o incremento da fertilidade dos solos de forma orgânica, rejeitando a utilização desses novos adubos químicos, que estavam sendo utilizados. Seus trabalhos renderam bons frutos. Cada qual atuou a seu modo, em seus diferentes países, surgiram os seguidores, criaram-se escolas e institutos, desenvolvendo a fundamentação científica que embasa as práticas atuais da agricultura orgânica. Grandes vertentes de pensamento formaram-se: a da agricultura biodinâmica, a biológica, a orgânica, a natural. Todas se reúnem hoje, num só movimento, sob a denominação de agricultura orgânica. A seqüência dos principais fatos e personagens, foram os seguintes: Em 1924, Rudolf Steiner, apresentou uma visão alternativa de agricultura, baseada na ciência espiritual da antroposofia, agricultores se preocupavam com o rápido declínio das lavouras e criações submetidas às tecnologias modernas e à química, lançando fundamentos do que seria a agricultura biodinâmica, o agricultor procura fazer de sua propriedade um organismo integrado, com entrada mínima de recursos de fora da propriedade; usa preparados homeopáticos para vitalizar as plantas e estimular o seu crescimento. As idéias foram difundidas para vários países do mundo, com a colaboração de outros pesquisadores. Em dias atuais produtos biodinâmicos são comercializados com o selo da Associação Demeter, sediada na Alemanha e que é representada no Brasil pela Associação Biodinâmica. Nas décadas de 30 e 40, Sir Albert Howard dá início a uma das mais difundidas correntes do movimento orgânico, a da agricultura orgânica. Sir Howard trabalhou com pesquisas na Índia durante 40 anos, publicando obras relevantes, defendendo a não utilização de adubos artificiais e, particularmente de adubos químicos, destacando a importância do uso de matéria orgânica na melhoria da fertilidade e vida do solo e que da fertilidade natural do solo dependia a resistência das plantas a pragas e doenças. No final da década de 40, nos Estados Unidos, Jerome Inving Rodale, influenciado pelas idéias de Howard, fundou um forte movimento em prol da agricultura orgânica. O Rodale Institute realiza pesquisa, extensão e ensino em agricultura orgânica até os dias de hoje. Após os modelos criados por Steiner e Howard, também no início dos anos 30, outro biologista e homem político, Hans Muller, trabalhou na Suíça em estudos sobre fertilidade do solo e microbiologia, criando a agricultura biológica. Esse movimento fez numerosos adeptos, destacadamente na França (Fundação Nature & Progrès), na Alemanha (Associação Bioland) e na Suíça (Cooperativa Muller). Dentro dessa tendência, cabe destacar ainda a participação de dois pesquisadores franceses considerados como personagens-chaves no desenvolvimento científico da agricultura orgânica. O primeiro é o pesquisador Claude Aubert, que publicou L’Agriculture Biologique ou “A Agricultura Biológica”, em que destaca a importância de manter a saúde dos solos para melhorar a saúde das plantas e, em conseqüência melhorar a saúde do homem. O segundo personagem importante é Francis Chaboussou, que publicou em 1980, Les plantes malades des pesticides, traduzido para o português como “Plantas doentes pelo uso de agrotóxico: a teoria da trofobiose”. Sua obra mostra que uma planta em bom estado nutricional torna-se mais resistente ao ataque de pragas e doenças. Outro ponto que o autor destaca é que o uso de agrotóxicos causa um desequilíbrio nutricional e metabólico à planta, deixando-a mais vulnerável e causando alterações na qualidade biológica do alimento. Outra corrente importante do movimento orgânico é a da agricultura natural, surgida em meados da década de 1930, com o filósofo japonês Mokiti Okada que ensinava que a purificação do espírito deve ser acompanhada pela purificação do corpo, a necessidade de evitar os produtos tratados com substâncias tóxicas. Suas idéias foram reforçadas e difundidas internacionalmente pelas pesquisas de Masanobu Fukuoka, que defendia a idéia de artificializar o menos possível a produção, mantendo o sistema agrícola o mais próximo possível dos sistemas naturais. Na Austrália, Dr. Bill Mollison aperfeiçoou as idéias que deram origem a um novo método conhecido como permacultura. Os venenos passam a ser utilizados na agricultura: inseticidas, fungicidas e herbicidas O avanço desses movimentos de agricultura orgânica e das suas repercussões práticas foi barrado, a princípio, em função do forte lobby da agricultura química, ligada a interesses econômicos expressivos. Além dos adubos, um outro tipo de produtos químicos, os “cidas” - inseticidas, fungicidas e herbicidas, que conseguem matar os insetos, os fungos e as ervas daninhas que incomodam os agricultores, haviam sido desenvolvidos e estavam sendo comercializados e utilizados por todos. O que ocorreu é que as tecnologias que tinham sido desenvolvidas durante as Guerras Mundiais foram vistas como muito úteis para a produção agrícola. Por exemplo: o produto químico nitrato de amônio, que era usado como munição, se tornou um fertilizante eficaz; os organofosforados usados na fabricação de gás foram utilizados mais tarde como inseticida; a partir do agente laranja utilizado como desfolhante na Guerra do Vietnã, desenvolveram-se os herbicidas, que controlam as plantas invasoras das culturas. Abriu-se espaço para um novo e lucrativo mercado. Com esses recursos, as propriedades agrícolas começaram a obter produções incríveis. A química dava ao homem um poder imenso diante das adversidades da natureza que, por séculos, fizeram parte do dia-a-dia da vida no campo. Tudo fácil e simples: se a terra está cansada, não é preciso recuperá-la, basta aplicar adubo químico na planta; se a formiga aparece, você joga veneno na lavoura; se é doença de folha, aplica-se o fungicida, etc. Esses produtos passaram a ser utilizados em larga escala, a agricultura tornou-se completamente dependente da indústria de agroquímicos. A utilização de inseticidas expandiu nos países industrializados, sendo corrente no final da década de 1950 nos EUA, na Europa Ocidental e no Japão. Ocupados esses mercados, a expansão foi orientada para os países pobres, sobretudo para aquelas culturas que pudessem pagá-los. No Brasil, a grande expansão do uso de inseticidas ocorreu apenas nos anos de 1970, vinculada ao crédito rural subsidiado, quando a liberação do crédito foi condicionada à utilização dos agrotóxicos.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Mercado dos orgânicos cresce ano a ano

A quantidade de agricultores que optaram por plantar seguindo o método orgânico cresce ano a ano. Comparando os dados obtidos no ano 2000 com os de 2006, vemos que a área plantada no mundo duplicou. A FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação) realizou em Roma, a Conferência Internacional sobre Agricultura Orgânica e Segurança Alimentar, ressaltando a importância da produção desse tipo de alimentos para o mundo. Segundo o documento que foi apresentado: A agricultura orgânica não é mais um fenômeno de países desenvolvidos, é praticada em mais de 120 países, representando 31 milhões de hectares e um mercado de U$ 40 bilhões em 2006. Quando lavouras certificadas estão relacionadas a melhorias agroecológicas e aumento de renda de agricultores pobres, isto leva ao aumento da segurança alimentar e à revitalização da agricultura familiar. Esses modelos sugerem que a agricultura orgânica tem o potencial para assegurar o abastecimento global de alimentos, assim como a agricultura convencional faz hoje, mas com reduzido impacto ambiental. O mercado de produtos orgânicos cresceu, na década de 90, em média 50% ao ano, chegando a uma receita de US$ 150 milhões. O consumo interno respondeu por US$ 20 milhões apenas, o restante foi exportado para países como Alemanha, França, Japão e Estados Unidos. Estamos em outro patamar, bastante mais elevado. Segundo o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), as vendas de produtos orgânicos no país superou R$ 1,25 bilhões em 2007, com aumento de 25% em relação a 2006. O Brasil já é o segundo maior produtor de orgânicos do mundo e o setor tem 70% de suas vendas voltadas para o mercado externo. Com 800 mil hectares de área cultivada, envolvendo 15 mil produtores, dos quais 80% são pequenos produtores, o país fica atrás somente da Austrália. A produção certificada como orgânica é bastante extensa e diversificada. Incluem, além de frutas e verduras, laticínios, café, cachaça, açúcar, sucos, geléias, azeite de dendê, guaraná, cacau, mel, algodão, óleo de babaçu, soja, arroz, carne de gado, de frango, ovos, extratos vegetais, chás, camarão, cogumelos etc. Os maiores consumidores do mundo são: a Comunidade Européia, Japão, Estados Unidos. O expressivo crescimento do setor de alimentos orgânicos (é o que mais cresce dentro do mercado de alimentos no mundo) levou os governos dos mais diversos países a criarem suas legislações específicas para esse tipo de produto e a estabelecer programas de incentivo e pesquisa. O Brasil tem o “Pró-Orgânico”, programa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, atuando através de sua Comissão Nacional e das Comissões Estaduais. Legislação para o setor é a seguinte: a Instrução Normativa nº 007, de 17 de maio de 1999; a Instrução Normativa n º. 016, de 11 de Junho de 2004; a Lei n º. 10.831, de 23 de Dezembro de 2003 e a Portaria n º. 158, de 08 de Julho de 2004. A Feira BioFach América Latina é um grande evento internacional anual, excelente oportunidade para se ter um panorama do que acontece no mercado de produtos orgânicos.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Como funciona a agricultura orgânica

É cada vez maior o número de pessoas que estão buscando uma alimentação mais saudável, na tentativa de resgatar um tempo em que ainda era possível ter à mesa alimentos frescos, de boa qualidade biológica e livres de agrotóxicos. Hoje em dia, esse tipo de alimento pode ser encontrado, com alguma facilidade - pelo menos nas grandes cidades - nos supermercados, lojas especializadas e feiras de produtores. São os “alimentos orgânicos”, produzidos segundo critérios rígidos de qualidade, por agricultores que fazem parte de associações de agricultura orgânica. Eles utilizam apenas métodos e práticas ecológicas em suas plantações. Formam um grande movimento, bastante organizado, coordenado mundialmente pela IFOAM - International Federation of Organic Agricuture Movements (Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Orgânica), com sede na Inglaterra. O Instituto Biodinâmico - IBD, que há vinte anos atua no campo de pesquisa e desenvolvimento da agricultura orgânica e biodinâmica no Brasil, define, assim, um produto orgânico: É muito mais que um produto sem agrotóxicos e sem aditivos químicos. É o resultado de um sistema de produção agrícola que busca manejar de forma equilibrada o solo e demais recursos naturais (água, plantas, animais, insetos e outros), conservando-os no longo prazo e mantendo a harmonia desses elementos entre si e com os seres humanos. Para ofertar ao consumidor alimentos saudáveis e nutritivos, o agricultor deve trabalhar em harmonia com a natureza, recorrendo aos conhecimentos de diversas ciências como a agronomia, ecologia, sociologia, economia. A produção orgânica obedece a normas rígidas de certificação que exigem além da não utilização de agrotóxicos e drogas venenosas, cuidados com a conservação e preservação dos recursos naturais e condições adequadas de trabalho.Tanto o consumidor quanto o produtor tem visto a agricultura orgânica com bons olhos.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Infestação por mosquito da dengue é mascarada

Projeto-piloto coordenado pela entomologista Leda Regis, da Fiocruz-PE, detecta índice muito superior ao oficial Santa Cruz do Capibaribe, no agreste pernambucano, e Ipojuca, no litoral sul, municípios de cerca de 70 mil habitantes, têm em comum a forte presença do mosquito da dengue. Isso foi descoberto depois que suas prefeituras implantaram, um projeto-piloto que utiliza o Sistema de Monitoramento e Controle Populacional do Vetor da Dengue (SMCP-Aedes), desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) de Pernambuco. O SMCP revelou que 93% das residências de Ipojuca e 100% das de Santa Cruz do Capibaribe são também moradias do mosquito. Pela estratégia usada pelo Programa Nacional de Controle da Dengue, a pesquisa larvária - os agentes de saúde visitam as casas para procurar visualmente as larvas do mosquito -, esse porcentual não chegava a 5% em Ipojuca e a 12% em Santa Cruz do Capibaribe. Além de maior sensibilidade para detectar o inseto, o sistema indica a quantidade de mosquitos e aponta as áreas mais críticas, onde há mais possibilidade de as pessoas serem infectadas pelo vírus. O problema do vetor da dengue no País "é mascarado". Não há informação correta que ajude o gestor de saúde a enfrentar o problema. O projeto-piloto, parceria da Fiocruz com o governo do Estado, avalia custos e viabilidade do SMCP. A estimativa é de que em um ano e meio será possível concluir uma avaliação consistente da nova estratégia, que poderá então ser estendida a outros municípios. FUNCIONAMENTO O SMPC-Aedes utiliza armadilhas, chamadas ovitrampas, compostas por um pequeno balde preto de plástico, com duas palhetas de eucatex (ou tecido em algodão), alfafa para atrair as fêmeas do mosquito e larvicida biológico. A cada quatro semanas as palhetas são recolhidas e os ovos depositados são incinerados depois de contados por meio de um software desenvolvido pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Os registros entram em um banco de dados que gera mapas do espaço urbano - todas as ovitrampas são localizadas por GPS - apontando as áreas críticas de concentração. A cada retirada, novas palhetas são repostas na armadilha a cada trocadas quatro semanas, num processo contínuo de monitoramento e acompanhamento. Ipojuca e Santa Cruz contam atualmente com 834 ovitrampas - 524 e 310 respectivamente. Uma média de 1.590 ovos são retirados por mês das ovitrampas em Santa Cruz, com picos de 3 a 6 mil ovos, e de 561 ovos/mês em Ipojuca. O sistema foi criado e testado durante quatro anos em bairros do Recife antes de sua tecnologia ser repassada à Secretaria Estadual de Saúde. Há quatro tipos de vírus, sem vacina. Para se ter dengue tem que ter o mosquito e o método antigo de identificação de larvas nos depósitos não é efetivo, o País não tem conseguido evitar as epidemias e convive com o aumento da mortalidade por dengue. PACTO Para funcionar, o sistema depende de uma nova forma de envolvimento da população. Além de cuidar do seu espaço, não deixando água exposta, é preciso que cada família receba a ovitrampa onde as fêmeas vão depositar seus ovos. A presença do Estado, por meio dos agentes de saúde, também muda. Em vez de entrar no domicílio para procurar o mosquito em depósitos com água, a principal missão do agente é instalar as armadilhas, recolhê-las e recolocar as palhetas substitutas. As comunidades entram em contato mais "didático" com a presença do Aedes, porque veem os ovos depositados e os mosquitos. Passam, assim, de uma atitude passiva para ativa. FUMACÊ O SMCP elimina a população já estabelecida de mosquitos adultos com uso de aspiradores, eliminando o emprego de inseticidas e do fumacê. Para os idealizadores do sistema, esse recurso reforça a conscientização da comunidade, que vê o produto da aspiração. O sistema é capaz de ser pactuado com a população. Na fase preparatória do projeto, agentes de saúde dos dois municípios pernambucanos foram treinados e as comunidades foram apresentadas ao mosquito nas suas várias fases, ao vivo e por meio de vídeos educativos. A implantação do sistema não invalida a antiga estratégia utilizada pelo Programa Nacional de Controle da Dengue. O que se faz hoje é botar inseticida tóxico nas águas armazenadas, organofosforado (substância química que contêm carbono e fósforo), para matar larvas. Em sua avaliação, o veneno não consegue reduzir a população do mosquito. Há 12 anos a população está exposta a um organofosforado e o consumo médio no País já é de seis mil toneladas por ano. O fumacê, lançado nas ruas, próximo às casas, nas áreas de maior concentração do Aedes aegypti, não funciona completamente. Os adultos dos mosquitos vivem dentro das casas, se alimentam e se reproduzem e não vão para as ruas. São ações sem resultado ou com muito pouco resultado. O SMCP-Aedes prevê, por enquanto, o controle e monitoramento do vetor da dengue apenas em cidades de pequeno e médio porte. Ainda está sendo estudada sua aplicação em grande escala, nas metrópoles. A estratégia foi desenvolvida pelo Sistema de Apoio Unificado para Detecção e Acompanhamento em Vigilância Epidemiológica (Rede Saudável). Essa rede engloba pesquisadores da Fiocruz-Pernambuco, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), do Instituto de Informação Científica e Tecnológica e do Programa de Computação Científica (Procc) da Fiocruz, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e das universidades federais de Pernambuco (UFPE), Minas Gerais (UFMG) e Paraná (UFPR). Segundo Cláudio Duarte, depois de validar cientificamente o modelo, ele será apresentado ao Ministério da Saúde para, a partir daí, se identificar "uma tecnologia massiva". O Estado de Pernambuco fez convênio com um grupo de mulheres da Ilha de Deus, comunidade pobre do Recife, para a fabricação, a partir de fevereiro, de um total de 120 mil ovitrampas (10 mil por semana). As armadilhas serão feitas com material reciclável - garrafas pet farão as vezes do balde. A transmissão 1) O mosquito pica alguém doente. Há um período de cerca de 10 dias até que ele comece a transmitir a doença. 2) O mosquito contaminado pica uma pessoa sadia. Após ser picada, a pessoa apresenta sintomas em geral após 5 dias. Tipos de vírus O vírus da dengue é um arbovírus, classificação de vírus transmitidos por mosquitos e outros artrópodes. Divide-se em quatro tipos: Den-1, Den-2, Den-3 e Den-4 Todos os vírus da dengue são transmitidos pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e podem causar tanto a manifestação clássica da doença quanto as outras. Virulência É a intensidade com que o vírus se multiplica no corpo. Den 3 é o tipo mais virulento, seguido pelo Den-2, Den-4 e Den-1. O tipo 1 é o mais explosivo: causa grandes epidemias e alcança milheres de pessoas rapidamente. História A dengue chegou ao Brasil na metade do século 19. Em 1986, o vírus tipo 1 foi isolado pelo Departamento de Virologia da Fundação Osvaldo Cruz. O mesmo departamento também isolou os tipos 2 e 3 em 1990 e 2001. A doença A dengue tem diferentes formas de apresentação Clássica Dor de cabeça e nos olhos, febre alta, dor nos músculos e nas juntas, manchas avermelhadas por todo o corpo, falta de apetite, fraqueza. Hemorrágica Sangramentos gastroentestinais, cutâneos, nasais, gengivais e uterinos. Dengue com complicações Problemas neurológicos, hepáticos e cardiácos podem aparecer junto com a doença. Síndrome do choque da dengue A pressão sanguínea do paciente com dengue hemorrágica vai a zero. Tratamento Não há tratamento específico. Na versão clássica, os médicos combatem os sintomas com antitérmicos e analgésicos. Casos mais graves de dengue hemorrágica exigem internação e reposição líquida. A pessoa infectada deve beber muito líquido, descansar e evitar tomar antiinflamatórios e ácido acetilsalicílico (substância presente em remédios como a Aspirina e AAS), porque eles favorecem as hemorragias.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Nós e a dengue

Somos cidadãos brasileiros indignados com o avanço da dengue no nosso país. Várias pessoas da nossa família já tiveram a dengue clássica e até mesmo a tão temida dengue hemorrágica. O objetivo do site é ser um canal de informação sobre a dengue no Brasil, concentrar informações sobre a doença e ajudar as pessoas a entenderem melhor como podem se prevenir e tratar a doença. As informações apresentadas neste site foram produzidas com bases em pesquisas em diversos sites sobre assunto, como as páginas do Ministério da Saúde, de instituições públicas e ONGs que realizam pesquisas sobre o assunto. Portanto, a equipe NÃO conta com a participação de médicos ou profissionais ligados à área de saúde. Nosso objetivo é informar e nunca substituir a palavra de um médico. Portanto, o conteúdo do site é EXCLUSIVAMENTE informativo e não substitui a orientação médica. Faça sua parte para acabar com a Dengue no Brasil. Tome os cuidados necessários para prevenir a proliferação do mosquito, divulgue para os seus amigos e colabore conosco com sugestões, idéias e críticas. Os profissionais que colaboram são comunicadores sociais, pessoas especializadas em sintetizar informações e transmiti-las de forma clara e objetiva. Temos a preocupação de colocar as informações de maneira clara para que todos possam entender muito bem o assunto, independente de idade ou classe social. Nosso trabalho é independente e não está ligado a nenhuma instituição.