sábado, 27 de maio de 2017

Peixes do Báltico apresentam tumores devido aos nazistas


Peixes do Mar Báltico apresentam tumores devido a vestígio nazista.

Alta incidência de tumores cancerosos em peixes pode advir de munições alemãs afundadas pelos Aliados após 1945. Ameaça ambiental também representa risco à saúde humana e tem prazo para ser removida.

Congelamento do Mar Báltico fora de época, em 2013.
Cientistas alemães constataram uma incidência de 25% de tumores entre um tipo de linguado encontrado numa área do Mar Báltico, próximo à cidade alemã de Kiel. Em outras áreas desse mar, essa percentagem é de cerca de 5%.
A hipótese é que as proliferações cancerosas possam estar relacionadas ao volume estimado em 1,6 milhão de toneladas de armamentos dos nazistas, afundados nos mares Báltico e do Norte ao fim da Segunda Guerra Mundial.
Até recentemente, a espécie Limanda limanda era ignorada na pesca comercial, porém a escassez de espécies comestíveis tradicionais como o bacalhau e o hadoque tem feito crescer sua popularidade para o consumo humano.
"Não aconselharia ninguém a nadar no Mar Báltico"
Ao apresentar seus achados numa conferência em Rostock em 15/05/17, os cientistas do Instituto Thünen de Ecologia Pesqueira enfatizaram tratar-se de dados preliminares. Mas advertiram que, à medida que as munições continuam a enferrujar e vazar, o impacto ambiental da descarga em massa de armas nazistas sobre as águas costeiras rasas pode ser muito mais grave do que se estimava.
Em comunicado à DW, o vice-diretor do Instituto Thünen, Thomas Lang, declarou que no momento a incidência elevada de tumores deve "ser vista como local" para o Limanda limanda. Num estudo anterior com bacalhaus não se encontrou qualquer indicação de um incremento, afirmou.


No entanto, outras fontes advertem contra os riscos para a saúde humana nas águas da região. "Eu não aconselharia ninguém a ir nadar no Mar Báltico", diz Diana S. Pyrikova, diretora executiva da organização Diálogo Internacional sobre Munições Submarinas (Idum, na sigla em inglês). O grupo sediado em Haia, Holanda, estuda o descarte global de armas há mais de uma década.

Ameaça cancerígena
Pyrikova aponta que certas substâncias que vazam das antigas munições no fundo dos oceanos, como TNT e componentes de armamentos químicos, têm sido relacionadas ao câncer. Ela se preocupa que, ao consumir regularmente os peixes afetados, os humanos possam estar acumulando cancerígenos.
Segundo a agência de notícias DPA, outra equipe de pesquisadores da Universidade de Kiel registrou altos níveis de TNT entre os mexilhões que crescem em torno das munições enferrujadas. Apesar das apreensões, o secretário do Ambiente do estado de Schleswig-Holstein insiste que os armamentos afundados não devem ser vistos como causa única dos tumores.
Na conferência em Rostock, os cientistas explicaram que suas suspeitas de que a exposição ao explosivo TNT possa estar causando os tumores se baseia em experimentos realizados em laboratório. Certos peixes podem ser mais suscetíveis a acumular as substâncias tóxicas, dependendo da profundidade em que vivam e quanto tempo mantenham a água do mar dentro do corpo.
Não mais de 30 anos para agir
As armas da Alemanha nazista foram afundadas no mar por ordem das Forças Aliadas, após sua vitória sobre as tropas de Adolf Hitler em 1945. A maioria foi parar em áreas profundas do Báltico, perto das bacias de Bornholm e Gotlândia, porém parte foi também lançada em águas mais rasas. Os Estados Unidos, Reino Unido e França igualmente jogaram grandes quantidades de armamentos em suas costas.
Embora a maior parte da munição alemã descartada fosse convencional – explosivos ou armas de fogo – cerca de 40 mil toneladas continham substâncias de combate químico, como gás de mostarda, arsênico e fosgênio (gás lacrimogêneo e sufocante que ganhou terrível fama durante a Primeira Guerra Mundial).
Relatos históricos descrevem como barcos foram abarrotados de armamentos e em seguida naufragados, visando facilitar a localização futura, se necessário. Embora alguns cientistas afirmem que muitas das minas, bombas e granadas continuem seladas, outros alertam que a corrosão permitiria que elas se espalhem mais no fundo do mar, dispersando seu conteúdo.
"Muitos governos e Forças Armadas acham que é mais econômico deixá-las lá, e que a água salgada impedirá as substâncias químicas de se dissolverem, mas isso não é verdade"; enfatiza Pyrikova, do Idum.
Segundo a ONG, só restam de 25 a 30 anos para remover as munições, antes de estarem tão corroídas que não possam mais ser localizadas. E o pior é que seu conteúdo tóxico permaneceria na água e no sedimento no fundo do mar.
Governos fazem vista grossa
Novas tecnologias poderiam reduzir os efeitos nocivos das munições abandonadas, sem o enorme esforço de removê-las. "Esteiras de alta tecnologia podem ser instaladas no fundo do mar. Com o passar do tempo, elas dissolveriam os invólucros, absorveriam as substâncias químicas e lentamente ajudariam na recuperação do ambiente marinho", propõe Pyrikova.
Entretanto mesmo isso exige um investimento substancial de governos que, até o momento, têm preferido fazer vista grossa ao problema, acusa. Atualmente não há nenhum acordo proibindo a eliminação de armas nos oceanos, e segundo certos relatórios, algumas forças militares ainda adotam essa prática.
O Idum está se esforçando para organizar uma conferência das Nações Unidas abordando o assunto. Segundo Pyrikova, contudo, a maioria dos políticos e diplomatas ainda se mostra surpresa diante da extensão do problema e de seu impacto ambiental. (g1)

Sudão: população, desertificação e fome

O aquecimento global é a principal ameaça à humanidade, às espécies e aos ecossistemas no século XXI. Alguns países vão sofrer mais do que outros. Matéria do The Huffington Post mostra que o Sudão pode se tornar inabitável e desértico até 2100. Os cientistas preveem que a temperatura da região aumente em 3 graus Celsius até 2060. O Sudão já iniciou o processo de desertificação e vem enfrentando tempestades intensas de poeira. A escassez de água se agrava a cada dia, pois a bacia do Nilo é incapaz de abastecer aos 10 países que dependem de suas águas.
Mas a demanda por água do rio Nilo não vem apenas do Sudão. A bacia hidrográfica do rio Nilo, abrange uma área de 3.349.000 km² e já não dá conta de abastecer as populações dos 10 países que, em maior ou menor proporção, dependem de suas águas. A população conjunta de Uganda, Tanzânia, Ruanda, Quênia, República Democrática do Congo, Burundi, Sudão, Sudão do Sul, Etiópia e Egito era de 84,7 milhões de habitantes em 1950, passou para 411,4 milhões em 2010, devendo chegar a 877,2 milhões em 2050 e 1,3 bilhão de habitantes em 2100, segundo dados da divisão de população das Nações Unidas. Os problemas da desertificação, da fome e da perda de biodiversidade e pobreza humana e ambiental são, cada vez mais, graves na região.
A população do Sudão era de 5,7 milhões de habitantes em 1950, passando para 28 milhões no ano 2000 e 40,2 milhões em 2015. Para 2100 há três cenários, conforme projeções da Divisão de População da ONU. No cenário médio, a população chegará a 127,3 milhões de habitantes no final do século XXI. No cenário alto (redução mais lenta da queda da fecundidade), a população do Sudão pode chegar a 181,2 milhões de habitantes. E no cenário de fecundidade mais baixa, a população pode ficar em 86,3 milhões de habitantes.
O colapso ambiental do Sudão vai ter um forte impacto sobre o número de refugiados climáticos. A tendência é que boa parte destes refugiados busquem a Europa como refúgio e salvação da crítica situação do país. Mas uma coisa é resolver o problema de 5 a 6 milhões de habitantes (o que era a população do Sudão em 1950) outra é equacionar os 40 milhões atuais ou a demanda de 127 milhões de habitantes, conforme previsto para 2100.
Na verdade, o crescimento populacional agrava os problemas ambientais e o elevado aumento demográfico do Sudão e da África pode gerar um grande colapso da fertilidade do solo e da segurança hídrica. Reduzir as taxas de fecundidade é uma necessidade inadiável.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam 225 milhões de mulheres no mundo sem acesso aos métodos de regulação da fecundidade. A proposta de universalização do acesso aos métodos contraceptivos foi aprovada na CIPD do Cairo, em 1994. Esta proposta foi referendada nos Objetivos do Desenvolvimento do Milênio (ODM) e nos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mas a universalização dos serviços de saúde sexual e reprodutiva continua sendo apenas um sonho, enquanto o pesadelo da degradação ambiental se torna cada vez mais universal.
Enquanto quase nada é feito na área da universalização de acesso aos meios de regulação da fecundidade, quase 1,4 milhão de crianças estão em “risco iminente” de morrer em decorrência da fome na Nigéria, Somália, no Sudão do Sul e no Iêmen, como alertou o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF, na sigla em inglês) no dia 21 de fevereiro de 2017. As pessoas já estão morrendo de fome nestes quatro países, e o Programa Mundial de Alimentos disse que mais de 20 milhões de vidas correm perigo nos próximos seis meses.
Mulheres esperam na fila para serem atendidas na clínica móvel da UNICEF no vilarejo de Rubkuai, no Norte do país.
O Unicef afirmou que 270 mil crianças sul-sudanesas estão gravemente desnutridas. Também na segunda-feira, a instituição de caridade Save the Children disse que mais de 1 milhão de crianças do país correm risco de passar fome. O Sudão do Sul ainda vem sendo assolado pela mesma seca do sudeste africano que deixou a Somália vivendo um surto de fome seis anos depois de 260 mil pessoas morrerem de desnutrição. Portanto, a situação já é crítica atualmente e tende a piorar com os efeitos do aquecimento global.
Para piorar mais ainda as coisas, um relatório das Nações Unidas mostra que o governo do Sudão do Sul gasta uma grande parte de sua renda petroleira na compra de armas, enquanto o país enfrenta uma epidemia de fome. Fica difícil resolver os problemas sociais com base no aumento dos gastos militares e sem garantir a universalização dos direitos reprodutivos. (ecodebate)

quinta-feira, 25 de maio de 2017

Antártica está mais verde devido ao aquecimento global

Antártica está mais verde devido ao aquecimento global, dizem cientistas.
Cientistas afirmam que aquecimento global é responsável pelo crescimento acelerado de musgos na Península Antártica. Fenômeno se intensificou nos últimos 50 anos.
Musgos em ilha antártica com icebergs ao fundo.
A Antártica está ficando mais verde devido aos efeitos do aquecimento global, afirmam cientistas num estudo publicado na revista especializada "Current Biology".
O aumento da temperatura teve um efeito dramático no crescimento de musgos no extremo norte da Península Antártica, disse um dos autores do estudo, o cientista Matt Amesbury, da Universidade de Exeter, na Inglaterra.
"Se isso continuar, e por causa da área crescente de terra livre de gelo por causa do desaparecimento das geleiras, a Antártida será mais verde no futuro", acrescentou o pesquisador.
Há quatro anos, os pesquisadores britânicos verificaram mudanças sem precedentes nos musgos do extremo sul da Península Antártica. Segundo Amesbury, o novo estudo mostra que o fenômeno ocorre em toda a península, que é a parte mais setentrional da Antártida e fica relativamente perto da América do Sul.
Amesbury e seus colegas analisaram amostras de solo coberto por musgos, recolhidas nas ilhas Elefante, Ardley e Green, numa distância de 640 quilômetros. Nessa região está a camada de musgos mais grossa e antiga da Antártica, que só tem 0,3% de cobertura vegetal.
Aquecimento global faz com que Antártida fique mais verde.
As amostras permitiram aos cientistas entender melhor a evolução do clima na região e o crescimento das plantas nos últimos 150 anos. A análise mostrou que o crescimento claramente se acelerou nos últimos 50 anos.
A Península Antártica é uma das regiões mais afetadas pelo aquecimento global. A temperatura média no continente subiu 0,5°C por década desde os anos 1950. Chuvas e ventos são mais frequentes hoje.
Plantas estão crescendo na Antártida como nunca antes na modernidade estimuladas pelo aquecimento global que está derretendo o gelo e transformando paisagem branca em verde.
O diretor do projeto de pesquisa, professor Dan Charman, disse que os ecossistemas na Antártica vão se alterar profundamente com a constante elevação das temperaturas. "Vamos observar como a Antártica vai se tornar cada vez mais verde, a exemplo do que já observamos no Ártico", disse. (g1)

Os cinco anos mais quentes do Antropoceno

O Antropoceno é uma época geológica marcada pelo domínio da influência do ser humano sobre a biosfera e tem como uma de suas caracterizadas (negativas) fundamentais o aquecimento global. O rápido crescimento econômico e o insustentável padrão de produção e consumo da humanidade está esquentando, literalmente, o Planeta.

Em relação à temperatura média do século XX, o ano de 1908 ficou com temperatura de -0,44ºC, abaixo da média do século. O ano mais quente do século XX foi 1998, com 0,63ºC acima da média. Porém, o século XXI apresenta recordes contínuos de aquecimento. Em 2010, a temperatura ficou 0,70ºC acima da média, 2014 com 0,74ºC, 2015 com 0,90ºC e 2016 com o recorde absoluto de 0,94ºC.
O ano de 2016 ficou cerca de 1,4ºC mais quente do que o ano de 1908. Dezesseis dos dezessete anos mais quentes ocorreram no século XXI.
Tudo indica que o ano de 2017 será um pouco menos quente do que 2016, mas poderá ser o segundo ou terceiro ano mais quente da série. Em 2017, as temperaturas ficaram acima da média do século XX em 0,89ºC em janeiro, 0,98ºC em fevereiro e 1,05ºC em março. Estes números são espantosos para um período sem a presença do fenômeno El Niño.
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) informou a temperatura do mês de março de 2017 é totalmente inesperada para um período considerado “normal”. O El Niño é “caracterizado por temperaturas oceânicas excepcionalmente quentes no Pacífico Equatorial”, o que faz aumentar a temperatura global, elevando o aquecimento global subjacente em longo prazo. Então, quando um mês vê temperaturas climáticas recordes na ausência de um El Niño, isso é um sinal de que a tendência do aquecimento global tem adquirido ritmo próprio e com redução das flutuações.
A temperatura tem subido 0,18ºC, por década. Isto significa, que no ritmo atual, a temperatura pode ultrapassar 3ºC, em 2100, em relação ao período pré-industrial. A última vez que a temperatura global chegou neste patamar o nível dos oceanos subiu mais de 6 metros. Tal fenômeno afetaria a vida de bilhões de pessoas que vivem nas áreas litorâneas e reduziria muito as áreas de cultivo de alimentos. Também haveria a perda de vida marinha devido à acidificação.
O aumento do degelo do Ártico, Antártica, Groenlândia e glaciares tem se acelerado conforme mostram inúmeras pesquisas e reportagens. Um evento dramático é o rompimento da Plataforma Larsen C, na Antártica. A figura abaixo mostra que uma enorme fenda está próxima de romper e liberar um iceberg quase do tamanho da Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A figura também mostra que a fenda está crescendo de forma acelerada e já atinge o tamanho de 180 quilômetros. No final do ano passado, ela cresceu de repente em cerca de 18 quilômetros. Faltam apenas 20 quilômetros para deslocar o iceberg do restante da prateleira de gelo. Dados de satélite, de maio de 2017, revelaram um segundo ramo da fenda, de cerca de 15 quilômetros de comprimento, que está se movendo em direção à borda da plataforma. Este é um exemplo atual como o aquecimento global vai provocar um grande degelo dos polos e acelerar a elevação do nível do mar.
Aquecimento global acima de 2ºC pode gerar enormes desastres, grande quantidade de refugiados do clima e uma epidemia de fome. Para evitar uma catástrofe de tal dimensão é preciso uma rápida redução das emissões de gases de efeito estufa e uma descarbonização crescente da economia. (ecodebate)


terça-feira, 23 de maio de 2017

Vai continuar pagando mais do que você consume???

E agora, Brasil??? Vai continuar pagando mais do que você consume???
Com nossa tecnologia você elimina os desperdícios existentes na rede elétrica e faz com que o seu medidor contabilize apenas seu consumo real, sem medir todo o campo eletromagnético gerado externamente e internamente através do acionamento de motores.
Foi publicado uma reportagem feita pelo Jornal Extra retratando a atual situação do setor elétrico no Brasil, onde se tem a falta de chuvas como principal preocupação em relação ao maior custo no fornecimento de energia e com isso mais e mais aumentos na nossa conta!!!
Segue alguns trechos da reportagem e ao final o link com o conteúdo completo:
O país não corre o risco de ficar sem energia, mas ela vai continuar cara e por um bom tempo. Esse foi o alerta dado pelo ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, durante o evento “E agora, Brasil?”. Mesmo com o nível de reservatórios baixo em relação aos últimos anos, o ministro descartou a hipótese de um novo apagão ou de racionamento.
— Não há risco de apagão. Isso é recorrentemente questionado. Não vai faltar energia. O problema é a que preço. É inconcebível no país que temos, já há todas as fontes de energia no país, ter que ficar esperando para ver se vai chover. Não dá para achar isso normal — afirmou Coelho Filho.
Segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), os reservatórios do Nordeste estão atualmente em 20,7% de sua capacidade. Os da região Centro-Oeste/Sudeste estão em 41,5%, seguidos do Sul, com 43,2%, e os do Norte, com 66%.
Para poupar esses reservatórios, o governo precisa recorrer às usinas termelétricas, que pesam mais no bolso do consumidor, pois têm um custo por megawatt maior em relação ao das usinas hidrelétricas.
— O governo tomou a decisão de não fazer mais usinas com reservatórios. Hoje as novas hidrelétricas são a fio d’água (sem reservatório). As grandes usinas (com reservatório) estão no Nordeste, e estamos com a hidrologia adversa nos últimos seis anos. Já estamos com bandeira vermelha (sobretaxa na conta de luz) e ela seguirá devido aos custos da nossa geração termelétrica. Isso é outro desafio. Precisamos que elas tenham um custo mais competitivo. Mas essa transição você não faz de uma hora para outra — disse o ministro.