sábado, 21 de abril de 2018

Como limitar o aumento da temperatura global para 1,5°C

Modelos de computação mostram como limitar o aumento da temperatura global para 1,5°C.
Existem várias maneiras de limitar o aumento da temperatura global para 1,5°C até 2100, e uma nova pesquisa mostra em que condições isso poderia acontecer.
O documento da equipe de pesquisadores, publicado na Nature Climate Change, é o primeiro a analisar como as condições socioeconômicas, como desigualdades, demanda de energia e cooperação internacional, podem afetar a viabilidade de atingir esses objetivos, e também considerar os pressupostos tecnológicos e de recursos.
“Um dos objetivos do Acordo de Paris é limitar o aquecimento a 1,5°C, mas os estudos científicos analisaram principalmente a questão de limitar o aquecimento a 2°C. Este estudo preenche agora essa lacuna e explora como a mudança climática até o final do século 21 pode ser acompanhado por 1.5°C de aquecimento. Estudos individuais analisaram esta questão no passado, mas este estudo é o primeiro a usar um conjunto amplo e diversificado de modelos”, afirma Rogelj.
Os pesquisadores usaram seis modelos de computação de avaliação integrada, que tentaram modelar cenários que limitam o aquecimento até o final do século para 1,5°C, chamados de Shared Socioeconomic Pathways (SSPs). Os SSPs, desenvolvidos anteriormente pela IIASA e outras organizações parceiras principais, analisam diferentes maneiras pelas quais o mundo e a sociedade podem progredir, incluindo, por exemplo, um em que o mundo busca a sustentabilidade, em que o crescimento econômico e populacional continua seguindo o mesmo padrão historicamente e outro em que o mundo persegue um alto crescimento econômico com pouca ênfase na sustentabilidade.
Os modelos de computador não podiam modelar um cenário que limitaria o aquecimento a 1,5°C em todos os SSPs. Todos os cenários bem-sucedidos incluem uma rápida mudança do uso do combustível fóssil para fontes de energia com baixas emissões de carbono, redução do uso de energia e remoção de CO2. As fortes desigualdades sociais e econômicas, o foco no uso contínuo de combustíveis fósseis e as políticas climáticas de curto prazo emergentes emergiram como barreiras principais para alcançar o objetivo de 1,5°C.
Nos cenários bem-sucedidos, até 2030, as emissões de gases de efeito estufa já atingiram o pico e começaram um declínio que continua rapidamente nas duas a três décadas seguintes. As emissões líquidas de gases de efeito estufa são atingidas entre 2055 e 2075. A demanda de energia é limitada pela melhoria das medidas de eficiência energética. No SSP onde o crescimento econômico e populacional continua como eles fizeram historicamente, a demanda de energia em 2050, por exemplo, é limitada a 10-40% acima dos níveis de 2010.
A bioenergia e outras tecnologias de energia renovável, como o vento, a energia solar e a hidrelétrica, aumentam drasticamente nas próximas décadas em cenários bem sucedidos, constituindo pelo menos 60% da geração de eletricidade em meados do século. Isso marca um claro afastamento do uso de combustível fóssil sem balanço, sem captura e armazenamento de carbono. O uso tradicional de carvão cai para menos de 20% de seus níveis atuais em 2040 e o petróleo é eliminado em 2060. As tecnologias de emissões negativas, como a bioenergia com captura e armazenamento de carbono (BECCS) e a reflorestamento e reflorestamento, são consideradas como meios para remover adicionalmente CO2 da atmosfera.
As alternativas de 1,5°C, criadas como parte do estudo, serão agora utilizadas pela comunidade mais ampla da pesquisa sobre mudanças climáticas, para gerir os modelos de clima mais complexos. Isso servirá de ponto de partida para novas pesquisas, permitindo uma melhor compreensão dos impactos residuais em baixos níveis de aquecimento global.
“O estudo fornece, aos tomadores de decisão e ao público, informações fundamentais sobre algumas das condições favoráveis para alcançar níveis tão rigorosos de proteção climática”, diz Rogelj.
Os pesquisadores enfatizam que mais trabalho será necessário. Os cenários só podem levar em consideração a viabilidade tecnológica e econômica. No mundo real, outros fatores, como a aceitação social e a cooperação internacional, por exemplo, podem ter um grande efeito na viabilidade. Os formuladores de políticas precisarão levá-los em consideração. (ecodebate)

Esquemas indicam data e causa da próxima catástrofe global

Um grupo de pesquisadores estadunidenses descobriu que até o final do século grandes cidades marítimas em todo o mundo vão provavelmente ficar afundadas pelo aumento do nível do mar em mais de meio metro.
O artigo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences analisa os dados de satélites recebidos durante os últimos 25 anos, criando esquemas climáticos que prognosticam o aumento no nível do mar.
Foi revelado que desde 1993, os oceanos vêm aumentando nível da água a incríveis 0,084 mm por ano. Levando em consideração que o crescimento médio nesse período tenha correspondido a 2,9 mm por ano, acredita-se que de 2005 a 2100 o nível do mar se eleve mais 65 centímetros.
O crescimento do oceano é causado pelo aquecimento, gelo derretido e influência de vulcões.
Os esquemas climáticos que, por sua vez, prognosticam o aumento como um índice permanente, predizem o aumento de 30 centímetros no mesmo período. Em sua nova pesquisa, cientistas avaliaram o crescimento das proporções do oceano por causa do aquecimento, gelo derretido e influência de vulcões.
Na opinião de especialistas, a causa das inundações que poderiam atingir a costa do Sul da Flórida, Bangladesh, Xangai e uma parte de Washington, são o derretimento catastrófico dos icebergs na Groenlândia e Antártida por causa do aquecimento global. (sputniknews)

Satélite confirma o aumento acelerado do nível do mar

Novos dados de satélite confirmam o aumento acelerado do nível do mar.
Topografia da superfície do oceano a partir do espaço. Representação do artista do satélite Jason-3 | Imagem cortesia da NASA
Vinte e cinco anos de dados de satélites provam que os modelos climáticos estão corretos na previsão de que o nível do mar aumentará a uma taxa crescente.
Em um novo estudo publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, os pesquisadores descobriram que, desde 1993, as águas oceânicas subiram a costa em quase 1 milímetro por década. Isso está em cima do aumento anual constante de 3 milímetros. Essa aceleração significa que ganhamos um milímetro adicional por ano para cada uma das próximas décadas, potencialmente dobrando o que aconteceria ao nível do mar até 2100 se a taxa de aumento fosse constante.
“A aceleração prevista pelos modelos já foi detectada diretamente das observações. Eu acho que isso é um trocador de jogo até a discussão sobre mudanças climáticas”, disse o coautor Gary Mitchum, doutorado, decano e professor da University of South Florida College of Marine Science. “Por exemplo, a área de Tampa Bay foi identificada como uma das 10 áreas mais vulneráveis do mundo ao aumento do nível do mar e a crescente taxa de aumento é uma grande preocupação”.
Os níveis dos oceanos cada vez sobem mais.
O Dr. Mitchum é parte de uma equipe liderada pelo professor de Boulder da Universidade do Colorado Steve Nerem, PhD, que usou análises estatísticas para aprimorar estudos anteriores com base em dados de marés, o que também sugeriu aceleração ao longo do século passado. No entanto, os satélites dão uma visão melhor do aumento do nível do mar, porque as amostras são coletadas ao longo do oceano aberto, ao invés de apenas ao longo do litoral.
Como continua, a próxima geração experimentará uma paisagem muito diferente do que hoje. (ecodebate)

quinta-feira, 19 de abril de 2018

Saúde e meio ambiente na globalização - Parte 2

RIGOTTO (1998) explicitando o que apropria como “assimetria” destaca que sob a cortina de um mundo globalizado, de uma suposta “aldeia global” homogeneizada pela superação dos limites do espaço e tempo, se esconde um processo estruturalmente assimétrico. Ele designa papeis e limites específicos a cada segmento ou geografia, mediante nova divisão internacional do trabalho, que aprofunda as desigualdades inter e intranacionais.
Os países industrializados passaram a ser exportadores de tecnologia cientifica e muitos “países subdesenvolvidos” passaram a ser os “novos países industrializados”, num processo desigual tanto do ponto de vista socioeconômico quanto ambiental, no tocante à distribuição dos riscos ambientais e ocupacionais (RODRIGUES apud SOBRAL, 1997).
O Brasil, como outros países periféricos, está buscando seu ajuste a esta nova ordem mundial, de acordo com suas possibilidades (BACELAR, 1997).
De fato, tendo como base concreta a incorporação de inovações tecnológicas e organizacionais à esfera produtiva, esta revolução abre possibilidades técnicas muito importantes, como é a fantástica ampliação da comunicação humana em tempo real, representada hoje pela internet.
Mas a questão é mais complexa e precisa ser contemplada também por outros ângulos. A reestruturação produtiva rompe com a hegemonia do Estado e a política de bem-estar do pós-guerra e afeta o interior do processo produtivo, a divisão do trabalho, o mercado de trabalho, o papel dos sindicatos, as negociações coletivas.
Tendem a prevalecer, até o momento, os interesses de se rearranjar por maior competitividade, questionando direitos e conquistas dos trabalhadores e das sociedades democráticas (MATTOSO, 1995).
Surgem, assim, novos problemas para o mundo do trabalho como os efeitos sobre o nível e composição dos empregos, sobre as qualificações requeridas ao trabalhador, o valor dos salários e sua relação com a massa de lucro apropriada pelas empresas, as condições de trabalho, a gestão e controle da mão de obra e as relações sindicais (DIEESE, 1994).
Esta alteração produz o desemprego estrutural, resultante da desregulação da concorrência e dos mercados, da ausência de políticas macroeconômicas apropriadas, dos efeitos da globalização financeira sobre o investimento e o crescimento econômico (MATTOSO, 1995).


Se consolida um brutal aprofundamento da fragmentação da classe trabalhadora, que sofre retalhamento em segmentos com perfis de vida muito diferenciados.

Parece, assim, que mais duas características ou tendências devem ser acrescentadas à Reestruturação Produtiva, pela forma como vem sendo conduzida em especial nos países periféricos:
Ocorre a consolidação de segmentos com pouca mobilidade entre si, com níveis de vida muito desiguais, ao tempo em que, pela ampliação estrutural do desemprego, se condena parte considerável da população à condição de desnecessária ao mercado de trabalho e de consumo. São os excluídos.
Agravam-se os mecanismos geradores de desigualdades entre os segmentos sociais, ao aprofundar o abismo entre ricos e pobres. Em 1991, um “quinto mais rico da população do mundo apropriava-se de 84,7% do PIB mundial, enquanto um quinto mais pobre estava reduzido a 1,4%. Em 30 anos, a disparidade das rendas entre estes dois extremos passou, de 30 por um, para 60 por um” (SACHS,1995).
Este quadro aponta para o aumento da heterogeneidade no interior das macrorregiões, coexistindo áreas dinâmicas e “integradas” com outras estagnadas (BACELAR, 1997).
A saúde humana é profundamente marcada pela forma como se vive, no Brasil e no mundo. O processo de globalização e de reestruturação produtiva é mediado pelas mudanças urbanas, as transformações no processo de trabalho e a difusão ampliada dos riscos industriais e ambientais. 0 modo de vida desenhado por este modelo redefine os padrões de saúde-doença das populações:
“A incorporação de milhares de novas substâncias químicas, o aumento das plantas industriais, dos volumes produzidos e transportados e da aplicação de diversas formas de energia trouxeram, indubitavelmente, a ampliação da grandeza e do alcance dos impactos sócio ambientais das atividades humanas nas sociedades contemporâneas. Assim, os padrões de produção e consumo passaram a definir, cada vez mais profundamente, tanto o estado das águas, do ar, dos solos, da fauna e flora, quanto as próprias condições da existência humana: seus espaços de moradia e de trabalho, seus fluxos migratórios, as situações de saúde e de morte.” (FRANCO e DRUCK,1997 p.25)
Estas autoras apontam que, nos espaços urbano-industriais, que hoje concentram mais de dois terços da população, rompem-se as fronteiras entre o ambiente intra e extra-fabril, como demonstram os acidentes industriais de grande porte.
Os riscos gerados na atividade produtiva expandem seu raio de ação, se movimentam pelo espaço geográfico por meio de dutovias e outros meios de transporte, ampliando a população a eles exposta. A biotecnologia e novos materiais geram novos meios de agressão aos mecanismos de regulação da biosfera e lesam os organismos humanos com efeitos cumulativos que podem resultar em mutagênese, teratogênese, carcinogênese (FRANCO e DRUCK, 1997).
Por outro lado, as doenças infectocontagiosas emergentes e as reemergentes, como a tuberculose, a dengue e a cólera se associam às doenças crônico-degenerativas e ao crescimento das causas externas, como a violência, os acidentes de trânsito e de trabalho e as intoxicações de origem ambiental ou ocupacional. É o registro, no corpo das pessoas, da perversa sobreposição de padrões de pobreza e miséria aos padrões “modernos” de desgaste da saúde (MINAYO, 1995).
Retrocesso nas políticas sociais, como tem sido visto na questão da previdência social ou do financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS), com sérios impactos sobre a qualidade da atenção prestada à saúde da população.
Ocorre tendência à “privatização” do controle ambiental, relegado às leis do mercado e à iniciativa privada, sem participação do Estado ou da sociedade civil, como no caso dos sistemas de certificação ISO 14000 e 9000 (SOBRAL, 1997; VILELA & IGUTI, 1997).
Também ocorre tendência ao crescimento da violência, pelo agravamento da questão social, com os seus reflexos sobre o perfil de morbi-mortalidade da população com assaltos, homicídios, dependência de drogas, gangues urbanas, delinquência juvenil e acidentes de trânsito.

Com a introdução de inovações tecnológicas e, em especial, de novas formas de organizar o trabalho, surge a exigência de um novo perfil do trabalhador. O saber já possuído por ele não interessa mais, há demanda de aquisição permanente de novos conhecimentos, somada à exigência de polivalência.

RIGOTTO (1998) indica que o medo da demissão assola os trabalhadores e gera profunda insegurança quanto ao futuro. Ele sobrepõe-se à preocupação permanente em “garantir-se” no emprego, num clima de “salve-se quem puder” que deteriora as relações humanas no trabalho e submete os trabalhadores a um cotidiano estressante.
Tendência à redução da jornada de trabalho, com repercussões sobre tempo de lazer, convivência familiar e social, hábitos culturais.
Possibilidade de reflexo sobre o perfil de morbimortalidade: acentuar tendência já verificável de aumento das doenças mentais, psicossomáticas, cardiovasculares e crônico-degenerativas.
Não seria correto cair no determinismo tecnológico e execrar as novas tecnologias como os demônios responsáveis por nossos males. Os impactos das tecnologias dependem das políticas sociais que acompanham sua implantação (NEVES, 1991).
A vida torna-se uma fatalidade. “A do desemprego, da marginalidade opressiva, da solidão, da ociosidade, da angústia, da neurose, ou a da cultura, da criação, da pesquisa, da reinvenção do meio ambiente, do enriquecimento dos modos de vida e de sensibilidade” (GUATTARI, 1990).
Outro mundo é possível. Ocorre enfatizar que nada é contra a livre-iniciativa. Que sem dúvida sempre foi e parece que sempre será o sistema que melhor recepciona a liberdade e a democracia. Mas uma nova autopoise sistêmica para o arranjo social, é urgente. Como está explicitamente mais do que demonstrado. (ecodebate)

Redução da biodiversidade e o desaparecimento de grandes felinos

ONU alerta para a redução da biodiversidade e para o rápido desaparecimento dos grandes felinos.
Biodiversidade desaparece a velocidade mil vezes mais rápida por causa do homem, alerta ONU.
O alerta foi dado pela vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que fez um pronunciamento para lembrar o Dia Mundial da Vida Selvagem em 03/03. Organismo internacional chama atenção para os perigos enfrentados pelos grandes felinos. Há apenas um século, havia 100 mil tigres selvagens vivendo na Ásia. Hoje, existem pouco mais de 4 mil.
Grandes felinos correm risco de extinção, alerta ONU em Dia Mundial da Vida Selvagem.
Intervenções do homem na natureza fazem com que a biodiversidade do planeta desapareça a uma taxa mil vezes mais rápida do que a estimada para um cenário sem a ameaça de atividades humanas. O alerta é da vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, que fez um pronunciamento nesta sexta-feira para lembrar o Dia Mundial da Vida Selvagem, observado em 03/03.
Entre os problemas por trás da extinção de espécies, estão a destruição e degradação de habitats, as mudanças climáticas, o tráfico ilícito de animais e plantas silvestres e conflitos entre o homem e o meio ambiente. “Essas causas também estão associadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 e não podem ser vistas isoladas deles”, afirmou Amina.
Como exemplo, a dirigente lembrou o Objetivo de nº 1, que prevê a eliminação da miséria.
“A pobreza pode ser a causa da perda de biodiversidade, como vemos com a caça ilegal e o uso insustentável da terra, incluindo a derrubada e queimada de florestas, o comércio ilegal de madeira e o sobre pastoreio”, disse a dirigente. “A perda da biodiversidade, por sua vez, aumenta a pobreza, uma vez que os ecossistemas se esgotam e se tornam incapazes de sustentar vidas e prover meios de subsistência.”

Amina defendeu que a comunidade internacional “tem de trabalhar obstinadamente para aprimorar a conservação da biodiversidade e para eliminar a ingerência, o comércio ilícito, a corrupção e o tráfico”. “É por isso que temos o ODS de nº 15, para proteger, restaurar e promover o uso sustentável de ecossistemas terrestres, administrar sustentavelmente as florestas, combater a desertificação e reverter a degradação da terra”, acrescentou.
Grandes felinos em risco

A vice-chefe das Nações Unidas também chamou atenção para os riscos de extinção enfrentados pelos grandes felinos, como os leopardos, onças, jaguares, guepardos, leões e tigres. “Há apenas um século, havia 100 mil tigres selvagens vivendo na Ásia. Hoje, existem pouco mais de 4 mil”, lembrou Amina, que cobrou mais compromisso de países e comunidades pela proteção dessas espécies.
“Os grandes felinos são espécies centrais. Protegê-los também significa proteger os vastos habitats em que eles vivem e a ampla variedade de vida que abrigam”, defendeu a dirigente. “A solução para salvá-los, bem como todas as outras espécies ameaçadas ou em perigo, é a conservação baseada na ciência e no Estado de Direito.”
Na avaliação da subsecretária, é necessário um novo paradigma de desenvolvimento, que não considere a conservação da natureza como elemento antagônico ao crescimento econômico.
“As soluções vão além da adoção de leis rigorosas e do estabelecimento de áreas protegidas nacionais. Precisamos de novas formas de parceria entre governos, conservacionistas e comunidades locais para lidar com a conservação da vida silvestre como uma fonte de oportunidades e estabilidade econômica.”
Amina concluiu sua declaração enfatizando que a conservação da vida selvagem é uma “responsabilidade compartilhada” e que todos - consumidores, legisladores e gestores políticos e o setor privado - têm um papel a cumprir na proteção do patrimônio natural do planeta.
Assista ao vídeo oficial em inglês do Dia Mundial da Vida Selvagem 2018 ou traduzido para o português.