domingo, 31 de janeiro de 2016

Situação diária dos reservatórios de água em São Paulo

Sistema Cantareira
Volume armazenado: 35,0%
Índice1: 45,2; Índice2: 35,0; Índice3: 15,9 (*)
Pluviometria do dia: 4,9 mm
Pluviometria acumulada no mês: 248,3 mm
Média mensal histórica: 263,0 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
Sistema Alto Tietê
Volume armazenado: 29,1%
Pluviometria do dia: 2,7 mm
Pluviometria acumulada no mês: 204,5 mm
Média mensal histórica: 246,9 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
Sistema Guarapiranga
Volume armazenado: 83,6%
Pluviometria do dia: 0,4 mm
Pluviometria acumulada no mês: 173,8 mm
Média mensal histórica: 229,5 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
Sistema Alto Cotia
Volume armazenado: 102,1%
Pluviometria do dia: 3,4 mm
Pluviometria acumulada no mês: 212,8 mm
Média mensal histórica: 225,0 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
Sistema Rio Grande
Volume armazenado: 91,2%
Pluviometria do dia: 1,8 mm
Pluviometria acumulada no mês: 166,8 mm
Média mensal histórica: 252,0 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
Sistema Rio Claro
Volume armazenado: 81,9%
Pluviometria do dia: 0,8 mm
Pluviometria acumulada no mês: 291,4 mm
Média mensal histórica: 296,7 mm
Fonte: Sabesp - Atualizado em 30/01/2016
(*) Explicação dos índices do Sistema Cantareira:
Índice 1: mostra a relação entre o volume de água oferecido atualmente pela reserva técnica com a capacidade real do sistema Cantareira, que não leva em conta o volume morto.
Volume armazenado/Volume útil x 100
Índice 2: mostra a relação entre o volume de água oferecido atualmente pela reserva técnica com a capacidade expandida do sistema Cantareira, que leva em conta o volume morto.
Volume armazenado/Volume total x 100
Índice 3: mostra qual seria a situação do sistema Cantareira como se não houvesse o volume morto.
Volume armazenado - Volume reserva técnica/Volume útil x 100 (abril)

Cantareira sobe e nível chega em 45,2%

Cantareira sobe e nível chega em 45,2%, diz Sabesp
Guarapiranga, responsável por abastecer o maior número de pessoas, caiu novamente.
Sistema Cantareira está se recuperando.
Com chuvas na região, o sistema Cantareira subiu em 30/01/16 para 45,2% de sua capacidade, ante um nível de 44,9% registrado ontem, segundo dados da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) divulgados em 31/01/16. Essa dado considera as duas cotas de volume morto como se fossem volume útil do sistema. Em processo de recuperação, o Cantareira não registra queda há mais de três meses.
Com uma pluviometria do dia de 4,9 mm, o volume de chuvas acumulado no mês está em 204,5 mm, o que significa que está abaixo da média histórica para o mês, que é de 146,9 mm.
Já de acordo com o segundo índice divulgado pela Sabesp, que considera o volume sem a reserva técnica, dividido pelo volume útil, o nível da capacidade do manancial está en 15,9%. Esse índice passou a ser divulgado após liminar.
O Sistema Guarapiranga, que hoje é o responsável por abastecer o maior número de pessoas (5,8 milhões), caiu novamente, passando de 85% para 83,6%. O Alto Tietê subiu 0,1% e foi a 29,1%.
O Sistema Alto Cotia caiu de 103% para 102,1%, segundo os dados da Sabesp. O Rio Grande foi a 91,2%, queda de 0,2% em relação a ontem e o Rio Claro atingiu 81,9%, alta de 0,1%. (r7)

Reservatórios de energia estão enchendo

Depois da crise hídrica dos dois últimos anos a chuva está beneficiando os reservatórios das hidrelétricas das regiões Sudeste e Centro-Oeste (SE-CO) neste mês de janeiro. Juntas, as Bacias do Grande e do Paranaíba são responsáveis por 64% da reserva hídrica desse subsistema (SE-CO). Este importante subsistema começou 2016 com 30% (o dobro do final de janeiro do ano passado) e nesta sexta-feira já estava com cerca de 40%, ou seja, recuperou 10% em 22 dias de chuva. Desde o final de janeiro de 2014 este subsistema não chegava a esse nível. No Sul, por causa do forte El Niño, os reservatórios estão cheios há meses e alguns ainda continuam vertendo. 
O Norte e o Nordeste estão com mais chuva também, mas muito longe do ideal em relação às suas reservas hídricas. Em 22/01/16 o subsistema Norte operava com apenas 21% e o subsistema Nordeste com menos de 10%. Ambos estão subindo, ou seja, já estiveram um pouco piores. A chuva deste mês de janeiro vai beneficiar ambos os subsistemas, tanto em relação ao aumento da vazão dos rios, quanto no replecionamento (nível das represas subindo) dos reservatórios.  Porém, como não devemos ter continuidade dessa chuva (na mesma magnitude e frequência), a velocidade de subida deve diminuir nos próximos meses. (canalenergia)

Reservatórios do Nordeste registram volume de 15,9%

No Sudeste/Centro-Oeste, usina de Furnas opera com 47,97% da capacidade.
Os reservatórios da região Nordeste continuam subindo e agora já passam dos 15%. Dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes ao último dia 28 de janeiro, mostram que o aumento de 0,9% deixou os níveis em 15,6%. A energia armazenada é de 8.093 MW mês e a energia natural afluente é de 12.440 MW med, o mesmo que 34% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Sobradinho opera com 7,67% da sua capacidade.
No submercado Sudeste/ Centro-Oeste, os níveis chegaram a marca de 43%, número 0,5% maior que o do dia anterior. A energia armazenada é de 87.235 MW mês e a ENA é de 81.438 MW med, que equivale a 97% da MLT. A usina de Furnas está com volume de 47,97% e a Nova Ponte, com 26,22%. Na região Norte, mais uma expressiva alta de 1,2%, com nível dos reservatórios em 26%. A energia natural é de 3.909 MW mês e a ENA é de 9.771 MW med, o correspondente a 40% da MLT. A usina de Tucuruí está com 29,82%.
A região Sul novamente foi a única que apresentou redução nos níveis, com baixa de 0,3% na comparação com o dia anterior, registrando volume de 92,7%. A energia armazenada é de 18.506 MW mês e a ENA é de 8.288 MW med, o mesmo que 141% da MLT. A usina de Barra Grande opera com 84,83% da capacidade. (canalenergia)

Reservatórios do Sudeste alcançarão 54,4%

Reservatórios do Sudeste deverão alcançar 54,4%, projeta ONS.
No Nordeste, o nível de armazenamento começa a dar uma trégua e poderá chegar a 41% ao final de fevereiro.
O Operador Nacional do Sistema Elétrico elevou a projeção de armazenamento para o final de fevereiro. Até mesmo na região Nordeste, onde o cenário era o mais pressionado, a situação melhorou e deverá encerrar o mês com 41,1% de acordo com a previsão do Programa Mensal de Operação, divulgado em 29/01/16. No Norte a expectativa é de encerrar esse período com 45,3%, no Sudeste/Centro Oeste com 54,4% e no Sul com 92,2% da capacidade total.
Como resultado, a melhoria da situação hídrica no país derrubou o custo marginal de operação do sistema a menos de R$ 1/MWh em quase todo o país, à exceção do Nordeste que ainda está com preço mais elevado. O CMO médio no mercado mais pressionado está em R$ 216,02/MWh, sendo que os patamares de carga pesada e média estão em R$ 259,42/MWh e a leve em R$ 139,88/MWh. No resto do país está equacionado em R$ 0,82/MWh nas duas primeiras e a R$ 0,73/MWh na leve.
No segundo dia de reunião do PMO mensal para fevereiro o ONS revisou os números preliminares que apresentou sobre o volume de energia natural afluente que é esperada para os quatro submercados nacionais. Para o Sudeste/Centro-Oeste, onde está a maior parte da capacidade de reservação do país são estimados 110% da média de longo termo ou 73.914 MW médios no Sul a nova previsão é de 129% da MLT com 10.686 MW médios de ENA, para o Nordeste a previsão é de 118% da média histórica com 17.407 MW médios. Já para o Norte a previsão é de 86% da MLT com 9.888 MW médios.
Além dessa estimativa de ENA, a previsão de carga é de queda de 0,3% na comparação com fevereiro de 2015. Se a previsão se confirmar representará uma demanda de 67.867 MW médios. Pela primeira vez em muitos meses é a região Nordeste que deverá liderar a queda com retração de 1,8%, seguido do Sul com 1,1% de consumo menor e o Sudeste com queda de 0,5%. No Norte continua a elevação da carga, 6,8%, ainda por conta da referência que não contava com a conexão de parte daquela região ao SIN. (canalenergia)

Campanha alerta sobre crise hídrica no Rio de Janeiro

ONG’s lançam campanha para alertar sobre crise hídrica no Rio de Janeiro
Rio de Janeiro/RJ – Voluntários das ONGs Greenpeace e Meu Rio lançam, na Lagoa Rodrigo de Freitas, a campanha Rio Maravilha sem Água.
Voluntários da Greenpeace e da rede Meu Rio lançaram em 24/01/16, na Lagoa Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro, a campanha Rio Maravilha Sem Água. A iniciativa visa informar os cariocas sobre a situação de crise hídrica que está ocorrendo nos reservatórios do estado. Segundo a coordenadora da campanha de água do Greenpeace, Fabiana Alves, a ideia é pedir que as pessoas se juntem aos voluntários para exigir do governo do estado maior transparência nas informações sobre o abastecimento de água e os recursos hídricos existentes.
De acordo com o Greenpeace, o Rio de Janeiro vive uma crise hídrica similar à de São Paulo, mas quase nada é comentado sobre o assunto. O maior reservatório, o Paraibuna, está há mais de um ano com o volume útil abaixo de 20%, além de ter chegado ao volume morto em janeiro de 2015. Os mananciais da bacia do Rio Paraíba do Sul também estão destruídos e contam apenas com cerca de 13% da floresta original, alerta a ONG.
Fabiana disse que a campanha pretende também mostrar à população que a água não vem da torneira. “Tem todo um ciclo da água e uma preocupação ambiental por trás disso”. É preciso  que as pessoas tenham consciência para que façam uso racional da água. A campanha, ainda de acordo com Fabiana, é um evento de “empoderamento das pessoas” e mostra que qualquer um consegue fazer alguma coisa e pedir pelo que acredita e considera justo.
Para o coordenador da rede Meu Rio, Rafael Rezende, a crise hídrica é um problema iminente no Rio de Janeiro. “E mesmo que a gente tenha passado dez dias com chuva, isso não significa que a situação melhorou”. Rezende disse que a gestão dos recursos hídricos é muito nebulosa e os governos não têm um plano para a eventualidade de faltar água para a população. “A campanha visa despertar a consciência das pessoas para o fato de que o Rio de Janeiro, apesar de ter lagoas, praias, cachoeiras, tem um problema real com o abastecimento de água, que pode se agravar em 2016”.
Quem quiser se juntar à ação, pode entrar no endereço www.riomaravilhasemagua.com.br.
A moradora do Rio de Janeiro Márcia Barbedo aderiu à campanha. Segundo ela, as pessoas não têm consciência da real situação que ocorre não só no Rio de Janeiro, mas no mundo, em relação ao clima. “As pessoas vivem desmatando e não têm consciência do que isso vai acarretar no futuro para os nossos filhos, os nossos netos”.
Moradora do Méier, zona norte da cidade, Cláudia Gama achou a campanha “muito legal”. Ela disse que as pessoas têm que ter uma conscientização melhor, inclusive sobre o uso da água, “para a gente não ter tanto desperdício, como se vê pelas ruas, para a gente poder se preservar e preservar o meio ambiente, para ter alguma coisa no futuro, principalmente para as gerações futuras”.
Outro que se engajou na campanha foi o sociólogo e vereador Renato Cinco (PSol). Para ele, a campanha vem de encontro às preocupações da Comissão Especial sobre o Colapso Hídrico, criada na Câmara dos Vereadores do Rio no ano passado, e que organizou seminário internacional sobre o tema. Ele disse que ao olhar o nível dos reservatórios que abastecem o estado, percebeu que havia um risco de desabastecimento, que poderia se revelar tão crítico como ocorreu em São Paulo.
Para Renato Cinco, o tema é complexo e precisa ser pensado em uma escala mundial, ligada ao aquecimento global, que interfere no regime de chuvas, e também nos aspectos nacional e local, onde o desperdício de água tratada chega a 30%, de acordo com dados da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae), contra 10% em Nova Iorque. “A gente fica muito preocupado porque a população, até agora, está prestando pouca atenção à questão. E a maior parte da atuação governamental se restringe a tentar convencer a população a fazer pequenas economias”. O sociólogo acredita que a população precisa acordar para além de fazer o seu papel individual. “Precisa despertar para pensar o modelo de civilização que a gente criou e o quanto ele está chegando ao limite em várias frentes”. A questão da água é uma dessas frentes, apontou. (ecodebate)

Armazenamento hídrico no Norte sobe 0,9% e chega a 20,3%

Níveis de armazenamento no Norte sobem 0,9% e chegam a 20,3%
Nordeste cresce 0,8% e volume já é de 8,9%.
Os reservatórios da região Norte estão operando com volume de 20,3%. De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico referentes ao último dia 21 de janeiro, houve crescimento de 0,9%. A energia armazenada é de 3.057 MW mês e a energia natural afluente é de 4.892 MW med, o mesmo que 30% da média de longo termo armazenável no mês até o dia. A usina de Tucuruí está com 23,22% da sua capacidade.
No Sudeste/Centro-Oeste, houve aumento de 0,7%, que deixou os níveis em 39,8%. A energia armazenada é de 80.819 MW mês e a ENA é de 113.727 MW med, o correspondente a 89% da MLT. A usina de Furnas está operando com 43,03% da sua capacidade e a de Nova Ponte, com 24,33%. No Nordeste, a tendência de crescimento continua, com os reservatórios ganhando mais 0,8% em relação ao dia anterior e ficando com volume de 8,9%. A energia armazenada é de 4.633 MW mês e a ENA é de 5.395 MW med, que é o mesmo que 24% da MLT. A hidrelétrica de Sobradinho opera com 3,31% da capacidade.
Na região Sul, os níveis estão em 94,8%, caindo 0,3% na comparação com o dia anterior. A energia armazenada é de 18.913 MW mês e a ENA é de 11.398 MW med, que é o mesmo que 153% da MLT. A usina de Barra Grande registra volume de 89,92%. (canalenergia)

SE/CO terminarão janeiro/16 com 46,5% da capacidade

SE/CO deve terminar janeiro/16 com 46,5% da capacidade dos reservatórios
Afluências altas permitem retomadas da hidrovia Tietê-Paraná.
Nordeste ganha fôlego e deve ter 19,9% do nível.
A revisão das previsões de afluências divulgada em 22/01/16, pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico, aponta que o nível de armazenamento no submercado Sudeste/Centro-Oeste deverá ficar em 46,5% ao final de janeiro. Essa projeção representa uma melhoria de pouco mais de dois pontos porcentuais ante o previsto na semana passada pelo órgão. De acordo com a revisão 4 do PMO de janeiro, o Sul deverá encerrar o mês com 94,2% de sua capacidade ocupada, o Norte com 30,7% e o Nordeste com 19,9%, um incremento de mais de 7,5 pontos porcentuais ante o que se esperava na semana passada como nível de fechamento deste mês.
O volume de energia natural afluente esperado para o final de janeiro é de 125% da média de longo termo no submercado que abriga cerca de 70% da capacidade de armazenamento do país. Já no sul a expectativa é de encerrar o primeiro mês de 2016 da mesma forma que o ano de 2015, chuvas bem acima da média, 207% da MLT. No Nordeste, a perspectiva é de 38% da média histórica e no Norte está em 39%.
Como reflexo desse volume de chuvas, o CMO voltou a recuar no SE/CO e Sul do país. Na semana operativa que se inicia neste sábado, 23 de janeiro, o valor médio é de R$ 6,07/MWh, sendo que os patamares pesado e médio estão equalizados em R$ 7,08/MWh e o leve em R$ 4,31/MWh. No Norte o valor recuou para R$ 7,56/MWh sendo que a diferença entre as cargas pesada e média para a leve é de R$ 0,32/MWh sendo as primeiras em R$ 7,68/MWh e a última em R$ 7,36/MWh. No Nordeste ainda há um descolamento bem acentuado do resto do país, com o CMO médio a R$ 304,29/MWh, sendo as cargas pesada e leve a R$ 323,02/MWh e a leve a R$ 271,44/MWh.
Outro impacto das chuvas é reativação da hidrovia Tietê-Paraná que terá seu retorno, com níveis mínimos flexibilizados e em caráter temporário a partir desse sábado a até 5 de fevereiro. O ONS argumenta que essa medida foi possível ao se analisar os estudos de simulação para as próximas duas semanas. Esses estudos, indica o operador, apresentaram a viabilidade da manutenção da cota mínima de 324,8 metros na UHE Três Irmãos (SP, 804,5 MW).
“Esta indicação temporária se deve à significativa melhoria nas condições hidrológicas das usinas localizadas a jusante das bacias dos rios Grande e Paranaíba, assim como as do rio Tietê”, aponta o ONS. Contudo, avisa que “faz-se necessária a plena recuperação dos estoques armazenados nas usinas localizadas nas cabeceiras dos rios Grande e Paranaíba, para que se garanta a permanência da operação da hidrovia Tietê-Paraná ao longo do ano”.
A previsão de carga do ONS para o encerramento de janeiro é de retração de 4,9% ante o mesmo mês do ano passado. Segundo o operador, esse número ainda não reflete a queda da demanda originada pelo realismo tarifário de 2015, já que o RTE ocorreu em março e ainda há a questão das chuvas mais presentes esse ano e com temperaturas mais amenas que no ano passado. O destaque da retração está no SE/CO cuja previsão é de queda de 7,1% ante os primeiros 30 dias de 2015. No sul a expectativa é de retração de 3,3%, no NE a estimativa aponta para recuo de 3,8% e no Norte, ao contrário do restante do país a projeção é de elevação de 7,3%, ainda por conta da integração de Macapá (AP) ao SIN e, por isso, ainda contar com uma baixa base de comparação do ano anterior.
A geração térmica prevista para a semana é de 14.332 MW médios, sendo que 4.253 MW médios são por ordem de mérito, 2.949 MW médios por inflexibilidade, 7.084 MW médios por garantia energética e 46 MW médios por restrição elétrica. (canalenergia)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Pirâmide da ‘Solidão’ no Brasil e na América Latina

Um fato universalmente identificado na demografia é o desequilíbrio na razão de sexo ao nascer. Em todos os países nascem mais homens do que mulheres. Na média mundial, a razão de sexo ao nascer varia entre 3% e 5% a favor dos homens. Números muito acima desta média, podem indicar alguma forma de preferência pelos filhos do sexo masculino ou a prática de “femicídio” ou “fetocídio”, como ocorre na China.
A razão de sexo ao nascer na América Latina e Caribe (ALC) é de 1,05 crianças do sexo masculino para cada 1 criança do sexo feminino. Contudo, a razão de sexo vai se invertendo com o avançar das idades. Existem em alguns países da região uma enorme sobremortalidade masculina nas idades jovens em decorrência, principalmente, dos homicídios e dos acidentes de trânsito. O Brasil e, especialmente, El Salvador são países com alta incidência de sobremortalidade masculina de jovens. Juntando-se a isto a sobremortalidade masculina por causas “naturais” no topo da distribuição de sexo e idade da população, percebemos que a ALC apresenta um grande excedente de mulheres na parte superior da estrutura de idades.
Na China há muitos mais homens do que mulheres na população total e o sexo masculino predomina em todos os grupos etários até 69 anos. As mulheres são maioria somente nos grupos acima de 70 anos. Na média da América Latina e Caribe as mulheres superam os homens após os 50 anos. No Brasil as mulheres superam os homens a partir dos 25 anos. Porém, o país com maior superávit feminino é El Salvador que tem taxas de mortalidade masculina muito altas em decorrência da violência e dos homicídios. Reduzir a sobremortalidade masculina jovem é fundamental para diminuir o desequilíbrio de sexos na pirâmide etária.
Contudo, todos os países possuem um superávit de mulheres nas partes altas da pirâmide populacional. A especificidade da América Latina é que o superávit feminino ocorre precocemente nos grupos etários. Quanto menor é a razão de sexo, maior é a proporção de mulheres idosas morando sozinhas nos domicílios particulares. Na literatura demográfica, especialmente a partir dos estudos da doutora Elza Berquó, esse fenômeno foi denominado de “pirâmide da solidão”, indicando a existência de um crescente número de mulheres idosas sem cônjuges no topo da estrutura etária.
Lendo os trabalhos de Berquó e trabalhando com a ideia de “capital marital”, a antropóloga Mirian Goldenberg disse: “Pela primeira vez percebi que a frase tão exaustivamente repetida pelas brasileiras – ‘falta homem no mercado’ – é uma realidade demográfica bastante cruel, sobretudo para as mulheres mais velhas”.
De fato, o excedente feminino cresce nos grupos etários da parte superior da pirâmide. Todavia, a atuação requerida da sociedade brasileira e latino-americana é no sentido de reduzir a sobremortalidade masculina em idades jovens, o que ajudaria a diminuir os desequilíbrios no “mercado matrimonial”. Há também o questionamento da necessidade de um par conjugal, como o exigido no modelo de família tradicional.
Mulheres sem cônjuge no século XXI constitui um fenômeno muito diferente daquele formado pelas chamadas “solteironas” ou “titias” do passado. Mulher morando sozinha não é sinônimo de pessoa solitária. Domicílios unipessoais femininos não devem ser vistos como uma anomalia social. Em qualquer situação, há sempre a possibilidade de se fortalecer o “capital pessoal” e o “capital social”, independentemente do grupo etário e da quantidade de pessoas existentes nas moradias particulares. Vidas no singular podem ser vividas, para além do espaço domiciliar, de maneira positiva e feliz. (ecodebate)

Não é o planeta que está em jogo é a raça humana

“É então este o triste destino que nos espera?”, questiona Carlo Petrini, chef italiano e fundador do movimento Slow Food, em artigo publicado por II Manifesto, 31/12/2015.
Como está a saúde do planeta? Essa pergunta certamente não é fácil de responder, acima de tudo porque depende de uma infinidade de aspectos e fatores que não são simples de se avaliar sob um mesmo ponto de vista. Questionar-se sobre qual é a qualidade no nosso lar comum, todavia, não é somente um dever como habitantes, mas uma necessidade cada vez mais urgente dado que, evidentemente, do estado em que se encontra nosso planeta dependem todas as nossas possibilidades de sobrevivência como espécie humana. Talvez aqui esteja o primeiro ponto de reflexão: o que está em risco, devido às mudanças climáticas, a destruição dos recursos naturais, a utilização desenfreada do ambiente para fins produtivos e erosão dos frágeis habitats devido à pressão demográfica, não é o planeta e sim o futuro da espécie humana.
A própria convicção de que 7 bilhões de pessoas podem colocar fim na vida de um planeta que tem 5 bilhões de anos é, de fato, no mínimo um pouco excêntrica, se não verdadeiramente megalomaníaca. E é a mesma premissa cultural que faz com que a relação que temos com a Terra seja tão predatória e de dominação ao invés que de equilíbrio e adaptação.
Ao contrário, a realidade é bem diferente porque é possível que outras espécies no planeta tomem o lugar daquelas que estamos destruindo com nossas produções aceleradas, os recursos naturais se reconstituirão quando nós não seremos mais capazes de destruí-los, mas neste meio tempo, esperamos que não, a única coisa que será perdida verdadeiramente é a espécie humana, com toda a sua potência produtiva e toda a sua gloriosa civilidade.
É então este o triste destino que nos espera? Acho que não, porque estou convicto de que a nossa inteligência, a nossa capacidade de cooperar e o nosso espírito de sobrevivência farão com que saibamos retomar o contato com a realidade e inverter este processo autodestrutivo que se enraíza nas revoluções industriais e que no último século cresceu de uma forma absurda e sem precedentes.
O ponto é que nós, como sociedade humana, alcançamos de forma hegemônica um modelo de relações e de interações fundamentado numa economia capitalista que identifica falsamente o acúmulo de dinheiro com o progresso, mas que na verdade gera a concorrência desenfreada, a dominação, a injustiça, a desigualdade, o desperdício, a destruição, a exploração, a pobreza. Uma economia que mata, como seguidamente tem dito o Papa Francisco que deixou claro na Encíclica Laudato Si.
Não apenas, mas somos também capazes de concordar que este seja o modelo “natural”, que não exista outra forma de habitar a casa comum e de conviver com os nossos semelhantes e com o ambiente que nos abriga. Por sorte, ao invés, se pode mudar de direção, mas são necessários novos paradigmas que nos permitam reconstruir a fibra da nossa convivência sobre novas bases, de cooperação, de auxílio mútuo, de igualdade. É preciso um caminho comum, onde os países do norte do planeta (que são os maiores responsáveis pela degradação ambiental e pela exploração abusiva dos recursos) tenham força e dignidade de assumir a direção para a mudança. Mesmo porque serão as populações e as áreas do planeta mais frágeis, devido a pobreza ou a instabilidade histórica, a sofrerem as consequências catastróficas das mudanças climáticas.
Neste percurso de renovação, a produção de alimentos pode ser um bom exemplo da força propulsiva que têm os novos comportamentos virtuosos. Hoje, 70% dos recursos hídricos são utilizados para a agricultura e pecuária, fertilizantes e pesticidas representam uma fonte relevante de emissão de gases de efeito estufa, a criação de animais em escala industrial com os dejetos como grandes poluentes dos lençóis freáticos, para não falar das enormes áreas de terra utilizadas para a produção de ração animal, desmatando seguidamente áreas verdes e utilizando culturas geneticamente modificadas que destroem o patrimônio da biodiversidade. Ao mesmo tempo, porém, na produção de alimentos existem sinais de resgate, de novidade, de cura e de atenção, exatamente aqueles novos paradigmas, dos quais temos extrema necessidade e que seguidamente não sabemos onde procurar.
Basta pensar nas experiências dos milhões de agricultores que em cada canto do mundo estão andando na direção da conservação dos recursos naturais, utilizando métodos agrícolas em harmonia com a região e com as condições ambientais, que não somente não impactem nos ecossistemas aos quais estão inseridos, mas do contrário, aumentam a resiliência e durabilidade. Não somente, mas ao lado destes produtores existem massas enormes de habitantes das cidades que escolheram sustentar este esforço, cortando os intermediários e pagando um preço alto aos produtores, remunerando de forma justa o trabalho pagando antecipadamente o produto de maneira a não os forçar a contrair empréstimos desvantajosos, valorizando o trabalho limpo e promovendo o desenvolvimento. Este novo mundo já está presente, já está difundido, funciona e gera dignidade, desenvolvimento e satisfação em todos os envolvidos.
E ainda, na conferência mundial sobre o clima, na recente Conferência de Paris que tinha o objetivo de fixar práticas e objetivos concretos para conter o aquecimento global abaixo dos 2°C, o setor da agricultura tem sido desprezado ao extremo. Como já evidenciado diversas vezes, no texto extraído das negociações não aparece nenhuma vez os termos “agricultura”, “biodiversidade” e “cultivo”. Este é um sinal ainda mais desencorajador porque exemplifica como não nos damos conta que, para sair da crise ambiental na qual estamos inseridos, não se pode não atribuir um papel importante às atividades necessárias para a sobrevivência de cada ser humano: o ato de se alimentar.
Toda a atenção é voltada aos setores de energia, da indústria, dos transportes; é fato que se fala também de solo e de segurança alimentar, mas não se reconhece de forma explícita o papel central da relação direta entre clima, cultivo da terra e alimento.
Voltando então a pergunta inicial, provavelmente a reflexão sobre a saúde do planeta não pode ser mensurada se não nos questionarmos também qual é o estado da comunidade humana que o habita. Que mundo queremos deixar para os nossos filhos, quais ideias de felicidade queremos buscar e como pensamos em alcança-la? Eu realmente acredito na nossa capacidade de mudar, de cooperar e de superar as dificuldades e isso me deixa otimista. É preciso, porém, continuar a lutar para favorecer a conscientização mundial de que o fetiche a competição não é compatível com uma vida digna e feliz. Neste sentido, 2016 que está por começar será um ano de mudanças, e estou convencido que será em termos positivos. (ecodebate)

O envelhecimento brasileiro por grupos quinquenais até 2050

A população brasileira está passando por uma grande transformação de sua estrutura de sexo e idade, com a redução da base da pirâmide e o alargamento do topo. Mas o processo de envelhecimento não se dá de maneira homogênea entre os diversos grupos quinquenais. O ritmo de crescimento é maior nas idades mais avançadas. Ou seja, o envelhecimento da população brasileira ocorre, simultaneamente, ao envelhecimento da população idosa. O Brasil terá não só mais pessoas na terceira idade, mas idosos mais idosos (avanço da quarta idade).
Segundo a Divisão de População da ONU, a população brasileira de 60 anos e + era de 14,2 milhões de pessoas em 2000, representando 8,1% da população total, sendo que, em 2050, a população idosa deve chegar a 66,9 milhões, representando 29% do total populacional do país. Enquanto a população brasileira como um todo vai crescer 1,3 vezes (30%), a população de 60 anos e + deve crescer 4,7 vezes. O envelhecimento é, desta forma, um processo inquestionável e irreversível, podendo estar sujeito a pequenas mudanças de ritmo em função das taxas de fecundidade e da migração internacional.
Mas se a estrutura etária brasileira vai envelhecer, indubitavelmente, haverá também um envelhecimento dentro do grupo de idosos, pois quanto mais avançado na idade for o grupo quinquenal, maior será o ritmo de crescimento do mesmo, conforme mostra o gráfico. Os novos idosos (60-80 anos) vão crescer em termos absolutos, mas vão diminuir em termos relativos.
O grupo etário de 60-64 anos vai passar de 4,6 milhões para 14,9 milhões de pessoas, um aumento de 3,2 vezes entre 2000 e 2050. Já o grupo 65-69 anos vai passar de 3,4 milhões para 14,6 milhões, um aumento de 4,2 vezes no mesmo período. Na primeira metade do século XXI, o grupo etário 70-74 anos vai ser multiplicado por 4,5 vezes; o grupo etário 75-80 anos crescerá 5,5 vezes e o grupo seguinte 7,2 vezes. O grupo etário 85-90 anos vai passar de 500 mil pessoas para 4,9 milhões, acréscimo de 9,8 vezes. Os dois grupos seguintes vão ter seus tamanhos aumentados em 13 e 19 vezes, respectivamente. O grupo dos centenários vai passar de 12 mil pessoas em 2000 para 320 mil pessoas em 2050, um pulo de 27 vezes. Portanto, os idosos acima de 80 anos vão passar de 1% da população total em 2000, para cerca de 7% em 2050.
Os idosos com mais de 80 anos atualmente são aqueles que nasceram antes de 1935, época em que as taxas de fecundidade estavam altas, as famílias eram grandes e havia pouca mobilidade espacial dos filhos. Em geral, podem contar com o suporte familiar.
Mas a maioria dos idosos da segunda metade do século XXI será formada por aquelas pessoas nascidas depois de 1980, quando as taxas de fecundidade já estavam reduzidas, assim como o tamanho das famílias e o aumento da proporção de domicílios com “ninho vazio”. O suporte familiar vai ficar restrito.
Portanto, o cuidado com os idosos (80 anos e +) deverá ser pensado para além do apoio familiar. Será economicamente e socialmente inviável manter todos os idosos na sua moradia particular, tal como prega a ideologia individualista. A sociedade vai precisar encontrar alternativas criativas. Soluções coletivas, como condomínios geriátricos e moradias solidárias, devem ganhar destaque, assim como a cooperação geracional entre os próprios idosos. (ecodebate)

População nos 200 anos de independência do Brasil

A população nos 200 anos da independência (1822-2022) do Brasil
População brasileira entre 1822 e 2022
A população brasileira deve apresentar um crescimento por volta de 48 vezes nos 200 anos da independência do Brasil. Em 1822, a população brasileira estava em torno de 4,6 milhões de habitantes, subiu para 9,9 milhões 50 anos depois (1872), quando foi realizado o primeiro censo demográfico do Brasil. Chegou a 17,4 milhões em 1900. Multiplicou praticamente por 10 vezes no século XX, chegando a 170 milhões de habitantes na virada do milênio. Para o ano de 2022 as projeções variam. As projeções do IBGE (revisão 2013) apontam para uma população de 215 milhões, enquanto as projeções da ONU (revisão 2015) apontam para 219 milhões de habitantes. O próximo censo a ser realizado em 2020 deve apresentar números mais precisos.
Entre 1822 e 1872 o crescimento anual ficou na casa de 1,6% ao ano. Com as restrições ao “tráfico negreiro” e o fim da escravidão em 1888, houve um aumento das imigrações e o ritmo de crescimento demográfico ficou em torno de 2,0% entre 1872 e 1900. Com a crise econômica dos países europeus e a Primeira Guerra Mundial o ritmo de imigrações se acelerou e a população brasileira cresceu a 2,9% entre 1900 e 1920. Mas entre 1920 e 1940 o ritmo de imigração diminuiu e o crescimento demográfico brasileiro ficou em 1,7% ao ano. Na década de 1940 o ritmo de crescimento se elevou para 2,4% aa. Mas foi entre 1950 e 1970 que o crescimento vegetativo atingiu o pico de 3% ao ano, devido à redução da mortalidade infantil, em um quadro de manutenção de altas taxas de fecundidade.
A partir da década de 1970 a população brasileira continuou crescendo, mas a ritmo decrescente. Nos anos 1990 o crescimento demográfico ficou abaixo de 2%. A partir de 2010 o crescimento se reduziu para um ritmo abaixo de 1% ao ano. Até 2050 o crescimento zero deve ser alcançado. Na segunda metade do século XXI deve haver decrescimento da população brasileira.
Entre 1822 e 2014 houve uma melhora nas condições de vida da população brasileira. A esperança de vida ao nascer, por exemplo, era de cerca de 25 anos em 1822 e chegou na casa dos 75 anos em 2014. Houve também melhoria das condições habitacionais, educacionais e sociais. De modo geral, houve progresso humano no país (embora tenha havido regresso ambiental).
Todavia, a crise econômica de 2015 e 2016 está interrompendo uma longa sequência de ganhos sociais. No biênio 2015-16 haverá queda da renda per capita, aumento do desemprego, redução da população ocupada e aumento da violência e da pobreza. Não se sabe como será os oito anos seguintes até 2022. Mas tudo indica que o quadro mudou e o Brasil está entrando em um processo de regressão econômica, com graves consequências para o futuro do país.  (ecodebate)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

El Niño marcará clima no País pelos próximos 3 meses

El Niño vai marcar clima no País pelos próximos três meses
El Niño
Especialistas preveem aumento de chuvas na região Sul e temperaturas acima da média em todo o Brasil. 
O fenômeno El Niño deve influenciar o clima no Brasil durante os próximos 90 dias. De acordo com o Grupo de Trabalho em Previsão Climática Sazonal (GTPCS), órgão do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), isso pode ser traduzido em aumento de volume e intensidade das chuvas na região Sul, redução nas regiões Norte e Nordeste, além de temperaturas acima da média histórica em praticamente todo o País.
O GTPCS reuniu-se em 19/01/16 no primeiro encontro do grupo em 2016. O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Celso Pansera, participou da abertura e do encerramento do debate técnico, realizado na sede do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Os especialistas do GTPCS classificaram o fenômeno de “mega El Niño”. De acordo com o grupo de previsão climática, passadas duas décadas, ele regressa ao Brasil. Embora tenha perdido força, há 95% de probabilidade de o fenômeno permanecer atuante até abril.
“Estamos vivendo um El Niño muito intenso. Os seus efeitos são a diminuição da precipitação em grande parte do Brasil e muitas chuvas no Sul”, resumiu o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE/MCTI), Paulo Nobre.
O presidente do GTPCS, Carlos Nobre, salientou a redução das chuvas no semiárido brasileiro. Na avaliação dele, a região exige “atenção máxima” do governo federal. “É o quinto ano de chuva abaixo da média no semiárido do Brasil. O total de água armazenado no semiárido está diminuindo ano após ano causando impacto na vida humana, agrícola e animal. O semiárido deve enfrentar mais um ano de dificuldades”, disse.
Por sua vez, Pansera destacou a relevância dos dados levantados pelas principais lideranças na área de previsão climática do Brasil que compõem o GTPCS. “O Brasil tem um sistema de referência mundial de modelagem de clima. Isso ajuda o governo em ações como previsão para agricultura, consumo da água e produção de energia”, avaliou Celso Pansera.
Participaram da reunião o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento (Seped/MCTI), Jailson de Andrade; o presidente do CNPq, Hernan Chaimovich; e o diretor do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden/MCTI), Osvaldo Moraes. (ecodebate)

Mudança climática atrasa era glacial

Aquecimento global atrasará a próxima era glacial.
Pesquisadores afirmam que as concentrações de dióxido de carbono na atmosfera terão o efeito de retardar o início da próxima era do gelo em 50 mil anos.
Cientistas afirmam: “Aquecimento Global vai atrasar a próxima era glacial por 50.000 anos”
Os efeitos do aquecimento global, provocado pela ação do homem, são tão poderosos, que a próxima era glacial foi postergada em 50.000 anos.
Os pesquisadores dizem que é “inconcebível” que as ações do homem tenham interferido com algo que “deu forma ao mundo, tal como o conhecemos”.
Um estudo do Instituto Potsdam para Pesquisa do Impacto Climático (PIK) descobriu que é improvável que a próxima era glacial comece em até 100.000 anos — 50.000 anos mais tarde do que o previsto.
Os pesquisadores afirmam que as concentrações de dióxido de carbono, presentes na atmosfera, terão o efeito de retardar o início da próxima era do gelo.
A interferência humana “fará com que o início da próxima era do gelo se torne impossível durante um período de tempo similar à duração dos ciclos glaciais anteriores”, escreveram os pesquisadores.
“Mesmo que as mudanças climáticas provocadas pelo homem parassem, o início de uma nova era do gelo não ocorreria antes dos próximos 50.000 anos; o que converte o Holoceno (época geológica atual) em um longo e incomum período entre as eras glaciais", diz o principal autor do estudo Andrey Ganopolski.
“No entanto, nosso estudo também mostra que as emissões adicionais de CO2 relativamente moderadas e resultantes da queima de combustíveis, carvão e gás já são suficientes para adiar a próxima idade do gelo por mais de 50.000 anos”.
"A conclusão a que chegamos é que estamos basicamente saltando todo um ciclo glacial e provocando um fenômeno sem precedentes.”
"É inconcebível que a humanidade seja capaz de interferir com um mecanismo que moldou o mundo que nós conhecemos.” (yahoo)

Terra entrará em nova Era Glacial ainda nesta década

A comunidade científica está para enfrentar um dos maiores impasses da climatologia na Era Moderna. A Terra está nas portas de uma nova glaciação, mesmo em tempos que apontam cada vez mais para o aquecimento global e seus efeitos. O fenômeno chamado de “Paradoxo da Hibernação Solar” mudará o eixo dos estudos científicos sobre o clima planetário. A descoberta recém-revelada vem de pesquisas entre o Laboratório de Jato Propulsão (JPL), pertencente a Administração Nacional de Atmosfera e Espaço (NASA), dos Estados Unidos, e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), do Ministério da Ciência e Tecnologia do Brasil.
O pai da descoberta é um peruano naturalizado brasileiro, com traços fortes de homem andino e sotaque ainda carregado na pronúncia do português. Walter González, cientista do INPE, é uma das maiores autoridades em física espacial e consultor da NASA sobre meio interplanetário e clima do espaço extraterrestre. Ainda participaram dos estudos sobre essa anomalia solar, que demorou dois anos para ser concluído, o pesquisador brasileiro Ezequiel Echer e Bruce Tsurutani, do JPL.
Não há mais dúvidas, a Terra entrará em uma nova miniglaciação, como as ocorridas na Idade Média e no Século 17. Em ambos os casos as atividades solares cessaram, ficaram tão fracas que não houve ejeção de matéria da coronal do Sol em direção ao espaço. Ou conhecidas também como tempestades solares, algo comum quando se tem na superfície da estrela imensas manchas escuras. Porém isto sumiu, o Sol ficou em calmaria, em um vermelho sólido, uniforme, e isto levou ao resfriamento do planeta por várias décadas.
“Atualmente a atividade solar máxima, que começou no ano passado, está mais fraca e o período de mínimo solar está se estendendo. Isto é um indicador que alguma anomalia está ocorrendo no Sol”, observou González depois de perceber que o ciclo solar sofre com alterações desde 2007, quando registrou uma atividade já bem reduzida mesmo dentro do período denominado no meio científico como “Mínimo Solar”. Essa edição durou três anos – um ano a mais que a média habitual.
Os ciclos solares, hoje no 24º deles, são estudados e registrados há mais de 2 mil anos. Eles têm períodos médios de 11 anos, sendo duas atividades mínimas e uma máxima. O auge do fenômeno é quando a estrela está literalmente cuspindo gigantescas massas de material energizado para o espaço, sua superfície fica com diversas manchas escuras. Essas tempestades solares, provindas da corona – parte mais externa própria a superfície do Sol- chegam à Terra provocando diversos problemas em sistemas elétricos e eletrônicos e as fantásticas auroras boreal e austral.
Segundo González, a previsão de seu grupo de estudos é que haverá uma fase de pouca atividade solar, como a ocorrida em 1645, conhecida como o Efeito de Maunder (nome do cientista que a observou) e que durou 70 anos. Neste intervalo inexistiu qualquer atividade no Sol, sua estabilidade trouxe uma miniglaciação a Terra e pode ser retratada num famoso quadro inglês, que mostra as pessoas patinando sobre o Rio Tamisa, totalmente congelado.
Outro fenômeno semelhante aconteceu por volta de 1400, o Efeito Spörer, e persistiu por 60 anos com efeitos dramáticos sobre o clima terrestre. “Nestes dois eventos a temperatura do Planeta diminuiu num valor médio de 0,5°C”, observou o pesquisador do INPE. Basta lembrar que nos últimos 100 anos, período que alarma os cientistas adeptos do aquecimento global, o aquecimento foi de 0.6°C. O que levará as temperaturas ao mesmo padrão de 1900, quando findou a última grande glaciação planetária.
Maximum Solar
O máximo solar iniciado em 2010 teve seu ápice em 2013, mas dá sinais evidentes que suas atividades estão decaindo e novamente entrará em uma fase de declínio que afetará sua fase mínima. O cerne da questão se encontra neste ponto. Ninguém pode prever quanto será mais fraca e sua duração. A cada 250 a 300 anos existe a tendência de ocorrer essas atividades mínimas estendidas, como se o Sol tivesse se acalmado depois de uma explosão de fúria. E esse próximo período é exatamente a mesma época do mínimo de Maunder.
Os estudiosos que escreveram o artigo publicado em Julho na publicação científica “Annales Geophysicae” afirmam que se houver uma menor atividade do Sol e uma fase de mínimo solar ampliada ocorrerá uma nova glaciação. A Terra gelará, o que hoje é subtropical se tornará clima temperado e quanto mais próximo aos Polos, maiores o avanço do frio. Um transtorno sem precedentes, já que em 1900 o Planeta contava com 1,5 bilhão de habitantes e hoje são 7 bilhões com grandes concentrações em áreas que serão drasticamente afetadas por uma nova Era Glacial.
O Paradoxo da Hibernação Solar é o caminho contrário ao aquecimento global. O Sol que é a principal fonte de energia em forma de calor agora estaria colaborando para o esfriamento. A estrutura magnetizada tanto do Planeta com da estrela vivem numa disputa equilibrada. Quando há mais atividade solar, menor é a penetração de raios cósmicos na atmosfera terrestre. As partículas solares impedem esse ingresso da radiação espacial, que chegam até a 10 quilômetros na troposfera e ionizam essa parte da atmosfera da Terra.
Esse material cósmico favorece a formação de nuvens, que formam um escudo que dissipa o calor que chega do Sol. Quanto menor a atividade solar mais facilmente se formarão espessas nuvens e a superfície sem receber a energia em forma de calor, oriunda do Sol esfriará bruscamente. O estudo mostrou que entre 2007 a 2010 o fluxo de raios cósmicos aumentou em 30% sobre a atmosfera planetária devido à falta de bloqueio das partículas solares energizadas. “É como o inverno nuclear e isto não quer dizer que teremos mais chuvas, serão nuvens mais altas que servirão como refletores da radiação solar em forma de calor” explicou González. Ele comentou ainda que o campo magnético solar atingiu o menor valor dos últimos 60 anos.
Basta agora saber se o que vem desta estagnação estrelar será próxima ao que o pesquisador Dalton observou em 1900, quando o Sol ficou em sua fase mínima por 8 anos, ou se enfrentará o que Maunder observou por 70 anos. São épocas sem auroras polares, das calotas de gelo aumentando, de nevascas e de profunda alteração do clima da Terra e na vida do homem.
O assunto será tratado em Outubro, na Argentina, na reunião internacional da União Internacional de Astronomia e, em Dezembro, nos Estados Unidos, no Congresso da American Geophysical Union.
IPCC
Até o momento os estudos sobre o aquecimento global, que gerou o Painel intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) da ONU, não levou em consideração fatores extraterrestres, do clima interplanetário, como a influência do Sol e da radiação cósmica na atmosfera do planeta. Essa é uma das críticas dos autores do artigo sobre a variação da atividade solar e a influência no meio ambiente terrestre.
Entretanto, o Sol é estudado desde 1750 quando os cientistas aperfeiçoaram o telescópio e as pesquisas passaram a ter maior sistematização. E suas influências sobre a Terra são, muitas vezes, terríveis. Na Era Espacial, com inicio em 1957, a maior tempestade geomagnética ocorreu em 1989, no dia 13 de Março, quando uma Aurora Austral chegou até Buenos Aires e o sistema elétrico do Canadá entrou em colapso por sobrecarga eletromagnética induzida, deixando o país no escuro e sob o frio polar.
Contudo, a tempestade gigantesca ocorreu mais um de século antes. Em 1859 uma onda de partículas solares altamente energizadas atingiu a Terra e queimou todos os telégrafos existentes na Europa e América do Norte. Ela foi três vezes mais intensa que a de 1989. Algo que atualmente levaria o Planeta ao caos total, principalmente pela dependência das redes de energia e comunicação, além de equipamentos eletrônicos. Praticamente tudo seria destruído, inclusive os satélites. (eco21)

A Terra entrou em uma nova era geológica

A Terra entrou em uma nova era geológica, segundo cientistas
Planeta Terra: cientistas levantam em seu estudo até que ponto as ações humanas registradas são mensuráveis nas camadas geológicas.
As provas de que a Terra entrou em uma nova era geológica devido ao impacto da atividade humana já são "arrasadoras", segundo um novo estudo elaborado por uma equipe internacional de cientistas liderada pela Universidade de Leicester (Inglaterra).
A entrada nesta nova era geológica, batizada de Antropoceno, pode ter acontecido em meados do século passado e foi marcada pelo consumo em massa de materiais como alumínio, concreto, plástico e pelas consequências dos testes nucleares em todo o planeta, segundo a pesquisa publicada na revista "Science".
A isso é preciso somar o aumento das emissões de gases que provocaram o efeito estufa, assim como uma invasão sem precedentes de espécies em ecossistemas diferentes do seu.
Os cientistas levantam em seu estudo até que ponto as ações humanas registradas são mensuráveis nas camadas geológicas e até que ponto esta nova era geológica se diferencia da anterior, o Holoceno, que começou há 11.700 anos, quando aconteceu o retrocesso das geleiras após a última glaciação.
No Holoceno as sociedades humanas aumentaram a produção de alimentos com o desenvolvimento da agricultura, construíram assentamentos urbanos e aproveitaram os recursos hídricos, minerais e energéticos do planeta.
Por outro lado, o Antropoceno é uma época de rápidas mudanças ambientais provocadas pelo impacto de um aumento da população e pelo consumo, sobretudo após a chamada "grande aceleração" de meados do Século XX, segundo os pesquisadores.
"Os humanos estão há algum tempo afetando o meio ambiente, mas recentemente aconteceu uma rápida propagação mundial de novos materiais como alumínio, concreto e plásticos, que estão deixando sua marca nos sedimentos", disse no estudo o professor Colin Waters, do Instituto Geológico Britânico.
Jan Zalasiewicz, cientista da Universidade de Leicester que é um dos líderes do grupo de trabalho, afirmou que a queima de combustíveis fósseis disseminou pelo ar partículas de cinzas por todo o mundo, ao que é preciso somar os radionucleídeos dispersados pelos testes de armas nucleares.
"Tudo isto demonstra que há uma realidade subjacente no conceito Antropoceno", declarou Zalasiewicz, também diretor do chamado Grupo de Trabalho Antropoceno, integrado por 24 cientistas.
Segundo o estudo, os humanos mudaram em tal medida o sistema da Terra que deixaram uma série de sinais nos sedimentos e no gelo dos polos, suficientemente diferentes para justificar o reconhecimento da passagem para uma nova época geológica.
O Grupo de Trabalho Antropoceno quer este ano reunir mais provas desta mudança para ver se pode formalizar esta nova época e estabelecer recomendações. (abril)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Terra está entrando em nova era

Você pode não reparar, mas a terra entrou em uma nova era.
Segundo especialistas, o impacto da atividade humana é responsável por fazer com que hoje nós estejamos em uma nova era geológica.
Você pode não ter percebido, mas a Terra entrou em uma nova era.
Ao longo dos bilhões de anos de sua existência, a Terra já passou por diversas eras. E, segundo especialistas, o impacto da atividade humana é responsável por fazer com que hoje nós estejamos em uma nova era geológica.
O estudo liderado por cientistas da Universidade de Leicester, na Inglaterra, indica que a Terra entrou em uma era geológica batizada como Antropoceno. E isso não seria algo recente: o início desse período, aponta o estudo, seria na metade do século passado.
Acontece que, desta vez, a mudança — muito significativa para nosso planeta — tem influência direta e decisiva do homem. O estudo mostra que a entrada nesta era é marcada pelo consumo em massa de materiais como plásticos, alumínio e por resquícios de testes nucleares em todo planeta.
Somado a isso, ainda se destaca o impacto absurdo que a emissão de gases poluentes causa na atmosfera terrestre. Destaque ainda para o fato de que essa interferência humana é inevitável, claro, mas cresceu sem precedentes nas últimas décadas, principalmente após o advento da Revolução Industrial.
“O ser humano sempre esteve afetando o meio ambiente, não é algo de hoje. Mas recentemente se produziu uma propagação em larga escala de novos materiais como alumínio, plásticos e concreto, o que interferiu de uma maneira brutal no ecossistema terrestre”, explica Colin Water, professor do Instituto Geológico Britânico.
Os especialistas, agora, planejam dar prosseguimento às pesquisas para comprovar de vez essa mudança de era. Feito isso, elaborarão uma lista de recomendações para que as pessoas possam estar cientes das mudanças que impactarão no cotidiano terrestre. (yahoo)

El Niño perde força e espaço, La Niña prepara a chegada

Enquanto El Niño vai perdendo força e espaço, La Niña prepara sua chegada
Que o ano de 2015 teve grandes interferências do sistema natural que mais impacta o clima no mundo inteiro (o El Niño), isso todos ficaram carecas e craques em lidar com o assunto.
A mídia caiu em cima, fez o seu sensacionalismo, e até deu uma de grande cientista correlacionando um fenômeno natural, datado de séculos, com o apocalíptico aquecimento global.
Outros, que acreditam na teoria da conspiração, seguem à risca de que El Niño é manipulação do homem, mesmo o fenômeno, comprovadamente ser datado dos tempos de Cristo, onde não existiam aviõezinhos ou chaminés de fábricas para poluir e matar a raça humana.
Pensando assim, que poder tem o homem para modificar a temperatura do maior oceano do planeta, não? Menos vídeos de internet e mais leitura de livros de ensino primário, por favor!
Levando o assunto para o Brasil, que de norte a sul sentiu e ainda sente os efeitos do fenômeno, afinal, quantas famílias perderam tudo em enchentes agressivas entre Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina? Quantos produtores rurais não viram sua roça apodrecendo com tanta chuva que caiu?
E no lado oposto, quantas cidades não foram ainda mais castigadas pela falta de chuva no Centro-Oeste, Nordeste e Sudeste?
E a região do Mapitoba? Onde meteorologistas de empresas privadas venderam aos produtores rurais, ainda no final de 2014, previsões de chuvas regulares e agora, auge da estação chuvosa, a soja está morrendo por falta de chuva entre a Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins?
Sem falar no disparo, na quantidade absurda de queimadas no país. Dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) revelaram que durante todo o ano de 2015 foram registrados 236.371 focos de calor em todo o Brasil. Perdemos apenas para o ano de 2010, quando foram contabilizados 249.291 focos.
Em 06/01/16 o Bureu of Meteorology, principal órgão da meteorologia australiana, que trabalha em conjunto com o National Oceanic and Atmospheric Administration (NOAA), dos Estados Unidos, atualizou a previsão quinzenal do monitoramento dos Oceanos Pacífico e Índico.
O texto a seguir foi traduzido pelo De Olho No Tempo Meteorologia e exposto, em uma linguagem mais enxuta, para que seja de fácil compreensão dos termos técnicos de como complexo é o mecanismo oceânico-atmosférico natural e que vivenciamos todos os dias, desde o nosso nascimento.
As avaliações, análises e estimativas, totalmente, foram confeccionadas por profissionais do Bureau of Meteorology, sem palpite algum de especialistas brasileiros, principalmente os de esfera privada, que ora conflitam, na maioria das vezes, daquilo que eles venderam aos seus clientes, principalmente para os setores agrícola e energético.
Resumo
Os números do El Niño-Oscilação Sul (ENOS) mostram que o evento de 2015/2016 atingiu o pico nas últimas semanas.
As temperaturas do Oceano Pacífico Tropical mostraram que este foi considerado como um dos três mais fortes eventos de El Niño dos últimos 50 anos. Os modelos climáticos sugerem que o El Niño vai diminuir durante os próximos meses, com um retorno ao ENSO neutro provavelmente durante o segundo trimestre de 2016.
Na região central até o leste do Oceano Pacífico Tropical, a temperatura da superfície do mar e sub-superfície arrefeceu nas últimas semanas, embora as temperaturas permaneceram em níveis para um El Niño forte.
Na atmosfera, o Índice de Oscilação Sul (IOS) diminuiu para valores baixos de El Niño. Rajadas de ventos de oeste recentes sobre o Oceano Pacífico Equatorial Ocidental podem diminuir temporariamente o declínio do El Niño nas próximas semanas.
Com base nos 26 eventos de El Niño datados desde 1900, cerca de 50% foram seguidos por um ano neutro, enquanto 40% foram seguidos por La Niña.
Os modelos também sugerem que um curto período de neutralidade e de La Niña são igualmente prováveis para o segundo semestre de 2016. A repetição do El Niño é praticamente improvável.
Anomalia semanal de temperatura da superfície do Oceano Pacífico
A Temperatura da Superfície do Mar (TSM) do Oceano Pacífico Tropical sofreu um arrefecimento na última quinzena monitorada. Mais distante da Linha do Equador, as anomalias positivas começaram a diminuir, principalmente ao norte da Austrália. Já na costa norte-americana, os valores subiram ficando positivos.
Em todo o leste do Oceano Pacífico Equatorial, entre o final de dezembro de 2015 e o início de janeiro de 2016, a temperatura excedeu em 2°C em todo o leste do Oceano Pacífico Equatorial, inclusive com extremos superiores a 3°C. Valores positivos também foram observados ao longo da Linha do Equador.
Anomalia mensal de temperatura da superfície do Oceano Pacífico
A anomalia de Temperatura da Superfície do Mar (TSM) para o mês de dezembro mostrou que valores positivos foram observados em todo o Oceano Pacífico Equatorial.
Na comparação com o mês de novembro, as anomalias positivas diminuíram rapidamente em algumas áreas do longo do Equador.
A região de monitoramento conhecida como NINO3, no Oceano Pacífico Oriental permaneceu estável, enquanto que as regiões de monitoramento NINO3.4 e NINO4 tiveram um leve declínio com relação ao mês anterior.
Índice de Oscilação Sul
O Índice de Oscilação Sul, (Southern Oscillation Index – SOI), mostrou uma pequena queda ao longo das últimas duas semanas. O valor SOI de 30 dias para 03 de janeiro foi -9,0.
Valores de 90 dias podem fornecer uma orientação mais confiável. O atual SOI de 90 dias é -11,4.
Valores positivos sustentados do SOI acima +7 normalmente indicam La Niña, enquanto os valores negativos sustentados abaixo -7, normalmente indicam El Niño.
Os valores de entre cerca de +7 e -7 geralmente indicam condições neutras. Portanto, estamos com SOI de -9,0, com El Niño.
Ventos alísios
Os ventos alísios para os cinco dias com término em 03 de janeiro mostraram um aumento em anomalias dos ventos de oeste em todo o Oceano Pacífico Equatorial Ocidental.
A extensão espacial e força de anomalias de oeste aumentou em comparação com as duas últimas semanas. A extensão, provavelmente esteve relacionada com a passagem da Oscilação Madden Julian (OMJ) sobre Oceano Pacífico Ocidental.
Os ventos alísios têm sido consistentemente mais fracos do que a média, e na ocasião, revertem a direção (ou seja, em vez de oeste sopram para leste), desde o início de 2015.
Durante os eventos de La Niña, há um fortalecimento sustentado dos ventos alísios em grande parte da região Tropical do Oceano Pacífico, enquanto que durante eventos de El Niño há um enfraquecimento contínuo dos ventos alísios.
Nebulosidade na Linha do Equador
A nebulosidade perto da Linha do Equador ficou acima da média durante a maior parte do mês de dezembro, com uma breve flutuação em valores abaixo da média. A nebulosidade perto da Linha do Equador tem ficado acima da média desde março de 2015.
Quando a nebulosidade ao longo da Linha do Equador é persistente gera um importante indicador de El Niño-Oscilação Sul (ENOS), uma vez que normalmente, as anomalias negativas aumentam. O oposto, isso é, quando os valores de nebulosidade ficam positivos, evidencia tendência para La Niña.
Previsão de enfraquecimento do El Niño
O Bureau of Meteorology utilizou os oito modelos climáticos internacionais e todos indicaram que o atual El Niño vai entrar em um declínio constante a partir do mês de fevereiro perdendo as características até o mês de maio.
Previsão de enfraquecimento do El Niño
O Bureau of  Meteorology utilizou os oito modelos climáticos internacionais e todos indicaram que o atual El Niño vai entrar em um declínio constante a partir do mês de fevereiro perdendo as características até o mês de maio.
Previsão de NINO3.4
As últimas previsões para a região de NINO3.4 (inicializadas em dezembro) indicam que a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) em todo o centro do Oceano Pacífico Tropical está perto de seu pico, e são susceptíveis para enfraquecer significativamente a partir do outono no Hemisfério Sul.
A perspectiva para a região de NINO3.4 indicou valores de +2,6°C em janeiro, mas caindo para +0,7°C em maio, com tendência de resfriamento.
Na última quinzena de 2015, os valores da região de NINO3.4 chegaram a +2,3°C. Quando os valores ficam acima de 0,8°C nesta área de monitoramento, já se atribui a um evento de El Niño.
As projeções atuais mostram que a Temperatura da Superfície do Mar (TSM) deve permanecer próxima do recorde, porém, não superando, os demais eventos de El Niño, tal como 1982/1983 e 1997/1998.
Contudo, alguns modelos indicaram que o Niño de 2015/2016 pode ser o mais forte dos últimos 50 anos, se as condições, por eles – modelos – previstas, continuarem até o final do primeiro trimestre de 2016.
As setas indicam tendência acima da média para a região de NINO3.4 dentre todos os modelos internacionais utilizados.
Para o Brasil, os efeitos de um período muito rápido de transição de El Niño para La Niña seria a redução da chuva no Sul, inclusive com períodos maiores de possíveis estiagens no segundo semestre de 2016 e uma normalidade das chuvas em parte das Regiões Nordeste e Norte, o que favoreceria a redução das queimadas na Amazônia.
Entre as Regiões Centro-Oeste e Sudeste, a chuva demoraria a retornar na primavera e as incursões polares entrariam com mais facilidade, já no próximo inverno.
Vale ressaltar que o Bureu of Meteorology, em momento algum, prevê em seus boletins de monitoramento, a configuração do fenômeno La Niña.
Apenas indica que o atual e perigoso El Niño pode estar com os dias contados, ou seja, entrando na UTI, e que o mais provável, portanto, seria um resfriamento acelerado nos próximos meses e não um período de neutralidade, sem ambas as anomalias. Entraria em jogo, o nascimento de mais um La Niña.
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