terça-feira, 31 de março de 2015

Amazônia reduziu pela metade a capacidade de absorver CO2

Amazônia reduziu pela metade a capacidade de absorver CO2, diz estudo
Estudo realizado pela revista “Nature” ao longo de 30 anos mostra que, pela primeira vez, capacidade de absorver dióxido de carbono foi superada pelas emissões de combustíveis fósseis.
A Amazônia teve reduzida pela metade sua capacidade de absorver dióxido de carbono da atmosfera, causadores de alterações climáticas, devido à rápida velocidade com que suas árvores estão morrendo, revelou artigo publicado em 18/03/15 pela revista Nature.
Nos anos 1990, esta grande floresta foi capaz de absorver dois bilhões de toneladas de dióxido de carbono em cada ano. Agora, diz o artigo, esta capacidade foi pela primeira vez superada pelas emissões resultantes da queima de combustíveis fósseis na América Latina.
A conclusão resulta de um estudo feito ao longo de 30 anos que juntou quase uma centena de pesquisadores, trabalhando em oito países. A investigação foi feita a partir de 321 pontos da floresta, nos quais foram medidas 200 mil árvores – bem como as mortes e os crescimentos de novas.
“As taxas de mortalidade das árvores aumentaram mais de um terço desde meados dos anos 1980, o que está afetando a capacidade da Amazônia de armazenar carbono”, afirma Roel Brienen, da Universidade de Leeds, no norte do Reino Unido, que coordenou os estudos. (ecodebate)

Emissões anuais de gases do efeito estufa caem 25%

As emissões geradas pelo desmatamento caíram de 3,9 para 2,9 gigatoneladas de dióxido de carbono entre 2001 e 2015.
Estamos cuidando do planeta.
Emissões anuais de gases do efeito estufa caem 25% em 15 anos, diz ONU.
Vista geral da floresta amazônica em São Sebastião do Uatuma, no Amazonas em janeiro/15.
O dióxido de carbono (CO2) é um dos principais gases que provocam o efeito estufa.
As emissões anuais de carbono das florestas do mundo diminuíram em mais de 25% nos últimos 15 anos, informou uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU) em 21/03/15.
A redução das emissões anuais, causadoras do aquecimento global, deve-se em grande parte às taxas decrescentes de desmatamento global, segundo relatou a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).
As florestas detêm cerca de três quartos da quantidade de carbono absorvida pela atmosfera, e preservá-las é crucial para combater a mudança climática.
"O desmatamento e a degradação florestal aumentam a concentração dos gases de efeito estufa na atmosfera, mas o crescimento de florestas e árvores absorve o dióxido de carbono, que são as principais emissões de gases de efeito estufa", declarou o diretor-geral da FAO, o brasileiro José Graziano da Silva, em comunicado.
As emissões geradas pelo desmatamento caíram de 3,9 para 2,9 gigatoneladas de dióxido de carbono entre 2001 e 2015, disse a FAO.
Brasil, Chile, China, Cabo Verde, Costa Rica, Filipinas, Turquia, Coreia, Uruguai e Vietnã testemunharam grandes reduções no desmatamento, afirmou Graziano. África, Ásia, América Latina e Caribe continuaram a emitir mais carbono do que absorvem, informou o estudo da FAO.
Sozinho, o Brasil representou mais de 50% da redução total de emissões anuais de carbono estimada entre 2001 e 2015, segundo a entidade.
"No Brasil, a questão é o governo mudar suas políticas e leis para restringir a quantidade de terras florestais sendo liberadas para a agricultura", afirmou Kenneth MacDicken, especialista em florestas do alto escalão da FAO à Thomson Reuters Foundation.
"É um grande feito." (yahoo)

Emissões globais de carbono ficam estáveis

Emissões globais de carbono ficam estáveis após quase 40 anos de alta
As emissões globais de dióxido de carbono no setor de energia estagnaram em 2014, quebrando altas constantes ao longo das últimas quatro décadas, exceto em anos com crise econômica, afirmou a Agência Internacional de Energia em 13/03/15.
As emissões de dióxido de carbono ficaram estáveis ​​em 32,3 bilhões de toneladas em 2014, na comparação a 2013, segundo a AIE.
"Isso é tanto uma surpresa bem-vinda como uma das mais importantes", disse o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, em comunicado. "Me dá ainda mais a esperança de que a humanidade será capaz de trabalhar em conjunto para combater a mudança climática, a ameaça mais importante para nós hoje."
A AIE, que tem sede em Paris e aconselha os governos de países desenvolvidos, afirmou que a paralisação do crescimento das emissões está ligada a padrões ecológicos de consumo de energia na China, o maior país emissor de carbono, à frente dos Estados Unidos, e em nações desenvolvidas.
"Na China, 2014 viu uma maior geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, como energia hidráulica, solar e eólica, e menos queima de carvão", afirmou.
Birol disse que os dados fornecem "uma força muito necessária aos negociadores que se preparam para alcançar um acordo climático global em Paris em dezembro: pela primeira vez, as emissões de gases de efeito estufa estão se dissociando do crescimento econômico".
Uma cúpula a ser realizada em Paris deve chegar a um acordo para limitar as emissões globais que, segundo um painel de cientistas do clima da Organização das Nações Unidas (ONU), são responsáveis por provocar mais ondas de calor, inundações e elevação do nível do mar.
A AIE afirmou que as emissões de carbono estão estagnando ou caíram apenas três vezes desde que começou a coleta de dados há 40 anos, sendo anteriormente ligada a quedas econômicas - no início dos anos 1980, em 1992 e 2009.
Em 2014, no entanto, a economia global cresceu 3%.
"Esses números mostram que o crescimento verde é viável não apenas para a Grã-Bretanha, mas para o mundo", disse o secretário de Energia e Mudança Climática britânico, Ed Davey.
"No entanto, não podemos ser complacentes, precisamos cortar drasticamente as emissões, não apenas conter o seu crescimento." (noticiasagricolas)

Emissões de CO2 ficam estáveis em 2014

As emissões globais de dióxido de carbono não cresceram em 2014, de acordo com dados divulgados ontem pela Agência Internacional de Energia (AIE). Segundo a entidade, é a primeira vez em 44 anos que as taxas de emissões permaneceram estáveis sem uma recessão econômica mundial.
De acordo com o relatório, em 2014 foram emitidos 32,3 bilhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2) no planeta, exatamente a mesma quantidade registrada em 2013. A AIE atribui a estagnação aos esforços mundiais de mitigação de emissões, especialmente na China e em países como Estados Unidos, Canadá e da Europa Ocidental, onde houve mudanças nos padrões de consumo de energia.
"Isso me dá ainda mais esperança de que a humanidade será capaz de trabalhar unida para combater as mudanças climáticas, que são a mais importante ameaça que enfrentamos atualmente", disse o economista-chefe da AIE, Fatih Birol, recentemente indicado para ser o próximo diretor executivo da agência com sede em Paris.
Em 2014, segundo a AIE, a China aumentou consideravelmente a geração de eletricidade a partir de fontes renováveis, como a energia hidrelétrica, solar e eólica, diminuindo a queima de carvão. Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), foram feitos esforços recentes para promover o crescimento sustentável, como o aprimoramento da eficiência energética e investimentos em fontes de energia renovável.
Nos últimos cinco anos, as economias da OCDE cresceram cerca de 7%, enquanto suas emissões diminuíram 4%, de acordo com a AIE. No mesmo período, a taxa de crescimento do consumo de energia na China caiu de 10% para 3% ao ano.
Histórico. A AIE começou a coletar dados sobre as emissões de dióxido de carbono em 1971. Desde então, as emissões anuais só estagnaram ou caíram outras três vezes, mas sempre associadas a crises econômicas globais. A primeira foi em 1980, após o choque no preço do petróleo e a recessão americana; a segunda, em 1992, após colapso da União Soviética; e a terceira, em 2009, durante a crise financeira global. Em 2014, no entanto, a economia mundial cresceu 3%, segundo a AIE.
"A notícia fornece a oportunidade necessária para os negociadores que estão se preparando para traçar um acordo climático global em Paris, em dezembro: pela primeira vez, as emissões de gases de efeito estufa estão se dissociando do crescimento econômico", disse Birol.
A atual diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, afirmou que os dados são "animadores", mas acrescentou que "não há tempo para complacência e certamente não é hora de usar essas notícias positivas como uma desculpa para arrefecer futuras ações". A AIE dará mais detalhes sobre os dados em um relatório sobre energia e clima que será lançado em 15 de junho, em Londres.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) alertou, em 2007, que as emissões globais de dióxido de carbono precisariam chegar ao pico até 2020, para que a temperatura do planeta não subisse mais de 2°C, nível tido como limite para que os efeitos das mudanças climáticas não se tornem irreversíveis. (OESP)

domingo, 29 de março de 2015

Sabesp alega crise e agência autoriza aumento de 13,8%

Sabesp alega crise e agência autoriza aumento de 13,8% na conta de água
Pedido de revisão feito à Sabesp indica acréscimo no custo de energia elétrica e redução na demanda.
A Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo (Arsesp) autorizou em 30/03/15 um reajuste de 13,8% nas contas de água e esgoto da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) - maior aumento desde 2003. A estatal havia pedido uma revisão extraordinária da tarifa ao órgão no início deste mês alegando “risco ao equilíbrio econômico-financeiro” por causa dos prejuízos provocados pela crise hídrica no Estado.
Segundo a Arsesp, foi autorizado reajuste de 6,3% na fatura da Sabesp para repor o aumento com as despesas com a energia elétrica e com a queda do consumo de água na Grande São Paulo em decorrência da crise, além de 7% de correção inflacionária acumulada em 12 meses pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A agência usa também outros fatores econômicos para chegar ao índice definido.
De acordo com a nota técnica preliminar da Arsesp, que será publicada hoje no Diário Oficial, o próximo reajuste ocorre em 11 de abril, com a aplicação a partir de 11 de maio. Mas o índice ainda vai passar por consulta pública, que será aberta hoje, na qual interessados podem enviar sugestões sobre a revisão da tarifa por e-mail. Depois de 15 dias, será feita a audiência pública até a publicação da deliberação que autoriza o aumento.
A Sabesp havia pedido uma revisão extraordinária da tarifa no início deste mês alegando 'risco ao equilíbrio econômico-financeiro' por causa dos prejuízos provocados pela crise hídrica 
O último reajuste na conta da Sabesp foi de 6,5% e entrou em vigor no dia 27 de dezembro de 2014. O aumento, que seria de 5,4%, havia sido autorizado pela Arsesp em abril do ano passado, mas sua aplicação foi adiada pela companhia por decisão do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputou e venceu a reeleição em outubro. O aumento de 1% aconteceu a título de compensação pelo adiamento da aplicação do reajuste. 
No documento, a Arsesp afirma que a Sabesp apresenta como fatos geradores do pedido de revisão extraordinária o “aumento no custo de energia elétrica e a redução na demanda decorrente da crise hídrica”. Dados da companhia mostram que houve uma queda de aproximadamente 25% na produção de água na Grande São Paulo, de 70 mil litros por segundo, em janeiro de 2014, para 52 mil litros em janeiro deste ano.
“Esse evento provocou, consequentemente, uma alteração na demanda dos consumidores, que tiveram incentivos econômicos (bônus e tarifa de contingência) para diminuição do consumo como alternativa à implementação de uma restrição de fornecimento mais drástica”, afirma a Arsesp. A variação entre o consumo de água previsto e o consumo realizado ficou negativa em 7,85%, segundo dados da estatal.
Balanço
A Sabesp também apresentou uma nova projeção de demanda para os anos de 2015 e 2016, na qual prevê que “não haverá reversão, mas aprofundamento da tendência de redução de volume medido para o ano de 2015” e que, “em 2016, o volume voltará a crescer em relação a 2015, mas não alcançará os níveis de consumo projetados antes da crise”.
Na semana passada, a companhia publicou seu balanço anual, no qual consta uma queda de R$ 1 bilhão no lucro no ano passado em relação a 2013, de R$ 1,9 bilhão para R$ 903 milhões. Segundo a Sabesp, o resultado foi motivado principalmente pela redução de receita operacional, causada pela queda do consumo de água na Grande São Paulo e em razão do programa de bônus para estimular a economia. (OESP)

IBGE e os mapas vetoriais sobre a hidrogeologia no Sul

IBGE disponibiliza mapas vetoriais sobre a hidrogeologia na região Sul
O IBGE disponibiliza um conjunto de dados hidrogeológicos (ciência que estuda as águas subterrâneas) da região sul do país em formato digital (shape) e no formato pdf, realizados pelo IBGE e outros órgãos que atuam nesta área.
As informações apresentadas visam fornecer um maior conhecimento sobre o comportamento dos aquíferos (formações geológicas capazes de armazenar, circular e produzir águas subterrâneas) que compõem a região Sul, oferecendo subsídios para o planejamento, gestão e uso racional e sustentável dos recursos hídricos. Estes mapas podem ser acessados pelo link
O mapa hidrogeológico da região Sul em formato vetorial permitirá maior manipulação pelo usuário. A escala de disponibilização é de 1:1.700.000 (1 cm = 17 km).
O mapa compartimenta cartograficamente um conjunto de unidades hidrogeológicas, definidas com base nas suas características geológicas e nos valores das vazões dos poços tubulares perfurados nesta região, dos quais 19.707 serviram de base para esta pesquisa. Com isso, podem ser individualizados três grandes conjuntos ou domínios hidrogeológicos: poroso, fissural e poroso-fissural; as variações de potencial são identificadas no mapa através da gradação de tons de cor mais claros (menor produtividade) a mais escuros (maior produtividade). (ecodebate)

Crise Hídrica no Rio e a polêmica barragem no Rio Guapiaçu

CPI da Crise Hídrica no Rio discute polêmica barragem no Rio Guapiaçu
Mapa: Inea / SCOM – Sociedade Civil Organizada Macacu
A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Crise Hídrica no estado do Rio de Janeiro discutirá a construção de uma barragem no Rio Guapiaçu, defendida pelo governo do estado como solução de abastecimento para os municípios de Itaboraí, São Gonçalo e Niterói, na região metropolitana da capital fluminense. Mas, ambientalistas e agricultores locais, que terão de ser removidos, propõem alternativas.
A um custo estimado em R$ 250 milhões, a construção da barragem no Rio Guapiaçu foi apresentada em 30/03/15, pela Secretaria Estadual do Ambiente (SEA) à CPI. Segundo o subsecretário de Projeto e Intervenções Especiais, Antônio Ferreira da Hora, apesar do impacto sobre as famílias, que deverão ser realojadas em terreno próximo, a barragem terá a função de armazenar água para 12,3 milhões de pessoas, assim como evitar frequentes enchentes na região.
“Quando esta barragem estiver pronta, não só vai armazenar água para ser usada no período seco, como reduzirá drasticamente as cheias à jusante, fato constante em São José da Boa Morte [região do município de Cachoeiras de Macacu]”, disse. Para erguer a barragem, ele confirmou que precisarão sair de suas casas “pessoas da região do lago”, explicando que já está previsto no projeto uma área para o novo assentamento dos agricultores.
O deputado Flávio Serafini (PSOL) e o ambientalista Sérgio Ricardo, lembram, por outro lado, que um projeto alternativo, contratado pelas associações de trabalhadores e produtores rurais, em substituição à barragem no Rio Guapiaçu, sugere fazer captações menores em três rios da bacia, diminuindo a área de impacto do reservatório da barragem e causando menos impacto.
“Outros atores envolvidos têm alternativas. Eles têm estudos com a possibilidade de fazer três barragens com menos impacto social e ambiental. Nós gostaríamos de entender o projeto e saber porque o governo está descartando esses estudos de imediato”, disse Serafini.
Um grupo de trabalho da própria secretaria, no âmbito do Conselho Estadual de Recursos Hídricos, foi criado para analisar o projeto alternativo dos agricultores e da Associação Brasileira de Geógrafos, que também tem apoio do Comitê da Bacia Hidrográfica da Baía da Guanabara.
Para tratar da questão no Legislativo, o presidente da CPI, deputado Luiz Paulo (PSDB) quer uma audiência para que os especialistas possam ser confrontados. “Precisamos de uma pessoa para apresentar outra visão, para contrapor o projeto de engenharia da SEA”, disse o deputado, durante a audiência de hoje. A data ainda não foi marcada.
Ainda durante a CPI, o presidente da Agência Reguladora de Energia e Saneamento Básico do Estado do Rio de Janeiro (Agenersa), José Bismarck Vianna de Souza, confirmou que a partir de agosto passará a regular a Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae). Entre as atribuições, estará a análise das tarifas, que estão entre as mais caras do Sudeste. (ecodebate)

Enchentes continuarão se SP reter água da chuva

Enchentes continuarão se SP não voltar a reter água da chuva
Mídia Independente
As enchentes têm se repetido de forma devastadora nesse ano de 2015 em São Paulo. Vidas, patrimônios, a saúde e o cotidiano de milhões de cidadãos são, a cada chuva de verão, consumidos em águas pútridas e lamacentas de forma trágica.
E, basicamente, não se observa nenhuma reação do governo e da sociedade, nada além de um noticiário repetitivo, frio e burocrático de alguns órgãos de imprensa. Preferimos imaginar que tal desgraça é impossível de ser vencida? Ou, diante da insensibilidade dos governos, acabar aceitando, cabisbaixos, tal nível de violência e desrespeito às nossas vidas?
Onde estão os resultados de um programa de combate às enchentes que investiu bilhões de reais em medidas estruturais, como de ampliação da calha do Tietê? Onde está a construção de dezenas de piscinões, insalubres e deletérios, apresentados como a panaceia que daria fim às inundações?
Piscinões esses, vale ressaltar, que implicaram no comprometimento anual de vultosas verbas públicas, retiradas dos orçamentos estaduais e municipais, que garantissem a manutenção mínima de todo esse aparato hidráulico.
O que falta, além do sacrifício da população, para que o governo paulista se convença do total fracasso de sua estratégia de enfrentamento das enchentes urbanas?
O que falta para o governo paulista se convencer definitivamente que é fundamental que se ataque as causas das enchentes, e que a principal causa desse fenômeno está no fato da cidade impermeável lançar praticamente todas suas águas de chuva rápida e diretamente sobre um sistema de drenagem que não lhes consegue dar a devida vazão?
Ou seja, o que falta para o governo paulista se convencer que não haverá sucesso possível na redução das enchentes enquanto não forem paralelamente implantadas medidas voltadas a fazer com que a cidade recupere sua capacidade de reter boa parte das águas de chuva e, concomitantemente, impor uma drástica redução aos processos erosivos/assoreadores e ao lançamento irregular de lixo urbano e entulho da construção civil?
As enchentes diminuiriam drasticamente com ações simples, como disseminação de bosques florestados por toda a cidade; obrigatoriedade e estímulo para instalação de reservatórios domésticos e empresariais de águas de chuva; obrigação da adoção de pisos e pavimentos drenantes em pátios, estacionamentos e calçadas; instalação generalizada de valetas e poços de infiltração; criminalização da erosão etc.
As medidas indispensáveis apontadas, e que inexplicavelmente não são implementadas, são todas medidas de baixo custo relativo e de fácil execução.
Em adição, essas medidas colaborariam, em muito, para a alimentação das reservas de água subterrânea da cidade. Aliás, é de se indagar: paradoxalmente estaria aí o motivo de sua incompreensível não adoção?
Vale por fim dizer que, infelizmente, o conteúdo desse artigo é inteiramente válido para muitas outras cidades brasileiras que são afetadas pelo mesmo e trágico fenômeno das enchentes urbanas. (ecodebate)

Falta de água causará a 3ª Guerra Mundial?

Falta de água pode causar a 3ª Guerra Mundial?
Especialistas afirmam que em menos de 50 anos a população sentirá mudanças como aumento dos preços e migrações, mas não excluem a possibilidade de conflito.
Não só pode como já existem alguns conflitos causados ou agravados por essa razão, como o da região de Darfur, no Sudão. De acordo com o Pacific Institute (que estuda temas relacionados à falta de água e à segurança global), 1 bilhão de pessoas já têm dificuldade no acesso a H2O potável. Isso pode piorar ainda mais com o aquecimento global.
Para alguns especialistas em relações internacionais, em menos de 50 anos já sentiremos as consequências, como aumento nos preços dos alimentos, protestos, migrações em massa e o colapso de alguns estados. Por outro lado, há fortes argumentos contra o surgimento de um novo conflito mundial. Hoje, por exemplo, os países dependem mais comercialmente uns dos outros e temem o perigo real de destruição mútua caso sejam utilizadas bombas nucleares.
O caldo vai entornar
Experts já apontam instabilidades e problemas em vários pontos do globo
Sinal Amarelo: "Os riscos de conflitos por falta de água estão crescendo devido à constante competição, à má administração dos países subdesenvolvidos e aos impactos das mudanças climáticas”, afirma Peter Gleick, especialista do Pacific Institute no assunto. Já há, por exemplo, vários rios secando devido ao sobreuso, como o Colorado, nos EUA, e o Indus, no Paquistão.
A era do gelo: a Amazônia possui a maior bacia fluvial e um dos melhores índices de chuva no mundo todo. Mas há motivos para nos preocuparmos. O aquecimento global está afetando os picos andinos, que alimentam o Amazonas. Segundo experts, gelo acumulado ao longo de 1.600 anos nos Andes derreteu em 25 anos. Em 2010, o rio teve a pior seca já registrada.
Dando um jeitinho: graças a seus recursos naturais, o Brasil seria peça-chave numa crise hídrica. Mas, considerando nosso histórico, dificilmente entraríamos em um confronto militar. Sob imensa pressão externa, o mais provável é que faríamos acordos diplomáticos e comerciais (públicos ou "por baixo dos panos") que garantiriam acesso às águas para países que já são nossos "clientes".
A pão e água: analistas apontam que a Primavera Árabe (revolta popular que forçou mudanças políticas na Tunísia, no Egito e na Líbia) foi parcialmente alimentada pelo alto custo do pão nesses países. O preço subiu após uma onda de calor destruir a safra de trigo da Rússia em 2010. A falta de água pode ter impacto semelhante em outras colheitas - e em outros governos instáveis. Da mesma maneira, o derretimento do gelo no Himalaia deve afetar o suprimento de água no sul da Ásia.
A barragem da discórdia: só entre 2003 e 2010, o Tigre e o Eufrates perderam 144 km³ de água doce, o equivalente a todo o Mar Morto. As tensões diplomáticas entre Egito e Etiópia se agravaram depois que esta última iniciou a construção de uma enorme represa no Rio Nilo Azul, que poderá restringir o fluxo do Nilo. No Oriente Médio (que tem 5% da população mundial, mas só 1% da H2O potável), os rios Tigre e Eufrates poderão causar discórdia entre Israel, Líbano, Jordânia e Palestina.
Sede de sangue: a briga por recursos hídricos pode se tornar violenta mais facilmente em locais onde já há fragilidades políticas ou problemas religiosos, étnicos e sociais. Um exemplo é a região de Darfur, no oeste do Sudão, em conflito desde 2003. Situações similares podem surgir em vários pontos da África, com pouca ou nenhuma intervenção do resto do mundo.
Igual a Terrorismo
Escassez de recursos já é considerada ameaça imediata.
Pense duas vezes antes de considerar este cenário apocalíptico ou fantasioso demais. Em março do ano passado, o relatório Ameaças Mundiais 2013, apresentado pelo diretor de inteligência nacional dos EUA, James R. Clapper Jr., classificou a escassez de recursos naturais (incluindo água) como uma ameaça tão grande quanto o terrorismo e a proliferação de armas nucleares. (abril)

A guerra pela água já é uma realidade?

Relembre três conflitos famosos que tiveram a disputa por recursos hídricos como um dos seus principais componentes. Confira também os "pontos quentes" do mapa mundial que poderão vivenciar guerras pela água no futuro.
Pode ser difícil de imaginar, mas houve  um momento em que Leonardo da Vinci, aquele considerado uma das mentes mais criativas na História humana, e Nicolau Maquiavel, cuja derivação de seu nome se tornou sinônimo de manipulação, uniram forças e usaram da água como instrumento de guerra. Antes de os dois gênios da Renascença criarem as obras que imortalizariam para sempre seu nomes ao longo dos séculos, eles criaram um plano para cortar o abastecimento de água de Pisa, cidade vizinha que estava em conflito com a Florença dos dois, criando diversos canais e barragens pelo vale do rio Arno.
Apesar de o plano “maquiavélico” não ter dado certo, isso só mostra que tensões violentas por conta da água, ou pela falta dela, não são novidade alguma. No momento em que a principal cidade brasileira e a maior da América do Sul passa por uma severa falta d’água, principalmente pela contínua má gestão do governo estadual ao longo dos últimos anos, um cenário distópico já está sendo visualizado pela população da cidade que conta com mais de 10 milhões de habitantes.
Para Brahma Chellaney, autor de Water, Peace and War: Confronting the Global Water Crisis, a água cria instabilidade de maneiras surpreendentes e mesmo que, até o momento, as guerras modernas ainda não tenham sido travadas pela água em si, o elemento foi um fato decisivo em muitas delas. Como exemplo, Chellaney cita que a água foi uma das fagulhas que incendiou, ironicamente,  a Primavera Árabe – uma vez que a crise que elevou o preço dos alimentos alguns anos antes foi causada pela escassez de água potável. Outro caso é exemplificado numa espécie de “teoria do caos”: a falta de terras com recurso hídricos fez a empresa Daewoo, da Coreia do Sul, impulsionar a queda do presidente da distante ilha de Madagascar, na África, em 2009.
Confira abaixo três dos conflitos mais famosos que tiveram a água como grande “incendiário”:
Bolívia: até mesmo a chuva
Em 2000, na cidade de Cochabamba, ocorreu a privatização da água e do já precário sistema de abastecimento e redes de esgoto, que ficou a cargo da Aguas del Tunari, um consórcio criado com capitais estrangeiros. Da noite para o dia, a população com cerca de 700 mil habitantes aumentou as tarifas em até 300% sem que houvesse sequer melhora nos serviços ou ampliação da área de cobertura para as zonas mais pobres.
Quando, de uma hora para a outra, a água, que assim como o ar deveria ser considerado um bem comum, se transformou em uma mercadoria cara ou simplesmente inacessível para a pobre população, as pessoas foram proibidas inclusive de coletar a água da chuva, não tendo outra escolha a não ser irem para as ruas protestarem. Após dias de conflito das forças armadas bolivianas lutando contra os próprios bolivianos em nome dos lucros de uma empresa estrangeira, um jovem de 17 anos morreu com um tiro de sniper do exército boliviano. O presidente Hugo Banzer cedeu à pressão popular e anulou o contrato de concessão, retornando à prefeitura de Cochabamba o controle da água e a infame lei 2029, que previa a privatização de toda a água da Bolívia, caiu.
China e Tibete: água é controle
Em uma reportagem sobre os problemas de escassez de água, a revista The Economist apontou que palavra chinesa para “política” (zhenghzi) tem um de seus caracteres similar a uma imagem parecida com gotas de água próximas a uma plataforma ou barragem. A sugestão do parágrafo inicial do texto, de que para os chineses a política e o controle de água são equivalentes, é justificável: como Maquiavel e da Vinci almejaram em Florença 500 anos atrás, a China tem em suas mãos o destino da população de seus vizinhos, pois os principais rios da Ásia (Mekong e Ganges) nascem na terra de Dalai Lama.
Esse é um dos maiores motivos pelo qual o exército chinês entrou e se instalou no Tibete há mais de 50 anos. Não foi exatamente por morrer de amores pelos monges budistas da região, mas sim por esta se tratar de um ponto estratégico geograficamente. Myanmar, Tailândia, Laos, Camboja, Vietnã, Bangladesh e, principalmente, Índia, são todos países que dependem dos rios que descem as geleiras do Himalaia e desafogam suas águas no Oceano Índico.
Oriente Médio: a guerra dos seis dias que dura 50 anos
Quando a Síria anunciou seu plano de obstruir um dos afluentes do Rio Jordão e desviá-lo para irrigar suas plantações, foi dado o primeiro passo para os seis dias de junho de 1967 que colocariam Israel contra a Síria, Egito e Jordânia, naquilo que ficou conhecido como a Guerra dos Seis Dias.
No momento em que o último tiro foi dado, o Egito tinha a Faixa de Gaza e o deserto do Sinai; a Síria ficou sem as colinas de Golã – onde nasce o Jordão, vital para o abastecimento de água em Israel; e a Jordânia, que só entrou na guerra na última hora, perdendo tudo o que anexara em 1948. Israel ocupou a Cisjordânia e Jerusalém Oriental e foi o grande vencedor da guerra-relâmpago.
E o futuro?
Cada vez mais estudos apontam que a escassez de água potável levará, invariavelmente, que países entrem em conflito – diplomático ou armado – por regiões abundantes de recursos hídricos. Veja no mapa abaixo, os “pontos quentes” que poderão vivenciar guerras pela água no futuro. (revistaforum)

Guerra por água desenha futuro crítico

A discussão sobre recursos hídricos mal começou no planeta e água deve levar até aos conflitos internacionais por reservas.
Mais do que racionamento, escassez de água gerará guerras.
Rio Amazonas, o maior em extensão e volume.
Em 15 anos, a crise de água piorará em todo o mundo, de acordo com a ONU. Relatório recém-divulgado prevê que haverá 40% menos água do que o necessário para o consumo. O mundo ampliará as fatias de população vivendo sob “estresse de água”, na expressão da ONU.
Quase 800 milhões de pessoas ainda não têm acesso a fontes de água potável de qualidade. Os mais afetados são pessoas de baixa renda, e entre estas, as mulheres em especial.
Os estudos mostram que para cada dólar investido na proteção de uma área de captação, até 200 dólares podem ser economizados no tratamento de água.
Estudiosos preveem que em breve a água será causa principal de conflitos entre nações.
A distribuição desigual é causa maior de problemas. Entre os países, o Brasil é privilegiado com 12% da água doce superficial no mundo. É o país com maior disponibilidade hídrica em rios do mundo, a poluição e o uso inadequado comprometem esse recurso em várias regiões. Abriga o maior rio em extensão e volume do Planeta, o Amazonas. Mais de 90% do território brasileiro recebe chuvas abundantes durante o ano e as condições climáticas e geológicas propiciam a formação de uma extensa e densa rede de rios, com exceção do semiárido, onde os rios são pobres e temporários.
Essa água é distribuída de forma irregular, apesar da abundância em termos gerais. A Amazônia, onde estão as mais baixas concentrações populacionais, possui 78% da água superficial. No Sudeste, essa relação se inverte: a maior concentração populacional do país tem disponível 6% do total da água.
São Paulo, cidade nascida na confluência de vários rios, viu a poluição tornar imprestáveis para consumo as fontes próximas e tem de captar água de bacias distantes, alterando cursos de rios e a distribuição natural da água na região.
Na última década, a quantidade de água distribuída aos brasileiros cresceu 30%, mas quase dobrou a proporção de água sem tratamento (de 3,9% para 7,2%), e o desperdício assusta: 45% de toda a água ofertada pelos sistemas públicos.
A água disponível no território brasileiro é suficiente para as necessidades do país, apesar da degradação.
O consumo de água médio por habitante no Brasil atinge 200 litros por dia. Por exemplo, 90% das atividades modernas poderiam ser realizadas com água de reuso. Além de diminuir a pressão sobre a demanda, o custo dessa água é pelo menos 50% menor do que o preço da água fornecida pelas companhias de saneamento, porque não precisa passar por tratamento. Apesar de não ser própria para consumo humano, poderia ser usada, entre outras atividades, nas indústrias, na lavagem de áreas públicas e nas descargas sanitárias de condomínios.
É melhor participar e estimular a preservação do que aprender por meios mais drásticos. Como escreveu a poeta americana Emily Dickinson (1830-1896), “a água se ensina pela sede”. (yahoo)

Crise custa R$ 1 bilhão à Sabesp

Em 14 meses, crise já custou mais de R$ 1 bi à Sabesp.
Obras emergenciais, descontos na tarifa, queda de consumo, campanhas publicitárias, tratamento de água, bombardeio de nuvens e até pagamento de horas extras a funcionários. Após mais de um ano de medidas para tentar evitar o colapso do abastecimento na região metropolitana, o impacto da crise hídrica nas contas da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) já ultrapassa R$ 1 bilhão.
O levantamento do Estado considera custos adicionais de serviços atribuídos à crise pela Sabesp em seu balanço financeiro divulgado em 26/03, como gasto com óleo diesel, e uma série de contratos para execução de obras emergenciais, como a captação inédita do volume morto do Sistema Cantareira. Procurada pela reportagem, a assessoria da companhia reiterou que todas as ações anticrise foram necessárias.
Muitas dessas provocaram um efeito cascata nas finanças da estatal. Em 2014, por exemplo, a Sabesp divulgou ter gastado R$ 58,7 milhões com publicidade "por causa da intensificação da campanha para uso racional da água". Algumas peças publicitárias, como as estreladas pelo apresentador Rodrigo Faro em fevereiro de 2014, foram feitas para divulgar o programa de bônus lançado pela companhia para estimular a economia de água pela população.
Somente o plano que dá descontos de até 30% na conta para quem reduzir o consumo resultou em uma perda de arrecadação da ordem de R$ 376,4 milhões. Por outro lado, a adesão das pessoas ao programa, que chegou a 78% dos clientes da Grande São Paulo em dezembro, contribuiu para a redução de 3,1% no volume faturado pela empresa com água na região em relação a 2013. Ao todo, a receita operacional caiu R$ 634,6 milhões em 2014, 6,7% a menos do que no ano anterior.
"A extensão da seca e as medidas adotadas provocaram uma redução gradativa do volume faturado de água e, portanto, uma redução da receita", afirma a companhia em seu balanço, que apontou queda de 53%, ou R$ 1 bilhão, no lucro em 2014. "A Sabesp não pode garantir que, ao final do programa de bônus, o referido consumo retornará aos níveis anteriores à atual crise de água. Um menor consumo per capita pode afetar negativamente nossos negócios e o resultado das operações no futuro", completa.
Mais da metade da queda do volume de água produzido, 56% no Cantareira e 30% na região metropolitana, deve-se, porém, às manobras de redução da pressão da água e fechamento da rede durante parte do dia, o que provoca longos cortes no abastecimento. Segundo a Sabesp, essas ações, que envolveram a instalação de mais de 60 novas válvulas, elevaram a R$ 19,7 milhões os gastos com o Programa Corporativo de Redução de Perdas de Água.
Em seu balanço, a companhia destaca ainda o pagamento de R$ 14,6 milhões em despesas com horas extras a funcionários, fruto da "gestão e intensificação na manutenção de sistemas de água". Segundo um dirigente da Sabesp, em 40% da rede de abastecimento da Grande São Paulo, as manobras são feitas manualmente por técnicos nas ruas. Em muitos bairros, a reabertura das válvulas ocorre durante a madrugada.
Obras
Em outra frente, a Sabesp investiu pesado em uma série de obras emergenciais para evitar o colapso do abastecimento na Grande São Paulo, onde vivem mais de 20 milhões de pessoas. Só na ampliação de adutoras, estações elevatórias e de tratamento para transferir água dos Sistemas Alto Tietê e Guarapiranga para bairros atendidos pelo Cantareira, a companhia gastou cerca de R$ 80 milhões ainda no primeiro semestre do ano passado.
As ações reduziram a abrangência do manancial em crise, que caiu gradativamente de 8,8 milhões de pessoas para os atuais 5,6 milhões, mas não evitaram o esgotamento do volume útil do Cantareira, que fica acima do nível dos túneis de captação, em julho. Para não adotar o rodízio oficial de água, a estatal fez, a toque de caixa, obras para captar, pela primeira vez na história do sistema, o volume morto das represas, que fica abaixo dos túneis.
Só com as intervenções para retirar os 182,5 bilhões de litros da primeira cota da reserva profunda, a partir de maio do ano passado, a Sabesp também gastou R$ 80 milhões com 17 bombas flutuantes, transformadores, tubulações, além das obras civis. Com o agravamento da crise nos meses de estiagem, esse volume se esgotou em outubro. Antes que isso acontecesse, a estatal já iniciou novas obras para usar uma segunda reserva, de 105 bilhões de litros.
Segundo levantamento do Estado, os novos contratos envolvendo a captação da segunda cota somam ao menos R$ 45 milhões, incluindo a compra de mais 19 bombas flutuantes. Para que toda estrutura funcionasse no meio das represas, a Sabesp teve de instalar geradores de energia movidos a óleo diesel. Só com o combustível a estatal gastou R$ 6,5 milhões.
Situação crítica
Mesmo com o retorno das chuvas acima da média em fevereiro e março, a situação atual do Cantareira é bem mais crítica hoje. O manancial tem 57% menos água disponível do que há um ano. Para atravessar o novo período seco, a Sabesp aposta em novas obras emergenciais, como a ligação da Billings com o Sistema Alto Tietê, orçada em R$ 130 milhões, a captação de água no Rio Juquiá (R$ 75 milhões) e a ampliação do Guarapiranga, com contrato de R$ 41,6 milhões.
Mais gastos
R$ 8,2 mi é quanto a Sabesp vai pagar pelo serviço de bombardeio de nuvens para tentar provocar chuva artificial sobre as represas dos Sistemas Cantareira e Alto Tietê. Contratos foram fechados com a empresa Modclima no começo de 2014.
R$ 7 mi é quanto a Sabesp gastou a mais com sulfato de alumínio no tratamento de água da Estação Taiaçupeba, do Sistema Alto Tietê, por causa do aumento de 14% na produção feita para ajudar a socorrer bairros atendidos pelo Cantareira ainda no início do ano passado, de acordo com a companhia. (OESP)

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Cantareira tem 57% menos água que há um ano

Sistema Cantareira tem 57% menos água do que tinha há 1 ano.
Mesmo tendo recebido no trimestre volume maior do que o acumulado em 10 meses de 2014, estado do sistema é crítico.
Com dois meses consecutivos de chuvas acima da média, o Sistema Cantareira já recebeu neste ano um volume de água maior do que o acumulado em 10 meses de 2014. Mesmo assim, o manancial tem 57% menos água do que tinha há um ano.
Segundo boletim da Agência Nacional de Águas (ANA), chegaram ao Cantareira 227,2 bilhões de litros neste primeiro trimestre, 137% a mais do que no mesmo período do ano passado (95,7 bilhões). O volume supera a soma da quantidade de água que entrou nas represas entre março e dezembro de 2014: 215 bilhões de litros. 
O manancial já registra neste mês chuvas 6,7% acima da média e deve terminar com a maior vazão afluente aos reservatórios desde abril de 2013. São 39,9 mil litros por segundo de água chegando às represas, índice ainda 33% abaixo da média do mês (59,5 mil l/s), mas 190% maior do que os 13,8 mil l/s registrados em março de 2014.
Sistema Cantareira já recebeu neste ano um volume de água maior do que o acumulado em 10 meses de 2014.
A melhora na entrada de água no sistema, iniciada em fevereiro, fez com que o governo Geraldo Alckmin (PSDB) adiasse a decisão sobre adoção do rodízio oficial no abastecimento de água na Grande São Paulo, onde 5,6 milhões de pessoas ainda dependem do Cantareira. Desde o mês passado, o nível do manancial subiu de 5% para 18,4%, considerando as duas cotas do volume morto.
Com essa recuperação, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) acredita que agora é possível atravessar o período de estiagem, que vai de abril a setembro, sem precisar adotar o rodízio. Para isso, conta com a conclusão de obras emergenciais como a que vai captar mais água da Represa Billings e com o racionamento na distribuição por meio da redução da pressão e do fechamento da rede durante a maior parte do dia.
Foi com essas manobras, além da economia de água espontânea pela população, que a Sabesp conseguiu reduzir em 58% a retirada de água do Cantareira neste primeiro trimestre (100,6 bilhões de litros) em relação ao mesmo período de 2014, quando a captação atingiu 240,8 bilhões.
Apesar das medidas e da melhora das condições climatológicas no maior manancial paulista usado para abastecimento, o Cantareira tem hoje 243 bilhões de litros a menos do que há um ano, volume equivalente a 24,7% da capacidade original do sistema.
Em 27/03/14 o índice era de 14%, mas não incluía os 287,5 bilhões de litros adicionais das duas cotas da reserva profunda das represas. Em 27/03/15 restavam 181,1 bilhões de litros do volume morto. O problema agora é que a temporada chuvosa acabou. “As chuvas vão diminuindo gradativamente a partir de agora”, afirma o meteorologista Marcelo Seluchi, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE). (OESP)

‘Situação do Cantareira não é tranquila’

Situação do Sistema Cantareira continua crítica, diz entidade.
Diretor do PCJ pede que ações de redução de consumo de água sejam mantidas.
Pelo menos vinte municípios das regiões de Campinas e Piracicaba têm reservas de água para cerca de cinco meses, aponta estudo.
Apesar das chuvas, o Sistema Cantareira ainda opera com nível entre 50% e 60% menor do que tinha no mesmo período de 2014, disse em 26/03/15 o diretor executivo do PCJ (Consórcio das Bacias do Piracicaba, Capivari e Jundiaí), Francisco Lahóz.
— A situação (do Cantareira) não é tranquila, pois foi usado até seu volume estratégico e só recuperamos uma parcela desse volume. Insistimos na necessidade de reservar água e evitar perdas.
Conforme dados do PCJ, embora as chuvas de fevereiro deste ano tenham sido acima da média, no mês de janeiro elas ficaram 50% abaixo e no mês de março ainda não ultrapassaram a média histórica. A expectativa é de que o ciclo das chuvas, que normalmente vai até o último dia de março, se estenda por mais um mês.
— Como 2014 foi um ano atípico e as chuvas atrasaram, talvez esteja acontecendo um deslocamento climático, que pode levar as chuvas a se estenderem até abril. Se isso acontecer, podemos recuperar o Cantareira e ainda manter os rios do PCJ com bom volume de água.
Como essa ocorrência de chuvas ainda não é apontada pelas previsões climáticas, ele indica que as ações de redução de consumo e de preservação da água da chuva sejam mantidas ou adotadas.
— Insistimos na construção de cisternas em São Paulo para reservar água da chuva, pois isso até reduz as enchentes. Estamos propondo que a água dos piscinões da capital seja revertida para o sistema para ser tratada e usada.
Ele espera ainda que o governo paulista inicie este ano a construção de reservatórios nos rios Jaguari, em Pedreira, e Camanducaia, em Amparo, para aumentar a disponibilidade de água na região do PCJ no interior.
Estudo do consórcio mostra que pelo menos vinte municípios das regiões de Campinas e Piracicaba têm reservas de água para cerca de cinco meses. Se a estiagem prevista para abril se estender até o fim do ano, municípios como Valinhos, Vinhedo, Saltinho, Nova Odessa e Cosmópolis, que já tiveram racionamento no ano passado, podem ficar sem água.
Embora tenham reservatórios cheios, o volume é pequeno comparado ao consumo e eles dependem das chuvas para serem abastecidos. De acordo com o PCJ, prefeituras e serviços de abastecimento já foram alertados sobre esse cenário. (r7)

Sabesp fecha contratos sem licitação para interligação da Billings

Sabesp fecha contratos sem licitação para obra de interligação da Billings.
Avaliada em R$ 130 milhões, a ligação com a Represa Taiaçupeba é a principal aposta do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para conseguir atravessar o período de seca (de abril a setembro) sem precisar decretar rodízio oficial no abastecimento.
A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) assinou dois novos contratos sem licitação, no valor de R$ 46,6 milhões, para fazer a interligação das Represas Billings e Taiaçupeba, na Grande São Paulo. Avaliada em R$ 130 milhões, a obra é a principal aposta do governo Geraldo Alckmin (PSDB) para conseguir atravessar o período de seca (abril a setembro) sem precisar decretar rodízio oficial no abastecimento.
Segundo a Sabesp, a interligação tem “caráter emergencial” e está prevista no plano de contingência para o enfrentamento da crise hídrica neste ano. A obra visa a transferir 4 mil litros por segundo do Sistema Rio Grande, braço limpo da Billings, que estava em 26/03 com 98% da capacidade, para o Alto Tietê (23,1%) O objetivo é reduzir ainda mais a retirada de água do Sistema Cantareira (18,2%) para evitar o colapso do maior manancial. A previsão é de que ela seja concluída até julho.
Os novos contratos foram assinados com as empresas DP Barros Pavimentação e Construção Ltda. (R$ 30,2 milhões), que ficará encarregada das obras aquáticas do projeto, e Jofege Pavimentação e Construção Ltda. (R$ 16,4 milhões), responsável pelas obras terrestres. Ambas já haviam sido contratadas sem licitação em março de 2014 pela Sabesp para executarem as obras para captação do volume morto do Cantareira. Na ocasião, os contratos somaram R$ 49 milhões.
A Sabesp afirma que todos os negócios estão respaldados no artigo 24 da Lei Federal 8.666, de 1993, que prevê dispensa de licitação nos casos de emergência ou calamidade pública que possam comprometer a segurança das pessoas. Neste caso, as obras devem ser concluídas no prazo máximo de seis meses. 
Segundo a companhia, houve cotação de preços “com empresas que apresentaram qualificação técnica, bom histórico de performance e capacidade de iniciar imediatamente os serviços”, com infraestrutura própria adequada. “A obra foi apresentada a todas as empresas interessadas para fins de precificação. Foram escolhidas as que apresentaram o menor valor em relação aos demais interessados e ao preço de tabela Sabesp”, informa.
Os contratos emergenciais da Sabesp são alvo de investigação do Ministério Público Estadual (MPE). Segundo o promotor Otávio Garcia, do Patrimônio Público, o objetivo do inquérito é apurar se as obras feitas sem licitação se tornaram emergenciais por falta de planejamento da companhia. Até o início deste ano, essas contratações, segundo ele, já haviam ultrapassado os R$ 160 milhões.
Em 24/03 o presidente da Sabesp, Jerson Kelman, disse durante um seminário na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) que está contando com a “compreensão de todos que podem atrasar essas obras, porque a população precisa de água”. Segundo o dirigente, se as obras emergenciais forem concluídas dentro do prazo e a população continuar economizando água, é possível chegar à próxima estação chuvosa, que começa em outubro, sem o rodízio oficial.
A meta, segundo ele, é obter 6 mil litros por segundo adicionais para reduzir a produção do Cantareira dos atuais 14 mil para 9 mil l/s durante os meses de estiagem. “Nós já reduzimos a retirada do Cantareira em 58% (antes da crise, a produção era de 32 mil l/s). Vamos reduzir mais ainda para não deixar o sistema secar.”
Interligação
Conforme o Estado mostrou, a obra emergencial definida pela Sabesp para socorrer o Alto Tietê deverá captar água da parte poluída da Billings. Isso porque a estatal vai retirar 4 mil l/s do Braço Rio Pequeno (o dobro da sua capacidade), que está diretamente ligado ao corpo central que recebe o esgoto do Rio Pinheiros, para suprir a retirada do mesmo volume do Rio Grande para a Represa Taiaçupeba.
Somente neste trecho da obra, a companhia estima gastar R$ 20 milhões. No projeto original de ligação dos dois braços, estava previsto o barramento do Rio Pequeno, que tem água de melhor qualidade que o corpo central, e a retirada de 2 mil l/s. Agora, a Sabesp desistiu de separar esse pedaço do reservatório para captar mais água. A empresa afirma que a água sempre foi usada ali com extremo cuidado e monitorada. (OESP)  

Manual da captação à utilização da água de chuva

IPT lança manual para situações emergenciais, da captação à utilização da água de chuva
O manual, lançado em comemoração ao Dia Mundial da Água, 22 de março, é direcionado a famílias que vivem situações emergenciais.
A captação da água de chuva hoje é realidade para muitos moradores de cidades como São Paulo, que vêm enfrentando uma crise hídrica que já afeta o abastecimento de diversos domicílios. Levando em conta este cenário, o IPT lança agora um manual que busca oferecer à população orientações para melhorar a qualidade dessa água, apresentando as boas práticas para a sua captação, armazenamento e utilização doméstica.
O manual, lançado em comemoração ao Dia Mundial da Água, 22 de março, é direcionado a famílias que vivem situações emergenciais e dissemina uma técnica relativamente simples, mas que respeita os requisitos que garantem o funcionamento do sistema e, principalmente, assegura a qualidade da água coletada.
De acordo com o pesquisador e autor do manual Luciano Zanella, do Centro Tecnológico do Ambiente Construído do IPT, o projeto nasceu da constatação de que não apenas a captação da água de chuva, mas também seu tratamento e armazenagem, muitas vezes são feitos de maneira equivocada. “Embora a melhor água seja aquela oferecida pela concessionária, não podemos fechar os olhos ao fato de que muitas famílias hoje convivem com abastecimento irregular e têm se valido dessa solução. É preciso, no entanto, oferecer condições para que a captação seja feita de maneira mais segura, lacuna que o IPT pretende preencher com este manual”.
O trabalho do IPT mostra como requisitos fundamentais a captação da água pelo telhado, e não pelo piso, além da filtragem que será responsável pela primeira limpeza, separando o líquido dos objetos sólidos como as folhas das árvores que acabam entrando no captador. Outro passo essencial no processo, geralmente desconhecido, é o descarte da água da primeira chuva, que carrega a poluição atmosférica e os contaminantes presentes no telhado. O recomendado é que sejam descartados dois litros de água para cada metro quadrado de área do telhado utilizado na captação, o que corresponde aos dois primeiros milímetros de precipitação.
O sistema proposto no manual é de fácil instalação. Foi pensado para situações emergenciais e não está integrado ao sistema hidráulico predial. “Os usuários podem fazer adaptações ao material, desde que sigam os parâmetros fundamentais. Essa água poderá ser usada para descarga de bacias sanitárias, limpeza de pisos e veículos e rega de jardins e áreas verdes”, explica Zanella. Numa situação extrema, caso falte água de qualidade superior, a água de chuva – desde que captada, tratada e armazenada adequadamente – também pode ser utilizada para ingestão e preparo de alimentos. Para esse uso, além das etapas anteriores, recomenda-se ainda a fervura por um tempo superior a três minutos, melhorando a segurança sanitária. (ecodebate)

sexta-feira, 27 de março de 2015

Exemplo dos japoneses

Japoneses recolhem o próprio lixo após jogo de sua seleção. Atitude dos japoneses surpreendeu a muita gente, que não possui o hábito de recolher o próprio lixo.
Existe praticamente um consenso no país, considerando que existe uma necessidade premente de satisfazer adequadamente as necessidades e expectativas educacionais do Brasil. Mal imaginavam os governantes e figuras que já declararam que copa não se faz com escolas e hospitais, que os exemplos de japoneses nos estádios, ou de comportamentos de alemães e holandeses dentre outros, apenas para falar nas seleções que aqui permaneceram por mais tempo, determinaria mudanças de paradigmas tão radicais.
Cabe a especialistas como sociólogos ou antropólogos com maior representatividade, discutir os significados de comportamentos dignificantes exibidos por alemães, holandeses ou jogadores e turistas de outras nacionalidades como os australianos. Mas o exemplo dos japoneses merece aqui ser analisado e ressaltado. As coletas de resíduos sólidos remanescentes nos estádios após as partidas foi alvo de comentários de enorme relevância em toda imprensa especializada ou de caráter geral.
Uma abordagem realizada pelo colunista de terra magazine, Altino Machado a quem citamos e creditamos esta visão, cita o magistral dramaturgo brasileiro e apaixonado por futebol, Nélson Rodrigues. Não lembro se foi Nélson Rodrigues ou o poeta gaúcho Mário Quintana quem observou em tom de brincadeira que o torcedor de futebol representava o elo perdido entre o ser humano e nossos ancestrais símios. Mas não importa. Na crônica de Altino Machado publicada no Terra Magazine existe a abordagem muito apropriada de que num jogo de futebol, a bola é um mero detalhe. Ao contrário do que imaginam os membros do comitê organizador, futebol se faz com escolas, educação e quem sabe com hospitais capazes de satisfazer as necessidades e expectativas de nossas populações mais necessitadas.
A bola é um mero detalhe do espetáculo, como dizia Nélson Rodrigues. Os jogos e espetáculos de futebol são assistidos e jogados por seres humanos e não elos perdidos. E na medida que estes indivíduos são educados e conscientes, se tornam capazes de desempenhar tarefas e funções inimagináveis. Nélson Rodrigues já asseverava que o que importa é o ser humano por trás da bola. Conforme ele cita “não é a diversão lúdica, mas a complexidade da existência”.
Os seres humanos que representaram os torcedores japoneses, que torceram para o Japão em Pernambuco e Natal, nos jogos que os japoneses atuaram contra Costa do Marfim e Grécia, deram um exemplo após as partidas, recolhendo todos os resíduos sólidos gerados. Os resíduos foram recolhidos em sacos plásticos carregados especialmente para tal finalidade específica.
Enquanto torcedores do Brasil e de outros países se retiravam dos estádios, deixando acumuladas montanhas de lixo, sem sequer olhar para trás, os japoneses ministravam uma aula de civilidade, talvez porque eu seu país, futebol se faça com estádios, mas também com escolas e educação. Os japoneses recolhiam discretamente garrafas e copos de plástico, papel, bandejinhas de isopor, latas de cervejas e de refrigerantes, canudinhos, restos de alimentos, embalagens usadas, enfim todos os resíduos sólidos produzidos durante a partida.
Este gesto de alto significado civilizatório é uma lição de ética e cidadania e traz inúmeras lembranças, como a do personagem Dersu Uzala, citado por Altino Machado no Terra Magazine. O personagem criado pelo lendário diretor japonês Akira Kurosawa é um velho e sábio habitante da taiga siberiana que estabelece uma relação de proximidade com um oficial russo num dos mais belos filmes da cinematografia japonesa. Ele sabe que o ser humano é apenas mais um constituinte do mundo, tanto quanto o sol, as estrelas, a água, o fogo ou o vento, a neve e os animais e precisa compartilhar este mundo com seus semelhantes e os demais animais e forças da natureza.
Uma das cenas mais comoventes do filme e lembrada por Altino Machado é quando o velho e o jovem capitão russo dividem um abrigo durante uma noite e no outro dia antes de partirem o velho sábio separa um pouco dos mantimentos e armazena no abrigo. Surpreso o jovem capitão russo questiona que ambos nunca mais voltarão a este lugar. É quando o velho ancião afirma que a partilha é para que outro indivíduo qualquer em situação de necessidade possa se satisfazer.
Esta noção de compartilhamento de vida é comovente e muito “existencial” como diria Nélson Rodrigues para que possa ser confundida com uma educação que se limite a um treinamento de procedimentos a serem decorados e não a uma profunda reflexão de vida como se faz necessário.
Torcedores alemães também demonstraram comportamentos análogos em alguns episódios da FIFA Fan Fest na cidade do Rio de Janeiro e não se pode deixar de enaltecer os exemplos resultantes não apenas de educação, disciplina ou treinamento, mas também de profundo estágio civilizatório incutido por relevantes processos educacionais.
Como os japoneses, somente é possível desenvolver a ética da convivência civilizatória, solidariedade e do desprendimento quando o contexto de cidadania é plenamente atingido. Está é a grande lição da copa ministrada exaustivamente pelos torcedores japoneses, em todos os lugares onde tiveram a oportunidade de se expressar. De forma silenciosa, efetiva e eficiente em toda sua plenitude. (ecodebate)