sábado, 13 de julho de 2013

Crise financeira e os nascimentos na Europa

Crise financeira fez diminuir número de nascimentos na Europa
Bebês
Estudo mostra que avanço do desemprego, principalmente entre os mais jovens, freou nascimentos.
Desde a crise financeira iniciada em 2008, vem nascendo menos bebês na Europa, de acordo com um novo estudo.
O Instituto Max Planck de Pesquisa Demográfica, na Alemanha, descobriu que a taxa de natalidade em 28 países europeus caiu com o avanço do desemprego.
Os jovens com menos de 25 anos foram particularmente afetados, assim como os que vivem em países do sul da Europa, como a Espanha.
A relação entre economia e fertilidade tem sido discutida há muito tempo, mas ainda é polêmica.
Os pesquisadores do Instituto Max Planck afirmam que “a extensão do desemprego nos países europeus contemporâneos, de fato, tem um efeito sobre as taxas de natalidade”.
Resistência à crise
“A crise financeira atingiu a Europa em um momento em que as taxas de natalidade em muitos países começavam a subir novamente”, diz a demógrafa Michaela Kreyenfeld.
Ela afirma que a tendência de crescimento da natalidade desacelerou em alguns países e caiu em outros.
Na Espanha, a taxa de fecundidade – o número total de filhos por mulher – caiu quase 8% entre 2008 e 2011, enquanto o desemprego subiu de 8,3% para 11,3%.
A queda na taxa também foi registrada na Hungria, Irlanda, Croácia e Letônia.
Em países como a República Tcheca, Polônia e Grã-Bretanha, houve uma desaceleração no ritmo de crescimento da taxa.
Já na Alemanha e na Suíça, onde o mercado de trabalho tem resistido relativamente bem à crise, quase não houve mudanças no número de crianças nascidas.
‘Limites biológicos’
Segundo o estudo, um aumento de 1% na taxa de desemprego provoca uma queda na fertilidade de cerca de 0,2% entre as idades de 15 e 19 anos, e 0,1% entre 20 e 24 anos.
Mas o aumento do desemprego não causou alterações nas taxas de natalidade para os que têm mais de 40 anos.
“Os planos de fertilidade tendem a ser mais revistos quando as pessoas são mais jovens do que quando elas se aproximam dos limites biológicos de fertilidade”, diz Kreyenfeld. (EcoDebate)

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