terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Geodemografia e a população no leste da Ásia

A geodemografia e a concentração da população mundial no leste da Ásia
A população mundial em 2010 era de 6,916 bilhões de habitantes, sendo de 36 milhões na Oceania, 740 milhões na Europa, 940 milhões nas Américas, 1 bilhão na África e 4,2 bilhões na Ásia, segundo a Divisão de População da ONU.
Para Livi-Bacci (2014), a distribuição geodemográfica da população mundial flutuou acentuadamente na história. Porém, um pequeno círculo da Ásia concentra mais da metade da população mundial.
Nove países dominam este círculo, sendo China (1,360 bilhão de habitantes), Índia (1,205 bilhão), Indonésia (240 milhões), Paquistão (173 milhões), Bangladesh (151 milhões), Japão (127 milhões), Filipinas (93 milhões), Vietnã (89 milhões) e Tailândia (66 milhões). Estes nove países tinham uma população de 3,504 bilhões de habitantes em 2010.
O crescimento populacional desta região tem raízes históricas distantes. Mas, atualmente, estes nove países apresentam baixo crescimento populacional, sendo que o Japão já tem uma população em declínio. A China vai entrar em uma fase de decrescimento demográfico por volta de 2030 e deve perder, no mínimo, 400 milhões de habitantes até 2100.
A Tailândia e o Vietnã devem entrar na fase de declínio populacional em 2024 e 2044, respectivamente. A Índia vai continuar crescendo em ritmo lento até o ano de 2064, quando entrará para o clube dos países decrescentistas.
Indonésia, Bangladesh e Paquistão também vão apresentar declínio da população na segunda metade do século XXI. Somente as Filipinas deve manter o crescimento demográfico até 2100, mas em ritmo cada vez mais lento.
Ou seja, atualmente a maior parte da população mundial vive dentro de um círculo que tem como destaque nove países com alta densidade demográfica. Mas ao longo do século XXI o crescimento populacional vai ocorrer com maior intensidade fora deste círculo, especialmente na África subsaariana. A Ásia vai continuar sendo o continente mais populoso do mundo, mas deve perder posição relativa no total de habitantes do globo. (ecodebate)

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