Um
estudo da Universidade de Exeter alerta que o Giro Subpolar do Atlântico Norte,
crucial para o clima na Europa e América do Norte, pode colapsar devido às
mudanças climáticas.
O
Oceano Atlântico, segundo maior do planeta, pode estar se aproximando de um
ponto crítico.
Um
estudo publicado em novembro/2025 pela revista Hydrology and Earth System
Sciences, da European Geosciences Union, afirma que a ação humana está
deteriorando esse mecanismo essencial, que pode ser comparado a uma “esteira
transportadora” que distribui calor entre os hemisférios.
As
consequências do colapso seriam graves: menos chuvas na Europa, verões mais
quentes, maior risco de secas e insegurança alimentar. O impacto, porém, não se
limitaria ao continente europeu, pois o AMOC exerce papel extremamente
importante ao equilibrar a distribuição de calor entre os hemisférios Norte e
Sul; sua perda geraria repercussões em todo o planeta.
Segundo
a ONU, os oceanos produzem metade do oxigênio que respiramos, absorvem 30% das
emissões de dióxido de carbono e capturam 90% do excesso de calor. Alterações
nesse equilíbrio aceleram a crise climática.
Corrente
oceânica no Atlântico Norte pode entrar em colapso e causar resfriamento
global, alerta estudo.
Estudos
recentes alertam que a principal corrente oceânica do Atlântico Norte, a AMOC
(Circulação Meridional do Atlântico), está perdendo estabilidade e pode entrar
em colapso, o que causaria resfriamento severo na Europa e América do Norte,
secas, desertificação e mudanças climáticas drásticas em todo o mundo, com o
derretimento do gelo polar e emissões de gases de efeito estufa acelerando esse
risco, um "ponto de inflexão" climático que pode ocorrer nas próximas
décadas.
O
que é a AMOC e por que ela importa?
É
um sistema de correntes que funciona como uma "esteira rolante",
transportando calor do Equador para o Norte, aquecendo o hemisfério norte.
Baseia-se
no afundamento de águas frias e salgadas no Atlântico Norte, processo que está
sendo comprometido pela entrada de água doce do gelo derretido.
Sinais
de Instabilidade e Previsões:
Pesquisas
indicam que a AMOC perdeu estabilidade desde os anos 1950, mostrando sinais de
alerta precoce.
Estudos
sugerem que um colapso completo poderia ocorrer entre 2039 e 2070, ou após
2100, se as emissões de GEE continuarem altas, embora a data exata seja
incerta.
Consequências
do Colapso:
Resfriamento
Extremo: Invernos rigorosos e uma "pequena era do gelo" na Europa,
com temperaturas caindo drasticamente.
Mudanças nos Padrões de
Chuva: Secas severas, desertificação em algumas regiões e impactos na
agricultura.
Impactos
Globais: Alterações no clima do Atlântico Sul e no Brasil, afetando ventos e
temperaturas.
Ecossistemas:
Severos impactos sobre ecossistemas, agricultura e economia.
O
que Causa a Perda de Estabilidade?
O
aquecimento global acelera o derretimento do gelo do Ártico, liberando água
doce no Atlântico.
Essa
água menos salgada e mais leve não afunda eficientemente, enfraquecendo a
circulação e criando um ciclo vicioso.
Uma
das principais correntes oceânicas do planeta, o Giro Subpolar do Atlântico
Norte, está se enfraquecendo a ponto de entrar em colapso total devido ao
avanço das mudanças climáticas, segundo um novo estudo publicado por
pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido.
De
acordo com o jornal inglês Daily Mail, o sistema, localizado ao sul da
Groenlândia, é responsável por transportar calor dos trópicos para o Atlântico
Norte, regulando as temperaturas da Europa e da América do Norte. Cientistas
afirmam que o enfraquecimento da corrente pode levar o planeta a um “ponto
crítico”, com mudanças bruscas e imprevisíveis no clima global.
A
análise mostra que o Giro Subpolar vem perdendo estabilidade desde a década de
1950, aproximando-se de um colapso que, se confirmado, poderia causar um
resfriamento intenso em parte do hemisfério norte. O fenômeno é comparado à
Pequena Era do Gelo, registrada entre os séculos XIV e XIX, quando rios
europeus congelaram e colheitas foram destruídas por uma queda média de 2 °C
nas temperaturas.
O
estudo utilizou uma metodologia inovadora baseada na análise de conchas de
moluscos do Atlântico Norte, como o quahog e o berbigão-americano. Esses
organismos formam faixas anuais de crescimento que registram, em sua composição
química, as condições ambientais da água em que viveram — um processo
semelhante ao dos anéis de árvores usados para medir variações climáticas.
Os
dados coletados mostraram alterações consistentes na temperatura e salinidade
dos mares subpolares, reforçando as evidências de que o sistema está se
aproximando de um ponto de instabilidade.




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