segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

Atlântico pode colapsar: estudo alerta para risco climático global

Um estudo da Universidade de Exeter alerta que o Giro Subpolar do Atlântico Norte, crucial para o clima na Europa e América do Norte, pode colapsar devido às mudanças climáticas.

O Oceano Atlântico, segundo maior do planeta, pode estar se aproximando de um ponto crítico.

Pesquisadores alertam que o Atlantic Meridional Overturning Circulation (AMOC), sistema de correntes que regula a temperatura das águas, corre o risco de enfraquecer ou até entrar em colapso devido às mudanças climáticas.
A correia transportadora global, mostrada em parte aqui, circula água profunda fria e água de superfície quente em todo o mundo. A Circulação Meridional de Revolvimento do Atlântico (AMOC) faz parte deste complexo sistema de correntes oceânicas globais. Esta ilustração é capturada a partir de um pequeno vídeo produzido pela NOAA Science on a Sphere.

Um estudo publicado em novembro/2025 pela revista Hydrology and Earth System Sciences, da European Geosciences Union, afirma que a ação humana está deteriorando esse mecanismo essencial, que pode ser comparado a uma “esteira transportadora” que distribui calor entre os hemisférios.

As consequências do colapso seriam graves: menos chuvas na Europa, verões mais quentes, maior risco de secas e insegurança alimentar. O impacto, porém, não se limitaria ao continente europeu, pois o AMOC exerce papel extremamente importante ao equilibrar a distribuição de calor entre os hemisférios Norte e Sul; sua perda geraria repercussões em todo o planeta.

Segundo a ONU, os oceanos produzem metade do oxigênio que respiramos, absorvem 30% das emissões de dióxido de carbono e capturam 90% do excesso de calor. Alterações nesse equilíbrio aceleram a crise climática.

Corrente oceânica no Atlântico Norte pode entrar em colapso e causar resfriamento global, alerta estudo.

Giro Subpolar, que ajuda a regular o clima na Europa e América do Norte, perde estabilidade por causa das mudanças climáticas.
Corrente oceânica no Atlântico Norte pode entrar em colapso e causar resfriamento global.

Estudos recentes alertam que a principal corrente oceânica do Atlântico Norte, a AMOC (Circulação Meridional do Atlântico), está perdendo estabilidade e pode entrar em colapso, o que causaria resfriamento severo na Europa e América do Norte, secas, desertificação e mudanças climáticas drásticas em todo o mundo, com o derretimento do gelo polar e emissões de gases de efeito estufa acelerando esse risco, um "ponto de inflexão" climático que pode ocorrer nas próximas décadas.

O que é a AMOC e por que ela importa?

É um sistema de correntes que funciona como uma "esteira rolante", transportando calor do Equador para o Norte, aquecendo o hemisfério norte.

Baseia-se no afundamento de águas frias e salgadas no Atlântico Norte, processo que está sendo comprometido pela entrada de água doce do gelo derretido.

Sinais de Instabilidade e Previsões:

Pesquisas indicam que a AMOC perdeu estabilidade desde os anos 1950, mostrando sinais de alerta precoce.

Estudos sugerem que um colapso completo poderia ocorrer entre 2039 e 2070, ou após 2100, se as emissões de GEE continuarem altas, embora a data exata seja incerta.

Consequências do Colapso:

Resfriamento Extremo: Invernos rigorosos e uma "pequena era do gelo" na Europa, com temperaturas caindo drasticamente.

Mudanças nos Padrões de Chuva: Secas severas, desertificação em algumas regiões e impactos na agricultura.

Impactos Globais: Alterações no clima do Atlântico Sul e no Brasil, afetando ventos e temperaturas.

Ecossistemas: Severos impactos sobre ecossistemas, agricultura e economia.

O que Causa a Perda de Estabilidade?

O aquecimento global acelera o derretimento do gelo do Ártico, liberando água doce no Atlântico.

Essa água menos salgada e mais leve não afunda eficientemente, enfraquecendo a circulação e criando um ciclo vicioso.

Cientistas tratam a possibilidade de colapso da AMOC como um cenário real e preocupante, um dos principais pontos de inflexão climática com consequências catastróficas para o equilíbrio do planeta.
Brasil corre algum risco? Cientistas alertam que a principal corrente do Atlântico pode entrar em colapso, com impactos globais.

Uma das principais correntes oceânicas do planeta, o Giro Subpolar do Atlântico Norte, está se enfraquecendo a ponto de entrar em colapso total devido ao avanço das mudanças climáticas, segundo um novo estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

De acordo com o jornal inglês Daily Mail, o sistema, localizado ao sul da Groenlândia, é responsável por transportar calor dos trópicos para o Atlântico Norte, regulando as temperaturas da Europa e da América do Norte. Cientistas afirmam que o enfraquecimento da corrente pode levar o planeta a um “ponto crítico”, com mudanças bruscas e imprevisíveis no clima global.

A análise mostra que o Giro Subpolar vem perdendo estabilidade desde a década de 1950, aproximando-se de um colapso que, se confirmado, poderia causar um resfriamento intenso em parte do hemisfério norte. O fenômeno é comparado à Pequena Era do Gelo, registrada entre os séculos XIV e XIX, quando rios europeus congelaram e colheitas foram destruídas por uma queda média de 2 °C nas temperaturas.

O estudo utilizou uma metodologia inovadora baseada na análise de conchas de moluscos do Atlântico Norte, como o quahog e o berbigão-americano. Esses organismos formam faixas anuais de crescimento que registram, em sua composição química, as condições ambientais da água em que viveram — um processo semelhante ao dos anéis de árvores usados para medir variações climáticas.

Os dados coletados mostraram alterações consistentes na temperatura e salinidade dos mares subpolares, reforçando as evidências de que o sistema está se aproximando de um ponto de instabilidade.

O Giro Subpolar faz parte da Circulação Meridional do Atlântico (AMOC), um conjunto de correntes conhecido como a “esteira rolante do oceano”, que distribui calor e nutrientes por todo o planeta. Caso a AMOC e o Giro entrem em colapso, cientistas alertam que a Europa e a costa leste dos Estados Unidos poderão enfrentar invernos muito mais rigorosos, com efeitos profundos sobre ecossistemas, agricultura e economia global.
Os cientistas estimam que os efeitos mais severos só seriam sentidos após 2100, mas o alerta é claro: sem que seja cuidado, o Atlântico pode deixar de cumprir seu papel vital na regulação da vida na Terra – e 2100 já está chegando. (ecodebate)

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