sábado, 25 de julho de 2020

Registros indicam novo recorde de temperatura de 38°C ao norte do Ártico

Emergência Climática: Registros indicam novo recorde de temperatura de 38°C ao norte do Círculo Polar Ártico.
A Organização Meteorológica Mundial está tentando confirmar um novo recorde de temperatura ao norte do Círculo Polar Ártico, de 38°C. Isso ocorreu em 20/06/20 na cidade russa de Verkhoyansk, em meio a uma prolongada onda de calor na Sibéria e a um aumento na atividade de incêndios florestais.
Verkhoyansk, localizado na parte norte da República de Sakha (Yakutia), fica em uma região da Sibéria Oriental que possui um clima continental seco extremamente severo (inverno muito frio e verão quente).
A estação meteorológica de Verkhoyansk teve um recorde anterior de temperatura do ar de 37,3°C, observado em 25/07/1988, de acordo com os cientistas alemães Alekseenkov e Vasily Smolyanitsky no Instituto de Pesquisa do Ártico e Antártico do Serviço Federal Russo de Serviço Federal de Monitoramento Hidrometeorológico e Ambiental (Roshydromet). A estação fornece medições diárias desde 1885.
As informações finais sobre se esse registro é máximo para toda a área do Ártico ao norte do Círculo Polar precisam ser avaliadas quando dados meteorológicos mais completos estiverem disponíveis.
Depois que a WMO receber a confirmação da temperatura da Roshydromet, ela encaminhará a descoberta para verificação por uma equipe de investigadores do seu Arquivo de extremos de clima e clima. Isso fornece detalhes de extremos globais, hemisféricos e continentais (calor, precipitação, etc.).
Até agora, a WMO não havia verificado possíveis registros de “temperatura mais alta registrada ao norte do Círculo Polar Ártico”. No entanto, o interesse nessa observação extrema despertou interesse suficiente para que atualmente estamos estudando a criação de uma categoria tão nova para o Arquivo oficial, de acordo com Randall Cerveny, Relator Especial da OMM para Extremos Meteorológicos e Climáticos.
“Uma equipe de avaliação de resposta rápida da OMM aceitou provisoriamente essa observação como uma observação legítima, o que é consistente com as observações atuais do ar na época na Sibéria”, disse o professor Cerveny. “Isso agora estará sujeito a um processo normal para uma revisão formal detalhada por um painel de cientistas atmosféricos da OMM”.
“Tem sido uma primavera incomumente quente na Sibéria, e a coincidência falta de neve subjacente na região, combinada com o aumento geral da temperatura global, sem dúvida ajudou a desempenhar um papel crítico ao causar essa observação extrema da temperatura”, disse o professor Cerveny, professor de geografia do presidente. Ciências, Universidade Estadual do Arizona.
Como parte do processo de verificação, a OMM está entrando em contato com a agência meteorológica russa para coletar informações diretas sobre a observação (como dados reais, tipo de equipamento usado, verificações de qualidade e calibração do instrumento, técnicas de monitoramento de observação, correspondência com estações vizinhas, etc).
“Esses dados serão examinados com muito cuidado por um painel internacional de cientistas atmosféricos. Fundamentalmente, essas avaliações são projetos muito completos e demorados. Mas o resultado final será uma informação incrivelmente valiosa que ajudará os cientistas do clima a entender melhor o clima, engenheiros e médicos a se prepararem melhor para os extremos climáticos e até o público em geral, a fim de obter uma melhor apreciação das mudanças climáticas em todo o planeta”, disse o professor Cerveny.
O Ártico está entre as regiões de aquecimento mais rápido do mundo e está aquecendo duas vezes a média global. As temperaturas anuais do ar na superfície nos últimos 4 anos (2016–2019) no Ártico (60° a 85° N) foram as mais altas já registradas. O volume de gelo marinho do Ártico no mês de setembro de 2019 (após a estação de derretimento) diminuiu mais de 50% em comparação com o valor médio de 1979/2019.
A Sibéria testemunhou um calor excepcional, com temperaturas de até 10°C (18,5°F) acima da média em maio e impulsionando o mês mais quente já registrado para todo o hemisfério norte e, de fato, o mundo.
Mas não foi apenas maio que foi incomumente moderado nesta região; todo o inverno e a primavera tiveram períodos repetidos de temperaturas da superfície do ar acima da média, principalmente a partir de janeiro.

O calor incomum no inverno e na primavera foi associado a uma quebra excepcionalmente precoce do gelo nos rios da Sibéria.
O Serviço Copernicus de Mudanças Climáticas da Europa realizou uma exploração mais aprofundada de seus dados.

“Embora o planeta como um todo esteja esquentando, isso não está acontecendo igualmente. Por exemplo, o oeste da Sibéria se destaca como uma região que aquece mais rápido que a média e onde as variações de temperatura de mês para mês e ano para ano tendem a ser grandes. Isso significa que, em certa medida, grandes anomalias de temperatura não são inesperadas. No entanto, o que é incomum neste caso é quanto tempo as anomalias mais quentes que a média persistiram ”, disse Copernicus.
O Serviço de Monitoramento Atmosférico da Copernicus disse que o número e a intensidade de incêndios florestais no nordeste da Sibéria e no círculo ártico continuam aumentando nos últimos dias. A intensidade total diária está em níveis semelhantes aos observados em 2019.
Prevê-se que as temperaturas acima do normal continuem na maior parte do Ártico entre junho e agosto de 2020, de acordo com o Arctic Climate Forum, que fornece informações aos tomadores de decisão sobre uma região em rápida mudança, que está aquecendo mais do que o dobro da média global.
Na discussão sobre os impactos regionais na Sibéria Ocidental e Oriental, o Fórum alertou para um possível risco de incêndios florestais no início do verão devido à temperatura acima do normal e abaixo da precipitação normal. As altas temperaturas previstas podem levar à degradação contínua do permafrost e à erosão costeira.
A redução na extensão do gelo marinho e a degradação do permafrost na tundra podem criar dificuldades para espécies “chave”, por exemplo, ursos polares, caribu, baleias, etc. liberação de metano, um poderoso gás de efeito estufa.
Sibéria, um verão com calor de 38ºC é um alerta do que pode vir, é um aviso perigoso. (ecodebate)

Aumento do desmatamento pode gerar bloqueios de investimentos no Brasil

Aumento do desmatamento pode gerar bloqueios de investimentos no Brasil, diz economista.
Um grupo de investidores internacionais que gere US$ 3,75 trilhões (R$ 19,3 trilhões) em ativos enviou uma carta aberta em 22/06/20 para embaixadas brasileiras manifestando preocupação com o aumento do desmatamento no Brasil.
O documento foi enviado a representações brasileiras em sete países. O grupo liderado pela empresa norueguesa de seguros e pensões Storebrand Asset Management diz que a política ambiental brasileira gera uma "incerteza generalizada sobre as condições para investir ou fornecer serviços financeiros ao Brasil".
O economista Fábio Sobral, professor de Economia Ecológica da UFC (Universidade Federal do Ceará), disse que há registro de fuga de capital do Brasil desde o ano passado.
"Creio que pode haver uma fuga de capitais, na verdade já há um movimento de fuga de capitais do Brasil desde o ano passado, isso tem sido demonstrado pela saída de dólares de investidores estrangeiros provavelmente devido a essa profunda instabilidade política que se instaurou no país", explicou à Sputnik Brasil.
Segundo Sobral, o aumento do desmatamento pode sim gerar fuga de investimentos no país.
"A política ambiental pode determinar uma espécie de bloqueio de parte dos fundos de investimentos ao Brasil, principalmente daqueles fundos que captam de pequenos investidores", afirmou.
O economista atribui a atitude encabeçada pela empresa Storebrand Asset Management a dois fatores.
"Uma vertente de marketing junto aos pequenos investidores e um segundo fato é a percepção de que, de fato, em regiões onde as mudanças climáticas forem mais intensas os prejuízos podem ser mais significativos", afirmou.
Fábio Sobral vê como positiva a pressão externa sobre a política ambiental brasileira.
"A pressão externa pode dar um suporte às nações indígenas, a grupos quilombolas, grupos ambientais, até porque esses grupos sofrem ameaças físicas. O número de lideranças rurais e ambientais que são assassinadas tem crescido, não há uma proteção a esses grupos, então a pressão externa vai trazer significativa proteção interna ou pelo menos uma divulgação maior do que está ocorrendo na Amazônia", defendeu.
De acordo com Sobral, será difícil o governo do presidente Jair Bolsonaro reverter a imagem do Brasil na política de proteção ao meio ambiente.
"O governo tem se tornado um inimigo do meio ambiente, o governo se apresentou assim como um inimigo do meio ambiente, o governo se apresenta como um destruidor das florestas, vai ser muito difícil reverter as ações governamentais e reverter a imagem do Brasil nesse quesito", acredita.
O Banco Central divulgou em 24/06/20 um balanço que aponta que nos cinco primeiros meses deste ano o Brasil registrou a saída de US$ 33,6 bilhões (R$ 178,25 bilhões) nos primeiros cinco meses deste ano.
O BC também informou que os investidores retiraram US$ 50,9 bilhões (R$ 270 bilhões) de aplicações financeiras no Brasil nos doze meses encerrados em maio deste ano. (sputniknews)

quinta-feira, 23 de julho de 2020

Commodities agrícolas foram grandes responsáveis por incêndios amazônicos

Commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia, segundo estudo.
Pesquisa aponta frigoríficos e produtores de soja com maior risco de serem associados a queimadas.
Commodities agrícolas foram as grandes responsáveis por incêndios na Amazônia, segundo estudo que cruza dados da NASA com cadeias de suprimentos das empresas.
Em agosto do ano passado, imagens dos incêndios na Amazônia atraíram a atenção do mundo todo. Chefes de governo, organizações multilaterais, ambientalistas e celebridades manifestaram preocupação com o futuro da maior floresta tropical do planeta. “A Amazônia precisa ser protegida”, disse António Guterres, secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU). “Nossa guerra contra a natureza precisa acabar”, tuitou a ativista Greta Thunberg.
O tamanho real do desastre ambiental só foi conhecido em janeiro, quando o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) apresentou um balanço final dos incêndios que atingiram a floresta. Em 12 meses, ocorreram 89 mil focos de incêndio na região, um aumento de 30% em relação a 2018. Um crescimento preocupante, apesar de o número ter ficado abaixo da série histórica (109 mil).
No auge da crise, o presidente Jair Bolsonaro lançou suspeita sobre ONGs que atuam na região. E o ministro Ricardo Salles (Meio Ambiente) culpou a temporada mais seca, quando, na verdade, choveu mais do que no ano anterior. Pesquisadores do bioma atribuem os incêndios, porém, a outros fatores.
A especulação fundiária é hoje um dos grandes vilões da floresta amazônica. Trata-se de um negócio de alta rentabilidade que envolve a invasão de terras públicas, a derrubada e retirada das árvores mais valiosas e depois, por meio de correntes presas a tratores, a derrubada da vegetação mais baixa. Passadas algumas semanas, período necessário para a secagem do material destruído, basta pôr fogo ao que antes era uma floresta. É hora então de espalhar as sementes para criar o pasto, à espera do comprador.
“É dinheiro fácil. Invasor de terra pública gasta R$ 1 mil para derrubar e colocar fogo num hectare consegue vender o mesmo por até R$ 2,7 mil”, afirma Raoni Rajão, pesquisador da Amazônia e professor do Departamento de Engenharia de Produção da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Queimadas costumam ser feitas no período amazônico mais seco, entre julho e outubro.
A floresta não queima apenas por conta da grilagem de terras. Para ampliar o pasto, muitos produtores põem fogo em áreas contíguas às suas propriedades ou destroem a mata existente dentro de suas próprias fazendas. O Código Florestal estabelece que, nos imóveis localizados na Amazônia Legal, 80% da mata nativa deve ser preservada. Há ainda as queimadas feitas por agricultores, indígenas e povos tradicionais com o propósito de renovar o pasto ou a área de cultivo, uma prática que tem impacto bem menor sobre o bioma, mas que pode sair do controle e provocar destruição em grandes áreas.
Levantamento realizado pelo MapBiomas — iniciativa que reúne universidades, organizações sociais e empresas de tecnologia – revela a dimensão das práticas criminosas citadas acima. De acordo com o estudo, realizado a partir do cruzamento de imagens de satélites com o Cadastro Ambiental Rural (CAR) e outros bancos de dados oficiais, 99% do desmatamento realizado no Brasil no ano passado foi ilegal. Dos 12 mil km2 de vegetação nativa destruída, a maior parte está localizada no Cerrado e na Amazônia.
Pecuária e soja
Estudo realizado pela Chain Reaction Research (CRR) [http://chainreactionresearch.com/wp-content/uploads/2020/05/Deforestation-driven-fires-in-Brazil-Indonesia.pdf], uma coalizão de consultorias ambientais europeias e americanas, ajuda a entender um pouco mais os interesses por trás dos incêndios ocorridos no ano passado na Amazônia. Os pesquisadores cruzaram imagens dos incêndios, feitas por satélites da NASA, com a localização dos maiores frigoríficos da região, como JBS e Marfrig, e grandes silos de soja, controlados por gigantes como Bunge e Cargill.
O sistema de monitoramento da agência espacial americana detectou 417 mil focos de fogo nas “zonas potenciais de compra” da JBS e da Marfrig de julho a outubro do ano passado, um número que representa 42% de todos os incêndios ocorridos no Brasil no período – foram 981 mil, segundo a NASA. Os focos de incêndios no entorno das duas empresas representam quase a metade (47%) do total detectado (885 mil) nas proximidades dos dez maiores frigoríficos da região.
As zonas potenciais de compra dos matadouros foram estabelecidas pelo Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia) em 2017, a partir de entrevistas feitas com 157 frigoríficos da Amazônia Legal. Entre outras informações, essas empresas revelaram a distância máxima que percorrem para comprar os animais para abate. Os frigoríficos maiores uma distância máxima de 360 km a partir de suas instalações. Os menores, que têm certificados para atuar apenas dentro do Estado, compram gado a uma distância máxima de 153 km.
No caso da soja, a Chain Reaction Research estabeleceu um raio de 25 km a partir dos silos das maiores empresas do setor como área de sua cadeia de suprimentos. O levantamento indicou que as queimadas ocorridas no entorno da Bunge e da Cargill (39,9 mil) superaram a soma dos focos de incêndio registrados nas proximidades dos outros oito maiores traders do setor.

Levantamento não faz nenhuma acusação a esses conglomerados. “O objetivo foi mostrar a ocorrência de enorme quantidade de incêndios nas proximidades dessas empresas, o que não implica o envolvimento direto delas nessas práticas. Mas faz com que tenham de resolver as suspeitas que recaem sobre sua cadeia de suprimentos”, diz Marco Túlio Garcia, pesquisador da Aidenviroment e um dos autores do estudo, que analisou também os incêndios na Indonésia, onde as suspeitas recaem sobre a produção de óleo de palma.
“O desmatamento na Amazônia, causa principal dos incêndios, traz riscos a essas empresas. Nos últimos anos, os grandes investidores internacionais colocaram essas questões no centro de sua pauta. Elas não estão mais restritas a debates entre ambientalistas”, completa Tim Steinweg, coordenador de pesquisa da Chain Reaction Research. Um exemplo dessa preocupação do mercado global foi dado em dezembro último pela Nestlé, quando suspendeu suas compras de soja da Cargill, por suspeita de que o produto tenha origem em áreas desmatadas da Amazônia.

Reportagem recente do jornal The Guardian revelou que bancos e outras instituições financeiras britânicas investiram nos últimos anos mais de US 2 bilhões nas principais empresas brasileiras de carne que atuam na Amazônia. Por conta do desmatamento, estudam reconsiderar seu apoio se essas companhias não mostrarem progressos no rastreamento de seus fornecedores. Gigantes do setor de alimentos manifestam a mesma preocupação. Em dezembro, a Nestlé suspendeu suas compras de soja da Cargill, por suspeita de que o produto tenha origem em áreas desmatadas da floresta.
Estudiosos avaliam que o setor de pecuária traz hoje mais riscos para a Amazônia do que a indústria da soja, que hoje ameaça mais o Cerrado. A imagem dos produtores do grão melhorou a partir do pacto, batizado de “moratória da soja”, firmado em 2006 com entidades ambientalistas, pelo qual se comprometeram a não comprar a commodity de áreas desmatadas no bioma. O acordo contou depois com o apoio do governo federal.
O setor pecuário carrega irregularidades dos mais variados tipos. Entre elas, animais que nascem em áreas desmatadas, muitas vezes embargadas pelo IBAMA, e que são vendidos para pequenos e médios produtores. Depois da engorda, são comprados legalmente pelos grandes frigoríficos. Os sistemas de controle não conseguem pegar o vício de origem. “É uma cadeia muito complexa. Não existe um sistema que permita rastrear cada animal desde o início, e os frigoríficos não parecem interessados em implantar um monitoramento desse tipo”, lamenta Ritaumaria Pereira, diretora executiva do Imazon. “Há um ditado na região que traduz essa triste realidade. Boi não morre de velho na Amazônia. Sempre vai ter alguém para comprá-lo, independentemente de onde venha”, afirma a engenheira agrônoma.
Menos floresta, menos chuva
Para muitos especialistas, falta visão estratégica ao governo brasileiro e aos produtores rurais em relação à Amazônia, o principal ativo ambiental do país. Paulo Moutinho, pesquisador sênior do IPAM (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia), lembra que a floresta funciona como uma espécie de bomba de vapor d’água que, transportado por meio dos chamados rios voadores, irriga o Centro-Oeste e o Centro-Sul do Brasil. A destruição coloca em risco esse sistema de irrigação. “Ao desmatar, é como se fizéssemos um furo nesse regador, que garante o sucesso de boa parte da produção agrícola brasileira.” De acordo com estudo da Agência Nacional de Águas (ANA) e do IBGE, 92,5% da água consumida pela agricultura brasileira vêm das chuvas. Apenas 7,5% são de sistemas de irrigação.
Os riscos à floresta amazônica são reais, de acordo os cientistas. O bioma já perdeu cerca de 17% (dados de 2017) de sua vegetação nativa. Se esse percentual superar 20%/25%, corre grande risco de entrar em um processo de savanização, segundo estudo publicado há dois anos pelo pesquisador brasileiro Carlos Nobre e pelo americano Thomas Lovejoy. Na década anterior, os mesmos pesquisadores falavam que o tipping point (ponto sem volta) aconteceria quando fossem atingidos os 40% de destruição. Refizeram os cálculos em razão da aliança mortal entre desmatamento, incêndios e mudança climática.
Especialistas ouvidos pela reportagem acreditam que não é preciso destruir nenhum hectare a mais para aumentar a produção agropecuária. Bastariam aproveitar os 12 milhões de hectares que foram desmatados e abandonados na Amazônia, áreas que poderiam ser recuperadas. “Você tem muitas áreas que estão abertas e, com incentivo adequado, poderiam ser exploradas”, afirma Paulo Moutinho, do IPAM. Ritaumaria Pereira, do Imazon, concorda: “Além da regeneração dessas áreas, precisamos de políticas públicas para incentivar o aumento da produtividade da pecuária, que hoje é muito baixa, cerca de um animal por hectare”.
Pesquisa aponta frigoríficos e produtores de soja com maior risco de serem associados a queimadas.
O que dizem as empresas
Em nota, a JBS reclama do fato de não ter sido procurada pelos pesquisadores da Chain Reaction Research. A empresa questiona os critérios técnicos do estudo e diz adotar uma abordagem de tolerância zero em relação ao desmatamento em toda a sua cadeia de fornecimento. “Todas as fazendas fornecedoras de gado da JBS na região amazônica são monitoradas por meio de imagens de satélite e dados georreferenciados da propriedade. Portanto, fornecedores que utilizaram fogo para desmatar a floresta serão detectados pelo sistema de monitoramento da Companhia e bloqueados para compra de gado.”
A Marfrig afirmou que adota “uma rígida política de compra de animais, bem como um protocolo com critérios e procedimentos que são pré-requisitos para a homologação de fornecedores”. A empresa diz manter uma plataforma que monitora, por meio de um sistema de georreferenciamento e geomonitoramento socioambientais, todos os seus fornecedores. A ferramenta cruza os dados georreferenciados e documentos das fazendas com informações públicas oficiais para identificar potenciais não conformidades, “coibindo que a matéria-prima seja oriunda de fazendas que produzam carne em áreas de desmatamento ou embargadas, sobrepostas a unidades de conservação ou terras indígenas, ou mesmo que utilizem ‘trabalho escravo’”.
A Bunge disse que está comprometida com uma cadeia de suprimentos livre de desmatamento e que condena qualquer uso do fogo para o desflorestamento. “A empresa mantém rigoroso controle sobre critérios socioambientais em suas operações em todo o Brasil. As ações incluem verificações diárias às listas públicas de não conformidades do IBAMA e do Ministério do Trabalho e Emprego, além da checagem de outros requisitos legais, e bloqueio imediato de qualquer negociação comercial, em caso de desconformidade”. De acordo com a nota, “a empresa também é signatária da Moratória da Soja, compromisso reconhecido mundialmente que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas após 2008 na Amazônia, e do Protocolo Verde de Grãos do Pará, uma iniciativa conjunta com o Ministério Público Federal (MPF), que estabelece critérios para transações comerciais com foco em evitar a comercialização de grãos oriundos de áreas ilegalmente desmatadas”.
A Cargill afirmou que está comprometida com a proteção das florestas e da vegetação nativa de maneira que sejam economicamente viáveis para os agricultores. “O desmatamento ilegal e incêndios deliberados na Amazônia são inaceitáveis e, juntamente com outras empresas do setor, continuaremos a fazer parcerias com comunidades locais, agricultores, governos, ONGs e nossos clientes para encontrarmos soluções que preservem esse importante ecossistema”, afirma a nota da Cargill. “Fazemos parte da Moratória da Soja na Amazônia desde 2006, quando assinamos um acordo voluntário com organizações industriais e ambientais de não comprar soja de terras que foram desmatadas após 2008 neste bioma. Esse esforço contribuiu para o declínio de 80% no desmatamento na Amazônia na última década e foi estendido indefinidamente em 2016”.
Queimadas não são naturais na Amazônia; todo incêndio tem mão humana (inclusive a nossa).

As florestas derrubadas acabam virando bife no almoço de muitos brasileiros. (ecodebate)

Crescimento da copa das árvores e a diminuição da mortalidade humana

Arborização Urbana: Estudo vincula o crescimento da copa das árvores à diminuição da mortalidade humana.
Árvores da espécie Peltophorum dubium, conhecida popularmente como Cambuí, enfeitam a capital federal.
A primeira avaliação de impacto na saúde em toda a cidade dos efeitos estimados de uma iniciativa de copa de árvores na mortalidade prematura na Filadélfia sugere que o aumento da copa de árvores poderia impedir entre 271 e 400 mortes prematuras por ano.
O estudo de Michelle Kondo, cientista social de pesquisa da Filadélfia do Serviço Florestal do Departamento de Agricultura dos EUA, e seus parceiros sugerem que o aumento da copa das árvores ou do espaço verde pode diminuir a morbimortalidade das populações urbanas – particularmente em áreas com menor nível socioeconômico. Copas de árvores existentes tendem a serem as mais baixas.
O estudo, “Health impact assessment of Philadelphia’s 2025 tree canopy cover goals”, examinou o impacto potencial do Greenworks Philadelphia, um plano para aumentar a copa das árvores para 30% em toda a cidade até 2025, na mortalidade humana. A análise é uma das primeiras a estimar o número de mortes evitáveis com base na atividade física, poluição do ar, ruído, calor e exposição a espaços verdes, usando uma ferramenta desenvolvida por pesquisadores de saúde pública na Espanha e na Suíça, chamada Greenspace-Health Impact Assessment.
Recentemente publicado na revista The Lancet Planetary Health, o estudo está disponível na Estação de Pesquisa do Norte do Serviço Florestal em: https://www.nrs.fs.fed.us/pubs/59911.
Como as fases da vida funcionam no mundo vegetal: A infância, a adolescência e a velhice das plantas.
Kondo e seus parceiros estimaram o número anual de mortes evitáveis associadas às mudanças projetadas na cobertura de copa das árvores na Filadélfia entre 2014 e 2025 em três cenários de aumento do espaço verde urbano. Eles descobriram que aumentar a copa das árvores urbanas para a meta de 30% da Greenworks Philadelphia em todos os bairros poderia impedir 400 mortes anualmente, mas aumentos menores na copa das árvores ainda resultavam em redução da mortalidade. Um aumento de 5% no dossel de árvores somente em áreas sem árvores pode resultar em uma redução anual de 302 mortes em toda a cidade, descobriram os pesquisadores, e um aumento de 10 % na cobertura de dossel em toda a cidade foi associado a uma redução estimada de 376 mortes
“Este estudo apoia a ideia de que os esforços crescentes no dossel de árvores e no esverdeamento urbano valem a pena, mesmo em níveis modestos, como medidas de promoção da saúde e economia de custos”, disse Kondo.
O dossel de árvores atual na Filadélfia varia de 2% a 88%, com uma cobertura média de 20% do dossel urbano com base nos dados de 2014.
“Nas últimas semanas, como os moradores de muitas cidades experimentaram condições de quarentena, sentimos uma necessidade cada vez maior de espaços verdes públicos”, disse Kondo. “Enquanto a pandemia do COVID-19 significa que precisamos prestar atenção à nossa proximidade com outras pessoas e tomar precauções para limitar nosso contato, o tempo fora de parques e florestas tem sido fundamental para manter nossa saúde mental e física”.
Os parceiros de pesquisa incluíram cientistas da Universitat Pompeu Fabra, Centro Nacional de Síntese Socioambiental, Universidade Estadual do Colorado e Universidade Drexel.
Um novo ecossistema: florestas urbanas construídas pelo Estado e pelos ativistas. (ecodebate)

Pandemia escancara necessidade de diminuição na emissão de poluentes

Mesmo com o mundo todo parado, as atividades industriais em brusca queda e a circulação de veículos terrestres extremamente abaixo do normal por vários meses, em consequência da pandemia, a diminuição na emissão de gases poluentes ainda não chega perto dos níveis ideais. A estimativa é que, no mundo inteiro, a redução seja de 6% durante este ano. Porém, o cenário ideal de acordo com a Organização das nações unidas é que ocorresse uma diminuição anual de 7,6% durante dez anos seguidos.
Analisando esses dados, é fácil constatar o tamanho do nosso problema. A pandemia escancarou a necessidade de mudanças bruscas, já que mesmo com todos os setores poluindo menos, o ideal ainda está extremamente longe.
No Brasil, a diminuição na emissão de gases apontou uma redução de 25% em meados de março, no pico das medidas de isolamento social. Porém, os números de abril já foram bem diferentes, mostrando uma queda de apenas 8% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os números são de um estudo publicado na Nature Climate Change.
No mundo todo, houve uma redução de 17% no começo de abril, também em comparação ao mesmo período de 2019. Porém, a redução mais significativa veio de um setor com menor impacto global na emissão de gases, ainda que muito importante: os veículos terrestres. 43% de toda a economia de carbono durante a quarentena foi em decorrência da diminuição do número de veículos, mas eles, em geral, são responsáveis por apenas 20% das emissões.
O setor de indústria e energia atingiu os mesmos níveis dos veículos, apresentando influência em 43% do total da redução de emissões. A interrupção nas atividades de aviação foi responsável por 10%, e o restante dividido entre outros fatores.
Pandemia pode estar causando danos ao meio ambiente.
Embora haja menos poluição no mundo, cientistas dão, pelo menos, cinco grandes motivos para preocupação com o meio ambiente, em consequência da pandemia mundial.
Situação do Brasil é mais grave
O caso brasileiro é ainda mais preocupante. Um estudo feito pelo Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases do Efeito Estufa no Brasil mostrou que nosso país provavelmente irá seguir um caminho totalmente inverso ao do resto do mundo, culminando em aumento nas emissões durante 2020, mesmo com todos os meses de atividade industrial reduzida e menor tráfego veicular. Isso por conta do desmatamento, que vem sendo devastador – com uma média de 1,5 km² por hora.
Enquanto em países como a China o setor industrial é o grande responsável pela emissão de gases poluentes, no Brasil, o desmatamento é tão grave que chega a igualar os níveis industriais. E como os grileiros e madeireiros não estão parados na pandemia, o problema aumenta. A estimativa é que ao fim do ano, o aumento na emissão dos gases no país seja entre 10% e 20%.
Angélica Collado, editora de saúde que compartilha seu conhecimento no Saudável&Forte, alerta que este caminho seguido pelo Brasil pode colaborar para o agravamento da pandemia no país: “A poluição do ar está diretamente ligada ao surgimento de problemas respiratórios, que podem agravar os quadros da Covid-19, aumentando o número de mortes”, afirma.
Segundo especialista, pandemia do novo coronavírus terá pouco efeito no clima mundial, pois quando a epidemia global passar, a catastrófica poluição vai voltar.
Pandemia reduz poluição do ar, mas tem pouco efeito no clima, diz especialista.
Com o término da pandemia, mundo voltará a produzir CO2 em maior escala. (ecodebate)

terça-feira, 21 de julho de 2020

Provavelmente 2020 um dos 10 anos mais quentes já registrados

É muito provável que o ano 2020 (> 99,9%) esteja entre os dez mais quentes já registrados.
Temperatura global da superfície nos primeiros 5 meses do ano foi a segunda mais alta já registrada, um pouco atrás do forte ano El Niño de 2016. O mês de maio foi o mês mais quente já registrado, de acordo com os conjuntos de dados norte-americanos e europeus.
É muito provável que o ano 2020 (> 99,9%) esteja entre os cinco anos mais quentes e os dez mais quentes já registrados, de acordo com uma análise estatística feita por cientistas dos Centros Nacionais de Informação Ambiental da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA.
A análise foi baseada nas anomalias atuais e nas leituras históricas anuais da temperatura global, que confirmaram uma tendência de aquecimento em longo prazo devido aos gases de efeito estufa na atmosfera.
2015-2019 foi o período mais quente de cinco anos já registrado e 2010-2019 foi a década mais quente já registrada. Desde a década de 1980, cada década sucessiva tem sido mais quente do que qualquer década anterior desde 1850, de acordo com os relatórios State of the Global Climate da OMM.
Para atrair a atenção do público para as mudanças climáticas, transmitiu meteorologistas ao redor do mundo em 18 de junho, organizando a terceira campanha anual “Mets Unite Show Your Stripes”. As faixas de aquecimento mostram o aquecimento global em cidades e países ao redor do mundo. – com a concentração de anos “vermelhos” no século XXI. Essa tendência de longo prazo continua em 2020.
América do Sul, Europa e Ásia tiveram seu período mais quente de janeiro a maio já registrado. Grande parte da metade norte da Ásia viu temperaturas pelo menos 3,5°C (6,3°F) acima da média, de acordo com o relatório mensal global da NOAA. Temperaturas recordes de janeiro a maio estavam presentes em partes dos oceanos Atlântico, Sul do Pacífico e Sul da Índia.
Foi o mês de maio mais quente já registrado, de acordo com o Centro Europeu de Previsões Meteorológicas de Médio Prazo, que opera o Serviço Europeu de Mudanças Climáticas Copernicus, e usa conjuntos de dados que combinam milhões de observações meteorológicas e marinhas, inclusive de satélites, com saídas de modelos para produzir novas análises climáticas. Em todo o sistema climático.
A NOAA, que relata dados climatológicos mensais dos locais de observação, disse que em maio as temperaturas globais se vincularam a 2016. Era o 44º maio consecutivo e o 425º mês consecutivo com temperaturas, pelo menos nominalmente, acima da média do século XX. Os sete Mays mais quentes ocorreram nos últimos sete anos.
O Hemisfério Norte teve seu mês de maio mais quente já registrado, impulsionado por um calor excepcional na Sibéria, onde as temperaturas estavam até 10°C acima da média. O calor incomum no inverno e na primavera foi associado a um rompimento excepcionalmente precoce de gelo nos rios da Sibéria e a um derramamento maciço de diesel que, segundo relatos da mídia, se deve ao derretimento do permafrost sob os suportes do tanque.
“Embora o planeta como um todo esteja esquentando, isso não está acontecendo igualmente. Por exemplo, o oeste da Sibéria se destaca como uma região que aquece mais rápido que a média e onde as variações de temperatura de mês para mês e ano para ano, tendem a ser grandes. No entanto, o que é incomum neste caso é quanto tempo às anomalias mais quentes que a média persistiram”, segundo o Serviço de Mudança Climática do Copernicus.
O Serviço de Monitoramento Atmosférico de Copernicus informou que estava monitorando a atividade de incêndio no Círculo Polar Ártico.
Em contraste com a Sibéria, grande parte do Alasca viu temperaturas mais baixas do que a média em maio.
As temperaturas da superfície são apenas um indicador das mudanças climáticas. Outros são: calor oceânico, acidificação oceânica, nível do mar, geleiras, extensão do gelo do Ártico e do Ártico e dióxido de carbono atmosférico, que continua em níveis recordes. (ecodebate)

A temperatura global em 2020 pode ser recorde

A pandemia do novo coronavírus esfriou a economia, mas não chegou a esfriar muito a temperatura global. O mês de janeiro foi, entre os primeiros meses do ano, o mais quente desde 1880, quando começa a série de registros mundiais. Mas os meses de fevereiro a abril ficaram um pouco abaixo dos recordes de 2016. Contudo, o mês de maio voltou a marcar temperatura recorde.
As instituições de medição meteorológica dizem que o ano de 2020 pode ser mais quente do que os elevados números de 2016, isto porque as regiões árticas da Terra registraram aumentos continuados de temperatura, chegando ao ponto de deixar algumas cidades totalmente sem neve e com temperatura muito elevada.
O ano mais quente do século XX foi 1998 com uma anomalia de 0,65ºC em relação à média do século XX. Este nível foi aproximadamente igualado em 2005 e superado apenas em 2010 e 2014. Os anos de 2011 e 2012 apresentaram temperaturas inferiores às de 1998 e isto gerou muito questionamento sobre o aquecimento global, inclusive com muitos cientistas falando em “hiato climático”. Porém, a partir de 2014 os aumentos anuais da temperatura extrapolaram todas as tendências, marcando 0,99º C em 2016 e 0,95ºC em 2019, em relação à média do século XX (mas que representa em torno de 1,2ºC em relação ao período pré-industrial). Os 6 anos entre 2014 e 2019 foram os mais quentes da série histórica.
O gráfico abaixo, com dados da NOAA, mostra a temperatura mensal dos últimos 7 anos, que são os mais quentes da série que começou no final do século XIX. O ano de 2020 começou batendo todos os recordes para o mês de janeiro, manteve o segundo lugar em fevereiro, março e abril e voltou a apresentar recorde em maio. E 2020 nem é ano de El Niño.
Os dados acima mostram que o aquecimento global entrou em outro patamar. Isto é confirmado pela média dos cinco primeiros meses (janeiro a maio) na série histórica. O gráfico abaixo mostra a média dos primeiros 5 meses de 2016 foi de 1,16ºC. e em 2020 foi de 1,10ºC, ambos muito acima das médias dos outros anos. A tendência dos 5 meses da atual década (2011-20) apresentou um crescimento de 0,58º C no aquecimento. Um número impressionante e que indica que o limite de 1,5ºC colocado pelo Acordo de Paris deve ser atingido antes de 2030 e o limite de 2ºC deve ser atingido antes de 2040.
Matéria do jornal New York Times mostra que houve um declínio drástico nos primeiros meses do ano das emissões globais de gases de efeito estufa. No início de abril, as emissões globais de CO2 caíram cerca de 17 milhões de toneladas por dia, ou 17%, conforme mostra o gráfico abaixo. Mas em meados de junho, quando os países diminuíram seus bloqueios, as emissões subiram e ficaram apenas 5% abaixo da média de 2019. As emissões na China, que representam um quarto da poluição de carbono do mundo, parecem ter retornado aos níveis pré-pandêmicos.
Mas em meados de junho, quando os países diminuíram seus bloqueios, as emissões subiram e ficaram apenas 5% abaixo da média de 2019. As emissões na China, que representam um quarto da poluição de carbono do mundo, parecem ter retornado aos níveis pré-pandêmicos.
Os estudiosos estão surpresos com a rapidez com que as emissões se recuperaram e dizem que qualquer queda no uso de combustíveis fósseis relacionada ao coronavírus é temporária, a menos que os países tomem medidas concertadas para limpar seus sistemas de energia e frotas de veículos enquanto se movem para reconstruir suas economias em dificuldades.
O aquecimento global é a maior ameaça existencial à humanidade. Assim como existe uma emergência de saúde pública (por conta do coronavírus), existe também uma emergência climática por conta do aumento da temperatura global. O mundo precisa aprender com o trauma da covid-19 e acordar para a urgência de se resolver os problemas ambientais do século XXI. Senão teremos uma “Terra inabitável” como mostrou o jornalista David Wallace-Wells. O alerta já está dado, ninguém poderá ser pego desprevenido e desinformado no futuro próximo. (ecodebate)

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