terça-feira, 13 de abril de 2010

Prefeitura do Rio comprará casas para famílias das áreas de risco

Prefeitura do Rio de Janeiro/RJ, informa que vai comprar casa para 3,7 mil famílias que moram em áreas de risco.
Morro do Bumba, em Niterói, atingido por um deslizamento na última semana A prefeitura do Rio de Janeiro informou que vai arcar com as despesas da compra de imóveis para as cerca de 3,7 mil famílias que moram em áreas de risco na cidade e que terão de ser reassentadas. Segundo o prefeito Eduardo Paes, essas famílias deverão ser realocadas em unidades habitacionais construídas pelo Programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, mas custeadas pelo município. As 3,7 mil famílias moram em nove favelas cariocas. Mas o número de famílias reassentadas pode ser ainda maior, já que a empresa municipal de geotecnia, a Geo-Rio, ainda está fazendo um mapeamento das áreas de risco da cidade. A maior parte das remoções já previstas ocorrerá no Morro dos Prazeres, na zona norte da cidade, onde dezenas de pessoas morreram soterradas durante as chuvas da semana passada. Cerca de mil famílias serão retiradas desta área. As mil famílias do Morro dos Prazeres e mais 500 do Morro do Fogueteiro serão reassentadas em um conjunto habitacional que será construído no Centro da Cidade, no terreno do antigo complexo penitenciário Frei Caneca, que foi demolido. Apenas para assentar essas famílias no conjunto habitacional do Frei Caneca, deverão ser gastos R$ 12 milhões. Segundo o prefeito Eduardo Paes, não será difícil alojar todas as famílias que hoje moram em áreas de risco, já que existem pelo menos 20 mil unidades habitacionais sendo construídas no município do Rio, em programas como o Minha Casa, Minha Vida e o Programa de Arrendamento Residencial (PAR), também do governo federal. “A ideia é que a lógica desse reassentamento seja distinta daquela que já se fez em algum momento no Rio de Janeiro. Que as pessoas sejam reassentadas com dignidade para os locais mais próximos possíveis. No caso do reassentamento do Morro dos Prazeres e do Fogueteiro, as relações pessoais e com o lugar não serão abaladas. As pessoas poderão continuar estudando na mesma escola, frequentando o mesmo posto de saúde, tendo a mesma distância para seu local de trabalho”, disse Paes. Enquanto as unidades habitacionais estão sendo construídas, as famílias receberão um aluguel social no valor de R$ 400, pago pela prefeitura do Rio.

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