segunda-feira, 21 de março de 2011

Usinas do Brasil passarão por testes

As usinas nucleares brasileiras serão submetidas a testes pela Comissão Nacional de Energia Nuclear
O ministro brasileiro de Minas e Energia, Edison Lobão, afirmou ontem que as usinas nucleares instaladas no País passarão por rigoroso teste de segurança a ser realizado por técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear e da Eletronuclear.
"No momento, vamos fazer uma avaliação, assim como os outros países também farão. O objetivo é testar a nossa segurança", disse. Segundo ele, esse processo não paralisará as obras para a construção de Angra 3.
Questionado sobre a continuidade do programa nuclear brasileiro e os planos de construção de quatro usinas até 2030, Lobão afirmou apenas que, no momento, os testes têm prioridade. O ministro também disse que não haverá mudanças para os produtores de urânio no País. Segundo ele, o governo continuará garantindo a produção.
O ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, afirmou que possíveis mudanças no programa nuclear brasileiro dependem da definição de "novos protocolos internacionais de segurança". Ele também defendeu investimentos em outras fontes de energia.
"Felizmente, somos um país que tem alternativas. Acompanhamos com atenção o que ocorre no Japão, que, certamente, provocará debates sobre o futuro da energia nuclear. Novos protocolos surgirão e o Brasil exigirá todo o rigor do ponto de vista de segurança", disse.
Embora tenha dito que a energia nuclear sempre oferece riscos, Mercadante garantiu que Angra 1 e 2 "têm margem de segurança importante". O ministro explicou que, ao contrário do sistema japonês, o reator de Angra tem refrigeração independente e uma blindagem do prédio de contenção mais robusta.
"É inacreditável ter tanta segurança para construir uma usina e não ter na montagem dos geradores", criticou, referindo-se à usina de Fukushima.
Ele reiterou ontem que é importante não tomar medidas sem uma análise aprofundada de todas as implicações. Segundo Mercadante, existem atualmente 440 usinas nucleares em funcionamento no mundo há mais de 60 anos, e mais de 65 que estão em construção. "Então, a discussão internacional tem que ser feita com muito rigor", disse o ministro. (diariodonordeste)

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