terça-feira, 19 de julho de 2011

Ar piorou em 38% das cidades de SP

Ar piorou em 38% das cidades de SP monitoradas pela CETESB em 2010
Estado tem 159 municípios com ar considerado saturado por causa do poluente ozônio
O Estado de São Paulo tem 159 municípios com ar considerado saturado por causa do poluente ozônio (O3) - ou 60% das cidades monitoradas pela Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB). Os dados entre 2008 e 2010, que constam em classificação elaborada pela CETESB sobre a severidade do ar, mostram ainda que a qualidade do ar piorou em 38% das cidades, em comparação om o estudo realizado em 2009.
A poluição é medida em 42 estações espalhadas na capital, Região Metropolitana, Baixada Santista e regiões industrializadas. Os municípios em um raio de 30 km de onde ocorre a medição recebem a mesma avaliação. Entre as cem cidades em que houve piora do ar, 45 passaram do nível "não saturada" para quase saturada. O restante tornou-se saturada. A saturação é subdividida em três níveis: moderada, séria e severa. Cinquenta cidades têm grau severo. Sete também apresentam saturação por Material Particulado (MP) - os dois elementos são, hoje, os principais vilões da poluição.
Desde 2008, a CETESB classifica a saturação do ar no Estado para condicionar a liberação de licenças para empreendimentos nessas áreas à implementação de programas contra a poluição. Uma cidade é considerada com ar saturado se for apurado pelo menos um dia com poluição acima do padrão traçado.
No caso de novas empresas e indústrias, a CETESB obriga uma compensação mais criteriosa nas cidades em que há saturação. "Se determinada indústria vai ter emissões significativas de um poluente saturado na região, terá de compensar toda essa poluição e 10% mais", explica o gerente de Qualidade Ambiental da CETESB, Carlos Komatsu. "Pode instalar equipamentos técnicos ou renovar a frota de carros da prefeitura", exemplifica.
Ozônio e secura
O número de cidades com ar saturado por conta do ozônio teve aumento de 14% em relação ao ano anterior. Para a CETESB, o aumento se explica por causa de condições desfavoráveis do clima em 2010. "Houve um período de inverno muito seco e grandes períodos de insolação, que favorecem a formação do ozônio", afirma a gerente da Divisão de Qualidade do Ar, Maria Helena Martins.
O ozônio se forma a partir de reações químicas entre óxidos de nitrogênio e compostos orgânicos voláteis na incidência de luz solar. Quando a qualidade do ar está ruim por ozônio, pessoas com doenças respiratórias têm os sintomas agravados. As pessoas podem apresentar ardor nos olhos, nariz e garganta. (OESP)

Um comentário:

PaulaBertacini disse...

Cara Angela, encontrei seu blog quando você citou minha tese de doutorado (num outro post). A partir daí, passei a ver seus posts e gostaria de parabenizá-la por seu trabalho.
A pedido do jornal O Diário de São Paulo enviei alguns comentários enfocando a redução do teor de etanol na gasolina e os impactos ambientais e sobre a saúde humana desta recente medida. Assim, te escrevo a fim de contribuir para aa discussão sobre este assunto tão importante que ainda não recebe de nossos legisladores a devida atenção; infelizmente, a consideração acerca dos efeitos sobre a saúde de milhares de indvíduos expostos continuamente aos poluentes atmosféricos ainda não entrou na mesa de negociações.
Não sei ainda quando sai o texto mas espero que possa te ajudar a divulgar este assunto afinal, somente informações seguras podem ajudar na construção de pensamento crítico válido para a mudança de atitude.
um abraço

Paula Bertacini