quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Construção sustentável verde

Conceito
Não existe – ainda. A construção que busca ser sustentável usa materiais locais, reciclados e recicláveis. Usa técnicas vernaculares e/ou tecnologias testadas, certificadas. Tira partido do clima e do entorno para reduzir o consumo de energia e de água. Procura não produzir lixo, mas transformar os resíduos em insumos que voltam para a cadeia produtiva. Transforma terrenos degradados em infraestrutura verde. Usa o paisagismo funcional, além do estético. E vale lembrar que mesmo as edificações “zero energia”, que produzem o suficiente para o seu consumo, podem ter causado impactos como na extração de alguns insumos para materiais da construção.
Há nove passos principais para uma construção sustentável, que podem ser listados da seguinte maneira:
1. Planejamento Sustentável da Obra
2. Aproveitamento passivo dos recursos naturais
3. Eficiência energética
4. Gestão e economia da água
5. Gestão dos resíduos na edificação
6. Qualidade do ar e do ambiente interior
7. Conforto termo-acústico
8. Uso racional de materiais
9. Uso de produtos e tecnologias ambientalmente amigáveis
Parâmetros de Projeto Sustentável
Os passos que conceituam um projeto sustentável podem se desdobrar em parâmetros e ser cada vez mais detalhados conforme a complexidade do projeto e seu entorno.
Os parâmetros a seguir foram desenvolvidos a partir da estrutura de várias certificações para os Cadernos de Boas Práticas: Eficiência Energética em Edificações Brasileiras, publicação da Eletrobrás, PROCEL e IAB/RJ, dezembro de 2005, cadernos 1 e 2 e para cursos que ministro.
A idéia é trabalhar o estudo preliminar considerando o clima, o entorno e atender ao máximo as recomendações a seguir. Costuma dar bons resultados.
Escolha do terreno
Priorizar terrenos já degradados para recuperação;
Respeitar legislação local quanto a áreas de proteção ambiental;
Implantação visando orientação favorável ao clima local;
Proteção à formação de ilhas de calor;
Uso de vegetação para regular a temperatura do entorno, criação de micro-clima favorável;
Aproveitamento da topografia;
Transporte e acessibilidade de pessoas e insumos
Materiais e Recursos:
Uso de materiais locais, com propriedades térmicas adequadas ao clima;
Dependendo da escala, incentivar sistemas construtivos vernaculares com aporte tecnológico contemporâneo;
Uso de materiais de construção de baixo consumo energético, reutilizados, reciclados ou recicláveis;
Escolha de materiais considerando o conforto térmico, acústico e lumínico;
Considerar manutenção e durabilidade;
Considerar emissões nocivas no ciclo de vida do material;
Projeto com espaços específicos para reciclagem;
Uso de materiais certificados;
Minimizar resíduos da obra e previsão de sua reciclagem e/ou destino.
Tecnologias ativas e passivas:
Prioridade para a performance energética passiva ou com aporte ativo restrito;
Uso de sistemas de ventilação e iluminação natural;
Uso proposital do sombreamento ou insolação de fachadas conforme o clima;
Balanceamento da proporção de aberturas nas fachadas conforme o clima;
Recursos para diminuição da carga térmica e do consumo de energia elétrica para o conforto térmico;
O uso de energias renováveis, co-geração e outras tecnologias;
Uso de lâmpadas e luminárias eficientes;
Uso de controle de presença
Redução ereuso da água:
Captação da água de chuva para irrigação, limpeza, descargas;
Filtragem e reuso de águas servidas;
Medição individual (por unidade) do consumo d’água;
Barragens, lagos, sistemas artificiais para armazenamento de águas pluviais;
Cálculos de redução de consumo, energia, impactos
A Avaliação financeira:
Avaliações de custos de investimentos e tempo de retorno;
Análise comparativa da eficiência energética predial
Amenidades:
Fatores criativos não necessariamente ligados à eficiência energética, mas que tragam qualidade ao prédio eficiente;
Funcionalidade;
Estética;
Inovações tecnológicas (inverde)

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