sábado, 3 de dezembro de 2011

Brasil é o 4º país com mais prédios sustentáveis

Mesmo com sua paisagem cinzenta e repleta de concreto, São Paulo está cada vez mais verde. Bem, pelo menos os prédios estão. A cidade já tem atualmente 28 empreendimentos sustentáveis com certificações Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês), concedidas pela Green Building Council Brasil há quatro anos a projetos ambientalmente corretos. Esse número pode crescer ainda mais nos próximos anos, já que ainda há outros 250 edifícios em processo de certificação pela entidade.
Para ganhar o título, o empreendimento precisa adotar conceitos de sustentabilidade, como reaproveitamento de energia, uso eficiente da água e utilização de materiais ecologicamente corretos na construção. Muitos prédios paulistanos, por exemplo, já investem até 10% de seu orçamento em ações inteligentes, como o uso de equipamentos economizadores de água, elevadores com um mecanismo que recupera a energia durante as frenagens, reciclagem de lixo, estacionamento com vagas preferenciais para veículos movidos a álcool e até o uso de energia elétrica proveniente de pequenas centrais hidrelétricas.
Com o crescente interesse nesse tipo de edifício, São Paulo está fazendo com que o País já ganhe de fato relevância no tema no cenário internacional. Atualmente, o mercado brasileiro já ocupa o quarto lugar no ranking de maior número de prédios verdes certificados. Com 37 edifícios nessa categoria e outros 367 em processo de certificação, o País fica atrás só dos Estados Unidos, Emirados Árabes e China.
Prêmio. Esses edifícios verdes já contam até com um prêmio só para eles. Na semana passada, a Green Building Council Brasil divulgou os vencedores da primeira edição de sua premiação voltados exclusivamente para as construções sustentáveis. O Eldorado Business Tower, prédio na zona sul paulistana projetado pelo escritório Aflalo & Gasperini, por exemplo, ganhou como 'empreendimento sustentável'. Ele já havia recebido a certificação Leed em 2006. Com diversas ações em sua construção - como o tratamento e aproveitamento das águas de condensação do ar-condicionado para o uso na irrigação de áreas verdes -, o prédio consegue hoje atingir 50% de economia de água e 30% de economia em energia.
A Green Building Council Brasil também premiou o arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP) Siegbert Zanettini, responsável por 1,2 mil projetos feitos em mais de 5 milhões de metros quadrados. É seu, por exemplo, o desenho da Panamericana Escola de Arte e Design em São Paulo.
'O objetivo do prêmio é de fato divulgar ainda mais a importância dos edifícios sustentáveis, mostrar que é possível fazer construções preocupadas com o ambiente', diz Marcos Casado, gerente técnico do
Green Building Council Brasil. (OESP)

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