segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Queimada na floresta amazônica

Queimada na floresta amazônica
Amazônia: Entre abril e julho, 650,3 Km2 de desmatamento e degradação foram identificados pelo DETER/INPE
INPE divulga dados do DETER
Entre abril e julho, 650,3 km2 de áreas de alerta de desmatamento e degradação foram identificados pelo DETER, o sistema baseado em imagens de satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) destinado a orientar a fiscalização na Amazônia Legal.
Desse total, 232,6 km2 foram verificados em abril, 97,5 km2 em maio, 107,5 km2 em junho e 212,7 km2 em julho. A tabela a seguir distribui esses valores (em km2) entre os Estados da Amazônia Legal:
Estados/Meses – Abril – Maio – Junho - Julho
Acre - _ - 1,33 - _ - 1
Amapá - _ - _ - _ - _
Amazonas – 2,12 – 12, 8 – 5,72 – 18,46
Maranhão - _ - 1,79 – 2,46 – 6,67
Mato Grosso – 178,3 – 34,3 - 47,68 – 51,12
Pará – 33,46 – 23,7 – 37,73 – 92,98
Rondônia – 18,19 – 22,7 – 13,24 – 37,52
Roraima - _ - _ - _ - _
Tocantins – 0,48 – 2,34 – 0,67 – 5,95
Total – 232,6 – 97,5 – 107,5 – 121,7
Em função da cobertura de nuvens variável de um mês para outro e, também, da resolução dos satélites, o INPE não recomenda a comparação entre dados de diferentes meses e anos obtidos pelo sistema DETER.
Confira os relatórios mensais completos na página www.obt.inpe.br/deter
Sobre o DETER
Realizado pela Coordenação de Observação da Terra do INPE, o DETER é um serviço de alerta de desmatamento e degradação florestal na Amazônia Legal, com base em dados de satélite de alta frequência de revisitação.
Informações geradas pelo DETER são enviadas quase que diariamente ao IBAMA, que utiliza seus alertas para orientar a fiscalização e garantir ações eficazes de controle da derrubada da floresta.
O DETER utiliza imagens do sensor Modis do satélite Terra, com resolução espacial de 250 metros, que possibilitam detectar polígonos de desmatamento com área maior que 25 hectares. Nem todos os desmatamentos são identificados devido à eventual cobertura de nuvens.
A menor resolução dos sensores usados pelo DETER é compensada pela capacidade de observação diária, que torna o sistema uma ferramenta ideal para informar rapidamente aos órgãos de fiscalização sobre novos desmatamentos.
Este sistema registra tanto áreas de corte raso, quando os satélites detectam a completa retirada da floresta nativa, quanto áreas classificadas como degradação progressiva, que revelam o processo de desmatamento na região.
Os números apontados pelo DETER são importantes indicadores para os órgãos de controle e fiscalização. No entanto, para computar a taxa anual do desmatamento por corte raso na Amazônia, o INPE utiliza o PRODES (www.obt.inpe.br/prodes), que trabalha com imagens de melhor resolução espacial capazes de mostrar também os pequenos desmatamentos.
A cada divulgação sobre o sistema de alerta DETER, o INPE apresenta também um relatório de avaliação amostral dos dados. Os relatórios, assim como todos os dados relativos ao DETER, podem ser consultados em www.obt.inpe.br/deter. (EcoDebate)

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