sábado, 23 de março de 2013

Pegada hídrica: medindo o consumo de água

A pegada hídrica (PH) de um indivíduo, comunidade ou empresa é o volume total de água doce que é utilizado para produzir os bens e serviços consumidos por estes, portanto, é um indicador do consumo de água doce. Ela é baseada no mesmo raciocínio da pegada ecológica, mas ao invés de usa área (em hectares), utiliza o volume de água, geralmente em medido em metros cúbicos.
A pegada hídrica de um indivíduo ou comunidade pode ser estimada multiplicando-se todos os bens e serviços consumidos por seus respectivos conteúdos de água virtual. A PH de uma nação consiste de partes interna e externa, sendo a interna referente ao consumo dos recursos hídricos dentro do país, enquanto a externa se refere à apropriação dos recursos hídricos de outros países. O entendimento da PH de uma nação é altamente relevante para o desenvolvimento de políticas nacionais mais adequadas.
Na média anual, os norte-americanos têm uma PH de 2.482 m3. Já a média global é de 1.243 m3 e a do Brasil é de 1.381 m3. Cerca de 38% da PH global refere-se à três países: China, Índia e Estados Unidos. O próximo país no ranking é o Brasil, com uma PH total de 482 Gm3/Ano (Hoekstra e Mekonnen, 2012). A maioria dos usos de água ocorre na produção agrícola destacando também um número significativo de volume de água consumida e poluída nos setores industriais e domésticos.
A PH permite que as iniciativas públicas e privadas, assim como a população em geral, entendam o quanto de água é necessário para a fabricação de produtos ao longo de toda a cadeia produtiva, ou seja, como indicador de sustentabilidade, a pegada hídrica é capaz de monitorar o impacto humano sobre o meio ambiente. Desta forma, os segmentos da sociedade podem quantificar a sua contribuição para os conflitos de uso da água e degradação ambiental nas bacias hidrográficas em todo o mundo.
Um aspecto interesse da PH é seu uso de atividades de educação ambiental, já que está enraizado no reconhecimento de que os impactos humanos nos sistemas de água doce podem estar ligados ao nosso consumo, e que questões como a escassez de água e a poluição podem ser melhores compreendidas e tratadas, considerando a produção e cadeias de suprimento como um todo (Lamim-Guedes, 2012). (EcoDebate)

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