Represa de Bragança Paulista (SP), que faz parte do Sistema
Cantareira. Apesar das chuvas do final de semana, o nível dos reservatórios do
Sistema Cantareira continua em queda. Em 24/02/14 o índice que mede
o volume de água armazenado caiu para apenas 17,1% da capacidade total das
reservas, pior marca já registrada na história. Em 21/02/14 o nível era
de 17,7%.
As chuvas dessa última semana de fevereiro ainda não
resolveram o problema de esvaziamento dos reservatórios Sistema Cantareira,
maior fonte de abastecimento da Grande São Paulo, em 25/02/14 atingiram 16,9% de sua capacidade.
O índice, pior registrado desde sua construção, em 1974,
confirma os estudos de projeção feitos pela Companhia de Saneamento Básico do
Estado de São Paulo (Sabesp), que opera o sistema, que apontavam que em março
as represas chegariam a 16% de sua capacidade.
O cenário só deve começar a estabilizar a partir deste final
de semana. Previsão da Somar Meteorologia divulgada na segunda mostrou que uma
frente fria estaciona na Região Sudeste do País a partir do
início do fim de semana prolongado de Carnaval.
A previsão é que deve chover intensamente a partir do sábado
e assim permanecerá até o dia 6, nos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Rio
de Janeiro. As precipitações atingirão também o Sul de Minas e a região de
Bragança Paulista, área de influência para a recarga dos rios e represas que
compõem o Cantareira.>>Em Camanducaia (MG), área de nascente de um dos
rios que abastecem o Cantareira, choverá em uma semana quase o volume todo esperado
para o mês de março. Com isso, a Sabesp espera que a partir do próximo mês as
represas começarão a encher.
Só um dilúvio resolveria o problema de reserva de água do
Cantareira para os meses de seca, que começam a partir de abril, com a chegada
do frio. Estudos técnicos do Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari
e Jundiaí (PCJ) apontam que precisaria chover em dois meses cerca de 1 mil
milímetros para que as represas entrem no período de inverno com 50% da
capacidade.
Para se ter uma ideia, em 2010, na última grande cheia do
sistema, quando as comportas tiveram que ser abertas pela primeira vez para que
não transbordassem, choveu 1,5 mil mm em todo ano. "Para a elaboração
desse cálculo levamos em conta que 25% das chuvas infiltram ou se perdem, 75%
das chuvas irão encher os reservatórios e a chuva cairá em 50% da área de
drenagem", explica José Cézar Saad, coordenador de projetos do Consórcio
do PCJ.
Segundo boletim do grupo anticrise do Cantareira, criado por
determinação dos governos federal e estadual, o volume de água que está
entrando dos rios nos reservatórios (8 mil litros por segundo) equivale a 13%
da média para o período.
Pelo documento, se consideramos apenas as represas que
entram na partilha da água entre a Grande São Paulo e a região de Campinas, o
volume de água que pode ser usado está em 16,6% de sua capacidade.
O Cantareira abastece 8,8 milhões de pessoas na Grande São
Paulo e ainda 5,5 milhões de pessoas na região de Campinas. (yahoo)

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