O aquecimento dos polos é responsável pelo inverno dos EUA e
Grã-Bretanha?
A ideia é que existe uma corrente a jato, um’rio de ar’
muito potente, movida pela diferença de temperatura entre o ártico e o resto do
planeta.
As temperaturas no ártico aumentaram mais do que no resto do mundo e
o primeiro inverno sem gelo pode estar chegando.
A mudança climática deveria se desenvolver lentamente ao longo das
décadas. Mas isso não se aplica ao extremo norte do planeta, como aqueles que
compareceram ao congresso da Associação Americana para o Avança da Ciência
foram lembrados na apresentação sobre a mudança climática no Ártico.
As temperaturas lá são 2°C mais altas que sua média de longo prazo
(cerca do dobro do aumento do resto do mundo), e as camadas superiores de
partes do Oceano Ártico estão mais quentes do que jamais estiveram nos últimos
2.000 anos. O gelo marítimo de verão tem desaparecido mais rápido do que até os
mais pessimistas dos pesquisadores estimavam, sendo que agora alguns deles
preveem o primeiro verão completamente sem gelo já na década de 2020.
As temperaturas no ártico aumentaram mais do que no resto do mundo e
o primeiro inverno sem gelo pode estar chegando.
A mudança climática deveria se desenvolver lentamente ao longo das
décadas. Mas isso não se aplica ao extremo norte do planeta, como aqueles que
compareceram ao congresso da Associação Americana para o Avança da Ciência
foram lembrados na apresentação sobre a mudança climática no Ártico.
As temperaturas lá são 2°C mais altas que sua média de longo prazo
(cerca do dobro do aumento do resto do mundo), e as camadas superiores de
partes do Oceano Ártico estão mais quentes do que jamais estiveram nos últimos
2.000 anos. O gelo marítimo de verão tem desaparecido mais rápido do que até os
mais pessimistas dos pesquisadores estimavam, sendo que agora alguns deles
preveem o primeiro verão completamente sem gelo já na década de 2020.
O Ártico, no entanto, não está isolado do resto do mundo; mudanças
rápidas lá podem gerar efeitos em outros lugares. Se isso já está ou não
acontecendo foi uma questão abordada por Jennifer Francis, cientista da
atmosfera da Rutgers University. Assim como boa parte dos EUA, Chicago recebeu
uma frente fria intensa e prolongada em janeiro que fez com que as temperaturas
caíssem até -27°C, a mais baixa desde 1884. Enquanto isso, os britânicos que se
encontravam na conferência vinham de um país castigado pelas piores chuvas de inverno
dos últimos dois séculos e meio, além de uma sucessão aparentemente infindável
de tempestades e temporais oriundas do oceano Atlântico.
Ativistas nos dois países foram rápidos em culpar a mudança
climática pelo tempo ruim, mas as coisas não são simples no reino da
climatologia. O melhor que a Dra. Francis pôde oferecer foi uma teoria que
explica porque um Ártico mais quente pode causar um clima mais intenso em
latitudes médias, e algumas sugestões preliminares, mas sugestivas, de que isso
já está acontecendo.
Sua ideia está relacionada à corrente a jato, um “rio de ar”
potente, persistente e em alta altitude que flui no planeta de oeste para
leste, afetando o clima ao longo do seu curso. A corrente a jato é movida em
parte pela diferença de temperatura entre o frio ar do Ártico e o do resto do
planeta. Uma vez que o Ártico está se aquecendo mais rápido que o resto do
planeta, essa diferença está diminuindo. Isso muito provavelmente tornará menos
potente a corrente a jato. E uma corrente a jato menos potente é uma corrente
mais instável. (opiniaoenoticia)

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