Racionamento é ‘decisão técnica’, diz Alckmin; Cantareira
cai a 16,8%
As chuvas dessa última semana de fevereiro ainda não resolveram o
problema de esvaziamento dos reservatórios Sistema Cantareira, maior fonte de
abastecimento da Grande São Paulo, que em 26/02/14 atingiram 16,8% de sua
capacidade.
O índice, pior registrado desde sua construção, em 1974, confirma os
estudos de projeção feitos pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São
Paulo (Sabesp), que opera o sistema, que apontavam que em março as represas
chegariam a 16% de sua capacidade.
Os reservatórios da Grande SP
A pluviometria do dia, que mede quanto choveu sobre a região, foi de 2,6
milímetros. No mês, o acumulado é de 63,2 milímetros, ante a média histórica de
fevereiro, de 202,6 milímetros de precipitação.
Ontem, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), afirmou que um
eventual racionamento de água na capital "é uma decisão técnica que está
sendo monitorada dia a dia pela Sabesp ".
Em outras oportunidades recentes, Alckmin garantia, sempre quando
indagado, que não se trabalhava com corte de fornecimento. "Nós vamos
decidir mais para frente", disse.
O governador voltou a afirmar, porém, que a situação é localizada no
Sistema Cantareira. "Estamos frente a uma situação extremamente
excepcional. E ela não é uniforme. Tem lugar que chove demais e tem lugar que
chove de menos", afirmou.
Falta de chuvas afetam abastecimento de água em São Paulo
Alckmin reafirmou ainda que o governo já está trabalhando para utilizar
os 400 milhões de metros cúbicos do chamado "volume morto" (parcela
do reservatório não disponível para o uso operacional normal).
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Segundo o governador, também "já está pronto o projeto das
ensacadeiras, dos canais e das bombas" para facilitar a captação.
"Não que a gente pretenda utilizar agora, mas vamos deixar tudo
preparado para o inverno, caso haja necessidade", disse.
O governador destacou o sucesso no programa de concessão de bônus por
redução de consumo. "Teve um bom resultado, tivemos uma economia de 2,1
metros cúbico por segundo", afirmou.
Previsão
O cenário de redução do sistema só deve começar a ser revertido com
força neste fim de semana. Previsão da Somar Meteorologia, mostra que uma
frente fria deve estacionar na região Sudeste do país a partir de 28/02/14.
A previsão é de que deve chover intensamente a partir de 01/03/14 nos
Estados de São Paulo, Minas e Rio. As precipitações atingirão também o sul de
Minas e a região de Bragança Paulista, área de influência para a recarga dos
rios e represas que compõem o Cantareira.
Em Camanducaia (MG), área de nascente de um dos rios que abastecem o
Cantareira, choverá em uma semana quase o volume todo esperado para março. Com
isso, a Sabesp espera que no próximo mês as represas comecem a encher.
Quanto precisa chover?
No entanto, há especialistas que se mantêm pessimistas e dizem que
"só um dilúvio" resolveria o problema de reserva de água do
Cantareira para os meses de seca, que começam em abril, com a chegada dos dias
mais frios.
Segundo levantamento feito por especialistas na semana passada, o
Sistema da Cantareira precisa de 66% da chuva que ele recebe em um ano para que
o reservatório se recupere. A quantidade foi calculada em um estudo técnico do
Consórcio Intermunicipal PCJ, das bacias dos rios Piracicaba, Capivari e
Jundiaí.
O engenheiro civil José Cézar Saad, um dos responsáveis pelo estudo,
afirma que para enfrentar o período de estiagem, que começa entre abril e maio
e vai até setembro, é necessário atingir 50% do volume dos reservatórios da
Cantareira. Para completar a quantidade que falta, o Sistema precisaria
receber, em um dois meses, 1.060 mm de chuva. A média de chuva da região é de
1.600 mm por ano.
Por dia, precisaria chover 17,5 mm. Isso, segundo Saad, seria um volume
de água problemático, capaz de provocar alagamentos, se concentrado em cinco ou
dez minutos, mas não causaria danos se fosse acumulado em três ou quatro horas.
(uol)





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