sábado, 5 de abril de 2014

Cantareira atinge menor nível em 39 anos

Reservatório da Cantareira atinge menor nível em 39 anos
Em 39 anos de operação do reservatório da Cantareira, o principal fornecedor de água para a Grande São Paulo atinge o seu nível mais crítico: 22,4% da capacidade total.
A afirmação é do diretor metropolitano da Sabesp, Paulo Missato Yoshimoto.
Há um ano, 52% dos reservatórios estavam completos.
Segundo Yoshimoto, a quantidade de chuva no reservatório nos últimos dois meses é a menor desde 1930, quando começou a medição. Em dezembro de 2013 choveu 60 mm -o menor número havia sido de 104 mm.
Houve 87,7 mm de chuvas na região desde o início do ano. A média para o mês é de até 300 mm. "A capacidade de armazenamento das nossas represas é de 1 bilhão de m³ de água, mas neste ano só temos 222 milhões", diz.
Segundo ele, a previsão estendida do Cptec (Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos) é que as chuvas voltem a atingir a região da Cantareira a partir da segunda semana de fevereiro.
"Este é um verão totalmente anormal", diz o diretor.
A Sabesp evita falar em racionamento, e diz que a atual saída é buscar alternativas.
Para evitar mais problemas, cerca de 1,6 milhão de habitantes da zona leste de São Paulo, em bairros como São Miguel Paulista, Vila Carrão e Itaim Paulista, estão sendo abastecidos pela bacia do Alto do Tietê.
A empresa tem investido em anúncios em TVs e jornais para incentivar o consumo moderado de água.
O diretor afirmou que a Grande São Paulo também tem o abastecimento prejudicado devido à sua localização. "Nós estamos na nascente do Tietê, mas temos população e produção muito grandes, o que prejudica."
A Sabesp abriu uma licitação, por meio de uma parceria público-privada, para construir uma adutora para buscar água na represa do rio São Lourenço, na bacia do Ribeira do Iguape, para abastecer mais 1,5 milhão de pessoas. Já há um consórcio vencedor. A construção custará R$ 2,2 bilhões e deve ser concluída em 2018. (uol)

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