sábado, 5 de abril de 2014

Furnas desliga usina para preservar nível da represa

Sistema Furnas desliga uma de suas usinas para preservar nível da represa
Reservatório, que fica em Minas, opera com menos de 30% da capacidade.
Furnas chega a perder, por minuto, o volume de água de 12 piscinas olímpicas.
No Sistema Furnas, uma usina está sendo desligada algumas horas por dia para ajudar um reservatório ameaçado pela estiagem.
Um degrau de 90 metros de altura separa as turbinas de furnas da água cada vez mais escassa. O reservatório, do tamanho de seis Baías de Guanabara, está com menos de 30% de sua capacidade. Preocupante para um fim de março, quando começa a estiagem na região.
O gerente de furnas, Antônio Sérgio, não grava entrevista, mas confirma que uma das usinas da represa já vem sendo desligada durante algumas horas do dia.
Com a falta de chuvas, os rios que abastecem o reservatório de Furnas estão mais baixos e não conseguem suprir totalmente as necessidades de nove usinas que dependem diretamente desse lago. Hoje, o volume de entrada é de 300 m3 por segundo e o de saída chega a 500 m3. Ou seja, Furnas libera por segundo 200 m3 de água a mais do que recebe. Na prática, significa que esse reservatório perde, por minuto, o volume de 12 piscinas olímpicas.
Em nota ao Jornal da Globo, o presidente do ONS (Operador Nacional do Sistema), Hermes Chipp, confirma que o nível de furnas está em 28% do volume útil . Ele reconhece que a situação é desfavorável, mas sob controle. Ele não fala do desligamento das turbinas e, no entanto, admite a busca de soluções para reduzir a vazão.
Nos 34 municípios mineiros banhados pelo Lago de Furnas, os prejuízos já são bem visíveis. Em Campo do Meio (MG), a Avenida Beira-Lago é agora “Beira Mato”. A margem foi parar a mais de 3 km.
Em Fama (MG), os pescadores reclamam que os peixes estão escassos. Os balseiros já preveem a suspensão das travessias. “A previsão é que a balsa vai parar daqui a uns dois, três meses”, conta o balseiro Samuel Lucas Luiz.
Para uma região que depende da chuva, o azul do céu é um preocupante limite. (g1)

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