quinta-feira, 15 de maio de 2014

Recomendação de redução de 6% no consumo

PSR mantém recomendação de redução de 6% no consumo
Consultoria mostra que se nada for feito pode-se ter um nível de arrependimento de 46%, com reservatórios chegando a 10%.
A PSR manteve e explicou seu posicionamento de ser mais prudente a redução do consumo em 6% durante o período seco, de maio a novembro, para se evitar medidas mais drásticas. Segundo a consultoria, a recomendação resulta de uma análise técnica cujo objetivo é minimizar o prejuízo para a sociedade. "A PSR tem plena consciência da dificuldade da decisão, e toma extremamente a sério os impactos sociais do sistema", afirma a consultoria na nova edição do Energy Report: Setor Elétrico pós-Verão: a odisseia continua?
A consultoria fez uma longa análise de como chegou ao indicador e porque seus números diferem dos do governo. A PSR apresentou cálculos com dois níveis de arrependimento de se adotar ou não a medida de redução do consumo em várias faixas. Se não for adotada nenhuma medida de redução do consumo, há chance de arrependimento de 46%, ou seja, nesses cenários simulados o nível de armazenamento até novembro ficará inferior a 10%. Este caso, é de um arrependimento tipo 2, que é aquele por uma decisão insuficiente, como não racionar.
Do outro lado, está o tipo 1, que o arrependimento retrospectivo por uma decisão severa demais, na simulação, com corte de 12%, poderia haver um arrependimento de 38%. Isto porque, apesar de chegar com um nível maior de armazenamento em novembro ser bom para a segurança do sistema, o valor deste benefício é menor do que o custo imposto à sociedade pela redução preventiva.
Por isso, a PSR explica que a melhor decisão é se encontrar um ponto que equilibre os arrependimentos. E isto é alcançado no nível de redução de 6% do consumo de maio a novembro. A consultoria afirmou que "a diferença entre a percepção governamental sobre a segurança de suprimento e a visão da PSR resulta principalmente de um viés otimista dos modelos de simulação oficiais com relação à realidade operativa do sistema". (canalenergia)

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