sábado, 31 de janeiro de 2015

Acordo de Lima cortará gases de efeito estufa

Acordo de Lima pode avançar em corte de gases de efeito estufa
Lima pode avançar em corte mais severo de gases de efeito estufa.
Negociadores de 195 países decidiram avançar em Lima no texto-base do acordo final sobre redução de emissões de gases do efeito estufa a ser assinado em Paris, em novembro de 2015. Copiado pela imprensa e por organizações não-governamentais na 20.ª Conferência das Partes sobre Mudanças Climáticas (COP-20), no Peru, esse rascunho amplia a ambição do acordo de Paris ao mencionar seu objetivo final de impedir o aumento da temperatura média do planeta superior a 2ºC “ou 1,5ºC” até o fim deste século.
Os textos anteriores se restringiam à meta de 2ºC. O valor de 1,5°C imporá ao mundo um corte mais severo de emissões, entre 2020 e 2100.
O rascunho não tem valor legal e tampouco foi plenamente digerido por grande parte dos negociadores presentes em Lima. “Se vocês não entenderam, não se preocupem, não são os únicos”, disse uma diplomata europeia. Mas é considerado bom começo para a discussão.
“Sairá um rascunho melhor daqui de Lima, com status jurídico claro”, declarou um negociador brasileiro. O Brasil e outros países esperam anexá-lo ao texto final da COP20, de Lima, cuja versão preliminar igualmente foi copiada em 08/12/14. Esse segundo texto traz o modelo segundo o qual as negociações de 2015 devem ser conduzidas e as ofertas nacionais, apresentadas. Terá de definir, entre outras questões básicas, qual o ano-base de comparação para os cortes de gases.
Círculos
No desenho do texto final, a proposta brasileira de criar “círculos concêntricos” vem ganhando força. Trata-se de um meio-termo entre os países desenvolvidos e em desenvolvimento. A fórmula prevê que os primeiros, no círculo central, terão de fazer ofertas mais ambiciosas.
Os demais, como o Brasil, fariam ofertas adequadas a suas condições. Mas deixariam claro os compromissos de convergir para o centro. “Nenhuma proposta atraiu tanta atenção em Lima”, afirmou o ministro Raphael Azeredo, diretor do Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty. (em)

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