segunda-feira, 7 de setembro de 2015

O Passado e o Futuro do Cantareira

No mês em que a crise do maior manancial paulista completa 1 ano, o 'Estado' traz cronologia completa da pior seca da história e uma ferramenta inédita que permite simular como ficará o sistema em 2015.
O Passado e o Futuro
Em 27/01/14 a Sabesp emitiu o primeiro alerta público para a seca no Sistema Cantareira. À época, o principal manancial paulista, que abastecia 8,8 milhões de pessoas só na região metropolitana, estava com 23,1% da capacidade, índice mais baixo dos últimos dez anos até então. Segundo a companhia, "a falta de chuvas em dezembro", a pior em 84 anos de registros, "agravou" o problema. "Neste momento é muito importante a sua colaboração. Economize água", pediu aos consumidores em um comunicado de 30 segundos na TV.
Dados oficiais levantados pelo Estado mostram, contudo, que a estiagem já rondava as represas do manancial. Desde agosto de 2012, o Cantareira recebe um volume de chuva e de seus rios afluentes abaixo da média história. Mesmo assim, a quantidade de água retirada dos reservatórios continuou próxima do limite máximo para atender a Grande São Paulo e mais 5 milhões de pessoas na região de Campinas e Piracicaba. A partir de maio de 2013, o manancial inicia uma trajetória de queda que perdura até hoje, após dois verões.
Um plano de rodízio para os clientes do Cantareira foi feito em janeiro pela Sabesp, conforme revelado pelo Estado em agosto do ano passado, mas o governo estadual vetou a medida, alegando que ela traria prejuízos à população de baixa renda. Vieram o bônus na conta para quem diminuir o consumo, a transferência de água entre sistemas, uma redução cada vez mais drástica da pressão na rede e, mais recentemente, a multa para os chamados "gastões". Mas as chuvas, não. E até agora todas as ações foram insuficientes para impedir o iminente colapso do Cantareira.
Sem o maior sistema de abastecimento do Estado, os moradores da Grande São Paulo e parte do interior poderão sofrer com longos períodos sem água, uma vez que as obras que podem amenizar a crise só ficam prontas a partir de 2016 e as chuvas continuam uma incógnita. Este especial traz a cronologia completa de 1 ano da crise, com as principais reportagens sobre o tema, um simulador inédito que permite projetar como estará o manancial no decorrer deste ano, além do drama de quem já vive a escassez e as dicas para economizar.
(OESP)

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