El
Niño perde força, mas continua atuando até o início do outono/16 no Brasil.
El
Niño influencia clima no Brasil até o início do outono/16 e beneficia plantio
em EUA.
El
Niño perde forças, mas continua influenciando clima até início do outono no
Brasil.
EUA
terá condições favoráveis para início do plantio.
La
Niña terá pouca influência na próxima safra, mas pode trazer problemas para as
lavouras em 2017.
La
Niña deve chegar apenas no segundo semestre, pode atrasar início das chuvas no
Brasil, mas depois dará regularidade às precipitações.
O fenômeno climático El
Niño de 2015/16, um dos três mais fortes dos últimos 50 anos, começou a perder
força, mas deve continuar influenciando o clima no Brasil até o outono.
Com o resfriamento das
águas do pacifico a possibilidade de termos a safra 2016/17 influenciada por
outro fenômeno climático é grande. O La Niña pode trazer condições climáticas
bastante adversas ao que ocorreu nas safras 2014/15 e 2015/16 do Brasil.
Segundo o
agrometeorologista da Somar, Marco Antônio dos Santos, ainda sobre influencia
de El Niño nos próximos meses as chuvas devem retornar ao sul do Brasil e
diminuírem de intensidade na região norte.
Neste sentido, poderemos
ter um retorno das precipitações no mês de maio para a região central do país,
favorecendo o desenvolvimento do milho safrinha e das culturas de segunda safra.
"Nós só não veremos mais a influencia do El Niño provavelmente ao longo do
outono e principalmente no inverno", acrescenta o agrometeorologista.
La Niña
Apesar de não
confirmado, a possibilidade do esfriamento das águas do pacífico no segundo
semestre de 2016 são consideráveis. De acordo com agências meteorológicas de
todo o mundo, dos últimos 15 eventos de El Niño, 11 foram seguidos de La Niña.
Segundo Santos, caso o
fenômeno climático se confirme poderemos ter um inverno mais rigoroso no
Brasil, "pois as massas de ar polar entram com mais facilidade no
território brasileiro", e esse cenário é favorável ao desenvolvimento de
geadas, principalmente as tardias a partir de junho.
Além disso, na transição
entre o inverno e a primavera as previsões indicam um período de pouca chuva no
sudeste, centro-oeste e matopiba, ao contrário de sul onde espera-se chuvas,
ainda que em volumes menores do que ocorreu no ano passado.
"Esse cenário é uma
boa tendência para as culturas de inverno como o trigo, que foi extremamente
castigada por conta da chuvarada que ocorreu nas duas últimas primaveras",
explica Santos.
Na primavera, devido a
La Niña, podemos ter um atraso na chegada das chuvas principalmente do Brasil
Central, mas de maneira oposta ao que ocorreu na temporada 2015/16, mesmo com o
retardamento das precipitações, elas deverão retornar em outubro com maior
regularidade, sendo benéfico para o desenvolvimento das lavouras de verão.
Para o sul, o período do
verão dependerá da intensidade que o fenômeno climático alcançará. Segundo
Santos, quanto mais forte o La Niña, menos chuvas chegarão aos estados do Rio
Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e podendo incluir também o sul do Mato
Grosso do Sul.
EUA
Nos Estados Unidos, o
enfraquecimento do El Niño também será favorável para a implantação das
lavouras, principalmente o milho. De acordo com o agrometeorologista, as
temperaturas mais altas favorecem o degelo da neve e facilita o aquecimento da
temperatura do solo.
A possibilidade de La
Niña, no entanto, não é benéfica para o desenvolvimento das lavouras dos
Estados Unidos. No meio-oeste há possibilidade de períodos prolongados de
estiagem durante o verão norte-americano.
"Agora se nós vamos
ter quebras significativas nas lavouras americanas, isso é outro detalhe,
porque vai depender muito das chuvas na primeira. Porque lá o regime de
armazenamento de água é diferente do Brasil, então se chover bem na primavera
os impactos são mínimos no verão, mas de qualquer forma é um ano de se olhar
para os Estados Unidos", alerta Santos. (noticiasagricolas)
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