domingo, 27 de novembro de 2016

Esgoto pode virar água potável

Quando estava cursando o mestrado em Houston, por indicação da Fundação de Ensino e Tecnologia de Alfenas, tive oportunidade de entrar, pela primeira vez, em uma estação de tratamento de esgoto.
Qual não foi minha surpresa ao verificar que o efluente praticamente não tinha cor ou turbidez. Entusiasmado, perguntei o que era feito com ele.
– Vai ser jogado fora – foi a resposta.


Mais tarde, perguntei por que esse efluente não era aproveitado em uma estação de tratamento de água. Informaram-me que o americano jamais aceitaria beber água que foi esgoto.
Hoje, a situação mudou. São diversas as estações de potabilização de esgoto existentes ao redor do mundo, várias delas nos Estados Unidos. Mas o preconceito continua. Na estação Orange County Water District, em Fountay Walley, que abastece 2,4 milhões de pessoas na Califórnia, o visitante é convidado a tomar um copo de água potável produzida pela potabilização do esgoto, mas são poucos aqueles que aceitam tomá-la.


O pior é que, até hoje, ninguém se aventurou a fazer a primeira estação de potabilização de esgoto na América Latina. Diante disso, resolvi quebrar o tabu e construir a primeira estação, se não de fato, ao menos na ficção. Escrevi um livro intitulado “A primeira estação de potabilização de esgoto da América Latina”, em que os personagens constroem uma estação de potabilização de esgoto passo a passo.
O livro é dedicado ao saudoso Prof. Edson Antônio Velano, fundador da Unifenas e seu primeiro reitor, por ter-me indicado a disputar a bolsa de estudos, com a qual cursei o mestrado e, como digo na dedicatória, “onde tudo começou”. (ecodebate)

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