sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

4 R’s da Sustentabilidade

4 R’s da Sustentabilidade: Repensar, Reduzir, Reutilizar e Reciclar
A necessidade contínua de revisar a interrelação “homem-ambiente”, engloba o envolvimento de governantes, setor privado, mídia, comunidade científica e a sociedade civil, como um todo.
Nessa perspectiva, têm surgido inúmeras ações frente à crise ambiental, como o jornalismo ambiental e a educação ambiental, por exemplo, que visam principalmente desenvolver nas pessoas conhecimentos, habilidades e atitudes voltadas para a conservação dos recursos naturais e melhoria do meio ambiente.
A partir da Conferência das Nações Unidas sobre o meio Ambiente e Desenvolvimento (também conhecida como RIO 92), foi escolhida três palavras para incentivar atitudes mais sustentáveis: Reduzir, Reutilizar e Reciclar. Pouco tempo depois surgiu o quarto “R” (Repensar), com o objetivo de reforçar a importância de analisar hábitos de consumo (Walmart Brasil, 2016).
A expressão sustentabilidade vem sempre associada a uma maior conscientização sobre as diferentes formas de preservar o meio ambiente, estabelecendo-se, assim, um vínculo direto com a política dos 4R’s. Esta abreviação corresponde às quatro (04) medidas práticas a serem adotadas pelas pessoas, com vistas à melhoria do meio ambiente e promoção da sustentabilidade.
1- Repensar: corresponde à atitude que tomamos e que tem consequência direta em nossas vidas e ao meio ambiente. Assim, deve-se sempre reavaliar e mudar a postura. Nesse sentido, cabem indagações, como: os gastos com a energia são compatíveis com as suas necessidades, ou há exageros? Você consome só o que precisa? Ou também compra por impulso? Você abre mão de usar o carro por alguns dias? Na verdade, não se trata de deixar de fazer as coisas, mas sim de fazer de uma maneira que melhore a qualidade de vida e respeite o meio ambiente.
2- Reduzir: refere-se ao ato de diminuir o lixo e também a emissão de poluentes, a partir de um consumo mais consciente e poupador de recursos naturais. Se atentarmos para as compras que realizamos no cotidiano e nos serviços que contratamos, poderemos perceber que muitas vezes adquirimos coisas que não precisamos ou que usamos poucas vezes.
Como ações práticas, estas podem ser resumidas essencialmente em:
a) uso econômico da água – uso sem desperdício, não usar água para lavar calçadas ou ruas (evitar o uso condenável de “vassouras hidráulicas”), fechar a torneira quando estiver escovando os dentes ou ensaboando as mãos, e ficar atento a qualquer vazamento na rede de água, interna e/ou externa;
b) economia de energia – usar energia limpa (solar e/ou eólica) no aquecimento interno das casas, instalando sensores para evitar desperdícios. Também, dar preferência para as lâmpadas LED, que oferecem grandes vantagens principalmente em termos de durabilidade e economia, além de que não possuem metais pesados (chumbo e mercúrio) em sua composição, causando assim, menor risco ambiental.
c) economia de combustíveis – fazer percursos a pé ou de bicicleta, o que gera economia financeira e de recursos naturais, com ganhos para a saúde e redução de poluição do ar;
d) criar soluções inteligentes e poupadoras, como: produzir seus próprios temperos, cultivando hortas caseiras; usar embalagens recicláveis (papel ou papelão); exercitar a compra a granel, o que vai reduzir as embalagens descartadas.
3- Reutilizar: descartamos muitas coisas que poderiam ser reutilizadas para outros fins. Reutilizar contribui não só para a economia doméstica, mas também para o desenvolvimento sustentável do planeta. Sabe-se que tudo que é fabricado necessita do uso de energia e matéria-prima, assim, ao jogarmos algo no lixo, estamos desperdiçando também a energia que foi usada na fabricação (combustível usado no transporte e matéria prima empregada). Deve-se considerar, ainda, que objetos descartados de forma incorreta, poderá poluir o meio ambiente. A doação também pode ser boa alternativa, tanto a quem precisa quanto à proteção ambiental.
Como ações práticas, resumidamente, cita-se:
a) potes e garrafas pet podem ser usadas como vasos de plantas;
b) usar a impressão dos dois lados do papel e só imprima se for realmente indispensável;
c) móveis (armário, guarda-roupa, sofá, estante, mesa e cadeira) quebrados não precisam ir parar no lixo. Podem ser consertados ou doados;
d) computadores, impressoras e visores podem ser doados para uso em entidades sociais, pessoas carentes;
e) aproveite cascas, frutas e legumes danificados para incorporá-los ao solo;
f) aumente a vida útil de livros, jornais e revistas, trocando-os com amigos.
4- Reciclar: esta ação transforma um objeto usado em um novo produto, que pode ser igual ou diferente. Esta prática resulta em economia de matéria-prima, que é retirada da natureza, isto é, procedimento poupador de recursos naturais. O primeiro passo é proceder a coleta seletiva em sua casa, separando o lixo orgânico do reciclável (plástico, metais, vidro, papel), além de resíduos perigosos (pilhas, lâmpadas, medicamentos, material de limpeza, tinta de cabelos e outros produtos químicos, igualmente danosos ao meio ambiente e à saúde humana).
Cerca de um terço do lixo produzido corresponde aos materiais que podem ser reutilizados, gerando ganhos financeiros e novos empregos, além de que a prática de reciclagem contribui positivamente para a redução do volume de lixo que vai para os aterros sanitários. Processo que pode ser considerado como “ganha-ganha”, isto é, tanto a população quanto o meio ambiente são fortemente beneficiados.
Como considerações finais, pode-se dizer: é preciso inverter a pirâmide, ou seja, colocar em prática a desejável política dos “4 Rs” (Repensar, Reduzir, Reusar e Reciclar) e não continuar produzindo e gerando mais resíduos, deixando que “alguém” assuma a responsabilidade de tratar e dispor adequadamente.
Todas essas práticas não só reduzirão o volume de resíduos gerados diariamente, mas também permitirão o exercício de reuso e reciclagem, culminando em um gerenciamento mais eficiente dos resíduos. São atitudes simples e viáveis que podem ser incorporadas cada vez mais no dia a dia, a fim de proteger o ar, o solo e a água, bem como a preservação de grandes extensões de cobertura vegetal (ou florestas nativas), trazendo como consequências melhores condições de saúde humana, qualidade de vida e saúde ambiental. (ecodebate)

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