Em uma economia em rápida
transformação, a inovação contínua é uma questão de necessidade. Empresas que
deixam de desenvolver novos produtos ficam vulneráveis à variação das
necessidades e preferências dos consumidores, aos ciclos de vida de produto
mais curtos, a uma concorrência nacional e estrangeira e especialmente às novas
tecnologia. Google, Dropbox e Box atualizaram seus softwares diariamente (BASS,
2013; KOTLER; KELLER, 2018).
Empresas altamente inovadoras
são capazes de identificar e rapidamente agarrar novas oportunidades de
mercado. Ao criar um atitude positiva em relação à inovação e à exposição ao
risco, transformam o processo de inovação em algo rotineiro, praticam o
trabalho em equipe e permitem que seu pessoal experimente e até falhe (KOTLER;
KELLER, 2018).
Para o CEO da IDEO, Tim Brown
(2009), inovação significa “criar novas opções”, às quais a concorrência não
tenha acesso (BROWN, 2009; KOTLER; KELLER, 2018).
As empresas proativas estão
inventando novas tecnologias verdes, novos modelos de negócios e novos designs
verdes que têm chamado a atenção da mídia, atraindo novos consumidores e
estabelecendo uma vantagem competitiva (OTTMAN, 2012).
Rodrigues (2010), a
tecnologia de informação enraizada na filosofia da inovação com o objetivo de
melhorar soluções existentes e buscar novas formas de resolver problemas e/ou
necessidades. É difícil verificar como a tecnologia pode ser inovada e usada de
forma que venha contribuir para a agenda de sustentabilidade. Se focar
unicamente no aspecto tecnológico pode levar a ineficiente e ineficaz
utilização de recursos investidos para a adoção e avanço tecnológico. A
literatura é rica de registros de inúmeros projetos de tecnologia de informação
fracassados, principalmente nos países em desenvolvimento.
A tecnológica do Paradigma
Social Dominante leva a crença de que o progresso tecnológico resolverá
quaisquer dos problemas ambientais existentes e futuros. Esta suposição é
denominada de forma técnica – ‘techno-fit’, vista como uma panaceia para todos
os males ecológicos (NASH; LEWIS, 2006). Contudo, a dimensão de tecnologia de
informação do modelo de sustentabilidade sugere que ela pode ser usada para
comunicar e ensinar a agenda de sustentabilidade como um todo aos stakeholders
e criar e co-criar novas alternativas ou soluções que sejam economicamente
viáveis, reduzindo o impacto das atividades de consumo sobre a degradação
ambiental (RODRIGUES, 2017; RODRIGUES, RODRIGUES FILHO, 2018).
Todavia, as tecnologias de
informação e Comunicação (TICs) estão presentes em todos os campos da atividade
humana, fazendo com que as palavras TI/TIC verde, eco-TI, computação verde,
Software verde, Sistemas de Informação ou SI verde sejam usadas por muita
gente, devendo merecer uma grande preocupação não apenas em termos dos produtores
de hardware e software, mas também dos usuários (RODRIGUES; RODRIGUES FILHO,
2018).
A relação entre estas
tecnologias e o meio-ambiente é uma área relativamente nova, sendo o debate
sobre a efetividade da computação verde e da TI sustentável uma questão aberta.
Os altos níveis crescentes do consumo de eletricidade na manufatura e operação dos produtos das TICs levam a um aumento das emissões de dióxido de carbono (CO2), visto que, internacionalmente, energia é predominantemente gerada pelo carbono emitido pela combustão de carvão (GARTNER, 2007; GREENPEACE, 2005). Portanto, a ubiquidade das TICs leva ao aumento do consumo de energia e emissões de CO2, com consideráveis efeitos negativos em termos de desperdício eletrônico (e-waste). Observa-se, assim, que a relação entre as TICs e o meio ambiente é complexo. (ecodebate)



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